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Fotografia

Alice e Chapeleiro Maluco Photoshoot| Ensaio Fotográfico Kids

12.09.17
Alice e Chapeleiro Maluco Photoshoot| Ensaio Fotográfico Kids Alice in Wonderland com Samira Oliveira DEZOITOEMPONTO.COM

Esse Photoshoot não poderia ser mais especial! Alice no País das Maravilhas é um clássico pelo qual sou apaixonada (só perde para Harry Potter hehe) e logo tive a ideia de fazer um ensaio fotográfico bem Wonderland com a Bianca, a minha priminha. Ela de Alice e eu de Chapeleiro Maluco! As fotos foram feitas em Piracicaba, pela querida Aline Aragon e editadas pelo meu amado fotógrafo Braga.

“Alice: Chapeleiro, você me acha louca?

Chapeleiro: Louca, louquinha ! Mas vou te contar um segredo: as melhores pessoas são.”


Alice e Chapeleiro Maluco Photoshoot| Ensaio Fotográfico Kids Alice in Wonderland com Samira Oliveira DEZOITOEMPONTO.COM

O figurino do Chapeleiro ficou por conta da Thaís Fantasias (eu já fiz outro ensaio em parceria com eles, o Photoshoot da Valente!), uma fantasia pela qual morro de amores e que já tinha usado há um tempo, quando fiz esse cosplay na escola (pela primeira vez!). Já o vestidinho da Alice, eu busquei referências na internet e montei o vestido que eu tinha pensado, então ele foi confeccionado especialmente para ela. Acho que o photoshoot da Alice e Chapeleiro Maluco foi o que eu mais planejei e busquei coisas para o cenário. Encontrei vários enfeites na 25 (amo esse lugar, mas sempre entro pobre e saio miserável kkkk), fiz os biscoitinhos eat me e o drink me da Alice, comprei pelúcias da Alice no AliExpress, peguei emprestado algumas louças de família do meu pai, fiz alguns balões que logo aparecerão aqui como DIY para você também :), enfim, foi um ensaio fotográfico muito sonhado e muito especial!

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Textos

Amigo, ainda me sobraram dedos para te contar.

23.07.17

Texto de dia do amigo - amigo ainda se conta nos dedos. Amigo, ainda me sobraram dedos para te contar - por Samira OliveiraQuem nunca ouviu aquela célebre frase: “Amigo se conta nos dedos” que atire a primeira pedra. Mas tanta repercussão desse tão estranho ditado, parece carregar uma certa tristeza e misticismo, quase como se ela fosse uma lenda. Mas hoje amigo, não é dia pra se se remoer ditados – hoje eu apenas queria que você soubesse de algumas coisas sobre a nossa amizade…

Mesmo com essas ruas cheias, com esse pão caro e com a liberdade pequena eu ainda guardo em mim as nossa mais lindas memórias. Mesmo com a tristeza diária e com o sufoco da vida, saiba, ainda há um espaço em mim para te guardar. Amigos? Tive vários, tive muitos, certamente não caberiam nos meus dedos – justamente porquê nunca fui muito de fazer contas e muito menos de controlar. Pra mim, essa famosa frase/ditado nunca dará certo, definitivamente eu não sei manter contato – e mesmo assim, mesmo com essa minha difícil lábia e essa minha mania estranha de deixar pra depois as mensagens de amigos, saiba, ainda guardo você no meu coração. E mesmo com o número limitado de dedos, eu ainda tenho os dedos dos pés e os do coração – esse que afinal, insiste em sair correndo sempre que eu me afasto de você, quer sair do peito e procurar outro dono, outro que saiba manter uma amizade.

Mas sabe amigo, mesmo com esse ar escasso, essa falta de cor, essa correria alucinógena; mesmo com esse cambaleante andar sozinho, esse respiro difícil, essa vida que teima eu não passar – mesmo assim amigo, mesmo assim eu ainda arranjo um tempo para te guardar. Não apenas no lugar onde – em tese – ficaria o coração, mas também na mente, nas pernas de correr para sua companhia, nos braços que saúdam os seus e nas lágrimas – por que não? – que um dia talvez chorássemos juntos.

Sabe, mesmo com a solidão fria eu ainda lembro de como costumávamos rir e aquecer nossas tardes. Mesmo com o espaço diminuto de caracteres e com o contato reduzido aos chats – mesmo assim, eu ainda sinto sua falta, ainda quero sua voz, ainda preciso te ouvir. Preciso e tenho aquela necessidade meio dramática, de me sentar frente à frente, e te ouvir sobre a moça que te deixou, sobre as rasteiras que você levou e sobre a ressaca que te apagou. Ainda hoje, tanto tempo depois, ainda hoje, ainda consigo lembrar de você amigo que estudou comigo – que deixou o meu inferno pessoal menos insuportável – e que me deixou fazer parte da sua pequena história de vida. Amigo de escola: eu ainda gostaria, de talvez um dia mais, conversar com você entre os intervalos das aulas – e jogar aquela conversa fácil e fora, aquela sobre sonhos e sobre coisas supérfluas aquelas mesmas onde o beliscão da vida ainda não tinha nos fisgado – onde a realidade ainda não tinha vindo para nos gritar e nem a vida para nos agarrar.

Amigo de vida, de faculdade, de rua, de cursinho, de trabalho, de academia. Amigo de ontem, amigo de hoje (ainda tem?), amigo que virá. Eu só queria poder dar um stop na carreira para poder te ajudar com a sua; fazer meu computador pifar para poder te ajudar com o seu; fazer minha vida acabar para te salvar da sua agonia. Amigo, amigo, eu sempre sentirei saudades tuas. Hoje mais que nunca, hoje mais que ontem, eu queria apenas estar contigo. Já que não posso, que fiquei um singelo e amável “parabéns”: ainda me sobraram dedos para te contar. 

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