Pessoal Textos

Eles me convenceram de que eu era inferior

14.03.16
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Hoje é um dia muito especial. Ponto. Especial porque, Samira? Bom, especial simplesmente porque eu descobri a maior falha da minha vida, então, se você me conhece e vai ler isso, vai entender – simplesmente pelo fato de me conhecer – se não me conhece tanto assim, bom, você vai entender também. Quem sabe no fim não perceba que seu maior erro foi o mesmo que o meu e você precisa simplesmente recomeçar? Vou explicar.

Hoje é quase natal, faltam 1 dia e meio para o dia 24 de 2015.

Fui comprar sapatos juntamente com a minha tia, um presente para o meu tio. Os detalhes na verdade pouco importam. Saiba apenas que eu estava esperando o atendente, sentada em um pufe com a minha tia.

Eu estava bem; pensando na minha casa, na comida que eu queria comer no natal, pensando na minha vida e em como eu ia tocá-la dali para frente. Eu olhava para o chão pensando em tudo, quando me passa uma sapatilha da Melissa que eu gostava demais e queria muito tê-la há um tempo. Logo percebi algumas coisas

  1. Eu não gostei mais tanto da sapatilha
  2. Eu já me realizei, pois a minha ilustração aqui no blog a usa na cor vermelha.
  3. Quem falava mal da sapatilha tinha razões, mas também não tinha.

Em meio a essas 3 considerações, o meu inconsciente (ou seria consciente?) pensou: coitada da pobre sapatilha, está detonada e suja, ficaria linda limpa. Mas na verdade eu não pensava realmente em tudo isso, eu pensava em como teria que ficar caçando as uvas passas da comida na ceia de natal, pensava nos metrôs que tomaria em São Paulo, pensava em como que queria um tênis rosa berrante. Porém, a dona da sapatilha, fez questão de parar a minha frente e gritar: Você quer que eu pare para você olhar?

Levantei a cabeça do chão e dos meus pensamentos sobre as uvas passas. A olhei; levantei uma sobrancelha, estava mordendo o lábio inferior então o soltei, a encarei de volta, olhei para os lados em busca da vitima de sua atenção. Era eu.

 

Em minha cabeça eu pensei, desordenadamente:

  1. É para mim isso?
  2. Verdade eu cheguei a te olhar, mas não foi por mal, eu queria uma sapatilha dessas há um tempo e achei que você deveria cuidar melhor dela.
  3. Odeio também quando as pessoas me “medem”, mas eu não estava te medindo, estava pensando nas malditas uvas passas.
  4. Desculpe-me, sou inútil.
  5. Desculpar-me do que?
  6. Porque ela me olha assim? Por que ela se acha superior a mim? Por que eu seria superior a ela?
  7. Vasculhando na memória meios de se matar alguém com o olhar.

 

Mas na verdade meus olhos lacrimejaram. Eu estava sensível com tudo, mal percebi que sempre fui assim. Seu olhar era um misto de raiva, ódio, e jogação de culpa em mim, como se eu tivesse culpa por ela ter a vida que tem, dela ter sei lá, estudado menos que eu ou visto mesmo que eu, sendo que ela queria apenas comprar um sapato em paz.

Mas na verdade eu não a impedi de comprar o sapato, ela não deveria ter falado comigo daquela forma, eu mereço respeito assim como ela, por isso eu olhava para o chão e pensava na minha vida, por isso meu consciente não a julgou, por isso eu queria que ela tivesse classe e não gritasse comigo.

O mais incrível foi a dor que senti ao ver aquele olhar. Por um momento eu era culpada por toda a sua vida, eu, uma mera estranha, fui a razão de todos os seus males. Por um momento – eu entenderia isso apenas tempos depois – ela me controlou, eu deixei que ela me controlasse.

 

Começando do fim.

Tive uma amizade que não começou bem, tinha tudo para dar errado, não deveria nunca ter acontecido. Ela me viu, ela roubou tudo o pouco que eu tinha. Ela me destruiu. Eu a destruí de volta. Eu nunca me perdoei. Ela eu não sei. Até hoje. Essa amizade tempos depois se mostrou algo verdadeiro, ela mudou, eu também, crescemos e amadurecemos. Porem, sempre, aquele sentimentozinho no fundo me dizia: você é a culpada por tudo de ruim que ocorre a ela, você fez tudo errado com ela desde o início. É sua responsabilidade ficar ao seu lado. Aquilo foi me consumindo, aquilo me dizia que eu deveria ir contra meus princípios para ajudá-la. Aquilo me dizia no fundo que ela era superior e eu não era digna da sua amizade e nem de nada. Aquilo me forçava a dar o controle a ela, e eu o dei sem nenhuma cerimônia.

Aquilo no fim se mostrou fraco, uma amizade pobre. Mostrou-se passível de traição, se mostrou sem nexo e sem brilho, apenas uma leve simpatia. Mas eu havia apostado tanto! Eu queria apenas me redimir de algo que eu nunca fui culpada.

Tive outra amizade. Descobri no fim que foi montada na inveja, que por isso eu precisava ficar por baixo, novamente. Descobri que eu também tinha culpa mesmo que ela estivesse sempre bem. Afinal, a culpa era minha por ela me odiar. Era minha culpa quando ela acordou e resolveu que me odiava. Eram minha culpa os olhares de diminuição que ela me lançava, de ódio, de dó, de desprezo. Que me causava enjoo, mágoa, dor muito mais que tudo. Essa amizade me consumiu por inteira, eu sonhava com ela, eu vivia para ela, eu tentava tomar o controle da situação, mas eu sabia apenas assistir a tudo impotente. Eu a via me diminuir para o outros. Eu a vi ela me tratar mal, gritar, xingar, me agredir. Eu assistia como se merecesse.

Tive colegas que se uniam para juntarem forças e concentrarem em alguém. Focar em alguém fraco –que permitisse – que fosse atingido, que fingisse não ligar, mas que sofresse, que sofresse tanto por todos eles. Um alguém para enviar suas dores em forma de humilhações, alguém para sofrer a dor que eles não tinham coragem de suportar. E eu, nunca coragem de me levantar, de dizer que eu não merecia carregar a dor te tudo. Não! Eu não merecia ser o depósito da dor, ser o alento errado, ser o desafogamento ruim. Eu não merecia nada disso, eu sou tão humana, ruim e boa como eles. Eles não eram melhores que eu para poderem ter esse privilegio.

E momento algum eu cheguei a pensar em ordenar que ela parasse. Eu pedia, eu implorava, meus olhos mais uma vez choravam, ela não tinha piedade nenhuma e eu não tinha força. Tudo o que eu sempre fiz foi deixar que os outros me dominassem, deixar que me dissessem que eu sou menor, que eu sou menos, que eu não sou digna.

Eu entendi só agora que eu permiti que essas pessoas tivessem controle sobre mim, eu percebo só agora o porquê seus olhares me magoavam tanto. Eu achava que eu era ruim e ela era boa. Ela me controlava porque eu deixei, porque eu assimilei que eu era inferior. Eu sempre tive medo deles, eu sempre errei, sempre tive medo de encarar os outros, de fazer com que me respeitassem porque eu achava que eu não merecia. Achava que eu merecia sofrer, no fundo eu acho isso. O ser humano nasce mal. Eu queria apenas a redenção, queria me redimir de tudo, dando esse controle sobre mim para alguém que eu sabia, iria me ferir. Eu me humilhei, deixei que me humilhassem, deixei assistindo impassivelmente, deixei porque eu achava que merecia.

Eu deixei que eles me fizessem acreditar que eu merecia tudo e que eles eram vitimas. Sempre os colocava em primeiro plano, sempre o problema deles, a família deles, as dores deles. Eles precisavam de alguém para caçoar? Isso iria aliviar a dor? Poderiam caçoar de mim. Precisavam de alguém par humilhar? Isso aplacaria o fogo que sentiam? Poderiam humilhar a mim. Eu deixei que eles me fizessem acreditar que eu merecia tudo, e que eles mereciam a paz.

Deixei pessoas erradas manipularem meus pensamentos. Justo eu que os achava tão elevados e tão sábios, justo eu que pensava deter um grande saber. Se você sente no fundo, que deixa alguém te controlar. Se sente que as pessoas que te fazem mal tem todo o controle da situação. Que se sente de mãos atadas, inútil, inferior, menos que outra pessoa. Saiba, você deu o controle a ela. Por algum motivo você deixou que ela te controlasse. Você permitiu tudo, seja para aliviar a sua dor de existir, seja para aplacar a dor dos outros – que também é sua dor de existir porque você sente a dor do outro – seja porque você é egoísta e acha que sempre a culpa de tudo é sua não dos outros, sempre a mártir, sempre sofrendo, sempre padecendo suas e outras dores. Se você recebe desprezo quando oferta amor. Se você sofre e sonha com quem te quer longe. Se você pensa ser o erro. Se acha que está fazendo tudo errado com a pessoa. Se você apenas quer sumir ao sentir o olhar dela no seu. Saiba: você deu o controle para ela.

Você precisa saber que o controle é seu. Precisa saber que, se finalmente eu ou Deus revelamos o maior erro da sua vida, está na hora de agir. Você precisa perdoar essas pessoas, mas perdoar a si mesmo. Precisa perceber que sofrendo a dor dos outros você não se cura e tampouco a eles. Precisa entender que ninguém é melhor que você e você não é mais que o outro. Que ninguém tem o direto de te humilhar, te diminuir, te fazer inferior. Esse controle, essa vida, são seus, quem deve controlar, escolher, selecionar o que fica e o que não, é você. Tire o controle dos outros, você sempre errou, sempre aturou mais que deveria. Está na hora de aliviar a carga. Está na hora de esclarecer que quem manda é você. Está na hora de explicar que você merece mais, merece amor que não é da pessoa. Você merece respeito e consideração assim como ela. Está na hora de entender que não há uma conspiração de todos a seu desfavor. Não existe este “coitadismo”, há apenas a liberdade que você dá ao outro de interferir na sua vida, de sugar como parasita o que você é, de te fazer esquecer quem você é e o que realmente acredita. Está na hora de saber que você tem o controle de tudo e o deu a todas as pessoas erradas apenas para se livrar da dor. Retome as rédeas, puxe-as, recomece o trote, está na hora da cavalgada ser apenas sua.

Eu demorei todos estes anos para chegar a essa conclusão, tudo porque uma menina de sapatos de plástico me fez pensar que eu era inferior a ela, alguém que eu nunca tinha visto na vida. Então estranha, se você está lendo isso eu gostaria de agradecer pelo dia em que cruzou meu caminho – nada acontece por acaso – então muito obrigada, você me fez ver o maior erro da minha vida, e, finalmente, ter ao menos a chance de consertá-lo.

Este não é apenas mais um texto motivacional
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Lembranças do “quartinho do fundão”| Um texto sobre desatulhamento
Em voga

Não quero flores.

08.03.16

 

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Não, não é mimimi! Se você não sabe então não exponha. Não defenda mas tampouco manche a grandiosidade do que lutamos.

Você não sabe o que é andar na rua olhando para todos os lados com medo de ser estuprada.

Você não sabe o que é ter de mudar de calçada quando um homem vem em sua direção.

Não sabe o que é tampar os ouvidos para não ouvir ofensas.

Não sabe como é ser vista como um objeto.

Você não sabe como é ter que sentir olhares em seu corpo.

Olhares que te fazem sentir exposta, vulnerável e suja.

Não sabe como é andar no meio da rua para evitar as calçadas, evitas os bares, evitar os grupos de homens.

Você não sabe como é ter de andar com um amigo para não receber uma “cantada”

Não sabe como é ter de usar calça quando está calor para não ser violentada.

Não sabe o que é andar em ônibus lotado, rezando para que atrás de você tenha não tenha um homem.


Não estou ignorando a violência contra os homens, mas é comprovado que o que nós sofremos é infinitamente maior, pela quantidade de mortes, estupros, sequestros e tantas outras formas de violência… Então não, não estou negligenciando os homens. Muito embora, em todas as pautas de luta SEMPRE o homem reclama que sofre as mesmas coisas. E então penso: Bom, vamos virar o jogo então, vamos deixar o homem cuidando dos filhos o dia todo enquanto eu trabalho, chego em casa e exijo almoço pronto, roupa lavada e casa limpa. Ou então vamos deixar o homem ser assediado por mulheres e chegar em uma delegacia em que a voz lhe é negada. Vamos deixar com que ele ganhe menos, que ele precise atender a padrões para ser aceito, que ele precise ignorar as ameças e os insultos que recebe para conseguir ter um pouco de lucidez. Vamos então colocá-lo no nosso mundo, que tal?

Quando ando nas ruas e vejo uma mulher perto de mim, o alívio e a segurança são coisas instantâneas (mesmo sabendo que não estou totalmente segura) mas pelo menos, entendo que há um código de segurança e de ética entre nós, que nos mantém unidas e que nos ajuda seja qual for a circunstância. Ter me mudado para São Paulo parece que reforçou em mim ainda mais essa ideia do medo. Tenho medo de andar na rua, de andar de noite, de usar shorts e até mesmo de cruzar olhares com um estranho. É horrível receber aquela olhada vulgar que te mede, o qual eles viram a cabeça e quase batem o carro para olhar, não porque esteja com roupa que “justifique” mas apenas porque sou mulher. Outro dia sai às ruas com calça larga de moletom, tênis e camiseta mais larga ainda; tudo isso apenas para receber os mesmo olhares, que não deveriam estar ai se aquela ideia do “tava pedindo” prevalecesse.

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Ninguém pede para ser estuprada, para ser morta, para ser olhada. Meu corpo não é um convite, é apenas meu corpo. As regras são minhas pelo simples motivo de que sou um indivíduo de vontade própria, não por algum mimimi que você supõe. Só quero ter os mesmos direitos que você tem, porquê trabalho mais; trabalho em casa e trabalho fora, porquê estudo mais – para tentar alçar um bom posto, porquê não ganho o mesmo que você ganha. Não posso ir aos lugares que você quer ir, não posso escolher quando quero ser mãe e se o quero ser. Não posso andar descompanhada sem medo. Não quero mais me sentir segura apenas quando tenho você ao meu lado. Não quero que os caras peçam desculpas a você quando se insinuarem para mim- fui eu a destratada e não você! Não quero mais ter de me casar para que a sociedade me entenda e me dê voz. Não quero lavar suas cuecas – não sou sua mãe, sou sua esposa. Não quero mais ter de cuidar dos nossos filhos sozinha! – você é tão pai quanto eu. Não aguento ter de passar por tudo, apenas para ouvir mais sobre como você é o pai de família.

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Antes que a refutação chegue em forma de: “não quer ser estuprada mas se for por um homem bonito e rico pode né?” NÃO! Por favor não cultivem esse maldito pensamento. Assim como você não quer ter seus direitos privados (por exemplo no seu futebol ou em qualquer outro lugar) nós também não queremos. A integridade é algo que deveria ser respeitado sem contestação, sem essas ideias totalmente sem noção! Antes de “secar” alguma moça na rua pense se fosse a sua mãe. Gostaria que ficassem olhando sem respeito para ela? Gostaria que falassem palavras baixas para ela? Gostaria que ela sentisse medo cada vez que passasse na frente de você? Pense se fosse ela, se fosse sua irmã, filha, prima, amigas, pense.

Então reflita como a moça da rua é um espelho das mulheres que você convive, como ela e todas nós merecemos as mesmas coisas que você. Como batalhamos por tudo isso recebendo apenas flores. Não quero flores, quero o fim da sociedade patriarcal, quero equidade de direitos, não quero ser superior. Antes que pense que o feminismo “é isso e aquilo” leia um texto incrível da Carta Capital e entenda que feminismo não é contrario de machismo. Entenda que eu não quero ser superior, quero ser igual, quero ter os mesmo direitos. Em algum  momento dos primórdios da humanidade a fragilidade da mulher como geradora fora confundida com incapacidade e com inferioridade. Em pleno seculo 21 está na hora disso mudar. Antes que venha me dizer de “alistamento obrigatório” se pergunte: “o que a mulher tem a ver com isso?” Quer lutar pela não obrigatoriedade do serviço militar? ÓTIMO, LUTE assim como nós lutamos pelos nossos direitos, se quiser a gente até ajuda você a lutar… Só não me venha querendo dar essa desculpa para menosprezar a nossa busca, os nossos direitos. Queremos o direito ao Pão e as Rosas, queremos apenas ser reconhecidas como humanos tanto quanto vocês.

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Esclarecendo sobre o feminismo

Há quem diga que o feminismo no Brasil não é levado a serio pelas feministas do exterior (as quais nos espelhamos, ao menos em tese). A verdade é que alguns atos considerados pró feminismo estão desconstruindo uma imagem de luta que havia sido feita e se transformando em algo quase piegas para os outros (não estou sendo contra, apenas esclarecendo). Entendo que não se depilar é um ato quase revolucionário contra os paradigmas e contra a indústria da beleza; mas não aderir a esse movimento não te faz menos mulher ou menos feminista. A verdade é que o feminismo possui várias pautas e nós escolhemos o que queremos concordar ou não; seguir ou não! É tudo um grande plano quando usamos a conversa e o debate acerca dos assuntos e não com “briguinhas infantis” na procura pela ideia certa.

Feminismo não tem nada a ver com deixar de usar batom, salto ou cercear sua liberdade sexual. Ninguém vai confiscar sua carteirinha de feminista se você usar rímel. Mas te abre para a possibilidade de só usar maquiagem quando quiser, não porque tem que obrigatoriamente estar impecável e linda todos os dias a enfeitar o mundo.

Existe essa grande falha lógica que é o sujeito achar que você tem que ser contra uma coisa pra ser a favor de outra; neste caso, “contra” os homens para ser “a favor” das mulheres. O feminismo não luta contra os homens, e sim contra o supracitado sistema de dominação, que, veja só, privilegia os homens e foi criado por… homens. Fica clara a diferença entre lutar contra um sistema e lutar contra todo um gênero?

Não é porque sou mulher que sou rodada. Você também é e não te julgam.

Não é porque sou mulher que meu lugar é na cozinha.

Você mora comigo e deve ajudar pois ninguém é superior a ninguém.

Não é porque uso roupa curta que sou puta.

Não me chame assim, não ofenda nem eu nem elas, para você isso é xingamento, para mim você não sabe.

Não é porque sou mulher que sou puritana, que sou inocente, que sou “careta”.

Não é porque sou mulher que você precisa mexer comigo, eu não sou nada sua então me deixa.

Não é porque sou mulher que não vou exercer meu direito de sujeito sexual.                                                                           N

ão é porque sou mulher que vou te obedecer. Eu sou só minha.

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Garota Veneno, tonalizante para ruivas.

04.03.16

Nessa resenha tem um pouco da minha história com o divo tonalizante Garota Veneno da Lola Cosmetics. Quer deixar seu cabelo como o meu está agora? Então vem conferir que eu vou contar tudinho.

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Quem é ruiva sabe a alegria e a tristeza que é tentar manter as madeixas sempre lindas, brilhantes e com pigmentação. Mas como a gente sempre tem uma solução; um milagre, uma bênção, eu tenho o meu: o Garota Veneno, tonalizante da Lola Cosmetics.

Minha história com esse tonalizante é um caso de amor. Primeiro conheci a marca -pelo tão famigerado Morte Súbita- e depois atentei-me para os outros produtos, afinal, eu estava à procura de um tonalizante. Quando achei o GV quase pulei num samba. Entretanto, também tem o tonalizante para cabelos vermelhões mesmo, o Moulin Rouge – que não é o nosso caso, pois queremos um ruivo natural advindo dos céus.

Além do produto tem essa embalagem fofa – e enorme de 1kg! – ela tem uns textos bem bacaninhas escritos e ela é toda vintage, é do tipo que olha e já se apaixona só pelo olhar; depois pelo cheiro de frutas vermelhas, depois pela cor…

Se você passa e todo mundo grita “tá pegando fogo”, acabou de encontrar sua maior aliada! Lá vai a Garota Veneno toda prosa, jogando o cabelo de um lado pro outro e dando risada de quem mexe com ela.

Se identificou? Então se joga! Óleo de Buriti e Extrato de Cenoura para cabelos ruivos naturais ( eles existem???) e também para os ruivos do banheiro de casa mesmo.

Com nosso creme Garota Veneno você vai  iluminar  sua cor, ao mesmo tempo que suaviza os fios rebeldes e secos (que vamos convir,  é o que mais tem por aí).  E  como você sabe que quem não chora não mama, então abre alas prá Garota Veneno passar e deixa as águas rolar. Não vai ter cabelo ruivo mais bonito que o seu está!

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O valor da mudança

29.02.16
Surreal Photography Inspiration

Surreal Photography Inspiration/Rebeca Carpintero

Precisei me mudar para sentir a chuva, precisei me mudar para que minhas unhas crescessem, precisei me mudar para amadurecer e entender lá no fundo do ser quem eu realmente sou, precisei me mudar para reacreditar em mim e na minha força, também precisei para poder perder medos – tantos – de altura, de borboleta, de pessoas, de viver! Precisei mudar para acessar alguém em mim que eu desconfiava da existência, mas nunca havia comprovado.

Quero dizer que, há um bom tempo, quando tentei ler minha mão com instruções da internet eu gostei de uma coisa: o tal polegar flexível.

Isso significava, segundo minha fonte, que eu era/sou uma pessoa aberta a mudanças. A questão é: eu nunca havia realmente me mudado – seja de casa, de amigos, de carro ou de qualquer outra coisa – pois então como testar tal fato? Seria ele uma mentira? Na verdade eu tinha uma grande intuição; a de que o manual não estava de todo errado, sentia-me adaptar –muito bem obrigada – conforme as coisas iam chegando.

Chegou uma época em que mudei levemente de amigos, mudei a maneira de pensar sobre determinados assuntos, mudei minha forma de ver e de ser vista pelo mundo. E toda essa mudança me fez muito bem. Faltava em fim, à mudança de fato. Que não tardou muito a ocorrer. A questão principal diz respeito a o que eu posso tirar disso tudo para o meu engrandecimento pessoal.

Um professor uma vez comentou que o poeta precisa viver; amadurecer – talvez até levar um pé na bunda ou passar por momentos de tristeza – precisa respirar ares novos e aprender sobre o que vive, precisa viver para aprender sobre o que vê; e precisa disso tudo para se formar como poeta, para ter aquela sensibilidade perante a tudo, que só se adquire depois de viver – não pelo tempo dos homens, mas por experiências – por essa razão a mudança me fez reformar-me.


A mudança me fez ficar, a tal ponto de que, quando estou em São Paulo, quero por aqui ficar. Quando volto para Piracicaba junto de minha família, de lá não quero retornar. A mudança me fez resgatar o sentimento de agradecimento, de amor e de profundo afeto e amor pela família; coisas que talvez nunca mais acontecessem nessa magnitude se eu estivesse entregue apenas ao dia a dia. A rotina é linda, mas por vezes enfraquece o coração e endurece o olhar. Pela rotina de anos a fio não vemos mais os tijolos à vista das casas antigas, nem o céu pintado de rosa e laranja ao crepúsculo. A rotina venda os olhos para o que nosso coração deseja ver; assim, não podemos mais ver com os olhos livres as pessoas que amamos, e por ventura, nos esquecemos de que elas não fazem hora extra e precisamos aproveitar o tempo – sempre.

A mudança me fez retornar, me fez voltar, me fez viver e ansiar por acordar e por seguir.

Agora sinto a chuva, minhas unhas crescem, ando em meio aos tantos bichos do campus. Agora, eu agradeço a todo instante, pois eu acreditei. Eu sei o que fazer, sei não me perder, sei finalmente como viver.

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