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Resenha e crítica| La La Land – Cantando Estações

31.01.17
Resenha crítica - Musical La La Land. Entenda porquê foi um sucesso e um marco no cinema.      O musical foi a grande estrela do Globo de Ouro, ganhador de mais de 7 prêmios como “Melhor atriz”, “Melhor Ator”, “Melhor Diretor” e “Melhor Filme” Estamos vivendo hoje a ascensão de uma obra que será um clássico no futuro. Estamos vendo musicais novamente às telonas, que fazem referência à importantes filmes do gênero. Estamos percebendo um enredo aparentemente fraco, mas com questões tão sérias que são postas à tona e nos fazem refletir. Um filme que vai te fazer querer sair dançando da sala do cinema, e repensando sobre os caminhos que você anda trilhando.
Filme: La La Land - Cantando Estações
Direção: Damien Chazelle
Duração: 128 minutos
Genero: Musical
Classificacao:
Sinopse: Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Se você torce o nariz para musicais, espere mais um pouco e confira algumas informações sobre o filme La La Land e talvez, ao final, eu consiga lhe convencer a assistir. Simbora?

Um ponto que deve ser levado em consideração são os prêmios que o longa já conquistou. Ganhador de mais de 7 prêmios como “Melhor atriz”, “Melhor Ator”, “Melhor Diretor” e “Melhor Filme” foi a grande estrela do Globo de Ouro. Vocês já pensaram que estamos vivendo hoje a ascensão de um filme que se tornará um clássico no futuro? Imaginem como alguns filmes aclamados pela critica atual não foram açoitados – e continuam sendo – quando foram lançados? Pelo que andei lendo nas redes sociais, teve gente que achou o filme muito entediante e pacato, chegando até a dizer que teve que sair da sala nos primeiros 15 minutos. Eu, pessoalmente, não estou muito acostumada a assistir musicais, então no comecinho senti uma certa dificuldade em me concentrar – isso porque estou acostumada a mais diálogos e cenas do que a música propriamente dita. Mas, lá vai, se você tivesse ficado mais do 15 minutos no cinema teria percebido que ele não é apenas um cult passageiro.

Com a direção e roteiro de Damien Chazelle – que já havia estreado com “Whiplash” – o garoto prodígio nos traz um enredo raso, porém é necessários ler as entrelinhas e ir mais a fundo para perceber o que há de complexo no roteiro. De primeira já sabemos, se trata de uma história de amor. Mas mais que isso, se trata de uma história – que já foi trabalhada em “Whiplash” e que está virando um light motive do escritor – que fala sobre a colisão entre o que você espera da sua vida profissional e o que você espera da sua vida pessoal, e afinal, como é possível por em concordância aspectos tão diferentes da nossa vida. Mais até que isso, através das músicas e da conexão entre os dois personagens centrais, assim como através da mudança das estações, podemos pouco a pouco percebe o tamanho peso de nossas escolhas.

Resenha crítica - Musical La La Land. Entenda porquê foi um sucesso e um marco no cinema. Leia mais

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Como foi meu 1º ano na faculdade de Letras #1

30.01.17

Como foi meu primeiro ano na faculdade de Letras na USP

Bom, pra começo de conversa, se você está lendo esse post, muito provavelmente você é um calouro (bixo) da Letras e está atrás de informações sobre esse novo mundo. Para saber o comecinho, ou seja, o dia da matrícula na USP e como começou minha nova vida, leia esse post . Pois nesse aqui vou tentar explicar mais ou menos como funciona a faculdade, mais especificamente a Letras, e como eu lidei com isso.


Não sei você, mas eu quando estava na escola usava um material didático próprio desenvolvido pelo sistema da escola – no caso, o Poliedro – e pelo que me lembro, apenas uma vez usei livros que não fossem todos do mesmo sistema. Então na minha cabeça vazia de adolescente da escola eu já mirabolava alguma apostila muito louca da USP – mas eu sabia que não seria assim, lógico. Então pensei que nós teríamos de comprar muitos livros, pois afinal foi isso que eu sempre tinha ouvido: “faculdade de Letras lê-se muito, você vai amar”. Então ok, já pedia clemência aos céus e perdão de meus pecadinhos em falar pra minha avó que, além de todo o dinheiro gasto com escola a vida toda a gente ainda ia ter de comprar inúmeros livros! Mas ainda bem, não foi isso que aconteceu… Eis então, a grande verdade, não usamos livros, usamos o famigerados xeróx – uma obra prima da humanidade que te acompanhará do início ao fim e te fará perder muitos “dinheiros” que iriam pra coxinha. Isso descobri pelo grupo do Facebook (a cada ano eles fazem um grupo novo da Letras para os calouros – mas todos os veteranos acabam entrando também e o grupo do ano anterior fica esquecido – então já te aconselho, clica ai e entra no nosso grupo, ou se você é de outra faculdade, procura ele no Face e já pede pra entrar – isso vai te ajudar muito!

Outra coisa interessantíssima (e que me rendeu vários “nossa que folga” ou “nossa que curso fácil” ou “que moleza essa USP!) foi: você terá apenas 4 matérias; sendo elas: Introdução aos Estudos Literários (IEL), Introdução aos Estudos Clássicos (IEC), Introdução aos Estudos da Língua Portuguesa (IELP) e finalmente, Introdução à Linguistica (IL ou Linguística mesmo). Cê tá perdido? Não fique, vou explicar tudo tim tim por tim tim.

Primeiro: Literários (apelido carinhoso pra IEL). No primeiro semestre eu passei a odiar literatura com todas as minhas forças (e olha que minha motivação principal para a faculdade sempre foi a literatura) isso porquê o professor que eu “cai” não me agradava nem um pouco; me dava sono (e olha que é difícil eu tem sono em aula), me dava tédio, náuseas e vontade de morrer. Mas no fim, depois de muita luta contra o ventilador e contra ao lixo (ele não gostava do ventilador e nem do lixo) conseguimos sobreviver, eu, com 8 graças ao que aprendi na escola. Em IEL você vai aprender os fundamentos da literatura, ou prosa ou poesia, e são coisas bem básicas para quem já gosta dessa área – rimas, verso, figuras de linguagem e outras coisinhas (eu tive poesia no 1º semestre e prosa (conto) no segundo. No segundo semestre eu fui muito feliz nessa matéria, aprendi muita coisa com uma professora incrível (calouros, podem vir pedir o nome dessa linda e vão todos correndo com ela ♥), ela era maravilhosa e sinto muita saudades das aulas dela. Ela trabalhou conto e começou a falar de romance, e eu nunca imaginaria que conto poderia ser tão fantástico (olha o trocadilho hehe) e mágico.

Informação importante: no primeiro semestre você não escolhe seus professores e nem no primeiro semestre da habilitação (já vou explicar) então corre o risco de você cair com alguém famoso pela chatice ou com alguém muito famoso pela perfeição, é apenas uma questão de sorte.

IEC: Já nessa matéria eu tive a grande felicidade de no primeiro semestre cair com uma professora disputadíssima e conhecida, que ensinava muito bem e era um anjo de pessoa (ainda por cima engraçada e vegana). Mas no segundo o Júpiter mostrou sua verdadeira face cruel e me jogou com uma professora que não tinha uma fama muito boa e bom, isso deixemos para outra conversa. Nessa disciplina, no primeiro semestre, vimos e lemos (eu comprei mas ainda não li) Ilíada, Odisseia e Eneida. E no segundo vimos (acho) teatro grego e mais algumas coisas como Comédia e Tragédia. É uma parte bem gostosa pra quem gosta dessa parte antiga e é bem interessante (as Comédias são realmente engraçadas, acreditem) e mais legal ainda é trabalhar o pensamento da sociedade da época e contrastar com o atual.

Outro fato importante sobre as matrículas nas aulas (que são distribuídas pelo sistema Jupiter Lucifer ) é que mesmo quando você pode escolher os professores (como no segundo semestre ou do quarto em diante) você pode não conseguir o professor que você quer. Isso porquê o sistema tem um critério (sombrio e louco) de seleção; alguns dizem que é pela nota da Fuvest, outros que é pela média ponderada, outro que é por ordem de matrícula na aula e outros ainda que é obra do The mo (sendo ou não, sabemos que o sistema é Lúcifer então não seria de se espantar né?)

IELP: Pensem numa matérias gostosinha e leve, IELP será. Quase todo mundo não gosta (mas minha vó sempre disse que eu não sou todo mundo e eu sou do contra, sempre amei botânica enquanto todos odiavam) mas eu acho uma delícia! No primeiro semestre tive aula com uma dupla ótima, eles eram muito organizados e metódicos e o trabalho final eu escolhi fazer sobre preconceito linguístico ♥. No segundo semestre também consegui um professor muito bom, também muito organizado e pasmem, super engraçado e fofo! Aqui vocês vão aprender a história do português e suas transformações e também todos os nomes (diferentões) para cada detalhezinho de cada texto. Asseguro-lhe que é bem interessante e fácil, porém um pouco trabalhoso.

Linguística: Essa é uma matéria linda que estuda as relações entre o que está escrito o significado, ou significante e significado ;) e mais algumas muitas coisinhas (que irei aprender este ano na habilitação). Consegui no segundo semestre pegar o mesmo professor do primeiro e ele era muito bom, na verdade acho que um dos melhores, e explicava muito bem.


  • Quanto a livros

Nos aconselharam a comprar 2 livros que são como apostilinhas da Linguística; o Introdução à Linguística 1 e 2  E foram de fato muito úteis pois cada capítulo foi escrito por um professor da Lx e eles gostam bastante desse livro e costumam usar bastante, além disso, eles têm exercícios muito bons no final – e ajuda a treinar pra prova. Outros livros que comprei foram Illíada, Odisseia e Eneida, e alguns da Cosac & Naify ,fora alguns outros que encontrei no “sebo” da letras e alguns na editora da FFLCH, a Humanitas. Então assim, imprescindível são os xérox, mas a maioria deles você ou encontra na internet ou o professor disponibiliza online – mandando por e-mail para os alunos ou através da plataforma Moodle Stoa. O Moodle vai ser um grande aliado seu, nele os professores que o usarem, colocam todas as datas de provas e trabalhos, todas as leituras e sugestões e ainda podem mandar mensagens para todos – muito útil para quando eles precisam faltar por conta de algum congresso ou evento do gênero.

Uma coisa interessante e que senti falta foi: aqui não é mais o ensino médio, não tem sinal pra tocar. E isso me deixou meio desnorteada pois no começo eu era bem avoadinha e distraída (como você bem sabem, com a mudança eu evolui muito e acho que finalmente, adulteci) mas ai é só você seguir a movimentação que vai acontecendo e ir seguindo até a sala – ou ficar nela caso você esteja preso em algum livro muito bom.

Na Letras tem uma lanchonete bem boa, as pessoas são bem legais e gentis – e até esquentam minha marmita no microondas deles hehe. Outra coisa importante de saberem é o CAELL (Centro Acadêmico de Estudos Literários e Linguísticos) – a gestão atual é a Viramundo que teve umas propostas muito boas e ganhou merecidamente♥eles cuidam de toda a organização da calourada por exemplo e resolvem eventuais problemas que possamos ter com a faculdade, nos ajudam e nos orientam.


Bom, esse é o primeiro post da série “Calouros Letras USP” e espero que tenham gostado! Vou postar mais coisas e explicações sobre a faculdade, então se você não vai fazer esse curso continua comigo pois vou falar sobre coisas que toda faculdade tem, você vai gostar!

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15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR

25.01.17

Não adianta, São Paulo é bem diferente do interior – e eu senti cada diferença muito bem quando me mudei pra lá. Tem coisas que só tem em SP, algumas que pra mim eram enormes absurdos. Confira as 15 maiores diferenças (na minha opinião) entre a Terra da Garoa e o interiorzão.

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR

 

  • Esquerda livre? Que?

Na primeira vez que andei de metrô e uma colega me ensinou a me movimentar por lá eu achei tudo muito louco – como assim só posso andar pela direita? Aqui no interior não tem esse negócio não, vai todo mundo pro mesmo lado e se bobear vai um em cima do outro mesmo.15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR

  • Bobeou já está perdido

Aqui em Piracicaba, eu sempre digo, se eu pegar a rua tal, andar uns 2 quarteirões eu chego no lugar tal; se eu pegar a avenida X e virar 2 quadras já estou em outro lugar que eu conheço. Já em SP, você andou dois passinhos longe da sua rota costumeira e nem sabe mais em que universo está. Olha pro horizonte e só vê coisa desconhecida, nunca vai poder usar aquele método “ótimo” de localização – ahh, tal rua é aquela que tem uma casa roxa na esquina, sabe?

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR
  • Tem gente que vai se oferecer pra segurar sua mochila, e isso é perfeitamente normal

Quando vi isso eu não sabia se ficava mais espantada, assustada ou contente. Acho bem interessante esse ato de solidariedade (ainda mais se a pessoa que está de pé na sua frente dentro do metrô está visivelmente cansada e precisando de ajuda) mas na ocasião que isso aconteceu comigo eu tinha acabado de ceder meu lugar pra uma moça grávida (beeem grávida, não cabia nada no colo dela além da barriga) e ela me perguntou se podia carregar minha mochila (de uns 20kg) – eu me senti super mal e ofendida porquê afinal, eu não dei meu lugar esperando algo em troca e além do mais, pobre moça já tava carregando uma criança ainda ia carregar meus tijolos da faculdade?! Também acho essa história bem louca porquê eu – pessoalmente – não gosto que gente desconhecida fique com as minhas coisas (quando roubaram meu celular parecia que tinham me roubado um pé, me senti super invadida). Mas quando são amigos e fazem essa gentileza eu acho bem legal – nesse ponto já me acostumei.

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR
  • Tem/tinha grafiti em cada mísero canto

Como vocês bem sabem pelo meu Instagram eu amo grafites e acho que já fotografei todos daqui de Piracicaba (ou quase todos hehe) então imaginem minha alegria doida quando viu que em meio às pichações sem sentido também tem arte? Minha vontade sempre que saio é sair tirando foto de tudo!

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR
  • Você nunca viu tanto pedinte junto

Claro que aqui tem, infelizmente, mas a gente sabe que eles têm ajuda de igrejas e de restaurantes (pra comer). Mas em SP a população das ruas é uma coisa absurdamente louca pra mim, eu fico imensamente triste com esse fato ainda mais em saber que não temos uma garantia de que todos recebem alguma ajuda.

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR - Blog Dezoito em Ponto
  • O frio é uma coisa doida quando vem (e quando não vem é um sol de morrer)

Nunca vi um tempo conseguir ser tão bipolar! Nas minhas primeiras semanas eu não sabia que essa mudança na temperatura era tão brusca, então lógico que passei frio! Agora já aprendi, no mínimo um cardigã tem de estar na bolsa – mesmo que esteja um sol digno de fritar.

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR
  • Na boa que tá chovendo de novo?

Outra coisa interessante quanto ao clima bipolar é: a cidade realmente faz jus ao nome “Terra da Garoa”. Quando inventa de chover chove toda hora, em um minuto tá mó sol, no outro já ta tudo inundando.

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  • “meu” e “mano” são constantes da fala

Pior que isso é chegar pra sogra e tratar ela por “mano” e falar “meu” pra chamar a vó – sim, eu já fiz isso. Simplesmente essas duas palavrinhas não conseguem sair da minha fala enquanto eu estou morando lá a semana toda.

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  • Barulho é tão normal que ninguém repara mais

Sorte minha que eu durmo como pedra – já minha avó por exemplo não sobreviveria – tem barulho a noite toda, helicóptero, avião, caminhão, gente berrando, música em plena 6 de manhã e vários outros ruídos absurdos. Pra mim isso é bem notável porque no interior em moro numa rua muito quieta mesmo – mesmo porquê só tem 3 casas na rua hehe.

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR - Blog Dezoito em Ponto
  • O significado de “longe” nunca foi tão absurdo

Meu amigo Gabriel sempre fala que algo é “perto” sendo que pra chegar no referido lugar é necessário andar meia hora e pegar dois ônibus. Fico realmente assustada quando ele diz que determinado lugar é “longe” pois significa que é realmente onde judas perdeu as calças.

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR - Blog Dezoito em Ponto

foto: my dress code

  • Cê não é tartaruga pra andar com a mochila pra trás

Essa regra de mochila na frente é no transporte público (seja ele qual for) mas é sempre bom andar assim em ruas como a 25 de março… Eu nunca tinha visto isso antes de SP!

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR - Blog Dezoito em Ponto
  • Tem vendedor em todo canto

Porque raios eles adoram aquelas frases toscas? Sempre tem alguém vendendo fone de ouvido na linha azul (aff). E o que dizer dos vendedores da 25 que já chegam pra cima de você? Aqui ninguém vende nada nos ônibus e na rua só tem (quando tem) uns hippies vendendo miçangas.

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR - Blog Dezoito em Ponto
  • Aqui a gente só tem shopping, mas em SP tem coisa pra você fazer até morrer

Restaurantes incríveis, museus, shows de graça, ruas interessantes, boates… E a gente aqui indo pro shop.

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR - Blog Dezoito em Ponto
  • Todo mundo tá sempre correndo e você acaba indo junto

Se você não apressa o passo vai ser esmagado e depois de tanto correr você vai começar a se apressar até quando não está com pressa (eu sempre)

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR - Blog Dezoito em Ponto

Elidio Bar
Mercado Municipal
File de frango

  • Lanche pode substituir o almoço – inclusive diarimente

Nunca ouvi tanto “ah eu como um lanche na rua”, o povo parece que tem uma certa relutância em não almoçar comida.


E você? Quais diferenças você nota entre SP e o interior? E se você gostou desse post não se esqueça de ler também: Lugares incríveis para conhecer na Avenida Paulista  e os outros posts da tag “São Paulo”

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Pesquisa de Público – Blog Dezoito em Ponto

24.01.17

Pesquisa de Público - Blog Dezoito em Ponto, aprenda a fazer uma pesquisa de público através do Formulário do Google

Se você ama o Blog Dezoito em Ponto, que tal responder umas perguntinhas bem rapidinhas sobre ele? E você ainda pode dar sua opinião sobre o conteúdo e sobre mim. Críticas construtivas, sugestões, elogios pra sair da bad, enfim, são muito bem vindos! Além disso, a pesquisa vai me ajudar a finalmente confeccionar um midia kit decente pro Dezoito então por favor, sejam verdadeiros ein? Até agora estou amando as respostas, já posso adiantar que estou colocando muita coisa em prática, coisas que vocês sugeriram e espero que fique bom ♥

Para quem tem dúvida em como fazer uma pesquisa de público eu ensino, é rapidinho.

  • 1. Clique nesse link Formulários Google 
  • 2. “Ir para o Formulários Google”
  • 3. Depois vá em “start a new form” e crie o seu!
  • Não se esqueça de alterar no ladinho se você quer que a resposta seja dissertativa ou de múltipla escolha, e ainda, se você deseja que a pessoa possa selecionar mais que uma resposta.

Imagem: Amando Blogs

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Literatura

Resenha “Madame Bovary” | Feminismo e Psicologia

16.01.17
Resenha Crítica Madame Bovary de Gustave Flaubert. Pioneiro da escola literária romantismo, importante obra para a literatura mundial.
Livro: Madame Bovary
Série: -
Autor(a): Gustave Flaubert
Editora: Martin Claret
Genero: Romance Realista
Páginas: 397
Classificacao:
Sinopse: “Texto de suma importância, “Madame Bovary” é uma leitura essencial, sendo considerado um dos melhores romances da literatura, sendo, provavelmente, o melhor dos livros do romance realista de caráter psicológico do século XIX. Para mostrar seu mundo, Flaubert põe em cena uma personagem em total desacordo com sua realidade, com sua posição social e com seu sexo. É nessa personagem que se centrarão as ações desenvolvidas na narrativa e os principais dilemas da obra.”

Com um tema tão forte e polêmico, o livro é atormentador em qualquer época ainda mais em 1857, quando a sociedade e a religião oprimiam e sufocavam as mulheres. Considerado o pioneiro entre os romances realistas e famoso pela sua originalidade, gerou posteriormente o termo psicológico “bovarismo” em referência ao comportamento da protagonista. Foi impossível não recordar da obra “Primo Basílio” de Eça de Queirós, principalmente nas cenas de luxúria entre Emma e Léon e  na descrição sobre toda a decoração do quarto, sobre o Champagne que tomavam e os queijos que comiam. Pelo teor de sua obra e pelas críticas ao clero e à burguesia, Gustave Flaubert foi condenado pela Sexta Corte Correcional do Tribunal de Sena e se esquivou das acusações com a célebre alegação “Emma Bovary c’est moi” (Emma Bovary sou eu), ao fim, o autor foi absolvido porém continuou a ser acusado de ofensa moral à religião e aos bons costumes pelos críticos literários puritanos da época. O traço da escola Realismo (inaugurada pela obra) é interessante, principalmente ao ter como personagem principal uma mulher romântica. Apesar do adultério, Emma é inteiramente uma personagem romântica, e como no realismo é costume criticar a escola anterior, é de se imaginar que a personagem teria um fim trágico – uma quase conversa com os costumeiros fins do Romantismo, em que, ou os amantes morriam ou se convertiam para o celibato. O aspecto sombrio e “corrompido” de Emma, anteciparam por quase um século o movimento feminista e libertário de emancipação da mulher. Dessa forma, a obra preparou o terreno para o que seriam os ideais da luta pela igualdade de direitos civis e da ascensão da mulher ao mercado de trabalho – propostas que iam muito além do radicalismo proposto por  Glória Stein, o da “queima de sutiãs”. É interessante notar que a anti-heroína de Flaubert foi criada à imagem de um fato real ocorrido no sul da França.  Segundo a biografia do autor, Alfred Le Pottevin foi um importante personagem em sua vida, o filósofo compartilhava das atitudes negativas do jovem autor e foi o responsável por fazê-lo se aprofundar em seus sentimentos sombrios. Assomado à esse fato, a morte precoce do pai, a epilepsia e a influência de autores marcados pela melancolia como Lord Byron e Rousseau, formaram a psique de Falubert – um homem antissocial e introspectivo.

“Felicidade, paixão e embriaguez não faziam, como já destacamos anteriormente, parte do repertório feminino daquele tempo. Prazer e satisfação sexual definitivamente não eram coisas de “moças de família”. Os estereótipos femininos são construídos sob a base do coração, centro de toda a vida da mulher, e que a psicanálise viria mais tarde, a definir e a reduzir pelo útero. Basta ver que o termo histeria, vem etimologicamente do grego hustéra, cujo significado é útero. O termo passa então a ser adotado para designar distúrbios de origem mental que afligem as mulheres: sua condição feminina é, para a Ciência, positivamente patológica.” – Haroldo Cesar Michiles,  2012

Atenção, essa crítica contem spoilers, então se você não conhece a obra e não gosta de saber alguns detalhes, melhor pular essa parte :wink:



Resenha Crítica Madame Bovary de Gustave Flaubert. Pioneiro da escola literária romantismo, importante obra para a literatura mundial.

Acredito ser impossível se manter imune aos encantos e pensamentos de Emma, por essa maneira, achei apropriado fazer muito mais que uma resenha, mas comentar os pontos mais chamativos da obra. Também porquê durante toda a sua leitura não consegui passar um dia sem que me envergonhasse por Charles ou odiasse as extravagâncias de Madame – ou talvez porque, agora depois de tê-lo terminado, é impossível não comentar algumas partes. Portanto se você ainda não conhece o livro e não gosta de spoilers, pare por aqui, mas se já conhece essa obra prima, pode continuar e depois me conte quais foram as suas impressões sobre nossos personagens. O livro é dividido em 3 partes, uma para cada amante de Emma, o primeiro pelo Visconde (o inicial traço de seus sentimentos de adultério se acumulam nessa figura), o segundo inicialmente por Léon e finalmente por Rodolphe e o terceiro inteiramente por seu amor com Léon.

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