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Resenha de A Bela e a Fera – live action da Disney| O renascimento da magia!

15.03.17

Resenha de A Bela e a Fera - live action da Disney| O renascimento da magia! por Samira Oliveira do Blog Dezoito em PontoFinalmente a resenha mais esperada, do filme mais aguardado do ano – o live action da Disney, A Bela e a Fera. A Bela e todo enredo que a cerca, sempre foram uma magia indescritível que a fizeram ser a minha princesa predileta. Na verdade, eu sempre tive uma identificação enorme com a Bela – seja pelo fato de ela ser uma leitora voraz que está sempre em busca de aperfeiçoamento e instrução, e por ser uma princesa bem mais ativa do que outras (comparem com a Branca de Neve e vão ver) – seja pelo romance tão belo e revelador, de uma verdade que carrego comigo: a de amar e sentir além das aparências. Por tudo isso e por muito mais, a minha criança interior e a minha adulta exterior elevaram ao máximo minhas expectativas para esse filme. Ver finalmente um desenho lindo e marco da minha vida – mas dessa vez, com artistas de carne e osso, é realmente deslumbrante. Ver minha diva Emma Watson encarnando minha outra diva Bela, então, foi dantesco!

Filme: A Bela e a Fera
Direção: Bill Condon
Duração: 2h10m
Genero: Musical Live Action
Classificacao:
Sinopse: “A Bela e a Fera” é a fantástica jornada de Bela, uma jovem linda, brilhante e independente que é aprisionada pela Fera em seu castelo. Apesar de seus medos, ela se torna amiga dos serviçais encantados e aprende a enxergar além do exterior horrendo da Fera e percebe o coração gentil do verdadeiro Príncipe que existe em seu interior.
Resenha de A Bela e a Fera - live action da Disney| O renascimento da magia! por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

Não sei vocês, mas eu sempre tenho a esperança de que “o filme seja igual ao livro” e nesse caso “igual ao desenho”. Por mais que a gente fale de cinema, pesquise, aprenda, e entenda que são artes diferentes – e também a animação do live – é inevitável, que lá no fundinho do coração, a gente não espere uma coisa que ao menos se aproxime do “real” que conhecemos á tempo. E esse, finalmente foi um pedido atendido pela Disney; como não é segredo para ninguém, as cenas do live foram assustadoramente bem aproximadas – e ouso dizer, bem copiadas – da animação – e isso foi incrível! Assisti ao “original” nas férias, de modo que ele já estava fresquinho na minha memória quando fui hoje – dia 14 à cabine de A Bela e a Fera. Não tive como não me emocionar fortemente em ver aquelas cenas tão assistidas em um formato mais real, em algo muto mais próximo de nós. Então, o encanto começa sem dúvidas alí.

Resenha de A Bela e a Fera - live action da Disney| O renascimento da magia! por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

Ouvi algumas críticas que caíram em cima, justamente por esse fato e por julgarem precocemente que o filme não traria nada de novo. Julgamento extremamente errôneo. Por mais que pretendesse ser fiel à animação, a live respondeu á várias lacunas que todos nós sempre tivemos sobre a Bela e sua história.

Respostas que antes podíamos apenas supor – outras que não tínhamos condições nem mesmo de imaginar – se descortinam à nossa frente, nos arrebatando e nos levando à verdade da história, ao preenchimento da lacuna, à resposta tão aguardada – e tudo que você pode fazer é se deixar levar por esse arrebatamento, é se sentir totalmente à merce do filme e do que ele quer nos contar.
Resenha de A Bela e a Fera - live action da Disney| O renascimento da magia! por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

Primeiro, falemos da joia da coroa: Emma Watson. Como vocês bem sabem, nossa deusa é totalmente engajada em causas feministas, e como já era de se esperar, trouxe questões desse campo para o filme. Esse é um fato muito interessante e precioso, a forma como os roteiristas Evan Spiliotopoulos, Stephen Chbosky e Bill Condon conseguiram trazer questões atuais até a França do século XVIII e atualizar belamente o filme de 1991. Acredito que essa ação dos roteiristas e de Emma mostraram a realidade que comumente passa batida em filmes ambientalizados em outras épocas – exemplo disso foi uma cena gay delicadamente incluída – e que muito mais do que representatividade, também atualiza conceitos antigos e mostra a realidade que sempre esteve presente em todas as épocas. Gostei muito de como esse e outros itens foram sendo sutilmente acrescidos e mostrando o lado real da obra sem nenhum tipo de pedantismo, que não raras vezes observamos de a mídia absorvendo uma luta e a comercializando. Como Bela, Emma foi deixando a personagem mais forte e dando mais ação, deixando a antiga e um pouco frágil Bela, no chinelo. Essa Bela é uma heróina do século XXI – como afirma o diretor Bill Condon. Nossa deusa nos apresenta uma Bela que não espera ser salva, mas que luta ao lado; que não espera um milagre, mas que busca soluções reais; que não se contenta com o que lhe é imposto, mas que vai contra a corrente e arranja um modo de ser diferente. Outra menção honrosa vai, necessariamente, para Dan Stevens e sua interpretação da Fera, mesmo com toda o aparato de sua fantasia era possível identificar a atuação dele, a expressão maravilhosa do ator transpareceu bastante, a forma de mover os olhos – que aliás, é um elo de reconhecimento entre Bela e a Fera – e toda sua bagagem gestual.

A música foi um show à parte, só por ela o filme já teria valido a pena. De um lado, tivemos as músicas originais belamente reproduzidas por Menken e Howard Ashman, e por outro, três canções totalmente novas (inclusive uma delas me fez chorar horrores, vamos ver se depois de assistir vocês adivinham qual foi) compostas por Menken e Tim Rice. E como não fazer novamente uma menção à Emma? Como não se emocionar a cada música que aquela mulher cantou?  “Something There” com todos os outros personagens compondo a canção, foi uma coisa de arrepiar cada cabelinho da nuca! Então, ouvidos bem atentos quando forem assistir, combinado?Resenha de A Bela e a Fera - live action da Disney| O renascimento da magia! por Samira Oliveira do Blog Dezoito em PontoAmei muito a forma como aprofundaram a Bela, como construíram uma belíssima ligação dela com o pai (Kevin Kline) e a transformaram numa personagem extremamente complexa e profunda – coisa que não se transparece tanto na animação de 1991. Outra dado que não pode ser esquecido é o que tange efeitos de computação gráfica e seus demais “afluentes”, como eu não entendo muito desse campo, posso dar minha humilde opinião como telespectadora, que é: que coisa mais linda da vida é essa?! E realmente, tudo é muito belo e real, todos os objetos animados são tão verdadeiros que é bem possível que eu fique encantada demais e queira conversar agora com a minha cafeteira ou com o mouse do computador (não me chamem de louca kkkk). Quanto ao amor da Bela e da Fera, as vezes tão incompreendido e problematizado – como os boatos de se tratar de um caso de Síndrome de Estocolmo – rebate todas as polêmicas e finalmente mostra todos os passos que levou para que os dois se apaixonassem, todas as diferenças e igualdades, todos os esforços, privamentos e concessões, e onde afinal, se encontra o amor – apesar de tudo.

E outro dado: levem lenços de papel. Sério, ou uma toalha; pois se meu corpo é composto por 60% de água, tenho certeza, que 90% disso eu deixei naquela sala de cinema – e sigo sobrevivendo com meros 10% e totalmente desidratada. Então se preparem para chorar – ainda mais se você é fã da Bela ou da Emma ou das duas (ai piorou, ou seja, ce vai ficar igualzinha à mim e sentir seu rosto encharcado de lágrimas). Por fim, acredito que A Bela e Fera não teria como ser mais mágico; toda a atmosfera, toda a fotografia belíssima, o cenário, o elenco, o figurino e cada minucioso detalhe corroboraram para que realmente fosse um filme marcador de época. Resenha de A Bela e a Fera - live action da Disney| O renascimento da magia! por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

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:D :-) :( :o 8O :? 8) :lol: :x :P :oops: :cry: :evil: :twisted: :roll: :wink: :!: :?: :idea: :arrow: :| :mrgreen:
  • Gabriela Dahmer Coitinho Em 15 . 03 . 2017

    Agora ferrou tudo, eu estava querendo assistir no cinema, mas vou esperar estrear na HBO ou Telecine, pois certamente vou chorar mais que bebê. Sou encantada por esses live action da Disney, então certamente este será mais um filme que estará na lista dos meus preferidos. Agora, mais que antes, estou esperando ansiosamente para assisti-lo.

    Beijos,
    Última postagemBlog Gaby DahmerFanpage

  • Samira Em 15 . 03 . 2017

    Menina você não vai conseguir esperar sair na HBO! haahha é muito amor envolvido, sério, vá ao cinema, é uma experiência incrível! E bom, eu chorei muito, tipo de fungar e fazer barulho mesmo hahaha, sorte que os outros blogueiros não se incomodaram kkkk

  • Beatriz Rodrigues Em 15 . 03 . 2017

    Acabei de encontrar o seu blog através de uma busca no google e fiquei encantada. Que cantinho maravilhoso é esse e como eu não conhecia antes? Sou igual a ti, metade no interior (pertinho de pira) e metade aqui em São Paulo ♥♥

  • Samira Em 15 . 03 . 2017

    Olá Bia, tudo bem? Que legal! Pelo que você estava buscando, se lembra? Fico feliz que tenha gostado do Blog ♥ também vou visitar o seu!
    Ah e morar em dois lugares é muito bom né? Ainda mais dois opostos como SP e o interior – ai a gente não cansa de nenhum né?
    Um beijão!

  • Evento da DarkSide – Lançamento de Twin Peaks + jogo de escape – Literatura – Dezoito em Ponto Em 15 . 03 . 2017

    […] foi o primeiro evento (não estou contando a cabine da Bela e a Fera) de que participei, e acho muito interessante registrar isso aqui para vocês (e pra mim também, […]