Em voga

Possíveis abordagens ao tema “Intolerância Religiosa” no Enem 2016

09.11.16
Possíveis abordagens ao tema do Enem 2016 Intolerância Religiosa bolsonaro, ana paula valadão, catequização dos índios, cristianismo, matriz africana, umbanda candomblé, rezam fé, crer

Assim que foi liberado o tema da redação do Enem 2016 e eu fiquei sabendo sobre ele pelo Facebook, já fiquei muito feliz com a escolha. Na verdade a primeira coisa que me lembrei, e que acho de suma importância ser discutido – e portanto esse tema voltar à tona e ser repensado por milhares de estudantes é tão importante – diz respeito à intolerância com religiões de matriz africana. Eu andei pesquisando um pouco mais sobre o assunto e vou deixar esse link aqui  para você saber mais sobre as cerimônias africanas e toda a história de como cada uma se originou.

Atraso social ou mau uso da religião?

Bem, desde que entrei na Letras percebi – antes de mais nada – um esforço descomunal conjunto em negar qualquer religião que supostamente alguém siga. Subitamente parece que todo mundo vira ateu ou agnóstico, parece que os que seguem alguma religião tem que falar meio que disfarçadamente, e quando perguntado se você crê em algo é esperado um veementemente não, ou , no máximo um mero sussurro sobre o que você crê. Isso nos abre porta sobre esse pensamento que nos permeia – o de que; acreditar em uma força sobrenatural, seguir uma religião, ir à cultos, missas ou qualquer cerimônia religiosa – o torna quase um ignorante. E porque tantas afirmações desse tipo? Seria apenas pelo desenvolvimento das crendices, que passou daquele pensamento natural de “deus trovão”,por exemplo, para os deuses personificados no ser humano (como os gregos) e depois algo mais próximo do que temos hoje? Seria esse percurso das crenças que faz com que as religiões que temos hoje sejam tão desprezadas? Seria mesmo o dom de acreditar em algo transcendente a nós, algo atrasado? Foi ai que comecei a refletir, e meus colegas da Letras foram essenciais para isso. Hoje em dia se reclama tanto das religiões por motivações como a existência da bancada evangélica. Se fala tão mal dos religiosos por se generalizar que todo religioso vai querer influenciar a vida de toda uma sociedade, sendo que, em tese e na real moral isso não deveria ser assim. Uma coisa é política, outra coisa bem diferente é religião, e estas NÃO se misturam! Mas não é isso o que vemos hoje; vemos o aborto sendo vetado com desculpas religiosas, e ideias tão absurdas quanto quase ingênuas de “bolsa estupro” advindas da bancada evangélica, ou então o infinito discurso sobre casamento gay e a o peremptório “não” desses grupos (como se eles tivessem o poder de decidir, bom pelo menos não em teoria) Então, o que realmente mancha a visão ante todas as crenças? Fica implícito neste parágrafo. Ah e por favor, não confunda, não estou colocando a culpa nos evangélicos ou católicos, mas na vontade de alguns representantes em misturarem religião e política. Recentemente li algo que o Padre Fábio de Melo escreveu e que cai certinho no que eu quero dizer, para ler a matéria e os tweets clique aqui  vou transcrever uma parte importante do que ele disse: “A união civil entre pessoas do mesmo sexo não é uma questão religiosa. Portanto, cabe ao Estado decidir. Aos religiosos reserva-se o direito de estabelecerem suas regras e ensiná-las aos seus fiéis. E isto o Estado também garante. As igrejas não podem, por respeito ao direito de cidadania, privar as pessoas que não optaram por uma pertença religiosa, de regularizarem suas necessidades civis. Se duas pessoas estabeleceram uma parceria, e querem proteger seus direitos , o Estado precisa dar o suporte legal. São situações que não nos competem. A questão só nos tocaria se viessem nos pedir o reconhecimento religioso e sacramental da união.” Em suma, as religiões como um todo estão sendo frequentemente atacadas por essa influência medieval que eles querem impor. O dia em que todos eles pensarem e agirem como esse padre, quem sabe não pode começar a reverter essa história?

A Igreja Católica através dos séculos e hoje.

Conheço uma pessoa que infelizmente se mostra extremamente intolerante perante o cristianismo. Ela afirma ter lido a Bíblia e estudado-a inteira, mas bom, acho que mesmo assim não conseguiu entender nada. Essa pessoa, praticamente toda semana encontra uma forma de ofender o cristianismo. Seja por xingamentos, deboches, histórias más contadas e diversos absurdos falados. Uma coisa que me incomoda muito além de todo esse desrespeito e intolerância foi uma frase: “acho um absurdo ver mulher e negro na igreja, pensar tudo o que a Igreja fez para eles”. Bom, vamos com calma, se fosse assim ninguém ia ser amigo de alemão porquê “ai, os parentes antigos deles foram nazistas assassinos, viveram nesse país” ou ninguém ia aceitar em ser descendente de português porquê eles tomaram o país dos índios. Se for ficar vendo o passado, todo campo social tem uma mancha na história, se fosse assim, ninguém mais leria Moby Dick pelo horror com que os baleeiros tratavam os animais. E às vezes, por outro lado, eu penso que o mundo e a sociedade estão progredindo e muito! E quanto mais tentarmos fazer isso progredir melhor vai ser. Então o problema não é ter religião, é querer impor ela pra todos – o que é um absurdo. E também isso de sempre tocar na mesma tecla de que a Igreja fez coisas de que não se orgulha, ótimo, todos sabemos disso, assim como a Inglaterra fez bobagem e ninguém deixa de ir para o país, assim também o catolicismo, ninguém vai sair dele pelos erros do passado. Pelo menos os erros não se repetem e estão cada vez mais diminuindo ideias conservadoras e fechadas – exemplo disso é o Papa Francisco que chegou até a dizer que todos nós devemos desculpas aos gays e que ele não tolerará discriminações contra eles (pensem no avanço que isso é e em como pode avançar cada vez mais!)

A real existência de Jesus

Esse post parece que só vai ser eu desabafando sobre as ofensas daquela pessoa, mas não gente, vai ter mais coisa, é que, bom, as coisas que ouço é tão intolerante… Tá ai uma coisa que a pessoa fala (e eu reviro os olhos mentalmente e fisicamente). Infelizmente eu não sou da história e não tenho acesso à periódicos ou teses sofisticadas como a que meus professores compartilharam comigo no ensino médio, mas vou deixar aqui o que eu aprendi. Eles disseram que existem inúmeras pesquisas dizendo que Jesus Cristo realmente existiu, então, pode não ter feito todas aquelas coisas, pode não ter ressuscitado (para os que não creem), pode não ter operado daquela forma… Mas que existiu um homem que nasceu daquela forma, viveu e morreu daquela forma, isso ninguém pode dizer que não existiu. E quando ouvi isso até de ateus e percebi o quão sério é e o quão verídico é, então, bom, gostaria muito de achar as pesquisas para mandar para a pessoa! Mas eu prometi não tretar até o final do mês…

Refugiados de guerra e seu futuro religioso.

Uma coisa que eu gostaria de colocar na redação do Enem, diz respeito aos refugiados das guerras do oriente. Desde o ano passado em uma aula de geografia, eu tinha tido um primeiro start sobre o pensamento. Pensem comigo, essas pessoas já estão abrigadas em países que infelizmente não as desejam. Já são consideradas potencialmente “perigosas” e “inimigas”. Agora, imaginem o estrago que será daqui a uns anos quando tudo começar a se acalmar e essas famílias se sedimentarem melhor nesses países. Já pensaram como será dificultoso para elas construírem seus templos? Ou como está send agora mesmo para os que querem apenas falar com Deus? Já pensaram na xenofobia ampliada ao máximo a cada hora que elas se abaixarem para rezar? Já pensaram na dificuldade que eles terão em professarem sua fé? Isso sem contar naquele pensamento esdrúxulo de que eles vão “dominar a Europa”. Pensem se não teremos novamente uma perigosa e infeliz “caça às bruxas”.

Intolerância com religiões de matriz africana.

Eu falei um pouco lá em cima sobre as religiões de matriz africana e gostaria de me estender um pouco mais sobre isso. Confesso que não estou estudando mais história, porém, ainda lembro bem (e nada que uma googlada não resolva) que os escravos trazidos ao Brasil misturaram sua religião com a católica para que pudessem professar sua fé, manter sua língua, costumes e rituais ao máximo. Entretanto, com tanto esforço para manter essa cultura, quando pensamos que o Brasil finalmente percebeu a riqueza africana que temos, o que acontece? Intolerância religiosa! Quantas vezes você já não ouviu que o terreiro de umbanda é onde faz coisa do demo? Ou qualquer outro comentário infeliz como este? Vale lembrar do terrível acontecimento no ano passado da menina de 11 anos que foi apedrejada após sair de uma cerimônia do candomblé que poderia ter sido citado na redação e que, agora, relembramos com pesar. A história das religiões de matriz africana foi marcada pela violência por parte do Estado, especialmente com o advento da República. O primeiro código penal republicano, de 1891, criminalizou e proibiu, em seu artigo 157, “Praticar o espiritismo, a magia e seus sortilégios, usar de talismãs e cartomancias para despertar sentimentos de ódio e amor, inculcar cura de moléstias curáveis ou incuráveis, enfim para fascinar e subjugar a credulidade pública.” No meio de tanta crueldade do passado, temos o produto final: um país racista que tem – entre outros fatores – uma veia com todo esse fanatismo religioso do passado e de hoje e que fere profundamente o sentimento brasileiro de sincretismo, de convívio entre as crenças.

Catequização dos índios 

Esse foi um tópico que eu pensei e, refleti estar intimamente ligado com a intolerância religiosa. Como se já não bastasse o massacre da cultura indígena pelos Jesuítas no passado, agora temos a versão século XXI: Ana Paula Valadão, a rainha dos comentários e atos absurdos. Para a gravação de um dvd seu, ela escolheu a tribo indígena Hywi onde “Todas as crianças sabiam cantar ‘Aos olhos do Pai'” e para piorar, em uma foto postada no Instagram ainda escreve: “Ainda há mais de 100 tribos indígenas não alcançadas pelo Evangelho na Amazônia Brasileira”. As vezes eu penso que essas coisas não necessitam de comentários mas, depois dos comentários horrendos que volta e meia recebo aqui no Dezoito, acho que precisam de algo a mais. Vamos antes fazer um gancho com a ideia “maravilhosa” de Jair Bolsonaro (para ler meu tão odiado/amado post sobre essa pessoa clique aqui) “Temos uma área maior que a região Sudeste demarcada para índios e os índios devem ser integrados a nós. Criamos em 1985, no final do governo [José] Sarney, o projeto Calha Norte para vivificar o Norte do nosso país e agora está demarcada como terra indígena. Estamos perdendo toda a região Norte por pessoas que não querem se inteirar do risco que estamos tendo de ter presidentes índios com borduna nas mãos” e “A política ambiental é péssima em nosso país. Se quiser fazer uma hidrelétrica, em Roraima ou no Valdo Ribeiro, por exemplo, é impossível, tendo em vista a quantidade de terra indígenas, quilombolas, estação ecológica, parques nacionais. Tem que colocar um fim nessa política xiita que está sufocando o Brasil” deixando claro que  destinação de áreas para comunidades indígenas é o “prejuízo para o agronegócio” e outros interesses comerciai$. Primeiro de tudo; a cultura indígena já foi muito devastada – e qualquer um que tenha o mínimo de fosfato ou vergonha na cara vai ligar no Discovery Channel ou qualquer coisa assim (pode ser o Fantástico também, sempre passa) que mostre a história e a realidade atual, que mostre o conflitos de algumas tribos, a falta de ajuda que em tese eles deferiam receber, e por ai vai. Agora, um povo que já não vive bem, já foi quase destruído por nós no passado, já teve sua cultura transformada e terras roubadas, ainda terão de se curvar mais uma vez aos estranhos que querem roubar sua cultura? Tirar o pouco de terra que ainda resta? E em qual realidade teremos um presidente índio? (que na verdade seria uma ótima ideia mas uma ótima ideia tão longe…)

não tem como ser feminista e religiosa nin tim cimi si fiministi i riligiisi enem 2016 o que poderia ter abordado.

Temos muito ainda para falar e discutir sobre todo esse assunto. Hoje tentei fazer apenas um apanhado geral com ideias que eu teria colocado se tivesse feito a redação – as que dizem respeito mais ao exterior deveriam ter sido apenas exemplificadas rapidamente, deixando o foco para questões brasileiras. Quanto às propostas de intervenção creio que não teve muita variação, foi aquela coisa mais geral (e quase superficial que eu não gosto muito, mas tudo bem) em ressaltar que deve haver alguma política de conscientização, melhora na educação, projetos de integração e exposição sobre as diferentes manifestações religiosas, leis que funcionem e sejam eficazes, entre outros. É interessante lembrar que na introdução poderia ter começado contextualizando a importância da religião para o ser humano, tendo em vista nossa sociabilidade e nossa necessidade em estar no convívio social, além de casos mais “isolados” de benefícios da religião e do “crer em algo/alguém” para nós – no mesmo dia do Enem li algo sobre os benefícios para a saúde em se participar de missas e acho que vale uma lidinha. Mas na verdade eu acho que a importância total para todos é algo mais espiritual e extrassensorial, que apenas o que creem em algo podem explicar. Gostaria de ressaltar que sim, eu sou católica, e sim, eu sou feminista (nem me venha querer confiscar minha carteirinha de feminista ou falar que não tem como ser feminista e católica – “nim tim cimi sir fiministi i citilici”) e bom, eu tenho umas crenças bem variadas, que, na verdade, eu acredito em tudo o que seja bom, então vai desde espiritismo até magia. Acho que por isso estou bem apta para ter discutido esses assuntos com vocês. Espero que tenham gostado. Quem ai prestou Enem? Como foram na redação? O que colocaram? Citaram alguma coisa do que eu falei? Ah e boa Unesp semana que vem!♥

Os Meus 13 Porquês| Podem acreditar numa garota viva?
Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.
Desculpa, mas não dá pra ser um “Feliz Dia” das Mulheres

:D :-) :( :o 8O :? 8) :lol: :x :P :oops: :cry: :evil: :twisted: :roll: :wink: :!: :?: :idea: :arrow: :| :mrgreen:
  • Ana carOLINA DIAS Em 09 . 11 . 2016

    Texto maravilhoso! Concordo muito com o que você falou! Bom, não prestei Enem, já estou em uma universidade(federal) e não prestei, estou louca para ver as redações que tiraram mil, e o espelho de várias, pra saber o que rolou na argumentação dos candidatos rs.

  • Samira Em 09 . 11 . 2016

    Olha só parabéns! Já esteve atrás do cansativo Enem então :) Nossa eu também estou muito ansiosa para ver como eles articularam os argumentos! ♥

  • LUANA BRAZ Em 09 . 11 . 2016

    Não fiz o ENEM mas achei sensacional esse tema é algo que precisa e muito ser debatido. A intolerância vem crescendo de uma maneira grotesca, não só a religiosa, mas essa é uma das que mais me preocupam. As pessoas esquecem que o Estado é laico e cisma que suas crenças têm que ser levadas a ferro e fogo para tudo e todos, isso me preocupa demais. Como você disse religião não deveria se meter em política e se mais líderes religiosos pensassem nisso, com certeza o mundo estaria bem melhor. Esse resquício da idade Média de que só a religião salva e que todos tem que seguir a MESMA religião me assusta demais. Não sou religiosa, não tenho crenças definidas, sou mais para o lado do misticismo. Mas respeito as religiões, respeito as crenças de cada um e queria muito que alguns religiosos fanáticos intendessem que não se enfia religião guela abaixo. Suas pontuações de possíveis abordagens na redação foram sensacionais, ótimo para refletir!

  • Samira Em 09 . 11 . 2016

    Nossa nem me fale, queria apenas que o fanatismo fosse erradicado porque no fim ele é o real motivo de todos os problemas. As pessoas sem religião já sofreram tanto nas mãos dos fanáticos que querem impor suas ideias, que acabam generalizando tudo e colocando como se todos fossem ruins como se todos quisessem podar os direitos civis de cada um baseando-se em ideais e crenças. Lamentável

  • Hellê Em 09 . 11 . 2016

    Que post maravilhoso, eu, particularmente, amei o tema, creio que seja uma reflexão extremamente necessária no nosso cenário atual, e todos os pontos que você colocou são abordagens incríveis do tema, tem que ser discutido sim, tem que ser refletido sim.

    Beijoos ;**

  • Samira Em 09 . 11 . 2016

    Muito obrigada, também achei que o Enem arrasou dessa vez também :)

  • Maíra Sobieski Em 09 . 11 . 2016

    ACHO BEEEEEEEEEM complicada essa história de intolerância religiosa. Primeiro: é comprovado cientificamente que ter uma religião faz bem para a saúde. Então, vamos deixar que as pessoas escolham o que elas quiserem, né? <3 outra coisa: é possível sim ser religiosa e feminista. gente, o feminismo tá aí justamente pra deixar as mulheres serem o que elas quiserem.

    adorei seu texto :)

  • Samira Em 09 . 11 . 2016

    Nossa nem me fale né? Por isso mesmo o meme deu tão certo hasuhausa. E siimm, eu lembro que já li pesquisas comprovando o quão benéfico pra saúde é crer em algo ♥

  • gabriela Dahmer Coitinho Em 09 . 11 . 2016

    Ai, depois desse texto eu acho que tirei 0 na redação. Me diz, porque o bloqueio criativo chegou justo naquela hora? kkkkkk

    Beijos,
    Blog Gaby DahmerFanpageInstagramTwitter

  • Samira Em 09 . 11 . 2016

    kkkkk nem me fale. Oxe, cê fez Enem? Que bom que o post lhe foi útil! Se quiser, manda pra mim dar uma olhadinha ;)

  • Luly Em 09 . 11 . 2016

    Acho que o mais importante do tema do Enem desse ano é perceber que não era “intolerância religiosa” e sim “Caminhos para acabar com a intolerância religiosa no Brasil”. Foi que nem ano passado, todo mundo escreveu sobre violência contra a mulher sendo que era pra escrever sobre a persistência da mesma, e foi aí que a maioria afundou feio. Eles tão abordando temas incríveis, mas com enunciados que precisam ser entendidos por inteiro…
    Achei brilhante a escolha, inclusive. A gente vive num mundo em que religião oprime religião o tempo todo de TODOS os lados, mas que também enaltece muita gente. Não é pra deixar de existir, é pra existir com mais amor, acho que esse é o ponto! E o mais importante que você falou, pra mim: estado e religião não se misturam! Pra mim é o primeiro passo pra redução da intolerância!

  • Samira Em 09 . 11 . 2016

    Bem lembrado, não me recordo se frisei bem sobre isso, que na verdade o Enem sempre nos pede para que arranjemos meios de resolver a problemática que ele nos dispõe ;) muito bem colocado ♥