Outros

Usthemp – sapatos com estampa de cachorros!

01.11.16
Usthemp sapatos com estampas de cachorros e gatinhos

Os leitores do Dezoito em Ponto já sabem: sou vidrada em cachorros – na verdade em todos animais fofinhos – principalmente em poodles e, especialmente, na minha Belinha. Por essa razão quando vi no instagram da Renata Fucuda  um sapatinho de catioros salsichas já pirei.

Esse post não é um publieditorial, mas sim, uma experiência maravilhosa que tive com essa loja que ganhou meu coração de primeira. Confesso que enrolei um pouco para comprar por motivos de: meu bolso não estava colaborando com a compra hehehe mas quando comprei aquela duvida: qual dos 11 MODELOS escolher? Bom, eu estava precisando mesmo de um tênis – mas não gosto de usar tênis. Então me encantei pela alpargada com acabamento em corda – mas todas as outras que tenho doem muito meu pé e não consigo usar – o que fazer então? Bom, como tenho faro de blogueira fui conversar com quem já comprou, e nesse caso tive ajuda da linda leitora Lorenna Nicole. Ela me disse que ele é muito confortável e não machuca o pé – nem atrás, onde as alpargatas geralmente doem. Ah, não pensei duas vezes, assim que o bolsinho deixou eu já comprei e então, a espera – bem pequena tendo em vista que ele veio lá de Lajeado-RS.

Belinha usthemp sapatos estampados de cachorros e gatos

Quanto ao preço e o material

Apesar de ser levemente caro para o meu orçamento, ele vale muito a pena! Achei um excelente custo/benefício; o material da parte superior é bem resistente e gostoso, e todo por dentro dele é bem macio. Informações fornecidas através do site ilustram melhor:

 Vamos começar pela sola. Ela é em estilo “caixa”, feita em PVC expandido, um material visualmente parecido com borracha, porém diferente dela, todas sobras no processo produtivo são reaproveitados imediatamente, ou seja, não há perdas nem necessidade de reciclagem. 

O cabedal (parte superior do calçado) é feito com dois tipos de tecidos sintéticos (tropical que fica do lado de fora, edentro onde não dá para ver um tecido cacharrel. Há também dublagem em algodão que auxilia na estrutura para o calçado. Na parte interna, no forro, há também o tecido cacharrel, porém personalizado e com tratamento antimicrobiano (ajuda a evitar formação de bactérias e fungos). Este mesmo tratamento antimicrobiano também está em nossa palmilha, que é feita com uma camada de 4mm de EVA + tecido cacharrel. Com exceção dos modelos Womanly e Alpargata, todos os Usthemps possuem uma cunha (tipo uma almofadinha em biolátex) no calcanhar que proporciona um conforto extra ao caminhar. Todos os materiais do calçado são recicláveis e não utilizam fontes de origem animal. 

Esse último item sobre não usar fonte de origem animal me deixou muito contente, afinal não queremos que o preço do nosso amor por nossos cães custe a vida de outros, certo? Certo!

Usthemp sapatos estampa cachorro poodle

Quanto ao conforto e beleza

Sobre beleza eu não tenho nem o que dizer! Eles são extremamente lindos, bem feitos, cada desenho é muito bem trabalhado e fofinho. Notem, que no meu têm o poodle pequeno e o grande. Na estampa de salsichinhas também temos o Dachshund marrom e o preto. Totalizando mais de 70 raças diferentes de cães e 13 de gatos. E os amantes de pets mais diferentões não ficam de fora; tem de estampa de calopsita, coruja, cavalo, coelho, porco e muito mais! Além disso, ainda tem os clãs – que, confesso que não entendi ao certo, mas acho que, se você tem mais de um bichinho e quer eles juntos em uma peça pode pedir para fazer uma estampa exclusiva mas que será depois disponibilizado no site.

Mas o mais encantador: nenhuma dor no calcanhar, nem nos dedos, nem em lugar nenhum. A palmilha é bem macia e fica muito muito muito confortável nos pés. A minha dica é colocar um band aid no calcanhar porquê ele começa a “pegar” depois de usar muito e suar os pés – mas isso acontece com qualquer sapatilha.

Além das estampas caninas também é possível fazer a sua própria estampa. Fiquei curiosa… Será que eles fariam um
poodle exatamente igual à belinha e numa cor de fundo tipo, azul? momento de reflexão . Também têm outras dezenas de estampas mais “normalzinhas” e o projeto “Crie o seu” onde – tudo para te dar um sapato mais único ainda! – você pode criar sua arte inédita e colocá-la no seu Usthemp ou encomendar uma estampa personalizada.

Outra coisa que gostei foi poder personalizar a etiquetinha que é presa ao sapato, e é logico, que eu coloquei Belinha, né?

Projeto Usthemp JEANS – já pensou em vestir nos pés aquele jeans que adora tanto?

Esse é uma parceria com a Restaura Jeans em que você envia pela Restaura seu jeans escolhido até a Usthemp e eles confeccionam um sapato com o seu jeans. Além disso você pode ainda escolher entre os sapatos jeans já prontos (nas lojas Restaura) e levar. Achei isso muito legal pois é uma forma totalmente inovadora de reciclagem e de conscientização em reutilizar uma peça que – de repente – poderia ser descartada no lixo (mesmo porque nem todos têm o costume de doar roupas e nem todos conseguem se desapegar de um jeans amado).

sapato Usthemp chegou!

Quanto á entrega

Os sapatos são confeccionados especialmente para o cliente a partir do momento da compra, isso para que possam oferecer toda essa gama de estampas variadas, cores e modelos. Na minha opinião isso é muito bom para que não haja nenhum tipo de desperdício de material ou perda de qualidade.13351113_1243088195731614_445049658_o

De imediato pedi para que fosse entregue ao meu endereço de SP, porém com a greve da USP eu sabia que estaria no interior quando ele chegasse. Desesperada entrei em contato com eles através do chat do próprio site e fui rapidamente orientada a mandar um e-mail para dois departamentos (apenas solicitando a mudança) já que minha alpargata ainda estava em processo de fabricação. Mandei e-mail e ele veio lindão aqui pro interior (sem mudança no valor do frete).

Veio tudo muito bem embaladinho na caixa (super levinho também, outro detalhe bom para os pés) e embrulhado numa folha de papel de seda; pelo que li na caixa ela é reciclada (mais pontos para essa marca linda).

Mas… E se não servir?

Eles orientam para que no momento que o receber, você jáexperimente o calçado e confira se serviu. Se por acaso não serviu certinho você deve contatá-los imediatamente por e-mail em até 7 dias a contar do recebimento. Assim eles enviarão outro tamanho sem despesas ou frete adicionais.

Uma lindeza de marca, calçados e estampas né? Também uma ótima maneira de levar seu bichinho amado para todos os lugares e também, representar seu anjinho de 4 patas ♥ Já escolhi meu próximo Usthemp (clique para o ver!)

Mais fotos (porquê é necessário)

Belinha usthemp sapatos estampados de cachorros e gatos

Belinha estava mais interessada em comer o sachê que viria depois (inteligente minha filhinha hehe)

Belinha poodle e Usthemp sapato

Pobre coitada Belinha, como sofre hahah Ela estava pronta para arrasar na balada com sua bolsinha de Belinha 2 (de quando eu era menor) e uma paleta de maquiagem hahaha.

Belinha usthemp sapatos estampados de cachorros e gatos

Se apaixonou? Então visite já o site da Usthemp e tenha seu cachorrinho representado num sapato muito confortável e lindo!

Fan Page Usthemp

Instagram Usthemp

Para sempre ficar por dentro das minhas comprinhas siga-me no Snap e no Insta! ♥ samira_omg ♥

Perfumaria Phebo | Linha Temperos da Culinária – Folhas de Sálvia, tira o cheiro de alho das mãos
Henna Para Sobrancelhas e Sérum para Crescimento de Cílios e Sobrancelhas | Niraj Indian
Loja AndRoll lança novas estampas fofinhas – gatinhos, cervos, livros e flores!
Em voga

Calma cara, ela só tá Menstruada.

30.10.16

Menstruação post photoshoot empoderamento feminino girl power feminismo periods fotógrafa Rupi Kaur

Foto por Rupi Kaur 

Menstruação, um assunto tão tabu e escondido nessa sociedade falocêntrica que a simples palavra já é evitada seja na escrita, seja na pronúncia, “estamos naqueles dias”, “alerta vermelho” e “vai vir pra mim” são alguns dos apelidos dados à menstruação. Por isso, eu a ginecologista JS da página Ginecologista Sincera e algumas amigas resolvemos explicar certinho tudo o que você homem precisa saber quando estamos menstruadas.

Primeiro: não é algo de outro planeta e não vamos morrer, calma

  • Sabe quando você se corta e sai sangue? Então você chupa o sangue e já enrola um papel ou um pano para que ele pare de sangrar? Então! É o mesmo sangue, e você já viu algo de nojento em sangue? Se já, bom, isso é estranho. Desde a primeira menstruação somos ensinadas a esconder ao máximo esse período, a nem mesmo deixar que os outros vejam a embalagem de absorventes. A menstruação é vista como algo ruim e indigno de ser comentado, como se tudo que fosse relacionado a “mulher” e “vagina” fosse algo sujo e na maioria das vezes sexualizado.

Se você fugiu das aulas de biologia a ginecologista explica – JS

  • Menstruamos para que o endométrio que não foi usado para nutrir o hipotético feto possa ser eliminado. E no mês posterior outro óvulo e outro endométrio venha ocupar seus lugares em nosso útero. Dessa forma a vida se renova – pois o que poderia ter sido gerado não foi, e, portanto é descartado, possibilitando que talvez uma vida seja gerada no próximo mês. Isso é bem bonito mas na prática ela incomoda grande parte das mulheres (nem todas, vale lembrar que algumas amam menstruar, se sentem mais bonitas e até com mais tesão) pois em nenhum mundo as mulheres têm filhos todo mês, certo? Por conter elementos nutritivos próprios do sangue, ele é muito bom para adubar a terra e por isso algumas mulheres o reutilizam em suas plantas –aiii que nojo sangue!– Bom, se pra você é ok esterco mas não é ok sangue então é necessário uma desconstrução ai. O sangue da menstruação é exatamente igual ao sangue que espirra no MMA – no máximo, um pouco mais proteico se conter restos de endométrio. O uso do sangue como um espécie de adubo está ligado mais ao valor energético desse sangue. Pela medicina chinesa, perder líquido é uma forma de perder energia; por ser um líquido repleto de energia, seria mais poderoso do que a água. Também é uma forma de enterrar energeticamente e deixar que a terra transforme tudo de “ruim” que a mulher quer se livrar, em algo “bom”. Importante lembrar também que quem usa pílula na verdade não menstrua, pois inibe o eixo e não ocorre o ciclo menstrual, logo ocorre um sangramento – uma privação hormonal, artificial e desnecessária. Porém do ponto de vista energético, ter essa perda sanguínea talvez seja necessária para perder a energia que ela precisaria perder – e que não conseguiu por outros meios como: atividade física, sexo, manifestação artística… Já com o anticoncepcional Mirena, há uma menstruação na maioria, só que muito menor, isso porque o hormônio do Mirena (que está dentro do útero) faz uma atrofia no proliferamento do endométrio (endométrio se prolifera pela ação do estrogênio na primeira fase do ciclo, a fase folicular para se preparar para receber um óvulo fecundado) isso por causa da ação do levonorgestrel. Mas a maioria das pacientes vai ovular na presença do Mirena (principalmente após o primeiro ano). Depois de um tempo com o Mirena ela vai ovular, fazer o ciclo menstrual e ter uma menstruação ou não (dependendo da capacidade do levonorgestrel inibir a proliferação do endométrio ou não). Sobre a TPM: tem pesquisas que dizem que as alterações de humor podem acontecer sem ter algo a ver com a ciclo menstrual – ou seja, não é uma verdade absoluta. Para o sagrado feminino, na frase proliferativa (predomínio de estrogênio) é a nossa fase de expansão – quando estamos mais alegres, mais receptivas, com mais tesão, mais curiosas, mais falantes – e depois da ovulação, quando predomina a progesterona seria a fase de introspecção, recolhimento, isolamento, reflexão, sobre a própria vida, reflexão sobre os caminhos. O ginecologista Eliezer Berenstein no seu livro A inteligência hormonal da mulher explica que, por termos essa oscilação, (sobe estrogênio, desce estrogênio, sobre progesterona, desce progesterona) a gente seria mais adaptável, mais multi tarefa, teríamos mais capacidade de reagir; diferente do homem em que a testosterona é por toda a vida. E o anticoncepcional tiraria essa capacidade da mulher, então por isso talvez ele está tão associado a uma alteração negativa de humor – falta de libido, depressão, suicídio entre outros.

Coletor menstrual: uma alternativa – Laura Nolasco 

  • Você já parou pra pensar em quantos absorventes uma mulher gasta durante sua vida? Vamos supor que ela menstrue dos 12 aos 50 anos – são 38 anos menstruando uma vez por mês, ou seja, 456 ciclos. Em média, a menstruação dura entre 3 e 7 dias… Se supormos que em cada um desses 456 meses ela passar 5 dias menstruada, são 2.280 dias. Seguindo os conselhos das embalagens de absorvente, que nos orienta a trocar o absorvente cada 8 horas, são 9.120 absorventes durante toda a vida. Quanto lixo é isso? Quanto dinheiro não será gasto? Pensando nisso e em seu conforto, muitas mulheres tem optado pelo coletor menstrual: um copinho de silicone medicinal que é inserido no canal vaginal, coleta o sangue e, se devidamente higienizado, pode durar até 10 anos! E não adianta ficar com nojinho não: além de muito mais confortável, ecológico e barato, o coletor é super higiênico pois dentro dele o sangue não tem contato com o ar, evitando a proliferação de bacterias. “Mas o coletor não vai alargar a mulher?” NÃO! O coletor é maleável e o canal vaginal é “elástico” (lembra que é por ali que os bebês passam?), essa ideia de que a mulher “alarga” já é bastante antiga e machista, né? Leia mais sobre como funciona o coletor aqui e aqui

Existem N’s absorventes e são muito diferentes.

  • Então não se admire se passarmos horas na frente das prateleiras de absorvente procurando o ideal. Sem contar que também usamos tipos diferentes para dias diferentes, por exemplo, um diário com abas quando está no comecinho, um mais grosso (com abas também, lógico) para o dia, um noturno para a noite (porque acredite, quando acordarmos vai ser uma corrida digna de filme até o banheiro) e por fim, o diário mais fininho para o fim. Como sabemos quando é o fim e o começo e quando vamos precisar de cada um? Bom, nós procuramos entender nosso corpo, e depois de tantos anos de amizade de nós conosco mesmas é evidente que vamos saber né?

Nós queremos abraços, chocolate (ou doces ou comer muito, enfim…), dormir e fica na cama ainda mais se estivermos com dor.

  • Uma vez vi uma conversa de WhatsApp super bonitinha do namorado/marido levando chocolate pra namorara/esposa e ainda perguntando se ela precisaria de algum remédio pra dor ou mais absorvente. Nesse dias nós estamos com dor, muita dor (próximo à dor do parto em algumas vezes) então se você puder ser 1 zilhão de vezes mais fofinho (solícito) que o normal, nós iremos agradecer – nada absurdo de se pedir para quem diz nos amar, certo?

Como fazer para amenizar a dor da menstruação? Isis Tomie Iga 

  • Uma massagem é muito bem-vinda ou uma bolsa de água quente para aliviar as cólicas (cobertores também podem ajudar). E que tal você sugerir a prática de exercícios? Calma lá, não é sair correndo uma meia-maratona, podem ser exercícios mais leves, para liberar endorfina e aliviar as dores ou até mesmo exercícios próprios para o útero, como por exemplo, o pompoarismo. O pompoarismo inicial diz sobre contrair e expandir o músculo do útero, dessa forma, ao estimular o útero, é possível diminuir as cólicas e até mesmo eliminá-las. O exemplo dessa contração é de quando começa a fazer xixi e tenta segurar antes de sair totalmente. (Pompoarismo tem outros benefícios além desses, dê uma olhada no google aqui ;) ).

Nem todas sentem cólicas, então, nós vamos querer sexo sim! E se você tem nojinho do sangue mas não tem nojinho do seu sêmen, você precisa repensar algumas coisas… – Isis Tomie Iga

  • Na verdade, esse tópico é mais para quando o cara tem N ideias loucas para a transa, mas na hora do sexo na menstruação ele foge tal qual o demônio da cruz. Portanto, esse tópico varia de casal para casal; mesmo porquê nem sempre gostamos de sexo nesses dias então é melhor conversar. Vai fazer sujeira? Com certeza, mas nada que um banho depois não resolva ou se a preguiça estiver grande, coloque uma toalha por baixo, ou a mulher fica por baixo, existem várias formas, só testar. E não, não vai parecer que você assassinou umas 10 pessoas no filme de XXX. Se a ideia da sujeira te acanha, que tal um sexo oral? A mulher pode estar com o copinho ou absorvente interno, então, nada de sangue “espirrando” em você. (Super recomendo rs). Outra opção é transar no banho, mas vai gastar muita água, né não?! (Consumo consciente, gente!). PS: sempre se previnam, transar na menstruação pode engravidar também, viu?!

Leia mais

Os Tempos Mudaram SIM, entenda o porquê
Os Meus 13 Porquês| Podem acreditar numa garota viva?
Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.
Em voga

O que NÃO escrever na redação do Enem – em hipótese alguma.

25.10.16

O que não escrever na redação do Enem em hipótese alguma Enem 2016 Enem 2017 como tirar nota 1000 mil na redação do Enem dicas redação perfeita enem direitos humanos competências EnemEu tive notas muito boas ano passado nas redações dos vestibulares, sendo a do Enem um pouco mais de 900, e a da Fuvest – valendo até 50 pontos – se não me engano fiquei entre 46 ou 47. E a da Vunesp 28, que é a nota máxima. Esse post é, mais especificamente sobre o que não deve ser dito na redação do Enem – e em nenhuma outra redação.

Não sei se você se recorda, mas o critério de avaliação da redação do Enem é baseado em competências que seriam, resumidamente: domínio da norma culta da língua escrita, compreensão da proposta e desenvolvimento do tema baseado em conhecimentos prévios do candidato, organização de  argumentos e ponto de vista, adequação do texto  à estrutura do gênero dissertativo-argumentativo e por fim elaboração de propostas de intervenção social respeitando os direitos humanos.

Bom, eu gostaria muito de chegar agora pra você e dizer que a sua opinião será valorizada independentemente de qual seja ela, pois afinal, estamos em tese em uma democracia. Mas infelizmente eu não posso afirmar isso. O Enem espera que você baseie suas ideias respeitando sempre os direitos humanos – portanto algumas frases de intolerância que circulam por ai não devem ser colocadas na dissertação, por mais claro e explicitado que seu texto esteja. Alguma frases e ideias só de estarem presentes no texto já farão com que sua redação seja zerada. Meus professores corrigem as redações dos vestibulares, e olhe, tenha certeza que eles estão loucos pra colocar um belo zero para aqueles que desrespeitarem essa ética. Lá na Letras, nós respeitamos bastante a opinião do outro, tanto é que sempre temos assembleias e grupos de discussão e estudo sobre alguns assuntos como estes, porém se vocês forem por esse lado de extremismo e infligir os direitos humanos, ninguém vai “respeitar” sua opinião. Principalmente no que tange minorias historicamente desfavorecidas como negros, homossexuais, transexuais e mulheres. Gostaria de salientar que não vou entrar muito no âmago das questões, meu intuito é apenas dar um pincelada em conceitos que algumas pessoas pensam em colocar nas redações – e que se o fizerem, estarão zerando esta.

“Bandido bom é bandido morto”

A pena de morte não está prevista no código penal brasileiro, e infelizmente o maior erro dessa frase não se encontra tanto na pena de morte, mas no fato de defender a ideia de que as pessoas que estão à margem da sociedade não devem ser- lhes dada uma nova chance. O Enem espera que você diga totalmente o contrário, espera que você busque reinserir este individuo ao convívio social – lançando mão de mecanismos sociais como alguma capacitação profissional, apoio psicológico, alguma ajuda financeira se for necessária… – todas essas ideias são coisas que você pode inserir no seu texto no que se refere à questões de presidiários e, digamos, seu destino.

“Ideais homofóbicos, por exemplo dizer que homossexualidade é  doença”

1973, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a homossexualidade da lista de transtornos mentais. Portanto afirmar algo assim na redação já lhe garantirá um zero. É importante que esteja bem claro na sua mente a diferença entre Ideologia de gênero e orientação sexual e seus mais variados tipos (bissexual, homossexual, heterossexual, pansexual, assexual…)

Ideologia de gênero: o gênero ao qual a pessoa se identifica

Orientação sexual: diz mais respeito a por quem a pessoa se sente atraída sexualmente.

Na proposta do ano passado, tendo em vista o texto de Simone de Beauvoir seria interessante incluir esse tópico na redação – principalmente ao defender que “ninguém nasce mulher, torna-se mulher” fazendo um gancho entre a pressão social que forma o indivíduo e a ideologia de gênero

Machismo e castração química

A castração química é muito defendida na bancada evangélica, por não agir na raiz do problema que seria a busca de direitos iguais entre homens e mulheres, algo bem contornado por esse grupo – confesso que eu era adepta dessa ideia e depois de muita leitura que pude compreender e agora posso resumir o porque disso não dar certo.

O estupro é um ato de dominação do homem que se acha superior a mulher, sem a genital ele vai usar qualquer outra coisa para estuprá-la, não sei se você viu  até recentemente um caso de que um homem estuprou uma garota com um cabo de vassoura. Outra coisa que eu pessoalmente não defendo é sobre o estuprador ter um problema mental; na verdade acredita-se que todo homem é um potencial estuprador – porque quando estamos sozinhas em uma rua deserta à noite nós preferimos que seja até o demônio do que um homem, tamanho o medo de tal violência. Porém a ideia de doença mental nesses casos é bem difundida – partindo da premissa de que o estupro é tão absurdo que apenas alguém com problemas mentais seria capaz de praticá-lo. O problema de relacionar estupro com doença mental é que corre o risco de atenuar a culpa do estuprador, aliviando a pena e a culpa social pois – coitado, ele tem um problema mental. Sendo que nós queremos que ele arque com as consequências deste ato horrendo. Também é importante lembrar que o estupro e o assédio andam juntos – sabe aquele amigo que beija a garota na festa mesmo ela não querendo só porque ela está bêbada? Ou aquele cara que encosta nas mulheres no ônibus? Esses são apenas alguns degraus do estupro. Além disso; frases como “lugar de mulher é na cozinha” “mulher boa é recatada e do lar” e quaisquer outras frases que diminua a mulher e/ou justifique o estupro e o assédio também não devem nunca serem difundidos e defendidos. É importante também ressaltar a cultura do estupro (isso por si só já valeria um post inteiro, mas vou resumir) que é um dos argumentos para não classificar o estuprador como doente mental. A cultura do estupro diz respeito à sociedade que sempre acredita que a mulher é inferior e que – em linhas bem gerais – não deve ser valorizada, e seu corpo deve ser escondido ao máximo pois ela é a culpada dos posteriores abusos. Um outro exemplo da cultura do estupro é a difusão de mulheres seminuas em comerciais de televisão – buscando uma maior audiência. Ou o burburinho que se faz quando uma atriz compartilha suas fotos de nudez por livre e espontânea vontade – e não fotos “vazadas” como a maioria das vezes – defendendo que fotos assim devem ser exaltadas apenas se não tiverem o consentimento da mulher. Não vou me alongar muito neste tópico – creio que já deu para perceber onde eu quero chegar.

Contra cotas              

Se o tema for por esse lado você terá de ser a favor, vamos simplificar e vamos estabelecer que as cotas raciais devem ser defendidas mesmo que você embase muito bem sua argumentação dizendo por exemplo – deve haver alguma reforma no ensino que possibilite que essas pessoas possam entrar nas universidades sem nenhum tipo de ajuda – mas perceba que, mesmo assim, fica meio forçado. A cota racial diz respeito à representatividade do negro no ensino superior para assim derrubar algumas barreiras raciais que ainda temos na sociedade – olhe na sua sala de aula do cursinho (ou de uma escola particular) e responda: quantos negros você vê na sua sala? Quantos acha que verá nas universidades? Quanto as cotas sociais aí a historia é um pouco diferente e acredito mais polêmica e então talvez você possa tentar discordar e discorrer sobre isso, sobre ser uma forma que  o governo encontrou de esconder o problema e de não agir em sua raiz. Mas sempre lembrando que os alunos que precisam dessa cota são tão inteligentes e capazes quanto você, mas tiveram oportunidade de estar na universidade. Como você pode querer um país mais igualitário, mais capacitação profissional, mais estudiosos, mais universitários sendo que algumas crianças de baixa renda sabem que nunca terão tudo isso? Como você pode achar isso justo?

Ditadura militar

Acho esse tópico bem óbvio para não ser defendido, mas nunca se sabe. Deve-se tomar muito cuidado ao tentar defender a ditadura por motivos de ideologia política, como por exemplo, exaltando o Golpe Militar justificando que assim, a esquerda sucumbiu e a direita venceu. Vocês já devem ter ouvido muitos relatos de professores, e talvez até de parentes e avós que tenham vivido nessa época e sabem o horror que viveram; a impossibilidade de discordar do regime e  as torturas sofridas por aqueles que lutavam para ser ouvidos. Meu professor de linguística comentou que há um estudo mostrando que o Brasil até hoje não se recuperou culturalmente do buraco deixado pela ditadura. Já ouvi pessoas defendendo a ditadura por algum parente que viveu na época defender que os militares não foram corruptos e que todos viviam em paz (acredito que apenas os ignorantes viviam em paz) vale a pena pesquisar um pouco mais sobre “os militares não foram corruptos”.

Se você gostou desse post eu o oriento a pesquisar mais sobre esses tópicos e ler um pouco mais sobre o assunto – aproveite esse tempo para dar uma “relaxada” lendo sobre essas questões. Esse post veio de um roteiro que fiz para me ajudar em uma palestra que fiz na escola em que estudei (a minha primeira palestra da vida e ainda por cima no dia do professor, super presente adiantado hehe) – os alunos estavam tendo dificuldades com essa parte do direitos humanos e bom, ás vezes eles não são tão óbvios para alguns (infelizmente). Eu tenho um post mostrando tudo o que descobri sobre Bolsonaro (fonte principal dos tópicos explicitados acima) para lê-lo basta clicar aqui.

Os Tempos Mudaram SIM, entenda o porquê
Os Meus 13 Porquês| Podem acreditar numa garota viva?
Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.
Arte

Fofurices de papelaria do Estúdio Anzol

20.10.16
Compre de quem faz Estúdio Anzol, recebidos parceria produtos ilustrações produtos fofos.

Eu sempre quis ter uma lojinha virtual. Sempre gostei de comprar na internet, especialmente de marcas pequenas, dessas que as pessoas te enviam os produtos com embalagens carinhosas e até bilhetinhos fofos. Então, quando comecei a fazer os produtos, esse virou meu objetivo!

A coisa que mais amo em trabalhar com o blog é ter a chance de poder conhecer pessoas incríveis e, consequentemente, amizades maravilhosas. Gosto de entrevistas porque é o melhor jeito de vocês conhecerem essas pessoas e a história que há por trás delas; a primeira que trouxe para o Dezoito – lá no comecinho – foi com a Fernanda Fernandez, uma ilustradora que descobriu seu talento depois de uma fatalidade em sua vida. Hoje vocês vão conhecer a Mariana, ou melhor, a Mari. Ando refletindo bastante sobre a sucessão de acontecimentos em nossa vida e como eles formam o que somos. No caso da Mari, após o falecimento de seu pai e uma viajem pro Chile, ela decidiu estabelecer novos rumos e finalmente colocar em prática o seu sonho de abrir um Estúdio, como é o Estúdio Anzol.

Como vocês sabem eu amo coisas fofinhas, unicórnios, sereias (eu mesma) e principalmente: artigos de papelaria e ilustrações! Então imaginem meu pulo quando descobri o Estúdio Anzol?! A linda Mariana me enviou umas coisinhas lindas de fofas pra mostrar a vocês (e é claro que eu tirei aproximadamente 1k de fotos hahaha). Já mostrei um pouquinho no snap (samira_omg) e no Instagram, mas é tanto amor que é necessário uma segunda apresentação hehehe. Este da fotinha aí de baixo é uma ilustra de unicórnio feita pela Mari, ele é daquele papel meio de foto, sabe? O que é ótimo pois não suja (obrigada jesuis) meus planos pra ele é colocar numa moldura de gesso e colocar na parede ♥ (como já foi planejado no post sobre o meu novo quarto).

Loja Estúdio Anzol recebidos parceria unicórnio sereia ilustrações

Ela também me enviou um nécessaire de ancorazínias (simbolo do Estúdio), um marca página de pinguins (OMG!), adesivinhos de flamingo, coruja (como ela sabe tudo o que eu amo? Não sei! hahah Mari é meio mágica), patínio e caveirínia. Cêis lembram daquelas tatuagens que a gente colocava quando criança? Que vinham dentro do chiclete? Pois bem, agora temos uma versão linda delas pra usar sem dar alergia e pra sair se sentindo mais sereia ainda ♥ (pelo menos no meu caso, pois baleinha e navio são com certeza tattoos de sereias – vish Poseidon, acabei de ter uma ideia pro livro das Sereias!). E pra fechar com chave de ouro pam pam pam pam pam: chaveiro de sereinha! Sim, ruiva e fofinha que nem eu (ai que convencida rs). Além de todo esse amor, fãns geeks se preparem: tem cadernos, bolsas, lenços, carteira, adesivo, cases, tudo… de Star Wars (ótimo presente pra você e pro mozão ♥ , natal tá ai, vamos investir numa carteira do Chewbacca ou num caderno do Darth e Stormtroopers pra elx ficar feliz?). E *prepara coração* tem Pokémon !! (surtei? Surtei hahah, imaginem só cêis desfilarem com um Pikachu ou com o Bulbusaur? ♥ – boatos que isso atrai pokemons raros ein? hehe.

Loja Estúdio Anzol recebidos parceria unicórnio sereia ilustrações

 

  • Mari, poderia nos contar um pouco sobre você?

Oi, eu sou a Mari! ♥  Nasci em Belo Horizonte, morei no Rio de Janeiro e vim pra Brasília criança. Eu sou formada em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília. Me considero brasiliense, amo essa cidade. Eu adoro coisas fofas e alegres, sou uma colecionadora apaixonada de coisas de flamingos. Adoro cachorros, especialmente os salsichinhas. Gosto de viajar sozinha e ficar em albergue. Sou vegetariana e gosto de cozinhar mas tenho preguiça de limpar a cozinha depois. 

Loja Estúdio Anzol recebidos parceria unicórnio sereia ilustrações

 

  • Quando e como foi o começo do Estúdio?

O Estúdio Anzol começou em maio de 2014. Eu tinha acabado de voltar de férias, fiz uma viagem sozinha pelo Chile, fui no Deserto do Atacama ver flamingos e também ter um tempo pra mim. Tinha um pouco mais de 1 ano que eu tinha perdido meu pai (ele morreu de câncer em 2013) e eu precisava de uma jornada de reestruturação, precisava sentir que estava aproveitando minha vida. Voltei naquela empolgação pós-viagem, de querer botar a cara no mundo, fazer coisas legais e viver com intensidade. Eu já criava minhas estampas e estava voltando do almoço com minha amiga do coração, a Daniela Barbosa e criei um desafio pra ela! “Vamos tirar aquela ideia do Estúdio do papel?? HOJE! QUANDO VOLTARMOS!” Daí passei a tarde enchendo a paciência dela. Criamos o Estúdio Anzol como um desafio de estampas. Ela criava uma e eu criava outra e postaríamos todos os dias. Começamos com estampas a partir de recortes fotográficos, abstratas, bem diferente do Estúdio Anzol de hoje. Fizemos isso por muito tempo. Passou um tempo, percebi que as pessoas queriam ver nossas estampas aplicadas, mandei fazer algumas canecas, depois alguns lenços e aí foi acontecendo. Me chamaram pra uma feira e outra e pronto, nunca mais parei! Depois de um tempo, por volta de 1 ano, a Daniela terminou o mestrado dela e pediu o divórcio, rs! Decidiu que seguiria na carreira acadêmica e que não tinha a mesma veia empreendedora que eu. E aí, aproveitou pra me dar um conselho: “Faça mais estampas com seus desenhos, vai ser sucesso, se joga!” E foi o que fiz. O Anzol mudou a carinha dele, ganhou personalidade e tá me enchendo de felicidade! E eu e a Dani continuamos amigas do coração e ela tá sempre disposta a me dar uma força com o Estúdio.

  • Faz muito tempo que você é ilustradora?

Eu confesso que demorou para eu me enxergar como ilustradora. Eu sempre gostei de desenhar mas nunca me dediquei muito. Sempre fui meio preguiçosa. O Estúdio Anzol me ajudou nisso. Quando eu ainda estava na faculdade e fazia estágio eu fiz vários desenhos para um livro. Acho que essa foi minha estreia como ilustradora, rs. Em 2009 num livro institucional sobre meio ambiente. Mesmo depois do Anzol não me considerava ilustradora até que esse ano recebi convite para participar do Encontro de Ilustradores, fiquei muito feliz, percebi que agora faço parte desse time de criativos.

Leia mais

Papelaria, decoração e muita positividade com a artista e sonhadora Amanda Mol
Da confeitaria para o atelier, conheça os acessórios em biscuit de Bruna Nóbrega do “Arte Vira Lata”
Ilustrações musicais da artista brasileira Fernanda Fernandez
Pessoal Textos

Porque escolhi ser professora.

16.10.16
Porque escolhi ser professora. Post agradecimento aos meus professores, letras usp

Quem me conhece e sabe pelo menos um cadinho da minha vida, sabe também que minha maior motivação em ir às aulas (além de passar na Fuvest) sempre foi pelos professores. Acredito que devo muita gratidão à escola onde estudei a vida inteira, por ter me possibilitado conhecer as pessoas lindas que foram os meus professores (e os funcionários aos quais tenho imensa admiração♥)

Desde que descobri que eu poderia – pro resto da vida – estudar o que eu amava, língua portuguesa, já tratei de descobrir afinal que curso seria esse. E então, quando finalmente soube que era Letras o que eu gostaria de fazer; que era ensinar a minha vocação, quando eu finalmente contei a todos que eu queria ser professora veio inevitavelmente uma nuvem pesada sobre a minha cabeça. Surgiram familiares – até os professores – me dizendo para escolher outra profissão, uma que fosse mais reconhecida, que ganhasse melhor, que eu não precisasse ter tanta paciência (algo que de fato, não tenho muito) e que eu não tivesse que, em algum momento, pensar seriamente em desistir.

Sei das partes tristes pelo que minha tia que é professora me conta, sei por alguns amigos que me relatam e pelas coisas que volta e meia ouvimos na TV. Porém, o que eles não sabem é que eu quero ser professora desde criança, quando colocava minhas cachorrinhas sentadas nas cadeiras – de frente pra lousa – e “ensinava” português e o pouco de matemática que eu sabia. Eles nunca entenderão o que é você se espelhar inteiramente em alguém, por sentir que essa pessoa trabalha como se o que ela faz, nunca fosse chato ou difícil. Por todos os professores que passaram na minha vida – desde o infantil 3 até hoje – por todos que mostraram um trabalho tão incrível e um amor tão verdadeiro pelo que faziam, que nenhuma ofensa iria os atingir, é por vocês que eu escolhi a minha profissão. Acredito que os admiro principalmente por isso, pela coragem de enfrentar pessoas que muitas vezes, pensam que são os donos da razão e que sabem muito – mas sempre esquecem que o mestre está lá na frente, ensinando. Acredito que quero seguir essa carreira, não apenas por alguma espécie de dom – visto que eu tremo que nem uma vara falando em público – mas por aquela energia que  sempre demonstraram ao ensinar. Pela determinação e vontade de explicar quantas vezes fossem possíveis até que entendêssemos. Pelo carinho demonstrado pelos alunos e pela profissão. Pelo sonho e determinação de mudar – um pouquinho de cada vez, aluno por aluno – o mundo.

Lembro-me até hoje de um professor de matemática me explicando o mesmo trajeto da fórmula, quantas vezes fossem necessárias até que eu soubesse fazer sozinha. De uma professora de literatura que se emocionava enquanto escrevia. De um mestre que nos ensinava um pouco de tudo o que sabia e tentava ser além de nosso professor, nosso psicólogo, nosso amigo, nosso colega de sala… Lembro de outra mestra que acordava os alunos cantando e andava pela sala  conversando animadamente com a gente. Na verdade, as melhores lembranças que tenho da minha vida escolar – e bom, da minha vida como um todo – são inteirinha deles. Porque enquanto eles davam aula eu me espelhava, enquanto eles explicavam eu me inspirava e anotava mentalmente cada característica que eu mais gostava em cada um – na esperança de lá na frente, poder ser um pouquinho de cada. Na verdade, eu acredito que sou um pouquinho de cada e que quando, de fato, for professora, terei-os sempre comigo em cada aula, em cada prova, em cada fala, em cara sorriso.

Por isso tudo, eu queria ontem – pois sou atrasada – e hoje e sempre, agradecer pessoalmente cada um. Como isso não é possível queria apenas dizer um muito obrigada. Queria também pedir para que jamais desistam, tem alguém se inspirando em vocês. Que vocês sempre se lembrem o que representam na vida de nós – alunos – que nunca se esqueçam que vamos lembrar de vocês pro resto de nossas vidas. Queria apenas pedir: continuem mudando o mundo. Essa é a única forma de realmente evoluirmos em algo, a única maneira de voltar a acreditar no ser humano é pela educação.

Lembranças do “quartinho do fundão”| Um texto sobre desatulhamento
Ecdise – Conto de Samira Oliveira +18
Amigo, ainda me sobraram dedos para te contar.
Página 19 de 24
«1 ...151617181920212223... 24››