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Os Meus 13 Porquês| Podem acreditar numa garota viva?

10.04.17

Os Meus 13 Porquês (13 Reasons Why)| Podem acreditar numa garota viva? Confissão sobre bullying ensino médio e inferno.Com o lançamento da série 13 Reasons Why (Os 13 Porquês), assuntos como bullying e o inferno do ensino médio surgiram em todo canto – discussões na Globo, nas escolas e nas redes sociais. Mas tenho certeza, que mesmo com toda essa reflexão, ainda tem gente que não vê – mesmo porquê: “Quem acreditaria em uma garota morta?”… Bom, vocês podem acreditar numa garota viva? Espero que a resposta seja sim. Eis portanto, os meus 13 Porquês:

Olá para você que está lendo. Quem fala aqui, é Samira Oliveira, ao vivo; em imagens e em códigos de informática.  Sem promessas de retorno. Sem bis. E desta vez, sem atender aos pedidos da platéia. Espero que vocês estejam prontos, porque vou contar aqui a história da minha vida. Mais especificamente o inferno que ela foi. E, se você estiver lendo isso, você é um dos motivos.

Fita 1, Lado A

Tudo tem um começo, certo? Mas onde exatamente foi o meu? Acredito eu, que foi antes do primeiro dia de aula, lá no “infantil 3”, ou seja, quando você tem 6 anos. Sim, meu começo não foi no ensino médio – foi bem antes. E talvez por isso e tenha aguentado até o fim, corajosamente. Talvez vocês pensem que muitos porquês são inúteis, talvez você não se julgue digno de estar nessas páginas. Mas acredite, tudo há um porquê. Coleguinhas crianças, que mesmo tão pequenos sabiam ser maldosos, se aproximem, a número 1 vai especialmente para vocês. 

Já pensaram que talvez eu não tivesse nenhum amigo antes de chegar até vocês? Já pensaram que eu só quisesse alguém para conversar? E quando eu finalmente achei alguém, essa pessoa se foi. Já pensaram, meninas, como vocês foram ridículas brincando de “ter bebês” e como eu achei aquilo um tanto apavorante e nojento? Vocês não me queriam como amiga, e eu não entendia porquê – só pelo motivo de eu não gostar de suas brincadeiras sem sentido? “Amigos” crianças, realmente tinha algum problema eu ter demorado para decorar o alfabeto? Vocês sabiam que eu não estava na escola desde os 2 anos? Que não era minha obrigação saber de tudo? Não, vocês não sabiam. Amigas, sabiam que eu não tinha uma dúzia de Pollys para brincar? Que eu não queria que soubessem detalhes sobre a minha vida que eu mal sabia. Eu não queria ter de saber tão cedo a inexistência do Papai Noel. É ai que as coisas começaram.

Fita 1, Lado B

Quando você tem uns 7 anos, o menino que joga futebol e que parece gentil, é uma paixonite bem provável. Principalmente se você é a excluída, principalmente se você é invisível. E o que você fez com isso? Aproveitou a minha inexistência, ou melhor a minha existência para ser humilhada. Era interessante né? Ouvir os xingamentos; “baleia”, “grávida”, “gorda estúpida” e tantos por ai. Diariamente. Até mesmo da minha melhor amiga. Eu fui apaixonada por você, por muito tempo. Eu escrevi cartas que você mostrou a todos, eu mostrei quem eu era e você não pensou duas vezes antes de mostrar para o mundo. E naturalmente, me humilhar mais um pouco – afinal, qual seria o problema? Eu já era o saco de pancadas de mais de 50 alunos, mesmo! Sorte a sua, querido amigo, eu te superei. Bem rápido para alguém intensa. E não te culpo tanto, quem poderia amar a gorda da turma?

Fita 2, Lado A

Eu tinha começado a escrever em ordem cronológica. Mas convivi tantos anos com vocês, foram tantos episódios insuportáveis. Tantas mágoas de todos vocês. Que seriamente, eu já havia pensado várias vezes em acabar com tudo. Depois de tantos anos, você acaba finalmente esquecendo de várias coisas, mas infelizmente ou não, você não se esquece de tudo. Principalmente da dor. Lembra você, colega, quando me acusou de roubar uma figurinha do seu álbum? Lembra, amiga, quando você me incentivou a “pegar emprestado” o que não era meu? Vocês duas talvez não se lembrem, mas eu lembro. Lembro de como, colega,  você chamou sua irmã mais velha e as amigas dela, para fazerem com que eu falasse, algo que eu não entendia, algo que eu não tinha feito consciente. Bom, eu fiquei com medo, sabia? Elas eram enormes, mais velhas e muito altas. E eu era apenas a gorda, eu sabia que aquele dia eu voltaria diferente para casa. E então me escondi no banheiro e chorei.

Fita 2, Lado B

Quem será o próximo? Mesmo sem citar nenhum nome – já faz muito tempo – eu consigo ler e lembrar vividamente de cada dia, cada acontecimento, cada sofrimento. Mas talvez, ou melhor, com certeza, você não se lembre. Meu melhor amigo, essa é para você. Você que foi um refúgio e foi meu único amigo por tanto tempo; eu estive com você sempre que precisou, sempre que não quis aceitar quem você era – quando você não descobria quem você era e quem amava. Mas sabia? Depois de tantos anos, eu passei a te amar. E o que você fez? Ficou com a minha amiga, que diziam, era parecida comigo. Eu fui má com ela, eu fui má comigo. Eu não podia suportar essa traição criada na minha cabeça – afinal, você não sabia, mas não gostava de meninas. No entanto, eu estive com você e com nosso outro amigo. Sei que você sofreu, sei que ele foi obrigado a mudar de escola, ele não aguentava mais os outros, não aguentava o inferno da nossa escola. Sorte a dele, eu deveria ter me mudado junto.

Fita 3, Lado A

Espere, vai ficar bom. Talvez você esteja achando um pouco entendiante. Na verdade eu ainda estou na infância e na quase pré adolescência. Mas se prepare, você vai chegar à sua fita. E quanto mais para o final você estiver, pior para você. Mais recente, mais cruel e mais culpa você vai ter que carregar. Agora, veremos a justiça que a escola fez. Nenhuma. Por tantos anos, nenhuma. Eu não culpo os profissionais meus amigos,  na verdade, no ensino médio, o problema era quase irrefreável para eles. Será que eles poderiam ter feito alguma coisa? Eles que receberam jovens formados, jovens que quando criança não foram impedidos. Jovens que sempre se julgaram os donos do mundo. Os professores receberam eles já prontos, não tinham mais o que fazer. Mas você teve, você, dono dessa fita teve. E você só percebeu isso depois que um aluno sofreu bullying por ter o mesmo nome que um esquizofrênico da novela. Sério? Eu lhe pergunto: sério mesmo? Jura que você nunca achou que era errado os xingamentos e as agressões que eu sofria? Nunca julgou errado quando um menino da sala tentou me enforcar? Sério mesmo? Sério que você só notou que bullying existe depois desse episódio com o menino do nome? Bom, “no seu tempo” não existia bullying né? Então porquê mudou seu discurso? Porquê passou a “conscientizar” os alunos sobre isso? Bom, eu tenho uma notícia para você: não adiantou nada.

Fita 3, Lado B

Agora vamos para meu “primo” e para um outro “primo”. O primeiro, naturalmente, virou uma paixonite minha na infância. Sim, é você mesmo. Eu fiz um desenho para você e você jogou no lixo, depois de repreendido você o pegou de volta e me xingou mais uma vez na frente da sala toda – mas eu já estava acostumada. O mundo da tantas voltas né? A “baleia saco de areia” virou você mesmo no futuro, e então você se mudou, não aguentou provar do próprio veneno. Para o outro “primo”. Você se tornou cruel no final, mesmo depois de ter sofrido por tantos anos. Você fez parte dos “garotos populares” e os todos grupinho de garotos populares são maus, na verdade eles são populares justamente por serem maus. E eu fui a maior vítima do seu grupinho.

Fita 4, Lado A

Confesso que quero acabar com isso logo. Terminar minha confissão, dessa vez, finalmente para o mundo. Dessa vez para todos saberem quem realmente vocês são – inclusive uns sobre os outros. Depois disso, eu vou poder definitivamente seguir em frente de todo coração – mesmo já tendo feito isso. Essa fita vai para você que foi minha amiga, você deveria ser uma das últimas cronologicamente. Mas como você também sofreu, vou poupá-la de ficar no fim. Achei que tinha encontrado uma igual, alguém que entendi meus gostos, alguém que ensinava algo que eu amava. E metade por você e escolhi a profissão que escolhi. Eu te protegi, eu te defendi, eu comprei várias brigas por você. E o meu mundo ficou mais infernal a cada vez que eu te protegia. E o que você fez? Me ignorou, não me contou o que eu precisava saber. Não me ajudou a te ajudar. E depois, no final, sem nenhuma consideração, fingiu como todos, que eu nunca existi. Sem mais, a sua fita termina aqui.

Fita 4, Lado B

Respeitável publico, para quem vai essa fita? Estou pensando ainda. Minha vontade é de começar a falar dos últimos, dos mais recentes. Mas  vou tentar me conter. Vocês já ouviram sobre a teoria do Caos? Aquela que diz, que, se uma borboleta bater as asas no exato instante, naquele definitivo instante, ela pode provocar um furação do outro lado do mundo. Você foi a borboleta, e você causou boa parte do meu caos. Afinal, qual era a sua? Por muito tempo eu fiquei imensamente deprimida, você me trocou facilmente por objetos. Você fez eu acreditar que havia algo errado comigo – como se eu já não soubesse disso – mas passei a achar que nem para “ficante” e “namorada” eu iria servir. Afinal, quem namoraria uma gorda? E você fez eu querer você, fez eu gostar da sua ajuda, fez eu passar mal só por estar com você. Para depois, depois de me dar esperanças e de imaginar que tudo poderia ser bom e bonito. Você simplesmente sumiu “não é você, sou eu”. Clássico. Você só me queria porque era vergonhoso demais, um cara da sua idade nunca ter beijado ninguém. E mesmo depois de tanto tempo, você e suas desculpas, e sua confissão de amor, e várias outras bobagens. Não me atacam mais, não fazem mais a mínima diferença.

Fita 5, Lado A

Melhor amiga desde a primeira série, se apresente,  essa é para você. Você talvez não merecesse estar nessas fitas. Você já passou por tanto. Mas sabe… você não passou por nem metade do que eu passei. Talvez eu já estivesse, como dizem mesmo? “Calejada” para humilhações e bullyings e por isso não tive o mesmo fim que você. Mas eu queria que você soubesse: eu precisava de você. Eu precisava pelo menos um dia não ser sua âncora e ser apenas sua amiga. Queria um dia apenas, parar de tentar abrir seus olhos, parar de te defender do mundo, parar de te explicar sobre o mundo, e ser apenas eu. Você sempre foi linda, teve um dos cabelos mais bonitos da sala, teve sempre esse rostinho de boneca. E não passou a infância tendo violência por todo canto. Mas no final, no ensino médio, você se entregou. E você não me arrastou junto com você – mesmo eu implorando para ir. Você me deixou no barco, segurando a âncora que você usara para se afundar. E me deixou profundamente só. Quando éramos crianças você também me ofendeu, chegou a me trair e a se juntar ao grupo que me deprimia, ou seja, a turma toda. E isso eu nunca mais vou esquecer. O dia em que você se juntou à eles e esqueceu de mim. Mas eu estou aqui, e você está ai. E eu continuo tentando te salvar, tentando voltar no tempo para pular na água e te salvar. Eu ainda tento reparar o erro que os donos das últimas fitas lhe causaram. Eu estou aqui para você.

Fita 5, Lado B

A cada volta ás aulas – principalmente as que vinham depois das férias de janeiro – eu prometia a mim mesma que iria recomeçar. Que iria tentar mais uma vez, que iria calar para sempre todos os demônios que me gritavam para eu desistir. Mas eu nunca fui fraca, na verdade, eu tive que ser forte. Sempre. Sem nunca parar para descansar. A não ser dessa vez. Dessa vez eu tinha começado o ano com toda a certeza de fazer novas amizades. De ser uma nova Samira, de tentar não me armar contra o mundo. Eu tinha perdido a maioria das minhas amigas – o porquê disso estará nas próximas fitas – e então eu fui toda contente falar com vocês. E eu falei sobre tudo, e eu quis ser amiga, mesmo alguma de vocês já sendo amigas antes. Vocês sabem exatamente o que fizeram. Por que me excluíram de um grupo bobo? Por que me ignoraram? Por que não me convidavam para sair com vocês? Com vocês, apenas com vocês, eu aceitaria sair. Mas vocês não se importaram. Você fez eu acreditar que era importante para você. Na escola, vocês me deixaram por muito tempo, acreditar que estávamos unidas, que éramos realmente amigas, que éramos um grupo que nunca iria se separar – meu primeiro e único grupo. Amiga, você partiu meu coração mais do que qualquer garoto. E você, outra dona dessa fita, você me deu forças para acreditar que eu era linda mesmo fora do padrão – você pessoalmente convenceu a si mesma sobre isso? Acho que não. Mas você foi uma das piores. Eu realmente gostava de você, eu realmente precisava da sua amizade. E você disse “não”.

Fita 6, Lado A

Você foi um dos muitos erros que eu cometi, alguns imperdoáveis. Você chegou quando eu estava começando a ter amigos, quando meu inferno parecia ter dado uma trégua. Quando o ensino médio estava apenas começando, e eu tinha certeza de que começaria com o pé direito. Obviamente não foi isso que aconteceu. Você chegou sendo uma garota estranha. Eu te achava estranha porquê não entendia você, assim como não entendia eu mesma. Sua estranheza era diferente da minha, eu era a gorda feia, você era a gostosa que todo garoto queria “pegar”. E isso te machucava, e eu sabia disso, eu tentei ajudar. Mas eu não compreendia, fui educada para não compreender e para ser cruel como as outras, e te odiar como as outras. Mas eu não conseguia. Uma pena. Pois você conseguiu me arruinar, conseguiu colocar todos contra mim. Me pergunto se você já se sentiu sozinha – e eu tenho certeza que já. Já vi seu rosto perdido, já senti a incompreensão que você causava. Mas você sabia que eu estava me reerguendo? Provavelmente não, você era a mais bonita, a mais legal, a mais interessante. Você parecia maravilhosa, e eu? Bem, eu era facilmente descartável. E foi assim que você tirou de mim minhas amigas.

Fita 6, Lado B

Para vocês duas -sim, há duas, não tinha como não haver – vocês duas eram do mesmo grupinho, a mesma panelinha, que hoje eu tenho um profundo ódio de panelinhas (mesmo estando segura). Você fez com que as meninas que eu recepcionei, as meninas que aceitaram ser minhas amigas, as meninas que eram tudo para mim, que eram um raio de sol jovem no meio do inferno. Você fez com que elas me vissem como mais um ponto de escuridão. Você tinha que mostrar todo seu charme, tinha que mostrar como você era melhor que eu. E a outra então? O que houve com ela? Sabe o que ela me fez? Ela me deixou perdida, fez eu acreditar que ela gostava de mim, fez eu gostar dela, para depois me humilhar. Gritar comigo na frente de todos. Sabia que quando você gritou comigo, quando você se afastou de mim eu queria apenas me desculpar – por sabe se lá o que eu havia feito. Por muito tempo eu quis você longe, por muito tempo eu pedi desculpas. Por várias pessoas, pessoalmente, e por pensamento. Pedi desculpas pro ser quem eu sou, a que sempre erra e a que sempre machuca os outros – por não saber outra forma de tratar já que sempre fui tratada como violência nesse meio inóspito. Parabéns a vocês duas, vocês são um dos motivos mais cruéis.

Fita 7, Lado A

Quem eu deixarei por último? Vocês devem estar se perguntando qual foi meu último inferno. Minha última tormenta. Você, você que também sofreu e que sofria tanto que precisava de outros para ser cruel – quem sabe sendo cruel não aliviaria sua própria dor? Bom, você deveria saber quanto é a medida da dor. Você começou, você quem começou a guerra final do ensino médio. Você quem começou a humilhar, a inventar coisas e a fazer uma professora ser demitida. Você, intolerante. Você, que faz parte dessa porcaria de sociedade. Que é um dos que se acham melhor que todos por ser rico. Que mesmo sendo mais um caipira cercado de cana, acha que o mundo começa e termina com você. Sabia que eu abneguei alguns sonhos por pessoas como você? Eu não comecei meu Blog porque sabia que você iria arranjar um jeito de me humilhar e de fazer com que todos me odiassem ainda mais. Você abriria o telão de uma das salas e mostraria para a sala toda cada detalhe sobre mim, me humilhando onde pudesse. Você e todo o seu grupinho me fizeram acreditar que o mundo era ali apenas. Com aquela gente fútil, metida e que não tolera o diferente. Filhinhos de papai, mimados, estúpidos…Vocês nunca saberão a magnitude de tudo o que fizeram. Apenas porquê: vocês não se importam.

Para conseguir fazer esse post eu omiti os piores detalhes, assim como os nomes. Gostaria de dizer que eu sobrevivi ao ensino médio. Só pela breve descrição de cada “porquê” você pode entender e deduzir o resto de cada história. E se não puder, coloque os seus “porquês” no lugar dos meus. E perceba. Eu superei todos. Talvez, de vez em quando, algum “porquê” ainda doa, mas na maioria das vezes, eu consegui matar todos esse demônios dentro de mim. E queria com esse post, muito mais do que me redimir de mim mesma e confessar todo meu sofrimento, queria que você pudesse se identificar e se redimir a si próprio. Gostaria de mostrar o inferno que é o Ensino Médio – e a escola no geral. Gostaria pessoalmente de entender porquê eu quero ser professora. Talvez seja para fazer o que não conseguiram fazer por mim – ou não quiseram. Talvez para tentar convencer, para tentar salvar a mim mesma, salvar a Samira que ficou presa no passado – confiante, bonita e amiga de todos – mas que nunca existiu e nem existirá. Queria que você listasse seus 13 porquês. Fale agora o que te incomoda, mude de escola, tire satisfações, conte aos seus pais, conte aos seus professores, conte para todos cada dor que você tem. Ter a minha família ao meu lado foi essencial. Ter amigos professores e funcionários ao meu lado, foi determinante. Ter encontrado alguém em quem eu poderia finalmente confiar, então, foi o que me livrou da morte. Hoje, eu sou uma pessoa muito diferente da Samira de quando estava terminando o ensino médio ou de qualquer outro ano vivido naquela escola. E eu gosto muito, mas muito mesmo, da pessoa que eu me tornei. Por isso, queridos “porquês”, hoje vocês não me atingem mais e nunca mais vão me atingir. De alguns eu tenho pena, de outros eu tenho saudade, e consegui – por incrível que pareça – encher meu coração apenas de coisas boas, e expurgar vocês de mim. E no máximo, desejar, que vocês tenham uma boa vida. E quem sabe um dia, percebam toda a dor que causaram.

E você? Quais seus Porquês?Os Meus 13 Porquês (13 Reasons Why)| Podem acreditar numa garota viva? Confissão sobre bullying ensino médio e inferno.

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  • Ana Em 10 . 04 . 2017

    AMEI!! <3
    Obrigada por este post