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Em voga

Possíveis abordagens ao tema “Intolerância Religiosa” no Enem 2016

09.11.16
Possíveis abordagens ao tema do Enem 2016 Intolerância Religiosa bolsonaro, ana paula valadão, catequização dos índios, cristianismo, matriz africana, umbanda candomblé, rezam fé, crer

Assim que foi liberado o tema da redação do Enem 2016 e eu fiquei sabendo sobre ele pelo Facebook, já fiquei muito feliz com a escolha. Na verdade a primeira coisa que me lembrei, e que acho de suma importância ser discutido – e portanto esse tema voltar à tona e ser repensado por milhares de estudantes é tão importante – diz respeito à intolerância com religiões de matriz africana. Eu andei pesquisando um pouco mais sobre o assunto e vou deixar esse link aqui  para você saber mais sobre as cerimônias africanas e toda a história de como cada uma se originou.

Atraso social ou mau uso da religião?

Bem, desde que entrei na Letras percebi – antes de mais nada – um esforço descomunal conjunto em negar qualquer religião que supostamente alguém siga. Subitamente parece que todo mundo vira ateu ou agnóstico, parece que os que seguem alguma religião tem que falar meio que disfarçadamente, e quando perguntado se você crê em algo é esperado um veementemente não, ou , no máximo um mero sussurro sobre o que você crê. Isso nos abre porta sobre esse pensamento que nos permeia – o de que; acreditar em uma força sobrenatural, seguir uma religião, ir à cultos, missas ou qualquer cerimônia religiosa – o torna quase um ignorante. E porque tantas afirmações desse tipo? Seria apenas pelo desenvolvimento das crendices, que passou daquele pensamento natural de “deus trovão”,por exemplo, para os deuses personificados no ser humano (como os gregos) e depois algo mais próximo do que temos hoje? Seria esse percurso das crenças que faz com que as religiões que temos hoje sejam tão desprezadas? Seria mesmo o dom de acreditar em algo transcendente a nós, algo atrasado? Foi ai que comecei a refletir, e meus colegas da Letras foram essenciais para isso. Hoje em dia se reclama tanto das religiões por motivações como a existência da bancada evangélica. Se fala tão mal dos religiosos por se generalizar que todo religioso vai querer influenciar a vida de toda uma sociedade, sendo que, em tese e na real moral isso não deveria ser assim. Uma coisa é política, outra coisa bem diferente é religião, e estas NÃO se misturam! Mas não é isso o que vemos hoje; vemos o aborto sendo vetado com desculpas religiosas, e ideias tão absurdas quanto quase ingênuas de “bolsa estupro” advindas da bancada evangélica, ou então o infinito discurso sobre casamento gay e a o peremptório “não” desses grupos (como se eles tivessem o poder de decidir, bom pelo menos não em teoria) Então, o que realmente mancha a visão ante todas as crenças? Fica implícito neste parágrafo. Ah e por favor, não confunda, não estou colocando a culpa nos evangélicos ou católicos, mas na vontade de alguns representantes em misturarem religião e política. Recentemente li algo que o Padre Fábio de Melo escreveu e que cai certinho no que eu quero dizer, para ler a matéria e os tweets clique aqui  vou transcrever uma parte importante do que ele disse: “A união civil entre pessoas do mesmo sexo não é uma questão religiosa. Portanto, cabe ao Estado decidir. Aos religiosos reserva-se o direito de estabelecerem suas regras e ensiná-las aos seus fiéis. E isto o Estado também garante. As igrejas não podem, por respeito ao direito de cidadania, privar as pessoas que não optaram por uma pertença religiosa, de regularizarem suas necessidades civis. Se duas pessoas estabeleceram uma parceria, e querem proteger seus direitos , o Estado precisa dar o suporte legal. São situações que não nos competem. A questão só nos tocaria se viessem nos pedir o reconhecimento religioso e sacramental da união.” Em suma, as religiões como um todo estão sendo frequentemente atacadas por essa influência medieval que eles querem impor. O dia em que todos eles pensarem e agirem como esse padre, quem sabe não pode começar a reverter essa história?

A Igreja Católica através dos séculos e hoje.

Conheço uma pessoa que infelizmente se mostra extremamente intolerante perante o cristianismo. Ela afirma ter lido a Bíblia e estudado-a inteira, mas bom, acho que mesmo assim não conseguiu entender nada. Essa pessoa, praticamente toda semana encontra uma forma de ofender o cristianismo. Seja por xingamentos, deboches, histórias más contadas e diversos absurdos falados. Uma coisa que me incomoda muito além de todo esse desrespeito e intolerância foi uma frase: “acho um absurdo ver mulher e negro na igreja, pensar tudo o que a Igreja fez para eles”. Bom, vamos com calma, se fosse assim ninguém ia ser amigo de alemão porquê “ai, os parentes antigos deles foram nazistas assassinos, viveram nesse país” ou ninguém ia aceitar em ser descendente de português porquê eles tomaram o país dos índios. Se for ficar vendo o passado, todo campo social tem uma mancha na história, se fosse assim, ninguém mais leria Moby Dick pelo horror com que os baleeiros tratavam os animais. E às vezes, por outro lado, eu penso que o mundo e a sociedade estão progredindo e muito! E quanto mais tentarmos fazer isso progredir melhor vai ser. Então o problema não é ter religião, é querer impor ela pra todos – o que é um absurdo. E também isso de sempre tocar na mesma tecla de que a Igreja fez coisas de que não se orgulha, ótimo, todos sabemos disso, assim como a Inglaterra fez bobagem e ninguém deixa de ir para o país, assim também o catolicismo, ninguém vai sair dele pelos erros do passado. Pelo menos os erros não se repetem e estão cada vez mais diminuindo ideias conservadoras e fechadas – exemplo disso é o Papa Francisco que chegou até a dizer que todos nós devemos desculpas aos gays e que ele não tolerará discriminações contra eles (pensem no avanço que isso é e em como pode avançar cada vez mais!)

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Em voga

Calma cara, ela só tá Menstruada.

30.10.16

Menstruação post photoshoot empoderamento feminino girl power feminismo periods fotógrafa Rupi Kaur

Foto por Rupi Kaur 

Menstruação, um assunto tão tabu e escondido nessa sociedade falocêntrica que a simples palavra já é evitada seja na escrita, seja na pronúncia, “estamos naqueles dias”, “alerta vermelho” e “vai vir pra mim” são alguns dos apelidos dados à menstruação. Por isso, eu a ginecologista JS da página Ginecologista Sincera e algumas amigas resolvemos explicar certinho tudo o que você homem precisa saber quando estamos menstruadas.

Primeiro: não é algo de outro planeta e não vamos morrer, calma

  • Sabe quando você se corta e sai sangue? Então você chupa o sangue e já enrola um papel ou um pano para que ele pare de sangrar? Então! É o mesmo sangue, e você já viu algo de nojento em sangue? Se já, bom, isso é estranho. Desde a primeira menstruação somos ensinadas a esconder ao máximo esse período, a nem mesmo deixar que os outros vejam a embalagem de absorventes. A menstruação é vista como algo ruim e indigno de ser comentado, como se tudo que fosse relacionado a “mulher” e “vagina” fosse algo sujo e na maioria das vezes sexualizado.

Se você fugiu das aulas de biologia a ginecologista explica – JS

  • Menstruamos para que o endométrio que não foi usado para nutrir o hipotético feto possa ser eliminado. E no mês posterior outro óvulo e outro endométrio venha ocupar seus lugares em nosso útero. Dessa forma a vida se renova – pois o que poderia ter sido gerado não foi, e, portanto é descartado, possibilitando que talvez uma vida seja gerada no próximo mês. Isso é bem bonito mas na prática ela incomoda grande parte das mulheres (nem todas, vale lembrar que algumas amam menstruar, se sentem mais bonitas e até com mais tesão) pois em nenhum mundo as mulheres têm filhos todo mês, certo? Por conter elementos nutritivos próprios do sangue, ele é muito bom para adubar a terra e por isso algumas mulheres o reutilizam em suas plantas –aiii que nojo sangue!– Bom, se pra você é ok esterco mas não é ok sangue então é necessário uma desconstrução ai. O sangue da menstruação é exatamente igual ao sangue que espirra no MMA – no máximo, um pouco mais proteico se conter restos de endométrio. O uso do sangue como um espécie de adubo está ligado mais ao valor energético desse sangue. Pela medicina chinesa, perder líquido é uma forma de perder energia; por ser um líquido repleto de energia, seria mais poderoso do que a água. Também é uma forma de enterrar energeticamente e deixar que a terra transforme tudo de “ruim” que a mulher quer se livrar, em algo “bom”. Importante lembrar também que quem usa pílula na verdade não menstrua, pois inibe o eixo e não ocorre o ciclo menstrual, logo ocorre um sangramento – uma privação hormonal, artificial e desnecessária. Porém do ponto de vista energético, ter essa perda sanguínea talvez seja necessária para perder a energia que ela precisaria perder – e que não conseguiu por outros meios como: atividade física, sexo, manifestação artística… Já com o anticoncepcional Mirena, há uma menstruação na maioria, só que muito menor, isso porque o hormônio do Mirena (que está dentro do útero) faz uma atrofia no proliferamento do endométrio (endométrio se prolifera pela ação do estrogênio na primeira fase do ciclo, a fase folicular para se preparar para receber um óvulo fecundado) isso por causa da ação do levonorgestrel. Mas a maioria das pacientes vai ovular na presença do Mirena (principalmente após o primeiro ano). Depois de um tempo com o Mirena ela vai ovular, fazer o ciclo menstrual e ter uma menstruação ou não (dependendo da capacidade do levonorgestrel inibir a proliferação do endométrio ou não). Sobre a TPM: tem pesquisas que dizem que as alterações de humor podem acontecer sem ter algo a ver com a ciclo menstrual – ou seja, não é uma verdade absoluta. Para o sagrado feminino, na frase proliferativa (predomínio de estrogênio) é a nossa fase de expansão – quando estamos mais alegres, mais receptivas, com mais tesão, mais curiosas, mais falantes – e depois da ovulação, quando predomina a progesterona seria a fase de introspecção, recolhimento, isolamento, reflexão, sobre a própria vida, reflexão sobre os caminhos. O ginecologista Eliezer Berenstein no seu livro A inteligência hormonal da mulher explica que, por termos essa oscilação, (sobe estrogênio, desce estrogênio, sobre progesterona, desce progesterona) a gente seria mais adaptável, mais multi tarefa, teríamos mais capacidade de reagir; diferente do homem em que a testosterona é por toda a vida. E o anticoncepcional tiraria essa capacidade da mulher, então por isso talvez ele está tão associado a uma alteração negativa de humor – falta de libido, depressão, suicídio entre outros.

Coletor menstrual: uma alternativa – Laura Nolasco 

  • Você já parou pra pensar em quantos absorventes uma mulher gasta durante sua vida? Vamos supor que ela menstrue dos 12 aos 50 anos – são 38 anos menstruando uma vez por mês, ou seja, 456 ciclos. Em média, a menstruação dura entre 3 e 7 dias… Se supormos que em cada um desses 456 meses ela passar 5 dias menstruada, são 2.280 dias. Seguindo os conselhos das embalagens de absorvente, que nos orienta a trocar o absorvente cada 8 horas, são 9.120 absorventes durante toda a vida. Quanto lixo é isso? Quanto dinheiro não será gasto? Pensando nisso e em seu conforto, muitas mulheres tem optado pelo coletor menstrual: um copinho de silicone medicinal que é inserido no canal vaginal, coleta o sangue e, se devidamente higienizado, pode durar até 10 anos! E não adianta ficar com nojinho não: além de muito mais confortável, ecológico e barato, o coletor é super higiênico pois dentro dele o sangue não tem contato com o ar, evitando a proliferação de bacterias. “Mas o coletor não vai alargar a mulher?” NÃO! O coletor é maleável e o canal vaginal é “elástico” (lembra que é por ali que os bebês passam?), essa ideia de que a mulher “alarga” já é bastante antiga e machista, né? Leia mais sobre como funciona o coletor aqui e aqui

Existem N’s absorventes e são muito diferentes.

  • Então não se admire se passarmos horas na frente das prateleiras de absorvente procurando o ideal. Sem contar que também usamos tipos diferentes para dias diferentes, por exemplo, um diário com abas quando está no comecinho, um mais grosso (com abas também, lógico) para o dia, um noturno para a noite (porque acredite, quando acordarmos vai ser uma corrida digna de filme até o banheiro) e por fim, o diário mais fininho para o fim. Como sabemos quando é o fim e o começo e quando vamos precisar de cada um? Bom, nós procuramos entender nosso corpo, e depois de tantos anos de amizade de nós conosco mesmas é evidente que vamos saber né?

Nós queremos abraços, chocolate (ou doces ou comer muito, enfim…), dormir e fica na cama ainda mais se estivermos com dor.

  • Uma vez vi uma conversa de WhatsApp super bonitinha do namorado/marido levando chocolate pra namorara/esposa e ainda perguntando se ela precisaria de algum remédio pra dor ou mais absorvente. Nesse dias nós estamos com dor, muita dor (próximo à dor do parto em algumas vezes) então se você puder ser 1 zilhão de vezes mais fofinho (solícito) que o normal, nós iremos agradecer – nada absurdo de se pedir para quem diz nos amar, certo?

Como fazer para amenizar a dor da menstruação? Isis Tomie Iga 

  • Uma massagem é muito bem-vinda ou uma bolsa de água quente para aliviar as cólicas (cobertores também podem ajudar). E que tal você sugerir a prática de exercícios? Calma lá, não é sair correndo uma meia-maratona, podem ser exercícios mais leves, para liberar endorfina e aliviar as dores ou até mesmo exercícios próprios para o útero, como por exemplo, o pompoarismo. O pompoarismo inicial diz sobre contrair e expandir o músculo do útero, dessa forma, ao estimular o útero, é possível diminuir as cólicas e até mesmo eliminá-las. O exemplo dessa contração é de quando começa a fazer xixi e tenta segurar antes de sair totalmente. (Pompoarismo tem outros benefícios além desses, dê uma olhada no google aqui ;) ).

Nem todas sentem cólicas, então, nós vamos querer sexo sim! E se você tem nojinho do sangue mas não tem nojinho do seu sêmen, você precisa repensar algumas coisas… – Isis Tomie Iga

  • Na verdade, esse tópico é mais para quando o cara tem N ideias loucas para a transa, mas na hora do sexo na menstruação ele foge tal qual o demônio da cruz. Portanto, esse tópico varia de casal para casal; mesmo porquê nem sempre gostamos de sexo nesses dias então é melhor conversar. Vai fazer sujeira? Com certeza, mas nada que um banho depois não resolva ou se a preguiça estiver grande, coloque uma toalha por baixo, ou a mulher fica por baixo, existem várias formas, só testar. E não, não vai parecer que você assassinou umas 10 pessoas no filme de XXX. Se a ideia da sujeira te acanha, que tal um sexo oral? A mulher pode estar com o copinho ou absorvente interno, então, nada de sangue “espirrando” em você. (Super recomendo rs). Outra opção é transar no banho, mas vai gastar muita água, né não?! (Consumo consciente, gente!). PS: sempre se previnam, transar na menstruação pode engravidar também, viu?!

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O que NÃO escrever na redação do Enem – em hipótese alguma.

25.10.16

O que não escrever na redação do Enem em hipótese alguma Enem 2016 Enem 2017 como tirar nota 1000 mil na redação do Enem dicas redação perfeita enem direitos humanos competências EnemEu tive notas muito boas ano passado nas redações dos vestibulares, sendo a do Enem um pouco mais de 900, e a da Fuvest – valendo até 50 pontos – se não me engano fiquei entre 46 ou 47. E a da Vunesp 28, que é a nota máxima. Esse post é, mais especificamente sobre o que não deve ser dito na redação do Enem – e em nenhuma outra redação.

Não sei se você se recorda, mas o critério de avaliação da redação do Enem é baseado em competências que seriam, resumidamente: domínio da norma culta da língua escrita, compreensão da proposta e desenvolvimento do tema baseado em conhecimentos prévios do candidato, organização de  argumentos e ponto de vista, adequação do texto  à estrutura do gênero dissertativo-argumentativo e por fim elaboração de propostas de intervenção social respeitando os direitos humanos.

Bom, eu gostaria muito de chegar agora pra você e dizer que a sua opinião será valorizada independentemente de qual seja ela, pois afinal, estamos em tese em uma democracia. Mas infelizmente eu não posso afirmar isso. O Enem espera que você baseie suas ideias respeitando sempre os direitos humanos – portanto algumas frases de intolerância que circulam por ai não devem ser colocadas na dissertação, por mais claro e explicitado que seu texto esteja. Alguma frases e ideias só de estarem presentes no texto já farão com que sua redação seja zerada. Meus professores corrigem as redações dos vestibulares, e olhe, tenha certeza que eles estão loucos pra colocar um belo zero para aqueles que desrespeitarem essa ética. Lá na Letras, nós respeitamos bastante a opinião do outro, tanto é que sempre temos assembleias e grupos de discussão e estudo sobre alguns assuntos como estes, porém se vocês forem por esse lado de extremismo e infligir os direitos humanos, ninguém vai “respeitar” sua opinião. Principalmente no que tange minorias historicamente desfavorecidas como negros, homossexuais, transexuais e mulheres. Gostaria de salientar que não vou entrar muito no âmago das questões, meu intuito é apenas dar um pincelada em conceitos que algumas pessoas pensam em colocar nas redações – e que se o fizerem, estarão zerando esta.

“Bandido bom é bandido morto”

A pena de morte não está prevista no código penal brasileiro, e infelizmente o maior erro dessa frase não se encontra tanto na pena de morte, mas no fato de defender a ideia de que as pessoas que estão à margem da sociedade não devem ser- lhes dada uma nova chance. O Enem espera que você diga totalmente o contrário, espera que você busque reinserir este individuo ao convívio social – lançando mão de mecanismos sociais como alguma capacitação profissional, apoio psicológico, alguma ajuda financeira se for necessária… – todas essas ideias são coisas que você pode inserir no seu texto no que se refere à questões de presidiários e, digamos, seu destino.

“Ideais homofóbicos, por exemplo dizer que homossexualidade é  doença”

1973, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a homossexualidade da lista de transtornos mentais. Portanto afirmar algo assim na redação já lhe garantirá um zero. É importante que esteja bem claro na sua mente a diferença entre Ideologia de gênero e orientação sexual e seus mais variados tipos (bissexual, homossexual, heterossexual, pansexual, assexual…)

Ideologia de gênero: o gênero ao qual a pessoa se identifica

Orientação sexual: diz mais respeito a por quem a pessoa se sente atraída sexualmente.

Na proposta do ano passado, tendo em vista o texto de Simone de Beauvoir seria interessante incluir esse tópico na redação – principalmente ao defender que “ninguém nasce mulher, torna-se mulher” fazendo um gancho entre a pressão social que forma o indivíduo e a ideologia de gênero

Machismo e castração química

A castração química é muito defendida na bancada evangélica, por não agir na raiz do problema que seria a busca de direitos iguais entre homens e mulheres, algo bem contornado por esse grupo – confesso que eu era adepta dessa ideia e depois de muita leitura que pude compreender e agora posso resumir o porque disso não dar certo.

O estupro é um ato de dominação do homem que se acha superior a mulher, sem a genital ele vai usar qualquer outra coisa para estuprá-la, não sei se você viu  até recentemente um caso de que um homem estuprou uma garota com um cabo de vassoura. Outra coisa que eu pessoalmente não defendo é sobre o estuprador ter um problema mental; na verdade acredita-se que todo homem é um potencial estuprador – porque quando estamos sozinhas em uma rua deserta à noite nós preferimos que seja até o demônio do que um homem, tamanho o medo de tal violência. Porém a ideia de doença mental nesses casos é bem difundida – partindo da premissa de que o estupro é tão absurdo que apenas alguém com problemas mentais seria capaz de praticá-lo. O problema de relacionar estupro com doença mental é que corre o risco de atenuar a culpa do estuprador, aliviando a pena e a culpa social pois – coitado, ele tem um problema mental. Sendo que nós queremos que ele arque com as consequências deste ato horrendo. Também é importante lembrar que o estupro e o assédio andam juntos – sabe aquele amigo que beija a garota na festa mesmo ela não querendo só porque ela está bêbada? Ou aquele cara que encosta nas mulheres no ônibus? Esses são apenas alguns degraus do estupro. Além disso; frases como “lugar de mulher é na cozinha” “mulher boa é recatada e do lar” e quaisquer outras frases que diminua a mulher e/ou justifique o estupro e o assédio também não devem nunca serem difundidos e defendidos. É importante também ressaltar a cultura do estupro (isso por si só já valeria um post inteiro, mas vou resumir) que é um dos argumentos para não classificar o estuprador como doente mental. A cultura do estupro diz respeito à sociedade que sempre acredita que a mulher é inferior e que – em linhas bem gerais – não deve ser valorizada, e seu corpo deve ser escondido ao máximo pois ela é a culpada dos posteriores abusos. Um outro exemplo da cultura do estupro é a difusão de mulheres seminuas em comerciais de televisão – buscando uma maior audiência. Ou o burburinho que se faz quando uma atriz compartilha suas fotos de nudez por livre e espontânea vontade – e não fotos “vazadas” como a maioria das vezes – defendendo que fotos assim devem ser exaltadas apenas se não tiverem o consentimento da mulher. Não vou me alongar muito neste tópico – creio que já deu para perceber onde eu quero chegar.

Contra cotas              

Se o tema for por esse lado você terá de ser a favor, vamos simplificar e vamos estabelecer que as cotas raciais devem ser defendidas mesmo que você embase muito bem sua argumentação dizendo por exemplo – deve haver alguma reforma no ensino que possibilite que essas pessoas possam entrar nas universidades sem nenhum tipo de ajuda – mas perceba que, mesmo assim, fica meio forçado. A cota racial diz respeito à representatividade do negro no ensino superior para assim derrubar algumas barreiras raciais que ainda temos na sociedade – olhe na sua sala de aula do cursinho (ou de uma escola particular) e responda: quantos negros você vê na sua sala? Quantos acha que verá nas universidades? Quanto as cotas sociais aí a historia é um pouco diferente e acredito mais polêmica e então talvez você possa tentar discordar e discorrer sobre isso, sobre ser uma forma que  o governo encontrou de esconder o problema e de não agir em sua raiz. Mas sempre lembrando que os alunos que precisam dessa cota são tão inteligentes e capazes quanto você, mas tiveram oportunidade de estar na universidade. Como você pode querer um país mais igualitário, mais capacitação profissional, mais estudiosos, mais universitários sendo que algumas crianças de baixa renda sabem que nunca terão tudo isso? Como você pode achar isso justo?

Ditadura militar

Acho esse tópico bem óbvio para não ser defendido, mas nunca se sabe. Deve-se tomar muito cuidado ao tentar defender a ditadura por motivos de ideologia política, como por exemplo, exaltando o Golpe Militar justificando que assim, a esquerda sucumbiu e a direita venceu. Vocês já devem ter ouvido muitos relatos de professores, e talvez até de parentes e avós que tenham vivido nessa época e sabem o horror que viveram; a impossibilidade de discordar do regime e  as torturas sofridas por aqueles que lutavam para ser ouvidos. Meu professor de linguística comentou que há um estudo mostrando que o Brasil até hoje não se recuperou culturalmente do buraco deixado pela ditadura. Já ouvi pessoas defendendo a ditadura por algum parente que viveu na época defender que os militares não foram corruptos e que todos viviam em paz (acredito que apenas os ignorantes viviam em paz) vale a pena pesquisar um pouco mais sobre “os militares não foram corruptos”.

Se você gostou desse post eu o oriento a pesquisar mais sobre esses tópicos e ler um pouco mais sobre o assunto – aproveite esse tempo para dar uma “relaxada” lendo sobre essas questões. Esse post veio de um roteiro que fiz para me ajudar em uma palestra que fiz na escola em que estudei (a minha primeira palestra da vida e ainda por cima no dia do professor, super presente adiantado hehe) – os alunos estavam tendo dificuldades com essa parte do direitos humanos e bom, ás vezes eles não são tão óbvios para alguns (infelizmente). Eu tenho um post mostrando tudo o que descobri sobre Bolsonaro (fonte principal dos tópicos explicitados acima) para lê-lo basta clicar aqui.

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Motivos para que Bolsonaro em 2018 seja Presidente…Da prisão.

11.07.16
Segundo o espiritismo ele não vai reencarnar nunca mas achei ótima a ligação.

Segundo o espiritismo ele não vai reencarnar nunca mas achei ótima a ligação.

Recentemente publiquei no meu facebook, uma simples nota de que, pessoas que curtissem a página do senhor Jair Bolsonaro, e que portanto compactuassem de seus ideais, por favor se manifestassem de alguma forma – pois eu teria o maior prazer em excluí-los. Em nenhum momento fiz “discurso de ódio” – mesmo possuindo tal sentimento referente a este parlamentar. Algumas pessoas me disseram que “pra que isso, estamos em uma democracia. Se você tende a reprimir ideias contrárias está sendo incoerente”. Bem, primeiramente o Facebook é meu e eu tenho o direito de escolher quem eu quero no meu círculo de amizades – virtuais e “reais”. Meu respeito pela democracia é tanto que convidei tais pessoas a se pronunciarem – o que foi feito, mas nenhum comentário meu foi refutado, engraçado isso né . Também não achei tal medida “desnecessária” visto que as ideias que esse homem defende põe em risco a segurança e a integridade de mulheres, negros e homossexuais – ou seja, justamente os marginalizados pela sociedade. Mas a única coisa que me disseram e que realmente me tocou foi: “Pessoas como ele ganham credibilidade por existirem pessoas que o ouvem que dão trela para o que ele fala, se ele fosse ignorado e não dessem atenção não teria crescido tanto”. Infelizmente o estrago causado por Bolsonaro já foi feito faz tempo, é muito fácil encontrar na internet milhares de pessoas homofóbicas, racistas e misóginas que apoiam esse homem. E é por existirem pessoas que de uma forma ou de outra concordam com o que ele fala, é que pessoas como eu precisam de pronunciar; abrir os olhos dos outros ou ao menos tentar que seus adeptos regenerem ao menos parte de seus neurônios perdidos.

Pensei bem feliz que meus amigos seriam todos muito bem educados, com seus neurônios todos funcionando e passando muito bem da cabeça. Entretanto não foi isso que eu constatei. Amigos que estudaram comigo a vida toda – em escola particular – defendiam firmemente este referido senhor. O único que se manifestou marcou os amigos na publicação – para que pudessem ajudar na argumentação com seus valiosos likes. Porém o único a escrever um belo texto como resposta – o que eu esperava ansiosamente ser de algum conteúdo válido – se resumiu apenas a provocações, histórias acerca da política e da economia da pais e referências ao governo Petista. Em suma, falou que falou mas no fim não disse nada.

Por isso – por tantos adolescentes que pensam que para se afirmar como héteros precisam apoiar esse cara – resolvi fazer este post. Com muitos motivos para não querer que este senhor seja presidente em 2018 – e se existir justiça na Terra… Presidiário.

 

“O importante é que ele não é corrupto”

“…o deputado conviveu bem melhor do que se imaginava com o dinheiro da corrupção. Na melhor das hipóteses, fechando os olhos para a real origem do dinheiro que financiava suas campanhas.

Desde 1993, Bolsonaro é filiado ao PP (a sigla já mudou de nome algumas vezes), com um intervalo entre 2003 e 2005, quando integrou o PTB de Roberto Jefferson, e de uma brevíssima passagem pelo PFL, retornando ao PP ainda em 2005.

Durante todo esse tempo, Bolsonaro conviveu muito bem com Paulo Maluf, José Janene, entre outros nomes de seu partido envolvidos em escândalos. Só se manifesta contra a corrupção, ou a suspeita de, quando atinge seus adversários políticos.”  Estadão/Uol 

Denúncia nepotismo Jair Bolsonaro

Para ser mais clara; dos seus 5 filhos, 3 são políticos também. Carlos Bolsonaro – vereador do Rio de Janeiro. Eduardo Bolsonaro – era escrivão da polícia federal e entrou para a política com Marco Feliciano em São Paulo para se eleger como deputado federal pelo Partido Social Cristão. Flávio Bolsonaro – atualmente no quarto mandato como deputado estadual pelo PP no Rio de Janeiro (conseguiu suspender a lei de cotas no Rio de Janeiro, palmas).  Além de ter quase todos os filhos na política, ainda conseguiu eleger sua ex mulher Rogéria Bolsonaro em 94 como vereadora do Rio de Janeiro. Além disso, em 2017 uma matéria na Folha de São Paulo denunciou Bolsonaro como um dos muitos políticos que empregam parentes (mais dois políticos de sobrenome Siqueira Vale).

Além disso, o capitão do Exército e deputado federal  crítico dos direitos humanos e árduo defensor da ditadura militar, foi beneficiado com R$ 50 mil do esquema corrupto desencadeado pelos tucanos. Fonte: Vi o mundo

Lista de Furnas, recebimento de caixa 2:

Jair Bolsonaro PPB-RJ

50.000,00

PP

Fonte: Jornal GGN

Resolvi desenrolar primeiro este “argumento” porquê a partir da ilegitimidade dele fica mais fácil perceber a falta de argumentação de seus adeptos já que o principal discurso são coisas como: Não importa o que ele pensa, estamos em uma democracia, não temos que dar atenção à opinião pessoal dele, mas sim se ele vai levantar o Brasil; se vai lutar por educação, saúde, segurança…” peguei essas ideias de comentários de bolsomitos passando vergonha em algumas noticias que procuram desmascarar o ídolo deles.

Bolsonaro para presidiário 2018 não votar

“Suas ideias não dependem, o que importa é que ele vai levantar o país”

Assim que li isso pensei imediatamente: Hitler também levantou a Alemanha, mas a custa de milhões de inocentes. A custa de manipulação de toda uma nação.  A custa de uma autocracia fascista.  No filme A Onda, essas questões são abordadas e muito bem explicadas. Em síntese, um trecho de uma análise do filme pela UFMG pode resumir o que quero ilustrar:

O filme “A Onda” apresenta razões que podem levar à alienação política e ao cultivo de lideranças autoritárias, como o vazio de identidade com o qual a juventude sofre, o consumismo desenfreado presente na sociedade capitalista, a ausência de projetos coletivos e o desinteresse das pessoas pela área da política. Essa história transmite a ideia de que a anomia social (ausência de valores) não existe apenas em um contexto de guerra, mas também atualmente, em que as regras de convivência e ética estão bastante relativizadas. Isso é perceptível através do comportamento dos jovens alunos do professor Rainer, que demonstram carência de autoridade, confundindo esse sentimento com a valorização do autoritarismo. Também há a questão da “psicologia das massas”, em que para se sentirem pertencentes a um grupo, as pessoas podem ser facilmente influenciadas, chegando a ficar alienadas.

Análise do filme “A onda”

É importante notar o quão perigoso é a figura do Bolsonaro e tudo o que ele significa. Fazendo uso de um discurso de ódio que atinge principalmente homossexuais, o parlamentar incita á violência e ao preconceito. Tais ideais estão sendo rapidamente disseminados e aplaudidos por parte dos Brasileiros, tornando a situação cada vez mais agravante. Estava pensando, antes da figura deste homem representar tudo isso, apoiar a ditadura ou a morte de criminosos era (e é) considerado um absurdo e uma vergonha para quem apoiasse. Porém tudo o que ele prega e representa fez com que esses valores fossem relativizados e hoje vistos apenas como mais uma forma de expressão e de manifestação dentro da democracia.

Escola sem Homofobia - porquê Bolsonaro deve ser presidiário em 2018

Sobre o famigerado “kit gay” na verdade, Escola sem Homofobia

Ao pesquisar melhor sobre isso achei duas coisas bem distintas. Em um site a tal cartilha era super condenada por diversas mães como sendo um incitação a pedofilia (por ter em uma das páginas uma brincadeira indígena em que os pais brincavam com os filhos, sendo interpretada como “um homem adulto agarrando uma criança, e os dois estão nus!”). Outro desespero das mães eram por estarem escritos no tal livrinho palavras como “pênis” e “vulva” – nossa que absurdo meu Deus, vamos falar eternamente então que menino tem um piu piu e menina tem, bom, muitas vezes não é nem nomeada. Vamos sim deixar que as crianças aprendam sobre o próprio corpo com os amiguinhos, que muitas vezes também nem sabem sobre o que estão falando. Nossa que crime, está escrito vulva! Que absurdo realmente.

Infelizmente é impossível ser imparcial e não dar minha opinião sobre o assunto. Sei que posso nem ter a palavra para falar sobre o assunto, visto que não sou mãe. Porém me interesso sobre educação – já que pretendo seguir esta área como profissão – e também sobre psicologia – quem me conhece sabe dos meus planos de fazer tal graduação. Então é necessário eu falar um pouco disso nesse meu espaço. Nos comentários em sites sobre o tal livrinho, as mães diziam desesperadas o quanto seus filhos” não estão prontos para saber de tal coisa” e realmente “é um influenciador na sexualidade deles”. Pois é, como os filhos delas poderão saber sua identidade de gênero e orientação sexual se nem ao menos os pais se dignam a explicar que afinal, bebês não nascem das cegonhas? “Obra criada estimula o público infantil à decidir-se por si só sobre sua sexualidade e coloca os filhos contra os pais. ” – ah sim, porque realmente a sexualidade do indivíduo cabe aos pais escolherem não é mesmo? É como ir á sorveteria… quero um tutti frutti hétero, um de chocolate trans, um de morango bi. É bem simples mesmo e cabe aos pais resolverem tal questão. “Livro infantil dedicado para mudança da sexualidade das crianças” porque é claro que a sexualidade vai ser mudada com um livro, cuidado crianças, fiquem longe dos homossexuais ou pum virará um também – super lógico e super coerente como tudo que esse senhor e seus seguidores falam.

Mas principalmente o que me chamou atenção foi o estrondo dessas pessoas dizendo que a cartilha estava sendo entregue em escolas públicas para crianças de 6 anos. Depois disso a revista Nossa Escola esclareceu ponto a ponto as falas errôneas de Bolsonaro.

O livrinho na verdade se chama Escola sem Homofobia o qual é elogiado por diversos especialistas ” Ter esse material nas escolas seria um avanço muito grande” segundo o pedagogo Ricardo Desiderio, da Unesp. Porém, o livro foi engavetado pelo governo Federal em 2011, após pressões de parlamentares como Bolsonaro. Ele e seus adeptos gostam muito de “denunciar” que o livro foi distribuído em escolar públicas, no entanto ele nunca chegou à nenhuma escola. Inclusive o Ministério da Educação afirma que a obra não consta de nenhum programa de distribuição de material didático. Em seu vídeo Bolsonaro indica que homossexualismo não é “normal”, entretanto há amplo consenso entre os especialistas de que “isso” é normal. A Organização Mundial da Saúde retirou homossexualidade da lista internacional de doenças em 1990. Segundo o parlamentar, o livro foi feito para crianças de 6 anos – mais um erro. A editora Companhia das Letras afirma que o livro é destinado a maiores de 11 anos. Segundo Jair, o livro aborda questões que os pais não querem para os seus filhos – mais homofobia vinda deste ser humano. Ainda por cima afirma que o governo Dilma, o PT distribuiu esse livro e exemplares da revista (que ele julga ser um livro) Nossa Escola para as bibliotecas públicas. Porém a revista não é para alunos, é para professores e não tem nenhum exemplar comprado pelo Governo Federal. Para piorar toda a sua vergonha na internet, Bolsonaro ainda prega que no Japão as crianças aprendem cálculos que os brasileiros aprendem apenas na graduação – mas a verdade não é bem essa, as crianças japonesas aprendem as mesmas coisas com a mesma idade que os alunos brasileiros. Ele também prega que no Japão eles não estão interessados em abordar sexualidade nas escolas. Porém, o Japão também tem Educação Sexual nas escolas que começa aos 12 anos e em países como Inglaterra e Canadá ela começa aos 5 anos.

O vídeo completo feito pela Nossa Escola pode ser visto neste site

Bolsonaro para presidiário 2018

Sobre sua declarada homofobia

Antes que haja argumentos como “você precisa ver todo o contexto do que ele falou, não foi bem isso, recortaram apenas uma de suas falas”

“O deputado federal Jair Bolsonaro foi condenado a indenizar em R$ 150 mil o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDDD), criado pelo Ministério da Justiça, por danos morais, depois de fazer declarações homofóbicas num programa de TV.”  A decisão é da juíza Luciana Santos Teixeira, da 6ª Vara Cível do Fórum de Madureira, no Rio. Ainda cabe recurso. – Por acaso o FDDD iria se dignar a multar este homem se ele não tivesse feito/falado coisas realmente graves?  Fonte: G1

“o deputado Jair Bolsonaro (PPB-RJ), capitão da reserva do Exército, colocou a foto de FHC segurando a bandeira gay na porta de seu gabinete, com a frase: “Eu já sabia…”.
Questionado, Bolsonaro não quis revelar como termina a frase. “O objetivo é tirar sarro”, disse, sem conter a risada. “Não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater.” ” Jair Bolsonaro em entrevista sobre homossexualidade na revista Playboy. Fonte: Folha

“SERIA INCAPAZ DE AMAR UM FILHO HOMOSSEXUAL. PREFIRO QUE UM FILHO MEU MORRA NUM ACIDENTE DO QUE APAREÇA COM UM BIGODUDO POR AÍ.”

Fonte: IG

Creio que não tenho muito mais a declarar frente à essas falas do parlamentar. Gostaria apenas de perguntar aos bolsominions se é com certeza um país governado por esse homem, nos moldes da ditadura militar, extremamente fascista e inspirado nas ideologias de Hitler que vocês querem. E se realmente acreditam que sem respeito ao próximo, sem educação, tolerância – esses sim valores que devem ser preservados e estimulados – um governo que oprime, que humilha, que tira direitos e que impede a luta. É este Brasil que vocês pensam que irá pra frente? Ele gosta muito de defender a família e a religião, mas ele mesmo já se casou 3 vezes – isso não desmoraliza a família tradicional brasileira?

Bolsonaro para presidiário em 2018 a favor do golpe militar

A favor do Golpe Militar

“Os deputados viraram as costas ao colega Jair Bolsonaro (PP-RJ), defensor ditadura militar, que subiu na tribuna para fazer um discurso a favor dos militares. “Vocês vão ser torturados com algumas verdades aqui. Deixe-os de costas, presidente, por favor”, disse Bolsonaro diante das manifestações contrárias a ele.” Fonte: IG

“Enquanto dezenas de políticos e sociedade civil buscam, nesta terça-feira (31), homenagear as vítimas da ditadura militar, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP) exalta os 51 anos do golpe. Em sua conta no Twitter, o militar da reserva postou algumas fotos de um ato que realizou em frente à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em homenagem às Forças Armadas.” Fonte: Revista Forum

O erro da ditadura foi torturar e não matar.

“Pinochet devia ter matado mais gente.”  (sobre a ditadura chilena de Augusto Pinochet. Disponível na revista Veja, edição 1575, de 2 de Dezembro de 1998 – Página 39)

Este vídeo é um argumento para “mas ele está dando apenas sua opinião pessoal” “mas na ditadura tínhamos segurança” “militar não roubava bilhões”. Assistam, assistam… Vale MUITO a pena!

Bom, acho que nem é necessário muito comentário acerca disso. Apenas é bom relembrar que até hoje o Brasil não se recuperou em matéria de produção de arte desde os tempos da ditadura. Qualquer pessoa que tenha o mínimo de estudo e de fosfato conhece o que foi a Ditadura – e as lesões que deixaram no país até os dias de hoje. Queremos realmente num país em péssimas condições deixá-lo pior tirando a liberdade de expressão e exercício da democracia? Queremos mais mortes e torturas?

Bolsonaro para presidiário 2018

Misógino, Racista e ainda contra indígenas (como esse cara consegue?)

Não te estupro porque você não merece.” (Jair Messias Bolsonaro, para a deputada federal Maria do Rosário)

“São as palavras, a forma, e, a partir delas, todo um movimento misógino. Fiquei sabendo de comentários em redes sociais e então, [ficou provada] a força deletéria, perversa dessas declarações. Elas têm uma força de incitação ao crime, ao estupro” disse a ministra Ela Wieck

Interessante que os Bolsominios (pobres Minions) dizem que na entrevista em que ele reafirmou tal fala ele diz que “Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece.” O grande problema é que ele só “concertou” a frase após fazer tal comentário sobre Maria do Rosário. Além do mais, tanto esse “concerto” quanto a frase inicial reforçam a cultura do estupro em que nós mulheres estamos inseridas. De maneira que, não podemos esperar leis a favor das mulheres e de nossa segurança e muito menos que garantam nossos direitos.
“Índio não fala nossa língua, não tem dinheiro, é um pobre coitado, tem que ser integrado à sociedade, não criado em zoológicos milionários”. Ele cita como exemplo a Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, dizendo que a demarcação do território “está matando” economicamente o Estado. Fonte: MidiaMax

“Mulher tem que ganhar menos porque engravida”

Essa fala épica foi extremamente capitalista e pensando apenas no lucro no empresário pois, como ele disse, “Poxa, essa mulher tá com aliança no dedo, daqui a pouco engravida, seis meses de licença-maternidade…” Bonito pra c…, pra c…! Quem que vai pagar a conta? O empregador. No final, ele abate no INSS, mas quebrou o ritmo de trabalho. Quando ela voltar, vai ter mais um mês de férias, ou seja, ela trabalhou cinco meses em um ano”. Essa fala me faz pensar que insinua que mulher engravida para não trabalhar. Ele fala como se não fosse uma coisa essencial para a humanidade. Como se a culpa fosse da mulher. Uma boa solução seria a licença paternidade de mesma duração que a da mulher – justamente para não ter essa diferença, e portanto evitar o receio das empresas em contratar mulheres – e o pai poderia realmente ser o pai e cuidar dos filhos.

 

Sobre a Castração Química

Após o estupro coletivo ocorrido no Rio de Janeiro essa ideia brilhante do parlamentar ganhou mais projeção – mais uma medida extremista que este homem defende. No começo – antes de, bem, ser feminista – eu pensava que essa medida seria boa. Entretanto com o meu crescimento percebi e aprendi que isso não resolveria o problema. Primeiro porquê o estupro não se trata de sexo ou de prazer, se trata de dominação e violência. Portanto se o agressor não tiver seu genital para estuprar, vai usar qualquer outra coisa para exercer tal dominação. Segundo que, essa é uma medida defendida pela bancada evangélica justamente por não agir na raiz do problema; que é a busca de direitos iguais entre homens e mulheres. Essa medida é apenas tomada depois que o crime já foi cometido – ou seja, sem nenhuma ação profilática – e ainda contaria com diminuição da pena do agressor. Sem leis a favor da igualdade de gênero essa medida é apenas uma ação violenta sem resolução no foco de tudo.

 

Passamos vergonha até no exterior por causa deste senhor:

O mais misógino e odioso político eleito pelo mundo democrático: Jair Bolsonaro” é o título da notícia publicada pelo estadunidense Intercept, que o descreve como “a mais extrema e repelente face de uma ressurgida direita, movida por uma visão cristã-evangélica,  que tem como objetivo atrasar o país”

Já o francês Le Monde publicou uma matéria descrevendo Bolsonaro como “homofóbico, misógino e racista” e descreveu o caso, dando atenção ao primeiro vídeo que teria sido o início das ofensivas de Bolsonaro à Maria do Rosário, de 2003, quando ele afirmou pela primeira vez que não a estupraria por ela não merecer.

E para fechar com chave de ouro – e para nenhum bolsolixo venha me dizer que não sei nada sobre o seu ídolo – um vídeo com as partes mais interessantes da vida deste homem.

Vídeo sobre a história de Jair Bolsonaro.

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Em voga

Não quero flores.

08.03.16

 

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Não, não é mimimi! Se você não sabe então não exponha. Não defenda mas tampouco manche a grandiosidade do que lutamos.

Você não sabe o que é andar na rua olhando para todos os lados com medo de ser estuprada.

Você não sabe o que é ter de mudar de calçada quando um homem vem em sua direção.

Não sabe o que é tampar os ouvidos para não ouvir ofensas.

Não sabe como é ser vista como um objeto.

Você não sabe como é ter que sentir olhares em seu corpo.

Olhares que te fazem sentir exposta, vulnerável e suja.

Não sabe como é andar no meio da rua para evitar as calçadas, evitas os bares, evitar os grupos de homens.

Você não sabe como é ter de andar com um amigo para não receber uma “cantada”

Não sabe como é ter de usar calça quando está calor para não ser violentada.

Não sabe o que é andar em ônibus lotado, rezando para que atrás de você tenha não tenha um homem.


Não estou ignorando a violência contra os homens, mas é comprovado que o que nós sofremos é infinitamente maior, pela quantidade de mortes, estupros, sequestros e tantas outras formas de violência… Então não, não estou negligenciando os homens. Muito embora, em todas as pautas de luta SEMPRE o homem reclama que sofre as mesmas coisas. E então penso: Bom, vamos virar o jogo então, vamos deixar o homem cuidando dos filhos o dia todo enquanto eu trabalho, chego em casa e exijo almoço pronto, roupa lavada e casa limpa. Ou então vamos deixar o homem ser assediado por mulheres e chegar em uma delegacia em que a voz lhe é negada. Vamos deixar com que ele ganhe menos, que ele precise atender a padrões para ser aceito, que ele precise ignorar as ameças e os insultos que recebe para conseguir ter um pouco de lucidez. Vamos então colocá-lo no nosso mundo, que tal?

Quando ando nas ruas e vejo uma mulher perto de mim, o alívio e a segurança são coisas instantâneas (mesmo sabendo que não estou totalmente segura) mas pelo menos, entendo que há um código de segurança e de ética entre nós, que nos mantém unidas e que nos ajuda seja qual for a circunstância. Ter me mudado para São Paulo parece que reforçou em mim ainda mais essa ideia do medo. Tenho medo de andar na rua, de andar de noite, de usar shorts e até mesmo de cruzar olhares com um estranho. É horrível receber aquela olhada vulgar que te mede, o qual eles viram a cabeça e quase batem o carro para olhar, não porque esteja com roupa que “justifique” mas apenas porque sou mulher. Outro dia sai às ruas com calça larga de moletom, tênis e camiseta mais larga ainda; tudo isso apenas para receber os mesmo olhares, que não deveriam estar ai se aquela ideia do “tava pedindo” prevalecesse.

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Ninguém pede para ser estuprada, para ser morta, para ser olhada. Meu corpo não é um convite, é apenas meu corpo. As regras são minhas pelo simples motivo de que sou um indivíduo de vontade própria, não por algum mimimi que você supõe. Só quero ter os mesmos direitos que você tem, porquê trabalho mais; trabalho em casa e trabalho fora, porquê estudo mais – para tentar alçar um bom posto, porquê não ganho o mesmo que você ganha. Não posso ir aos lugares que você quer ir, não posso escolher quando quero ser mãe e se o quero ser. Não posso andar descompanhada sem medo. Não quero mais me sentir segura apenas quando tenho você ao meu lado. Não quero que os caras peçam desculpas a você quando se insinuarem para mim- fui eu a destratada e não você! Não quero mais ter de me casar para que a sociedade me entenda e me dê voz. Não quero lavar suas cuecas – não sou sua mãe, sou sua esposa. Não quero mais ter de cuidar dos nossos filhos sozinha! – você é tão pai quanto eu. Não aguento ter de passar por tudo, apenas para ouvir mais sobre como você é o pai de família.

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Antes que a refutação chegue em forma de: “não quer ser estuprada mas se for por um homem bonito e rico pode né?” NÃO! Por favor não cultivem esse maldito pensamento. Assim como você não quer ter seus direitos privados (por exemplo no seu futebol ou em qualquer outro lugar) nós também não queremos. A integridade é algo que deveria ser respeitado sem contestação, sem essas ideias totalmente sem noção! Antes de “secar” alguma moça na rua pense se fosse a sua mãe. Gostaria que ficassem olhando sem respeito para ela? Gostaria que falassem palavras baixas para ela? Gostaria que ela sentisse medo cada vez que passasse na frente de você? Pense se fosse ela, se fosse sua irmã, filha, prima, amigas, pense.

Então reflita como a moça da rua é um espelho das mulheres que você convive, como ela e todas nós merecemos as mesmas coisas que você. Como batalhamos por tudo isso recebendo apenas flores. Não quero flores, quero o fim da sociedade patriarcal, quero equidade de direitos, não quero ser superior. Antes que pense que o feminismo “é isso e aquilo” leia um texto incrível da Carta Capital e entenda que feminismo não é contrario de machismo. Entenda que eu não quero ser superior, quero ser igual, quero ter os mesmo direitos. Em algum  momento dos primórdios da humanidade a fragilidade da mulher como geradora fora confundida com incapacidade e com inferioridade. Em pleno seculo 21 está na hora disso mudar. Antes que venha me dizer de “alistamento obrigatório” se pergunte: “o que a mulher tem a ver com isso?” Quer lutar pela não obrigatoriedade do serviço militar? ÓTIMO, LUTE assim como nós lutamos pelos nossos direitos, se quiser a gente até ajuda você a lutar… Só não me venha querendo dar essa desculpa para menosprezar a nossa busca, os nossos direitos. Queremos o direito ao Pão e as Rosas, queremos apenas ser reconhecidas como humanos tanto quanto vocês.

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Esclarecendo sobre o feminismo

Há quem diga que o feminismo no Brasil não é levado a serio pelas feministas do exterior (as quais nos espelhamos, ao menos em tese). A verdade é que alguns atos considerados pró feminismo estão desconstruindo uma imagem de luta que havia sido feita e se transformando em algo quase piegas para os outros (não estou sendo contra, apenas esclarecendo). Entendo que não se depilar é um ato quase revolucionário contra os paradigmas e contra a indústria da beleza; mas não aderir a esse movimento não te faz menos mulher ou menos feminista. A verdade é que o feminismo possui várias pautas e nós escolhemos o que queremos concordar ou não; seguir ou não! É tudo um grande plano quando usamos a conversa e o debate acerca dos assuntos e não com “briguinhas infantis” na procura pela ideia certa.

Feminismo não tem nada a ver com deixar de usar batom, salto ou cercear sua liberdade sexual. Ninguém vai confiscar sua carteirinha de feminista se você usar rímel. Mas te abre para a possibilidade de só usar maquiagem quando quiser, não porque tem que obrigatoriamente estar impecável e linda todos os dias a enfeitar o mundo.

Existe essa grande falha lógica que é o sujeito achar que você tem que ser contra uma coisa pra ser a favor de outra; neste caso, “contra” os homens para ser “a favor” das mulheres. O feminismo não luta contra os homens, e sim contra o supracitado sistema de dominação, que, veja só, privilegia os homens e foi criado por… homens. Fica clara a diferença entre lutar contra um sistema e lutar contra todo um gênero?

Não é porque sou mulher que sou rodada. Você também é e não te julgam.

Não é porque sou mulher que meu lugar é na cozinha.

Você mora comigo e deve ajudar pois ninguém é superior a ninguém.

Não é porque uso roupa curta que sou puta.

Não me chame assim, não ofenda nem eu nem elas, para você isso é xingamento, para mim você não sabe.

Não é porque sou mulher que sou puritana, que sou inocente, que sou “careta”.

Não é porque sou mulher que você precisa mexer comigo, eu não sou nada sua então me deixa.

Não é porque sou mulher que não vou exercer meu direito de sujeito sexual.                                                                           N

ão é porque sou mulher que vou te obedecer. Eu sou só minha.

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