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Literatura

Resenha do Livro Mulheres Incríveis da Astral Cultural

18.10.17
Resenha do Livro Mulheres Incríveis da Astral Cultural Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira dezoitoemponto.com

O livro Mulheres Incríveis da Astral Cultural é – no mínimo – feminista e maravilhoso! Aquele tipo de livro que você pode presentear alguém sem erro! (olha o natal chegando ai gente!)

As almofadas que aparecem na foto são da Ursolina, aqui no meu instagram tem mais fotos delas e o insta da loja pra você comprar.

A obra reúne 44 perfis de mulheres extraordinárias; com histórias que começam em 430 antes de Cristo e se estendem até os dias de hoje, mostrando a diversidade de mulheres que mudaram o mundo com seu talento, garra, sonhos e poder.

A história do mundo é ampla, incrível e fascinante. Mas muitas vezes as histórias que ouvimos e as lições que aprendemos se concentram nas contribuições e ações de homens. Neste livro, você vai aprender sobre mulheres e eventos sobre os quais talvez nunca tenha ouvido, e sobre lugares onde talvez nunca tenha ido. Aprender o que acontece além das nossas fronteiras aumenta nossa compreensão do mundo todo e pode nos ajudar a aprender mais sobre nós mesmos.

Com uma linguagem jornalística, o livro é bem leve e vai contando a história de cada mulher de uma forma bem confortável – aquele livro que a gente lê no ônibus, sabe? Sem mal perceber a história de uma das mulheres já acabou e você já sabe muuuita coisa sobre ela! Aconselho você a pesquisar mais sobre as suas preferidas, mesmo porquê se fosse contar todos os pormenores de cada uma, o livro seria infinito! Mas o panorama geral já é muito rico e formador. Quero que a minha priminha Bianca leia esse livro quando ela ficar mais grandinha; assim ela terá vários bons exemplos femininos e verá que o mundo não foi construído por homens – como todos parecem querer nos mostrar. “Para cada história que você ler, tem centenas (milhares!) mais a serem contadas” – e não é assim todos os dias? Quantas mulheres guerreiras não passam pela nossa vida e pela história do mundo, à espera de seu reconhecimento?! Ativistas, revolucionárias, políticas, militantes; tantas mulheres e tantos nomes que mal conhecemos, que mal são ensinadas nas escolas.

Vocês sabem como eu gosto da Frida Kahlo, e o meu namorado, o Eduardo, também. E ele levantou a questão: por que a Frida ficou tão conhecida recentemente? E fico muito contente em ver esse reconhecimento na cultura, mas triste em ter certeza de que a maioria das pessoas não sabem quem realmente foi Frida Kahlo. Isso é quase que a história se repetindo, visto que quando viva, ela ficou por muito tempo no anonimato e encoberta pela sombra de seu marido, sendo apenas “a esposa de Diego Rivera”. Hoje o mesmo acontece, Frida Kahlo “é apenas um desenho, um personagem qualquer”. Eduardo aprendeu sobre ela na escola, já eu não. Aprendi sozinha e fui lendo sobre ela, fui vendo tantas imagens da pintora e ouvindo tanto seu nome que passei a pesquisar cada vez mais e a admirar cada dia mais essa mulher.

Resenha do Livro Mulheres Incríveis da Astral Cultural Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira dezoitoemponto.com

Esse livro quer tirar essas mulheres do anonimato, mostrar às meninas que elas podem ser cientistas, pesquisadoras, escaladoras (do Everest), astronauta, presidente, pirata, jogadora de futebol… Podem ser humanas, sem rótulos, sem “lugar de mulher é no fogão”, sem “tem que ser delicada que nem princesa”, “se portar como moça”. Quer mostrar aos meninos que as meninas são uma igual. Mostrar à sociedade, ao mundo, que podemos exatamente tudo o que quisermos.

A edição é maravilhosa, com capa em brochura e ilustrações em auto relevo (de recorte de papel) criadas por Miriam Stahl usando papel, lápis e um estilete X-Acto. A autora Kate Schatz é norte americana, ela e a ilustradora moram na Bay Area e são artistas, educadoras, ativistas e mães. A brasileira Jules de Faria escreveu quatro perfis de mulheres: Debora Diniz, Elza Soares, Maria da Penha e Sonia Bone Guajajara. Jules é fundadora da ONG brasileira Think Olga, lançou as campanhas Chega de Fiu Fiu e Primeiro Assédio e foi eleita uma das oito mulheres inspiradoras do mundo pela Clinton Foundation e pela revista Cosmopolitan.

Resenha do Livro Mulheres Incríveis da Astral Cultural Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira dezoitoemponto.com

Eu acho que a mulher do fim do mundo é aquela que busca. É aquela que grita, que reivindica, que sempre fica de pé. No fim, eu sou essa mulher. – Elza Soares

Agora, meu coração se revira, enquanto penso no que as -pessoas vão dizer. Os que vão ver meus monumentos nods anos que virão e os que vão falar do que eu fiz – Hatshepsut (faraó do Egito Antigo)

Acredito que, se você der ao mundo o melhor que pode, o melhor vai voltar para você. – Fe Del Mundo

Resenha do Livro Mulheres Incríveis da Astral Cultural Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira dezoitoemponto.com
Leia também Para Educar Crianças Feministas de Chimamanda Ngozi Adichie (essa escritora também tem um perfil em “Mulheres Incríveis”. Você vai gostar da Tag Empoderamento Feminino e da Categoria Literatura aqui do Dezoito em Ponto.
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Literatura

A Insustentável Leveza do Ser – Milan Kundera| Resenha de um dos meus livros preferidos!

20.09.17
A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera Resenha Crítica por Samira Olliveira dezoitoemponto.com

“A Insustentável Leveza do Ser” de Milan Kundera se tornou um dos meus livros preferidos e pretendo aqui, fazer uma resenha crítica / análise dessa obra que já virou o meu oficial: Livro de Cabeceira™. Minha experiência de leitura de “A Insustentável Leveza do Ser” foi um dos elementos que colaboraram para que ele se tornasse meu queridinho. Na maioria das vezes eu buscava ler na cama; de pijama e várias cobertas (para o frio de SP) e na companhia de uma xícara de chá quente. Apenas uma vez eu fugi a regra; li várias páginas enquanto viajava de Piracicaba a São Paulo – foi inevitável, esse livro ele nos processa e nos transforma.

Aparentemente o enredo é simples: um triângulo amoroso. Tomas é um médico e encontra Tereza por acaso (na verdade, um enorme conjunto de acasos) e ela vê nele uma chance de viver algo. Isso porquê Tereza morava com sua mãe, irmãos e padrasto e era tratada como uma empregada e sempre humilhada pela mãe – que nunca superara o fato de ter tido uma filha com o pior de seus pretendentes a casamento. Para completar, Sabine, a amante principal; pintora talentosa e aquela típica personagem sensual e artista, que você já identifica e até sente inveja. Como plano de fundo, a invasão russa à Tchecoslováquia. Em um primeiro momento, o local principal da narrativa é Praga mas ao longo do tempo os personagens vão se deslocando.

Milan Kundera inicia o romance baseando-se na teoria de Nietzsche do eterno retorno. Assim há um paradoxo na leveza do ser  que é ancorada a um universo em que não existe o eterno retorno. Assim, essa leveza se torna insustentável, não havendo maneiras de aceitá-la e de agarrar-se a ela sem se perder. O “peso” que o eterno retorno traz às ações humanas seria tamanho, a ponto de anular a rapidez de cada gesto e de cada decisão. Referido peso é diferente do “peso” da fugacidade das nossa vidas, em que tudo é único e irreversível onde vivemos a vida como se fosse um ensaio de uma peça, mas que no meio dela, nos descobrimos estar na apresentação única e final.

O tempo e a forma de narrar de Milan Kundera é quase um personagem novo. Segundo o autor ensaísta em A arte do romance “O romance analisa a dimensão histórica da vida humana” É essa dimensão histórica que é efêmera e unidirecional, assim a temporalidade humana aparece como um topos na literatura. O tempo da narrativa vai sendo apresentado durante muitas décadas, por acontecimentos ocasionais e importantes que pontuam a vida de seus personagens. É interessante notar como o narrador onisciente se funde ao personagem e, na busca de trazer o máximo de realidade para a história, chega a contar os mesmo acontecimentos sob diferentes ângulos e personagens. Com esta técnica temos a visão completa do relacionamento crucial da obra: Tomas e Tereza, é nesses momentos que observamos o amor que há nessa relação e todas as ideias que permeiam a vida dos dois.

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Literatura

Para Educar Crianças Feministas – Um Manifesto | Chimamanda Ngozi Adichie

19.09.17

Para Educar Crianças Feministas é da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Eu estou até agora impactada com este livro e tenho certeza de que será uma obra que eu levarei para a vida toda – literalmente, onde eu estiver, No Brasil ou na Turquia, esse livro vai comigo! Se um dia eu tiver um filho então, esse livro será exatamente meu manual. Ele é bem curtinho e pequeno e com uma escrita fluída e muito boa em formato de carta. Isso porquê a amiga de Chimamanda, a Ijeawele lhe pede orientação para criar sua filha, Chizalum Adaora, como feminista. Assim, com 15 sugestões para a criação, a autora trata desde as questões mais difundidas do feminismo até as mais específica, e digamos, novas. Eu li com tanto afinco que até me esqueci de marcar as partes que mais me fizeram refletir – algumas inclusive que eu gostaria de apresentar a vocês – por isso estou lendo o livro mais uma vez, na tentativa de colher as questões principais.

Algumas coisas nunca tinham passado pela minha cabeça, e esse livro me fez repensá-las. Uma das muitas questões é o fato de a mulher “esperar” que o homem a peça em casamento e não ter nunca o direito de tomar a iniciativa e fazê-lo. Segundo a autora, o ato de “pedir” em casamento carrega todo o poder da relação, pois antes que a mulher possa decidir se aceita ou não – e isso pode ser considerado um grande ato de poder (ironia tá) por algumas pessoas – o pedido precisa ser feito, certo? Chimamanda completa: “desejo de coração a Chizalum um mundo em que qualquer uma das duas pessoas possa pedir, em que uma relação se torne tão confortável e repleta de alegria, que a própria ideia de se casar seja motivo de conversa, ela mesma repleta de alegria.”

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Literatura

Quando Eu Era Invisível – Martin Pistorius | Superação e amor formam seu caminho.

18.09.17
Livro: Quando Eu Era Invisível
Série:
Autor(a): Martin Pistorius
Editora: Astral Cultural
Genero: Autobiografia
Páginas: 270
Classificacao:
Sinopse: Até aos 12 anos, Martin Pistorius era um menino igual aos outros, feliz e saudável. Ninguém nunca imaginaria que um dia ele fosse adoecer gravemente e que, em pouco tempo, pararia de andar e falar. Para os médicos, Martin tinha entrado em estado vegetativo. Porém, lentamente, Martin começou a recuperar a consciência e a perceber tudo o que acontecia ao seu redor. Preso em seu próprio corpo, ele era incapaz de mostrar isso para a sua família e àqueles que cuidavam dele. Depois de 12 anos de encarceramento, Martin conheceu Virna, uma terapeuta que viu além do corpo preso a uma cadeira de rodas e que apenas movia os olhos. Ela conseguiu enxergar um ser humano na plena posse das suas faculdades mentais. Este foi apenas o princípio de um extraordinário renascimento e o primeiro impulso para que Martin despertasse, gradualmente, para a vida. De um menino que dependia completamente dos outros, Martin Pistorius transformou-se em um homem independente, que se formou na faculdade, conseguiu um emprego e casou com o amor da sua vida. A vida de Martin é uma surpreendente história real de superação que vai mexer com todas as suas emoções. Você vai torcer, chorar e reconhecer nele uma inspiradora força de vontade para realizar o impossível.

Quando Eu Era Invisível é uma autobiografia escrita por Martin Pistorius e publicada no Brasil pela Editora Astral Cultural. Essa resenha acabou demorando um pouquinho porque tive vários livros da faculdade para ler – perdoem a mim e a essa minha vida dupla. Essa obra pode ser definida em uma palavra: superação. Não, não, não, na verdade duas: superação e amor. E por ter dois ingredientes tão sinceros, ele nos emociona muito. Acho interessante as diferentes formas com que uma obra toca o leitor, tanto que, o que me toca talvez não será o mesmo que falará em você. Mas mesmo assim, resolvo arriscar, e afirmar o sentimento do livro.

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Literatura

Desvende Meu Estilo| Um livro para quem gosta de moda e para quem ainda não conhece seu próprio estilo.

13.09.17

Desvende Meu Estilo é editado pela Belas Letras e escrito por Dominic Evans. Dom&Ink é ilustrador e mora em Manchester, na Inglaterra. Seu primeiro livro “Desvende Meu Coração” também é interativo e publicado pela mesma editora.

Se você gosta daqueles livros interativos – que começou com”Destrua Este Diário” – esse livro é pra você! Com muito humor e ousadia, você se sente como que conversando com um amigo (versado no vale dos unicórnios) e que entende tudo sobre moda. Ele nos incita a colorir as ilustrações, preencher as lacunas, escrever, recortar, colar, pintar e bordar! Amei as partes em que o leitor pode anotar coisas úteis, como por exemplo as coisas que “queremos comprar” e o que “precisamos comprar”Leia mais

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