Em voga

Como aceitar seu corpo? Venci autoestima baixa, transtorno de imagem e bulimia

11.07.18

A minha ideia de corpo perfeito era baseada no corpo das minhas amigas. Todos os dias eu me comparava com  elas e me odiava por não ter aquele corpo. Meu maior sonho era que um dia, como mágica, eu acordasse no corpo da menina que eu achava mais bonita. E naquele dia eu seria extremamente feliz, teria vários amigos dentro e fora da escola, todo mundo iria me amar pelo meu corpo de modelo e eu iria ter o menino que eu quisesse (ideias de adolescente com uma auto estima beirando o zero).  A cada dia minha autoestima era mais diminuída.

Mais tarde na adolescência começou todo o lance de dieta e regime e quem não fazia nenhum desses não era nem considerada garota de verdade. Eu não contava a maioria das vezes que ia à nutricionista quando era criança mas, nessa outra época, se num eu dia trocava comida normal por água eu contava, se eu ficava 3 horas direto malhando eu também contava. Queria que elas vissem que eu me esforçava pra ser como elas, para ser bonita e perfeita. Queria que fosse como hoje em que você menina adolescente tem eu pra te contar isso, quanta coisa não teria sido mais simples e menos dolorosa se eu pudesse me ouvir contar o que conto nesse blog. É por isso que esse blog e canal existem quero assim ajudar o máximo possível de pessoas como se fossem eu mesma do passado; quase como compensando o presente que foi ter passado por tudo e estar viva ainda. Minha autoestima sempre foi o de me depreciar por dentro; se as vezes eu me sentia bonita,  isso passava em segundos porque por fora eu sorria mas por dentro eu gritava por socorro. A primeira vez que, eu parada da frente da casa da minha tia, um carro com garotos passou e gritou algo como “gostosa” ou “linda” eu me senti bonita verdade – tive que ouvir um assédio para me sentir aceita por mim, tive que ouvir a “opinião” de desconhecidos sobre mim para poder ter um pingo que fosse de amor próprio.

Acho que algo começou a mudar quando entraram umas meninas novas na minha sala da escola, e que apesar de não nos falarmos muito hoje, elas foram muito importantes para mim naquele momento. Uma delas, que chamaremos aqui de Evelyn (nunca conheci nehuma Evelyn então tudo está muito seguro), Evelyn tinha um corpo parecido com o meu, ela era até um pouco mais gorda que eu. E Evelyn era diferente de tudo o que eu já tinha visto, ela era animada, inteligente e totalmente feliz, principalmente com a sua imagem (pelo menos era o que aparentava). Ela contava que ficava com os garotos faz tempo e que tinha vários outros atrás ela. Na minha cabeça isso era inconcebível, porquê eu olhava pra ela e via a mim mesma e pensava, “mas como alguém pode gostar dela, que é igual a mim, nos somos gordas, nunca que alguém pode gostar dela”. Eu não via que ela era sim linda e que eu também era, na verdade na minha cabeça eu era muito mas muito mais gorda que qualquer outra justamente porque a minha unica inspiração eram as meninas da magras da minha escola e da mídia. E não, a família não adianta, minha família é mais cheinha mesmo, mas isso não afetava a forma como eu me via. Não fazia eu ter mais gentileza por mim. Antes era apenas mais um realçador do meu auto ódio, já que eu nunca poderia mudar pois estava na minha genética ter aquele corpo.

Hoje uma das coisas que mais amo é me olhar no espelho de relance e logo fazer um carão ou simplesmente ver como o meu corpo tá no momento. Mas antigamente eu fugia dos espelhos, mostrar o rosto tudo bem, mas espelho de corpo inteiro nunca. Acho que não tenho nem lembranças do meu corpo sem roupa em frente ao espelho e o que eu mais aconselho a você é fazer um exercício simples de tirar toda a sua roupa, e ficar de frente para um espelho de corpo inteiro. Te ver em pé, sentada, de lado, de costas, sem segurar a bariga, sem fazer pose, apenas você. Pode ser que nesse momento você chore ou pode ser que tudo seja tão natural e gradual como foi comigo. Que você olhe as primeiras vezes eu não se veja como é, não se veja com amor, mas as poucos você vai se olhando e se reconectando com a imagem do espelho, vai percebendo que aquilo que você é não pode ser mudado da noite pro dia, percebe que há beleza em você, uma beleza que você só não percebeu por causa de todas as muitas camadas na sua cabeça que a fizeram ver qualquer corpo fora do padrão como feio. Hoje para ficar em casa, ou eu fico nua ou com um vestido de ficar em casa ou um roupão ou camisola, e é libertador se conhecer e se sentir livre dentro de si. Eu queria muito poder te oferecer um guia e 5 passos para uma autoestima elevada, mas isso nunca poderá acontecer porque cada pessoa luta uma guerra própria e passou por batalhas únicas. O exercício da aceitação e, principalmente do amor próprio, são feitas diariamente. Beijos de luz.

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Gordofobia e Bullying na Infância (e na escola) – Eu tentei me matar. Mas não vão me calar.

29.05.18

Se tem uma coisa que desde que me entendo por gente sei, é que sou feia e gorda. E tudo o que vou contar nesse  texto são coisas que nunca contei a ninguém e que só recentemente eu aprendi a enfrentar isso tudo. Ainda mais recentemente quando busco ver o passado com o coração. Parece que toda lembrança vívida, marcante ou traumatizante tem a ver com esse fato. Lembro com uma riqueza de detalhes enorme, um dia que muito pequena eu peguei um faca de carne na mão e imediatamente depois olhei para minha barriga e pensei duas coisas principais: vou passar a faca na minha barriga e ela vai sair toda e eu não vou mais ser gorda. E depois algo tanto quanto pior, enquanto eu experimentava pressionar a faca na barriga: será que se eu me matar as pessoas serão mais felizes por não terem que olhar para mim? Pra você entender tudo o que houve antes e depois para que esses pensamentos continuem comigo até hoje, é preciso contar toda a minha história, principalmente sobre a minha ida a escola. Eu entrei na escola no pré-três, equivalente ao primeiro ano de hoje em dia. Consegui bolsa numa escola de elite da minha cidade e assim que entrei na turma de pronto fui colocada de lado pois a maioria das crianças que já se conheciam de anos anteriores estudando juntas. Lembro de ter feito algumas amizades, entre elas a que é minha melhor amiga até hoje, e outras que infelizmente não vi mais. Aquele foi o momento de grande choque na minha vida, quando eu sai da minha família e das pessoas que me davam segurança e já me conheciam e fui pra um mundo conviver com pessoas completamente diferentes de mim, e mesmo crianças, totalmente intolerantes e preconceituosas. A partir dai, vendo agora o conjunto de todos esses anos na mesma escola, eu consigo ver claramente um grande trajeto de xingamentos desde que pisei na escola. Eram ofensas do tipo “gorda nojenta” até “deveria morrer” passando por “baleia” “baleia orca” “macaca” “elefanta” e chegando ao grande cúmulo de uma dia em que brigamos, minha melhor amiga olhar pra minha cara e dizer que era tao gorda que parecia que estava grávida, ela olhou pra mim e perguntou de quantos meses eu estava e se seria um menino ou uma menina.

A minha resposta para isso era sempre o contra ataque, a violência, tentando bater nos meninos que me ofendiam, ou xingando eles com algo que eles se magoassem, queria que eles sentissem na pele o que faziam comigo – mas nada fazia diferença.

Na maioria das vezes eu mantinha em segredo, era algo tão comum e tão esperado por mim que eu já nem me importava de denunciar. Nas vezes em que contava a um professor ou diretor, era recebida com alguma repreenda a mim e ao agressor, com uma total vista grossa perante a vitima. Acho que eles estavam tão acostumados com isso que já nem ligavam. E interessante é que tempos depois começaram  a zoar um garoto que era parecido com um ator de uma novela que fazia um papel de louco, e ai; nossa, ai fez reunião com a escola toda, teve microfone, teve gente fazendo discurso, teve mãe de aluno, teve textão teve tudo! E foi o dia mais revoltante da minha vida, porquê eu sofria com aquela porra todo santo dia e não meus agressores não receberam agrela repreenda toda, só avisozinhos que nunca davam em nada. E eu me pergunto por que POR QUE eu fui calada e menosprezada até por aqueles que deveriam me defender? Por que as medidas que eles tomavam nunca adiantava, dava uns dias de suspensão pro muleque e tempos depois ele tava lá de novo me impedindo de estudar, de conversar com as minhas amigas, de andar no intervalo e mais ainda de comer. Cheguei ao ponto de jogar o lanche que trazia de casa pra ninguém me ver comendo e me chamar de gorda. Naquela época era bonito dizer que odiava comida, que ketchup e maionese eram coisas de gorda, (coisas essas que eu amava e sempre comia).

Pra minha família eu tentava não contar tudo, quando contava era só metades, era só tudo muito atenuado. Eu tinha medo que assim que contasse eles magicamente vissem a pessoa lixo, feia, ridícula e nojenta que habitava  mesma casa, e que passassem a me odiar também, a não me querer por perto, a dizer que eu deveria morrer.

Três acontecimentos acho que são os mais doloridos na minha vida. Um era uma vez que brincava e pega pega com minhas amigas e sem querer eu fiz um movimento para pegar o braço de uma e ela se jogou no chão, chorando e gritando pra escola toda que eu tinha machucado ela, que eu era muito grande, bruta e gorda, ai todas as outras vieram ao redor dela, levaram-na ao banheiro, chamaram inspetor, professor todo mundo pra ver aquilo. E o braço da menina não tinha nada! Mas ela sorria porquê sabia que aquilo me faria me sentir mais lixo ainda, uma dose a mais da humilhação que eu sempre sofri.

Outro, foi alguns instantes em que a professora deixou a sala, eu estava sozinha em um canto fazendo lição quando um dos meninos chegou por trás da cadeira e enganchou o braço no meu pescoço, me sufocando, e depois quando os outros avisaram que a professora estava chegando ele me jogou pra traz de costas e sufocando, bati a cabeça, braço, cotovelo, mas assim que voltei mais aos sentidos eu me levantei rápido e não contei nada, não queria que mais uma professora soubesse que eu era a humilhada da turma, a gorda nojenta. E por fim outra vez que eu estava na aula de educação física e um garoto me derrubou no chão, de cara no chão e pisou em cima de mim, com os dois pés. Esse me deixou com mais lesões e com o uniforme da escola com marca de pés, então não teve muito como esconder da minha avó. Ela sempre lutou ao meu lado nesse quesito, foi à escola mostrou tudo a diretoria e se não me engano o menino levou apenas um bilhetinho para os papaizinhos e uma repreenda rápida.

O que eu mais ouço em outros depoimentos como o meu é uma relativização de toda essa humilhação que vem no tempo de escola. É umas risadinhas pra cá e outras pra lá, “ai todo mundo sofre bullying, é normal” “só de ser diferente é motivo pra bullying e tudo bem” mas serio que isso está certo? Eu ser capaz de com 7 anos saber que sou nojenta por ser gorda e querer me matar não é normal. Muleques se acharem no direito de tentar me matar sufocada não é normal. O silencio e os panos quentes que todos querem colocar não é nem um pouco normal. E sim, pode ser comum, algo que sempre acontece, mas normal nunca vai ser. E a gente tem que pensar em o que essas crianças com 5  ou 6 anos trouxeram de casa para tao novinhas já terem todo um discurso de ódio, todo uma gordofobia dentro de si, como elas se sentem no direito de pisar no outro por ser gordo e ser pobre como era o meu caso. Até hoje eu sinto isso, todo o bullying que sofri até os últimos instantes na escola me fazem as vezes acordar na madrugada com o coração palpitando, a respiração acelerada por e ter tido mais um pesadelo com aquele inferno que era a minha vida. Depois vocês veem carta de despedida de meninas que se mataram que foi escrita com sangue e não conseguem uma explicação, bom, tá ai a explicação, eu poderia de verdade ter sido essa menina. Uma solução imediata para isso eu não tenho infelizmente, mas sei que você deve sempre falar, mesmo que o medo de se sentir mais humilhada apareça, busque conforto na sua família e amigos de verdade, fale, ponha a boca no mundo, nem que seja pra filmar a sala de aula e comprovar quer suas palavras estão certas, denuncie a todos que você puder. Se não for resolvido mude de escola, mude de amigos, de endereço, de tudo, isso é o que eu teria feito se pudesse voltar no tempo e sofrer mesmo. Ninguém merece viver nesse inferno que eu sofri.

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Como fazer a menstruação atrasada descer rápido.

21.05.18

Menstruação atrasada é um pesadelo. É todo bendito mês a mesma coisa, vive surtando. Já vai mandando mensagem pras amigas chamando de titia, escolhendo os nomes, contatando o cidadão… Isso tudo com 1, UM dia de atraso. Ai para, respira. Lembra que nem toda mulher tem o ciclo regular, inclusive TU! Lembra que nesse mês tu foi uma boa moça e testou todas as camisinhas depois de usadas, nenhunzinho furo. Ok. Ótimo. Mas ai tua vida vai acabar. Não, pera, respira. Faz promessa pra deusa, diz que se esse mês descer, mês que vem nem encosta em nenhum macho. Ai toca deitar de barriga pra baixo toda noite rezando pra descer logo. Conversa com a menstruação dizendo que nunca mais, nunquinha mesmo, vai reclamar dela. Que dessa vez você vai amar ela com toda a sua força, nem que ela te dê a maior cólica da sua vida você vai reclamar. Afinal você espera tão ansiosamente por ela que o brigadeiro já tá até pronto. Ai você vai até o coletor menstrual, faz carinho dele, fica na expectativa de esse mês vai dar tudo certo, vai usar o copinho todos os dias, e fica cada vez mais ansiosa. Busca consolo nos aplicativos de celular, aqueles benditos mesmo que fazem uma previsão do seu ciclo. Pega o celular. Abre o app. O infeliz tá dizendo que você devia ter menstruado há 3 dias. Abre outro, fala que faz um mês que tu tá atrasada. Pera, faz as contas, quando foi a ultima vez que tu transou mesmo? Ata agora lembra lá de 14 dias aqui e ali, calcula quando ovulou. Pronto, agora confere com o calendário lunar do sagrado feminino. Isso meu bem, tu fez as contas tudo erradas. Ai para, reza pra deus, pra todos os santos, pra deusa Vênus, pra Afrodite e até pra Hera, aquela desgraçada. Mas ai tu lembra que ela é deusa da fecundidade e manda ela cantar longe. Ai tu abre o Insta pra relaxar, aparece foto de fralda, foto da youtuber famosa que teve neném, foto de calça moletom. mas o que ela tem a ver? Nada, mas tu já imagina que é só com essa roupa que vai viver a partir de agora. Mas para, vida que segue, não é nada. Pô mas e esse seio dolorido, ai caramba existe um tal de sangramento de nidação. Meu pai amado, minha deusa misericordiosa prometo me intoxicar de hormônios mês que vem. Ai liga a miga desesperada. Flor, hormônio não é garantia de nada. Ai pronto, vou fazer juramento de castidade, por até uma cinta. Minha vida acabou agora, nem sei quem é o pai desse feto. O mundo vai cair em cima de mim, nem o governo ajuda. Saúde publica? Mulher dona do próprio corpo? Tá doida, é nada. Suicídio deve funcionar. Mas não. Pelo amor de Deus é só uma menstruação atrasada. Ai vai lá vê o vídeo da Samira; tem chá? Bora tomar chá. Tem que colocar coisa quente na barriga? Se imbora! Lembra que nervoso faz atrasar mais ainda. Não adianta esquentar a cabeça. Isso mesmo fica calma. É TPM essas dores e enjoos. Tu sente isso todo mês. Conheça seu corpo tá? Isso ai. Agora chora mais e toma teu chazinho, dorme bonitinha. Sonha com anjinhos que não saíram da sua barriga. Acorda outro dia e pimba, sua querida menstruação tá ai. Pode comemorar jogando brigadeiro até na cara. Boa sorte. Até mês que vem, viu?

Este texto foi bem humorístico, pra te ajudar nesse momento tão sério. Assiste o vídeo, ele vai te ajudar. Nele contei alguns truques para fazer a menstruação atrasada descer. Tá tudo certo. O mundo não acabou. Tenha paciência a confia. Qualquer coisa tamo aqui, você não imagina o suporte e amor que tem ao redor de ti, vai dar tudo certo. Repete isso sempre, tá?

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Literatura

Jack O Estripador – Rastro de Sangue | protofeminismo na Londres Vitoriana, suspense e cadáveres

15.05.18
Jack O Estripador - Rastro de Sangue | protofeminismo na Londres Vitoriana, suspense e cadáveres Resenha por Samira Olliveira dezoitoemponto.com

Audrey Rose, a personagem principal de Jack O Estripador – Rastro de Sangue, tem descendência indiana e tem uma postura protofeminista que me deixou orgulhosa. Ao contrário das damas de alta classe de sua época, Audrey não se deleita em chás e bordados, ela encontra prazer dissecando cadáveres e fazendo autópsias junto de seu tio. Em meio à violência da Londres vitoriana, alguns assassinatos chamam a atenção de todos e desperta o medo mais profundo dentro das mulheres. Há um criminoso a solta que mata mulheres e as estripa, levando consigo pedaços de seus corpos e promovendo mortes lentas e dolorosas. Como a única moça empoderada de sua época, ela se junta ao cavalheiro de também alta classe, Thomas, para iniciar as investigações do caso. Thomas é audacioso, cínico, petulante e extremamente charmoso; além de também estudar junto a Rose a arte forence, ele é brilhante em suas anotações e conclusões, sendo claramente o melhor aluno do tio de Rose. Um romance com a dose exata de suspense e investigação. É como ler um pouco de Agatha Christie e Edgar Alan Poe juntos.

Algo muito interessante que notei são as cenas em que a misoginia e a repressão feminina são muito fortes. Eu nunca tinha tomado consciência do tanto que as mulheres sofriam nessa época, como o machismo era bem visto e bem quisto por todos. A medicina e o estudo de cadáveres era praticamente proibido para mulheres, Audrey teve de ir às aulas de seu tio vestida de homem e atuando como um para ser aceita. Seu pai era extremamente contra e chegava a proibi-la de sair de casa em certas situações. É quase atordoante fatos como: mulher não podia sair na rua desacompanhada e muito menos receber um homem dentro de casa. E foi vendo essas situações que enxerguei o machismo de hoje em dia e como houve uma evolução e suavização deles – mas que analisando tais cenas do passado podemos entender o pensamento da época e como ele nos moldou. As mulheres eram incentivadas a não pensar e estudar, e caso pensassem, que fosse apenas o suficiente para atender ás tarefas domésticas. Elas eram impedidas de emitir opinião em várias situações sendo consideradas literalmente inferiores.

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Sobre términos de namoro e força feminina

08.05.18

A gente termina um relacionamento e começa a duvidar de tudo.  Duvida sobre si e sobre os outros. Começa a achar que não é tão bonita como pensava, tão desejável e tão forte. Começa a achar que nunca mais alguém te olhará como ele olhava. A gente termina algo que durou anos e acha que não consegue mais viver sozinha. quem a gente procurava para se curar era ele, mas se ele é o motivo da mágoa,  a quem você recorre? A gente acha que nunca mais vai merecer amor; que jogou no lixo o verdadeiro amor. A gente dúvida no próprio poder e no próprio desejo. Acha que nunca mais o sexo será tão bom ou o beijo será tão desejável. Pensamos que nunca acharemos outra pessoa tão incrível como ele. A gente duvida que ainda saiba flertar, se divertir sozinha; ser um ser individual. Afinal passamos tanto tempo sendo 1 em 2 corpos. Mas talvez não de uma forma muito saudável.


Me vi dependente emocionalmente, psicologicamente, fisicamente até.  Foi só na primeira crise de ansiedade começada por ele, quando eu não podia pedir ajuda a ele pra passar por isso, foi aí que descobri minha força. Quando me vi sozinha fugindo de uma situação de carência, lidando com os meus sentimentos e com o de outros caras; foi quando percebi,  que eu estava no controle. Sem querer fui deixando de controlar. Fui deixando de lutar por aquele nós e por mim. E quando acabou só me restou um pedaço amargo de nada.

A gente fecha o coração como uma caixinha de presente, embrulha bem bonito pra dar a impressão de estar bem, mas por dentro é um vazio silencioso que aperta. A gente tenta ser fria e se passa de louca, tenta ser forte e é chamada de bruxa. E no fim o que resta é um grande vazio que forma ecos. Não é saudades do amor pois não há mais sentimento. Nem saudades do passado. Ele merece ser incólume e guardar as coisas lindas e os momentos únicos que por ora eu quero esquecer.

A minha força que até então eu desconhecia.  Veio me mostrar que eu sou minha própria fonte de poder. Que meu corpo é lindo e eu sempre soube disso; sou uma peça de arte que nem todos saberão apreciar. Me ensina que ainda sei seduzir, afinal eu nunca perdi esse traço tão peculiar de mim. Não preciso lidar com os sentimentos de quem não me acrescenta mais; só posso respeitar e compreender. Aí a gente encontra alguém que é infinitamente mais incrível do que tudo o que podia querer. É uma paixão forte e leve; é sopro de brisa num sol quente de verão. E ele te olha de um jeito único. Afinal cada pessoa é diferente da outra e cada relacionamento também. Você não se define mais como “namorada de fulano” que é o ex. Você agora é você mesma,  que no momento se relaciona com outro; mas que conserva dentro de ti sua individualidade. Você vê que não merecia sofrer daquela forma; se cobrar pelo passado; permanecer por dó e tentar sustentar uma casa em fundações que ruíam. Você vê que pode ser puro e profundo, pode ser com calma e paciência um dia de cada vez, confiando uma palavra por noite, contando histórias como Sherazade e construindo mais mil e uma noites de amor.

Talvez esse texto não tenha feito sentido. Mas meus sentimentos nunca fizeram. Quero que a gente nunca nunca duvide do poder incomensurável que há dentro de nós. Um fim de um relacionamento não precisa ser o fim de uma vida, e nunca vai ser. Tenha certeza absoluta de que ele pode dizer todos os dias que você nunca achará alguém tão bom quanto ele, isso não será verdade. Ele pode dizer que nunca alguém vai te amar como ele te ama ou vai aceitar seu corpo como ele aceita. É mentira, você não merece aceitação; merece adoração; merece alguém que te veja como a própria Afrodite e te trate como tal.  Se essa pessoa não chegar, você ainda tem a você mesma e a todo um mundo enorme te aguardando. Se baste. Se sustente. Seja completa. Queira alguém que apenas te transborde e te inspire. Você é suficiente pra você. Você vai amar e ser amada novamente. Acredite no seu poder.

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