Poesia Textos

10 Melhores Poemas Eróticos – para curtir sozinha ou acompanhada.

13.09.18

Literatura erótica é um assunto que venho tentando trazer aqui pro blog há um tempo. Decidi por fim começar com poemas do gênero. O efeito deles – mais do que qualquer outro assunto que chegue aos versos – pode ser sentido em  um relacionamento ou sozinha. Já perdi a conta de quantos depoimentos já recebi de quem melhorou o relacionamento, salvou casamento e aumentou a própria auto estima ao ter esse tido de experiência com a leitura. E não vou mentir, é algo que me atrai muito e que estudo por conta própria (por enquanto, mas a ideia é pesquisar essa área, quem sabe um mestrado? hehe). Pra começar gostaria de pôr duas ressalvas; primeira, este conteúdo é adulto, ou seja indicado a maiores de 18 anos, okay? E segundo, esta é uma área séria e realmente estudada na Letras, haja vista a grande Hilda Hilst que teve destaque da Flip deste ano e Marquês de Sade (tenho certeza que se você não leu algo dele ao menos já ouviu este célebre nome) por exemplo.

Sem mais delongas, vamos aos 10 melhores poemas eróticos – alguns atuais, outros nem tanto… Mas prepare  o coração, o corpo e quer uma dica? um vibrador também (encontre neste sex shop)

 

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Uma publicação compartilhada por Vênus s.f. (@venusterceira) em

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo.
Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há um tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.

– Hilda Hilst

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Fotografia Textos

A Nova Eva e a conspiração de Lilith – Ensaio Fotográfico

23.08.18

Eva, a primeira mulher da Terra. Primeira ancestral nossa, nossa mãe. Não entrarei no fato de ser este um mito, cada um acredita no que lhe convém. Mas é importante ver poeticamente Eva, com outros olhos. Enxergar, mais do que apenas ver, o símbolo de submissão que ela representa, as teorias da conspiração em volta disso e como podemos trazê-la até nós, aproximar sua simbólica figura do nosso feminino. É isso o que quero nesse projeto, com a fotógrafa Lainy Cherry. Na hora eu não pensei muito sobre. Só me veio à mente “Eva”. Talvez como um grito dela própria que há muito havia se perdido. Talvez por estar em meio às folhagens e me reconhecer como ser mulher. Entre tantas verdades, a maior: desde Eva tentam calar nossa voz.

A Nova Eva e a conspiração de Lilith - Ensaio Fotográfico sobre feminismo, sagrado feminino e empoderamento

Canta, oh deusa, sobre a primeira mulher criada, sobre as escrituras sagradas e sobre a profana ilegitimada. Contam nos amuletos antigos sobre o mais antigo ser, nascida antes mesmo do homem, Lilith. Mas também criada junto ao seu oposto no Gênesis da história. Canta, musa, sobre a mulher que se negou a ser menos, que pegou pra si a dominação – e por ela se enfeitiçou – que cobriu Adão e se negou, a ser menos, a ser a mulher que eles queriam. Talvez tenha andado pelos bosques do Éden e gritado, ser o mais perfeito ser criado, à imagem e semelhança da própria Deusa.

A Nova Eva e a conspiração de Lilith - Ensaio Fotográfico sobre feminismo, sagrado feminino e empoderamento

O profeta me conhecia como “primeira mulher”. Me apagaram da história por ser igual ao homem. Abandonei a pé esse falso paraíso de mentiras e maldições. Voei como coruja, como animal noturno que tem um rumo na noite. A noite, querido, pertence a mim. Foi com ela que fiz meu próprio Éden. No Mar Vermelho construí meu deserto e dei a luz a meus filhos, rebelião, é disso que eu gosto, sexo, é disso que eu me alimento. E a maior verdade é que te assombro de medo, você olha em meus olhos e vê o poder que desejaria ter. Sente meu cheiro e te torna cego, até minha voz, querido, te embriaga. Você me teme e me deseja, e talvez eu possa te levar comigo ao meu inferno – se tu merecer. Quase todas as civilizações me vêem como maldita, me afastam com temor. Mas algumas, mais sabias, matriarcas, reconhece em mim a maternidade e o poder que posso lhe oferecer. Às minhas filhas: unam-se é chegada a hora de despertar esse mundo.

A Nova Eva e a conspiração de Lilith - Ensaio Fotográfico sobre feminismo, sagrado feminino e empoderamento por Samira Oliveira e Lainy Cherry

Recentemente Eva me revelou: “não fui feita de costela nenhuma, fui criada isolada dentro do meu próprio coração. E toda essa história de deus e criação. Foi para tentar conter, o tamanho da imensidão. Que eu ocupava.” E quando conheci a serpente, conheci a mim mesma, uma outra face que eu queria a todo custo ignorar. Sabia da outra, sabia da sua revolta, e por me reconhecer como igual mordi a maça. E mordi com gosto, com desobediência aos que queriam me diminuir. Queria o conhecimento sim, queria que ela me admirasse sim, e queria dividir com Adão, essa enxurrada de informações, de prazeres, de luz… E nós duas fomos luz demais, Lua demais, profundidade e intensidade tamanha, que hoje, em dia, toda a humanidade, nos teme e tenta nos aniquilar.

A Nova Eva e a conspiração de Lilith - Ensaio Fotográfico sobre feminismo, sagrado feminino e empoderamento por Samira Oliveira e Lainy Cherry

Então exclamou Adão: “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada ‘mulher’, porquanto do ‘homem’ foi extraída”. Mas ele não sabia, que minha essência há muito a Terra já habitava. E como satélite noturno, por ela orbitava e guiava. É meu poder feminino que dá vida a esta humanidade, reconhecer isso é pré requisito, é o minimo esperado, para quem tanto deve à minha intimidade. Que se ergam templos e religiões, que sejam montados sob flores e pecados, que seja um local repleto de paz e felicidade. Para guiar essas almas, todas essas perdidas almas, à verdadeira essência do que somos.

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Literatura

O Diário de Myriam – Um relato fiel e puro da Guerra na Siria| Resenha DarkSide Books

07.08.18


Livro: O Diário de Myriam
Série:
Autor(a): Myriam Rawick
Editora: DarkSide
Genero: Diário
Páginas: 305
Classificacao:
Sinopse: De um lado, uma menina judia que passou anos escondida no Anexo Secreto tentando sobreviver à guerra de Hitler. De outro, uma garota síria que sonha ser astrônoma e vê seu mundo girar após a eclosão de um conflito que ela nem mesmo compreende.

O Diário de Myriam, é um livro relato da guerra na Síria, mais precisamente dos conflitos de 2011 até 2017. Nele podemos ver toda a sensibilidade e pureza nos olhos da menina Myriam frente à destruição que acontecia. É tocante perceber como ela vai evoluindo ao longo dos anos, visto que começara a escrever seu diário com apenas 6 anos – quando a guerra começava. Suas ideias e vivências eram tão poucas mas já precisava estar atenta para a guerra, para ter sua infância em meio a ela. É triste perceber que com tão pouca idade ela já estava sendo exposta a mortes, sangue, bombas e tristeza. Que tão nova ela já soube o que era uma Ak-47, já tinha que conviver com a fome e com a falta de água, com a possibilidade de ter sua vida acabada a qualquer instante.

Esse livro me comoveu muito. Principalmente porque eu mesma sou descendente de sírios, então de alguma forma são minhas raízes que sofrem, são meu povo que morre. E mais interessante, é que a guerra naquela região vem de tempos tão remotos, é um campo de batalha praticamente, onde conflitos sempre eclodem. É até confuso de se entender o que e porquê eles acontecem. No final dele há fotografias da guerra, e elas me trouxeram á memoria inúmeros sonhos cinza, vazio e destruído que eu tenho de vez em quando. Nesse livro, na ultima parte, há notas de Philippe Loubjois, o repórter que cobriu a guerra na Síria, que conheceu Myriam e fez sua história vir à publico. Philippe também cobriu o Conflito Karen, em Myanmar (Birmânia), a Guerra do Kosovo e a Guerra do Afeganistão.

Achei muito bonito como as pessoas se unem para ajudar umas ás outras. Em dado momento, não há mais pão para comprar, muito menos carne, então cada pessoa cozinha algo com o que tem em casa e distribui ás famílias dos arredores. Outra coisa que é interessante de se notar, é que Myriam é cristã, e sua melhor amiga Judi, é muçulmana, e mesmo com os conflitos polarizados devido às diferenças religiosas, ambas não conseguem enxergar rivalidade entre elas, elas apenas vêem o que nós vemos: amor.

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O Cotidiano da Mulher Segura – ou “jantares sozinha” – ou “o final cíclico de um amor” – ou “a mulher que eu quero ser”

05.08.18

PRÓLOGO

É sábado e oficialmente o meu primeiro final de semana sozinha nessa cidade que nunca descansa. Logo cedo estava decidida a fazer desses dias inesquecíveis. Baseada totalmente em impulsos reais fui até uma cidade vizinha, Cotia, ter uma experiência fora do comum, um ensaio fotográfico totalmente centrado em amor próprio, conexão com a natureza e enfim, empoderamento. Senti com aquela mulher como se nós duas coexistíssemos sozinhas no universo, buscando na essência de ambas uma forma única de expressão e de sacralidade. (mas isso é história longa para outro post). À noite voltei com ela e voltei ouvindo uma belíssima história de amor – vício desses meus ouvidos ávidos por histórias sejam elas de amor ou apenas de paixão, a verdade é que amo ouvir as pessoas – confesso que pensei um pouco em alguém, lembrei de algo que não poderia jamais esquecer e por isso também fiz um texto todinho dedicado a estes pensamentos:

Então querido, cá estou eu, no exato lugar onde nos encontramos na primeira vez. A ironia dessa cena é que eu não planejava vir aqui, vim sem querer, vim por força do destino ou de qualquer outra entidade que te apeteça. Na verdade assim que soube que era pra cá que eu me encaminhava, logo de cara, nem me lembrei da sua existência – assim como tenho feito durante esses meses. Mas agora chegando aqui eu lembro de você e lembro com força. O estacionamento está lotado de gente, bem diferente daquele dia em que havia só eu, você, e um mundo em suspensão. Absorvo essa ideia, quando cheguei eu só queria tomar o Uber mais próximo e rumar pra casa, tomar um banho e me enfiar sob as cobertas, assustada com a possibilidade de lembrar mais de você. Intensidades, você dizia, eu sou feita da matéria intensidades.

Mas não, eu sou outra, tenho um cabelo curto que me renovou, estou mais vestida à unisex do que a feminina e tenho muito mais poder do que jamais tive. Então eu não vou embora, decido ficar e jantar sozinha no shopping. Isso na verdade é algo que sempre pensei ser muito romântico – sim, amor comigo mesma, afinal eu estou muito apaixonada por mim! E sempre pensei ser o ideal de mulherão. Pensava: o dia que eu for sozinha até o shopping e jantar eu vou ter finalmente me tornado a mulher que eu quero ser. Isso que me assusta em ser intensa, em ser escritora, uma simples escolha me gera e me faz parir 2 ou 3 textos, por isso também não te culpo, sei como isso te assusta – ou ao menos, te assustou. Quando saí do carro lembrava da comida mexicana que comi no dia do meu aniversário de 20 anos. Mas logo me esqueci dela, essa fluxo de consciência que me brota sempre me diz mais de mim do que eu esperava.

Entrei por fim no shopping, mochila nas costas, celular no bolso da minha mom jeans predileta, e claro, um carão digno de série americana. Inicialmente minha meta era jantar algo gostoso – mesmo tendo comida em casa eu sinto que mereço esse carinho, mesmo tentando economizar esse mês. Então vou até a praça de alimentação rumando como uma mosca hipnotizada, até o KFC, mas um “boa noite” da atendente de comida Mexicana me interrompe – destino, conexão de pensamentos ou apenas sorte, chame do que quiser. Então pego o cardápio, indecisa em comer sozinha nachos e quacamole ou tacos – apesar de querer muito burrito, eu sei que minha fome pede tacos. Totalmente impulsiva – como fora o dia todo – vou à fila, peço o prato com nachos e ainda Coca-Cola, e me sento pra esperar. Acho interessante como todo mundo na praça de alimentação está acompanhado, de um lado um casal que dá as mãos, do outro um grupinho de amigos meio góticos, do outro um pai com seu filho. E quase à minha frente finalmente uma mulher – mais velha que eu – e aparentemente sozinha, ela me olha e eu penso “ora então ela também vai jantar sozinha, esse aí é o meu futuro, olha só que mulherão” Mas tempos depois chega outa moça mais nova e quase idêntica à ela, no entanto vestida também com um casaco verde – como o meu. Ah tá então era por isso que ela me olhava, vai ver pensou que eu era a filha dela…Leia mais

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A Nova Eva e a conspiração de Lilith – Ensaio Fotográfico
Este não é apenas mais um texto motivacional
Fotografia

Como fotografar unhas para o Instagram – 8 dicas valiosas para ter JÁ fotos MAGNÍFICAS

25.07.18

Fotografar unhas virou uma das minhas atividades preferidas como criadora de conteúdo – principalmente depois da minha parceria com a Mari Lopes Nail Designer. Assim, é pela minha experiência de mais de 2 anos tirando fotos magníficas de unhas, que trago essas dicas valiosas para ter fotos lindas e cheias de curtidas e engajamento.

  • Invista na iluminação – principalmente natural

Anota essa primeira dica, ela é valiosa para qualquer tipo de foto. Fica até mais legal se você conseguir usar a própria natureza como cenário para a foto. Invista em moitinhas de flores, um chão de folhas ou um caminho de pedras. Olhando ao redor você encontrará coisas lindas e naturais para incorporar à foto.

  • Relaxe a mão

Procure deixar a mão leve, nada mais feio que uma mão esticadona na foto, ou com uma aparência severa. Tente segurar algo delicadamente enquanto tira a foto, colocando o objeto junto à fotografia.

  • Hidratação faz parte

Okay, então você tem a melhor manicure da sua cidade (como eu <3) Mas sua mão está ressecada e com uma má aparência – e isso definitivamente não tem nada a ver com sua idade – mas sim com a hidratação! Invista em um esfoliante leve e depois em uma boa hidratação. Se necessário hidrate as cutículas também. Eu indico o Hidratante da Granado Pharmacias

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