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Textos

Amigo, ainda me sobraram dedos para te contar.

23.07.17

Texto de dia do amigo - amigo ainda se conta nos dedos. Amigo, ainda me sobraram dedos para te contar - por Samira OliveiraQuem nunca ouviu aquela célebre frase: “Amigo se conta nos dedos” que atire a primeira pedra. Mas tanta repercussão desse tão estranho ditado, parece carregar uma certa tristeza e misticismo, quase como se ela fosse uma lenda. Mas hoje amigo, não é dia pra se se remoer ditados – hoje eu apenas queria que você soubesse de algumas coisas sobre a nossa amizade…

Mesmo com essas ruas cheias, com esse pão caro e com a liberdade pequena eu ainda guardo em mim as nossa mais lindas memórias. Mesmo com a tristeza diária e com o sufoco da vida, saiba, ainda há um espaço em mim para te guardar. Amigos? Tive vários, tive muitos, certamente não caberiam nos meus dedos – justamente porquê nunca fui muito de fazer contas e muito menos de controlar. Pra mim, essa famosa frase/ditado nunca dará certo, definitivamente eu não sei manter contato – e mesmo assim, mesmo com essa minha difícil lábia e essa minha mania estranha de deixar pra depois as mensagens de amigos, saiba, ainda guardo você no meu coração. E mesmo com o número limitado de dedos, eu ainda tenho os dedos dos pés e os do coração – esse que afinal, insiste em sair correndo sempre que eu me afasto de você, quer sair do peito e procurar outro dono, outro que saiba manter uma amizade.

Mas sabe amigo, mesmo com esse ar escasso, essa falta de cor, essa correria alucinógena; mesmo com esse cambaleante andar sozinho, esse respiro difícil, essa vida que teima eu não passar – mesmo assim amigo, mesmo assim eu ainda arranjo um tempo para te guardar. Não apenas no lugar onde – em tese – ficaria o coração, mas também na mente, nas pernas de correr para sua companhia, nos braços que saúdam os seus e nas lágrimas – por que não? – que um dia talvez chorássemos juntos.

Sabe, mesmo com a solidão fria eu ainda lembro de como costumávamos rir e aquecer nossas tardes. Mesmo com o espaço diminuto de caracteres e com o contato reduzido aos chats – mesmo assim, eu ainda sinto sua falta, ainda quero sua voz, ainda preciso te ouvir. Preciso e tenho aquela necessidade meio dramática, de me sentar frente à frente, e te ouvir sobre a moça que te deixou, sobre as rasteiras que você levou e sobre a ressaca que te apagou. Ainda hoje, tanto tempo depois, ainda hoje, ainda consigo lembrar de você amigo que estudou comigo – que deixou o meu inferno pessoal menos insuportável – e que me deixou fazer parte da sua pequena história de vida. Amigo de escola: eu ainda gostaria, de talvez um dia mais, conversar com você entre os intervalos das aulas – e jogar aquela conversa fácil e fora, aquela sobre sonhos e sobre coisas supérfluas aquelas mesmas onde o beliscão da vida ainda não tinha nos fisgado – onde a realidade ainda não tinha vindo para nos gritar e nem a vida para nos agarrar.

Amigo de vida, de faculdade, de rua, de cursinho, de trabalho, de academia. Amigo de ontem, amigo de hoje (ainda tem?), amigo que virá. Eu só queria poder dar um stop na carreira para poder te ajudar com a sua; fazer meu computador pifar para poder te ajudar com o seu; fazer minha vida acabar para te salvar da sua agonia. Amigo, amigo, eu sempre sentirei saudades tuas. Hoje mais que nunca, hoje mais que ontem, eu queria apenas estar contigo. Já que não posso, que fiquei um singelo e amável “parabéns”: ainda me sobraram dedos para te contar. 

Mirando-se no espelho.
Porque escolhi ser professora.
Quando o adeus é o melhor do “Era uma vez”
Outros

Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá?

14.05.17

Desde a clássica “Você Não É Todo Mundo” até “JUÍZO EIN?!” Confira as mais célebres frases ditas pelas mães dos leitores do Dezoito em Ponto. Algumas frases que a gente num guenta mais ouvir, e outras que a gente ama! Manda pra mamis, ein? Senão: “OLHA O CHINELO”

  • “Não esperava que você fosse ficar assim, preferia que não tivesse crescido”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Então mãe, como explicar? Eu tinha que crescer pra virar essa sereia linda que cê ama.


  • “Você não come nada! Vai cair dura aí. Saco vazio não para em pé!”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Cê não consegue entender como é isso é possível já que a coisa que você mais faz quando tá com ela é justamente, comer.


  • “Filha, juízo vale muito e não custa dinheiro!”

Mal sabia ela que eu ia ficar rica!!


  • Você não é todo mundo!”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Oxi mãe, mas de novo???


  • E JUIZÓ, TÁ?”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Qual o problema de vocês, mães, com a palavra “juízo”? É medo de a gente perder o dente do ciso é?”


  • “Só fica nesse celular O-D-I-A-I-N-T-E-R-O! Não sai desse celular, só fica lá, nos dedinhos”

My precious…


  • “Isso fica andando com esse celular na rua, fica, não vou comprar outro ein? Comprei só daquela vez, não sei o que eu tava na cabeça. Tomara que quebre. Vou fazer força pra ele quebrar”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Mais nossa, como que pode caber tanto ódio numa pessoa tão pequena? kkkk


  • Mande noticias! Olha lá com quem cê tá falando!
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

A gente tá sempre em perigo iminente! Até mesmo se estivesse no reino dos unicórnios.


  • ”Vê se tá tudo na bolsa” ”Se cuida, bom trabalho, te amo”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Não consigo nem comentar esse, apenas sentir <3


  • “Qual é o meu nome?? Não é ciclana?? Então você sabe que eu não sou mãe da fulana, sou SUA mãe”
"Qual é o meu nome?? Não é ciclana?? Então vc sabe que eu não sou mãe da fulana, sou SUA mãe"

CREIEMDEUSPAI CORRE


  • “O próximo bicho que você trouxer pra casa, vai você e ele pra rua”
"O próximo bicho que você trouxer pra casa, vai você e ele pra rua"

Mais mãe, essa capivarinha é diferente! E aquele lagarto da semana passada quase nem dá trabalho!


  • “Quando você for mãe, você vai entender”
"O próximo bicho que você trouxer pra casa, vai você e ele pra rua"

É, talvez nessa a senhora tenha razão…


  • “Eu tenho três tesouros vivos. Só tenho a agradecer a Deus.”
"O próximo bicho que você trouxer pra casa, vai você e ele pra rua"

Um minuto de silêncio pra a gente abraçar essa mãe!


  • “Anda, levanta, arruma essa bagunça. Tá pensando que mora num chiqueiro?”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Mas eu acabei de lavar o banheiro!


  • “Não faça nada que vá se arrepender depois”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Pior que esse conselho vale ouro!


  • “Leva uma blusa que tá frio lá fora!”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Tá não, mãe. Eu tô bem, olha o calor que tá fazendo…


  • “Puxou a mãe, né”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Aquele momento em que você fica sem jeito e feliz ao mesmo tempo, por “puxar” a pessoa que você mais ama no mundo!


  • “Queria poder te guardar num potinho, não queria que você crescesse e eu não pudesse mais te proteger de tudo. Queria que você tivesse ficado pequenininha.”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Será que eu consegui resumir a fofura dessa mãe? Talvez. Não dá pra alcançar o amor delas <3


  • “Eu daria a minha vida por você”

Essa é da minha avó-mãe e eu acho que já disse pra ela tudo o que ela precisava saber no dia de hoje (e todos os outros dias). Eu te amo, minha vida!


Essa foi uma pequena homenagem do Blog Dezoito em Ponto à todas as mães. Feliz Dia das Mães! E filhos… Não esquece de compartilhar com os amigos e com mamis ein? E com a tia, prima, irmã, quem tiver filhinhos… Ah e as mães de bichinhos também,  porquê não? Certeza que mães e filhos vão se identificar com a nossa lista!Esse post faz parte da tag 18 Coisas do Blog.

 

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Literatura

“The Heart of Betrayal” – Mary E. Pearson | Ódio e Poder

27.02.17

Resenha crítica de "The Heart of Betrayal" de Mary E. Pearson, por Samira Oliveira no Blog Dezoito em PontoQuando um livro te estabelece um padrão, é difícil vir uma continuação que aumente esse padrão. The Heart of Betrayal conseguiu elevar até mesmo os critérios de qualidade, que estabeleci na resenha anterior, de  The Kiss of Deception.

Livro: The Heart of Betrayal
Série: Crônicas de Amor e Ódio
Autor(a): Mary E. Pearson
Editora: DarkSide
Genero: Fantasia
Páginas: 395
Classificacao:
Sinopse: Lia e Rafe estão presos no reino barbárico de Venda e têm poucas chances de escapar. Desesperado para salvar a vida da princesa, Kaden revelou ao vendano Komizar que Lia tem um dom poderoso, fazendo crescer o interesse do Komizar por ela. Enquanto isso, as linhas de amor e ódio vão se definindo. Todos mentiram. Rafe, Kaden e Lia esconderam segredos, mas a bondade ainda habita o coração até dos personagens mais sombrios. E os vendanos, que Lia sempre pensou serem selvagens, desconstroem os preconceitos da princesa, que agora cria uma aliança inesperada com eles. Lutando com sua alta educação, seu dom e sua percepção sobre si mesma, Lia precisa fazer escolhas poderosas que vão afetar profundamente sua família… E seu próprio destino.

Se você caiu de uma muralha até aqui, te aconselho a ler primeiro a resenha The Kiss of Deception antes de prosseguir. ATENÇÃO: contém spoilers referentes ao livro anterior.

Após a firme decisão de Kaden em salvar a vida de Lia e o mortífero caminho que ele e os demais soldados vendanos seguiram de Terravin até Venda, Lia ainda guarda dentro de si, trechos da maior relevação de sua vida. A partir de seu dom com traduções, Lia finalmente compreende o que os a “Canção de Venda” quer revelar para seu caminho. “Crônicas de Amor e Ódio” nunca se mostrara um subtítulo tão exato para a trilogia; se na obra anterior, o que prevalecia era o amor, a esperança e os sonhos – inclusive intimamente conectado com o título, quase gentil, frente ao do volume II – nessa continuação o que emerge é o ódio, sendo o amor e a bondade traços escassos e raros durante o decorrer da história.Resenha crítica de "The Heart of Betrayal" de Mary E. Pearson, por Samira Oliveira no Blog Dezoito em PontoA atmosfera da narração foi inteiramente atingida pelo característico “ódio” apresentado por Mary; se antes podíamos sentir a leveza da esperança, do jogo de amor, das pequenas intrigas e da calorosa amizade; agora só podemos ver o ardor da raiva, a sede por vingança e desejo mudo de libertação. A paisagem, passou de amigáveis casinhas coloridas e pastos infindáveis, para construções sobre ossos dos Antigos, que se amontoam uns sobre os outros, conforme a necessidade de se expandir. Pedra sobre pedra, destroços sobre esperança, névoa, sombras, caminhos que terminam abruptamente e, finalmente, o horror da fome e da morte. Esse é o cenário inicial que nossa Primeira Filha de Morrighan se encontra – e sem quase nenhuma centelha de sair viva de seu cativeiro. Venda lhe parece o perfeito inferno na Terra, justo ela que fugiu de um simples casamento para tentar ser livre de todas as formas, agora estava presa em um reino distante, mantida como prisioneira contra sua vontade, humilhada de todas as formas possíveis, e sempre com um martelar longínquo de preocupação: “Venda não faz prisioneiros”.

Mas como descobrimos no livro anterior, Rafe estava em seu encalço – diversas vezes cheguei a pensar que talvez ele não chegasse vivo, para ser sincera, cheguei a desejar que tal fato acontecesse, e hoje sei: ele estaria mais seguro morto.

“Meunter ijotande. Enade nay, sher Komizar, te mias wei etor azen urato chokabre.”

O temido Komizar é um personagem muito único e marcante, sua forma de governar ecoa um pouco em todos os países – seja pela corrupção com que é feito, seja com a bem quista proximidade com seu povo – enquanto, por um lado, ele visita todos os povoados do seu Reino, por outro, ele parece comprar seu poder – alimentando a crença que eles tem no dom, e buscando sanar a fome física com a religião quase cega. Com poucos grãos e uma nova isca, o Komizar é o dragão que rouba almas, que não tem limites, que parece nunca ter conhecido sentimento diferente do que a sede de poder e vingança.Resenha crítica de "The Heart of Betrayal" de Mary E. Pearson, por Samira Oliveira no Blog Dezoito em PontoOs enxertos que nos acompanham por toda a leitura da narrativa, se mostram mais conectados e importantes do que nunca. Suas palavras gritam umas com as outras, suas histórias saltam aos nossos olhos bem na hora em que buscamos uma mísera resposta – sem mais palavras adicionais, Mary nos dá pequenas folhas de tannis para que possamos sobreviver à essa mortal viagem. Essas histórias todas fizeram-me lembrar de como os contos de fadas viajaram gerações e épocas, de como cada avó passava a história para seus netos em volta de um fogueira. Como cada um que contava mudava algo da história, sendo hoje, praticamente impossível ter certeza sobre qual realmente é a história original. Isso porque elas foram se amontoando umas às outras, se criando e recriando, até que os Irmãos Grimm coletaram e modificaram as histórias contadas. Assim também acontece com os 3 mecanismos de entendimento: “Os Últimos Testemunhos de Gaudrel”,”Livro dos Textos Sagrados de Morrighan” e “Canção de Venda”. Ao fim, veremos um inesperado final, onde as histórias serão recontadas e os pontos de vista duvidados. Onde tudo o que sempre se acreditou talvez fosse tremendamente falso, tudo o que foi ensinado talvez esteja tremendamente errado – onde demônios se tornam anjos e mocinhos se mostram vilões, na história e na atualidade da obra.

As regras da razão constroem torres que vão além das copas das árvores. As regras da confiança constroem torres que alcançam além das estrelas. – Venda

Confiança, amizade, lealdade e poder se confundem. Ódio, vingança, ressentimento, raiva e humilhação são tantos outros temperos nos apresentado. Com mais batalhas, sangue derramado, dom e amizade, The Heart of Betrayal te promete deixar com os olhos grudados desde a capa maravilhosa feita pela sempre impecável editora DarkSide, até sua narrativa fantástica. Se antes tínhamos detalhes em dourado – como a fitinha de marca páginas e a contracapa – agora a editora nos apresenta detalhes que não são nem exatamente bordô nem exatamente vermelho, nos dando a dica de que seus detalhes é mais parecido com a pungente cor de sangue – que pode representar tanto a devoção quanto a traição. Para proteger as contracapas, essa edição ainda conta com dois plásticos transparentes que me atrapalharam um pouco na leitura – e que eu só recoloquei no livro ao final da leitura – e um marca página com a capa maravilhosa do livro.Resenha crítica de "The Heart of Betrayal" de Mary E. Pearson, por Samira Oliveira no Blog Dezoito em Ponto

  • SPOILERS necessários para a minha boa saúde mental.

Agora, você que já leu ambos livros, se lembra quando eu comentei na outra resenha, sobre minhas suposições acerca dos textos que nos eram apresentados? Pois bem, acho que eu estava quase certa. Afinal, Gaudrel fora no fim, irmã de Venda – que foi empurrada da muralha em que declamava e considerada “louca”, por seu marido.  O livro de Gaudrel foi escrito em nômade, por isso Lis conseguiu traduzi-lo (ela tinha o livro que lhe foi dado pelo Sacristão de Terravin). Além disso, Morrighan era quem escutava as histórias de Gaudrel, sendo portanto ela uma Antiga sobrevivente já que seus pais eram como deuses (uma qualidade apresentada negativamente nos registros de Morrighan). Também descobrimos que Morrighan foi roubada de sua ama, Gaudrel, pelos abutres, e foi utilizada por eles para que guiasse os Remanescentes – graças ao seu dom. Descobrimos na verdade, que não se tratava de Nobres Remanescentes escolhidos, mas sim, de pessoas tão miseráveis quanto abutres, que foram capazes de sequestrar a menina. Mas nos resta ainda saber, qual o papel do anjo Astes, minha teoria é de que o anjo é mãe de Gaudel e Venda, mas ainda estou bem confusa quando a isso. O que você acha sobre esses parentescos da história, e sobre o destino de Lia?

Morrighan ergueu sua voz,/Aos céus,/Beijando dois dedos,/Um para os perdidos,/E um para aqueles ainda por vir,/Pois a separação entre os bons e ruins/ainda não estava acabada. -Livro dos Textos Sagrados de Morrighan, vol IV-
Resenha crítica de "The Heart of Betrayal" de Mary E. Pearson, por Samira Oliveira no Blog Dezoito em Ponto

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Literatura

“The Kiss of Deception” – Mary E. Pearson | Força e Tradição

02.02.17

Resenha literária e crítica The Kiss of Deception - Mary E. Pearson - Força e TradiçãoSabe aquele livro que te invade e te consome? The Kiss of Deception fez isso comigo, e é por isso que hoje se faz necessária essa resenha crítica. Sobre amor, guerra, reinos distantes, tradição e aventuras; vem descobrir porquê essa obra não pode faltar na sua estante!

Livro: The Kiss of Deception
Série: Crônicas de Amor e Ódio
Autor(a): Mary E. Pearson
Editora: Dark Side
Genero: Fantasia
Páginas: 416
Classificacao:
Sinopse: Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro?

Vocês já sabem que eu amo princesas – mas estava acostumada às princesas da Disney – então quando me apresentaram à princesa Lia eu já fiquei empolgada, é a segunda princesa empoderada que conheci esse ano (a primeira foi a Moana) e ela não deixou de me surpreender.

Aquele era o dia em que mil sonhos morreriam e um único sonho nasceria – Princesa Lia

A história já começa no meio de uma cena, sendo narrada pela protagonista, Lia. Por não contextualizar todo o mundo anteriormente – mas começar imerso no universo da obra – o livro nos faz mergulhar num mundo totalmente novo, e sem nenhuma expectativa de regresso. Mary nos faz adentrar seu mundo e questionar nossa própria mentalidade – conforme nos vai apresentando a cultura que ela mesma criou. A primeira cena já expõe uma tradição marcante da nossa sociedade: o casamento. E já mostra de cara, as adversidades e opiniões divergentes sobre ele. Nessa organização, o casamento da Primeira Filha do reino é baseado em negociações que beneficiem ambos lados – no caso, que una reinos amigos para que juntos possam lutar contra os bárbaros. Como já era de se esperar, nossa heroína não ficou nada satisfeita com isso, principalmente por terem tomado dela seu poder de voz e de escolha – essa é uma questão que acompanha todo o percurso desse herói, a divergência entre suas vontades e suas obrigações, entre sua vida e a dos outros, entre suas escolhas e as escolhas alheias. Parece que Lia está sempre atrás, sempre tentando conduzir sua vida, sempre tentando escolher, tentando resgatar para si a independência que lhe foi tirada desde muito cedo. Além do casamento, outras questões parecem ser tratadas com muito mais leveza do que nós costumamos tratar; por exemplo, a maternidade precoce (17 anos) é tratada com naturalidade, o que é perfeitamente normal tendo em vista a organização social e *quase* tradicional, em que as mulheres são responsáveis por afazeres mais domésticos (principalmente entre a realeza já que na plebe costumam todos trabalharem, inclusive as mulheres). Outro assunto mencionado sem grande alarde – e apontando para o avanço na sociedade dos reinos – é sobre o sexo antes do casamento (em nossa organização judaico-cristã, é considerado ainda algo estranho para os antigos) e nos fazendo refletir os contrastes ante o que vivemos e o que foi criado por Mary, ou seja, a tradição considerada conservadora dos reinos em contraste com o que nós consideramos conservador.

Esse contraste de valores também é algo que me chamou atenção. Em certo momento o adultério é mencionado como uma opção corriqueira – já que na lógica da realeza o casamento serve apenas para diplomacia e procriação. Em contrapartida, há muitos outros valores bem quistos por eles, e que também nós consideramos louváveis. Exemplo disso é a religião e os suas práticas devocionais; em nãos raros momentos, os deuses são apresentados como uma força poderosa que pode alterar o curso de nossas vidas. Interessante notar que toda a crença desse povo surgiu depois de um renascimento da humanidade, em que os poucos Remanescentes escolhidos e aptos foram dando luz aos povos da atualidade. É ai que entra uma qualidade peculiar e cercada de mistérios: o dom. O dom teria sido conquistado com a jornada dos Remanescentes pela terra devastada – que teriam sido ainda, comandados e ajudados pela jovem Morrighan – e passados por gerações de Primeiras Filhas do reino de Morrighan, um poder que permite que a portadora veja e sinta antes que todos, e que de acordo com a lenda, teria sido a principal fonte de conhecimento da jovem Morrighan no auxílio aos Remanescentes.

“Eristle me ajudou a aprender a ouvir, a me fechar para o ruído até mesmo quando os céus tremiam com o trovão, até mesmo quando meu coração tremia de medo, até mesmo quando os ruídos das coisas do dia a dia enchiam minha cabeça. Ela me ajudou a aprender a ficar em silência e ouvir o que o mundo queria compartilhar. Ela me ajudou a aprender a ficar imóvel e a saber. Deixe-me ver se consigo ajudar você”

Para se livrar do casamento, Lia planeja uma fuga com sua amiga e servente Pauline. Levando poucos pertences, vestida com um tradicional vestido de casamento e portando um kavah nas costas, Lia parte com sua fiel escudeira rumo à Terravin, um vilarejo litorâneo não muito distante de Morrighan – onde as casas são coloridas e o povo é trabalhador, onde as esposas esperam ansiosas por seus maridos que se entregaram às fúrias do mar para pescar. Depois de uma exaustiva viagem, em que a dupla tentar cobrir seus rastros para que não sejam seguidas, elas finalmente chegam ao destino, o vilarejo em que Pauline cresceu e onde pretende construir uma vida ao lado da amiga e do namorado que está lutando pelo rei, pai de Lia. Em Terravin, Lia abnega-se de todos os tratamentos reais e busca ao máximo se misturar e ser considerada alguém “comum”. Mostrando sua essência, ela finalmente fará o que é sente vontade e começa a trabalhar como garçonete na taverna de Berdi, a mulher responsável por ter criado Pauline.Resenha literária e crítica The Kiss of Deception - Mary E. Pearson - Força e TradiçãoO príncipe, deixado para trás é obrigado a partir em busca de sua noiva – assim como um assassino mandado para capturar e matar Lia. Como ambos tem nomes muito próximos e características físicas bem parecidas, eu fiquei um pouco perdida decidindo quem era quem – obtendo quase a mesma sensação tida por Lia, ela mesma não sabia qual dos jovens estonteantes seria o responsável por tirar sua vida e nem mesmo desconfiava de tal fato. Por esse motivo eu fiquei até a página 267 (praticamente o meio do livro) imaginando que, quando ela falava com um dos jovens ela falava com o Assassino, sendo que na verdade ela estava falando com o Príncipe – e vice versa. Por isso, depois de desfeito o embaralho dos dois eu resolvi anotar o nome de cada um seguido de sua qualificação – e usei para consulta sempre que um deles era mencionado, pelo menos até que eu pudesse associar o nome à pessoa correta sem mais precisar de ajuda.

Fiquei muito satisfeita e encantada com a narração. Ela é feita inicialmente apenas por Lia e depois é dividida entre o Assassino e o Príncipe – e eventualmente passada para outra personagem. Também gostei de terem mantido alguns aspectos da obra original; além evidentemente, do título, os diálogos são dados em forma de aspas e não de travessão. A perduração da forma anglófona de indicar diálogo deixou a história bem mais fluida – embora eu tenha lido poucos livros com esse formato eu gostei bastante, estou pensando até em aplicar a técnica ao meu livro. Ainda sobre os diálogos, é interessante notar como a autora consegue deixá-los profundos interessantes. As comparações feitas também são bem criativas e gostosas de ler, nos deixando com aquela sensação boa de estar lendo algo único; a comparação que achei mais inovadora e interessante foi: “… nossa conversa fluía com a facilidade de um xarope quentinho.”

“Será que ele sabia o que era amor? A propósito, será que eu sabia? Até mesmo os meus pais pareciam não saber. Cruzei os braços atrás da minha cabeça, como se fossem um travesseiro. Talvez não houvesse nenhuma forma de definir o sentimento. Talvez houvesse tantos tons de amor quanto existissem tons de azul no céu.

Já no início nos são apresentadas 3 mecanismos que irão nos ajudar a entender a obra e serão os responsáveis em ir nos preparando para cada desenrolar da história. Esses mecanismos fazem com que a gente comece a tecer teses e suposições sobre cada acontecimento, sendo-nos possibilitado assim, ir fazendo as devidas conexões e juntando uma peça com a outra. Com a habilidade de quem tece uma rede de pesca, Mary E. Person vai nos dando mais linha, nos prendendo em sua história, nos dando pistas para que nós mesmo possamos construir o que virá a seguir. E 0 final desse caprichoso trabalho de artesã, você já pode desconfiar, estamos tão imóveis em sua trama que não podemos mais largar, não podemos mais abnegar de respostas. Dessa forma, a leitura pode ir facilmente da noite até o raiar do dia, e daí até a tarde, num afã infindável por saber o que virá a seguir. Para isso, nossa lã é denominada como “Os Últimos Testemunhos de Gaudrel”,”Livro dos Textos Sagrados de Morrighan” e “Canção de Venda” e nossa roca de fiar como o mapa do reino, por fim temos nossa própria linha, onde, com a ajuda de Mary podemos fazer a história, juntamente com os personagens.Resenha literária e crítica The Kiss of Deception - Mary E. Pearson - Força e Tradição

  • Agora, deixa eu comentar um SPOILER? Preciso contar minhas ideias a respeito do livro 2!

Se você já leu o livro, quero que se atente para minhas suposições e me diga se chegou ao mesmo lugar que eu, se usou a sua linha como eu usei ;) Percebi que há uma conexão entre “Os Últimos Testemunhos de Gaudrel” e “Canção de Venda” isso porquê eu percebi que Lia *Jezelia* é descendente direta de Morrighan “Dos quadris de Morrighan…” esse trecho foi retirado da “Canção de Venda”, as histórias contadas pela mulher ensandecida de um rei. Também notei que Gaudrel é a mãe de Morrighan ou no mínimo a responsável por criá-la: “Que todos saibram:/ Eles a roubaram,/A minha pequena./Ela tentou me alcançar, gritando,/Ama./Ela é uma jovem mulher agora,/E esta velha não os conseguiu parar,/ Que os deuses e as gerações saibam,/Que eles roubaram da Remanescente./Herik, o ladrão, ele roubou a minha Morrighan,/E depois a vendeu por um saco de grãos,/Para Aldrid, o abutre.” 

A partir desse poema é possível conectar com os versos: “Venha, minha criança. Está na hora de partir./Antes que venham os abutres./As coisas que duram. As coisas que permanecem. As coisas que não me atrevo a dizer a ela./Contarei mais a você enquanto caminhamos. Sobre outrora./Era uma vez…” 

Mas então minha teoria cai por terra, já que no começo do verso anterior (que eu não coloquei inteiro) há uma parte, um detalhe, que me passara despercebido:

“Fim da jornada. A promessa. A esperança” e ainda “Busco em minhas memórias. Um sonho. Uma história. Uma lembrança indistinta./Eu era menor do que você, criança” Esses dois trechos assomado ao último: “Era uma vez, minha criança, uma princesa que não era maior que você. Ela tinha o mundo ao alcance de seus dedos. Ela ordenava, e a luz obedecia…” Com todos esses trechos em mente é possível ver por outro ângulo, talvez Gaudrel não seja a cuidadora de Morrighan pois “eu não era maior que você” e ela não esteja contando essa história para Morrighan mas sim para qualquer outra criança. Mas porque então o poema e a garotinha teriam tamanho destaque? Você também conseguiu pensar nessas hipóteses de conexão entre as lendas? E quanto aos “Textos Sagrados de Morrighan” você notou que eles contam a história antes dos deuses castigarem os que povoavam a Terra?Resenha literária e crítica The Kiss of Deception - Mary E. Pearson - Força e Tradição


Esse foi o meu primeiro livro da editora DarkSide e eu já fiquei encantada. Todo cuidado e capricho com a obra a deixam com o valor estético que ela merece. Gostei bastante da capa fosca com as letras em relevo e fiquei bem contente em descobrir, assim que abri o livro, que eu ainda havia ganhado um marca páginas da obra e um pôster. Outra coisa que gostei bastante foi o mapa, como eu disse ele é um instrumento importante para a fluidez da história e para conferência da distância e aparência dos reinos – como eu disse, ele é minha roca de fiar. As margens são grandes e deixam a leitura mais confortável – assim como as folhas amareladinhas. Também fiquei encantada com a lettering e os adornos do número da página e do começo de cada “capítulo”. As páginas pretas do começo e do fim – apresentando o título, mostrando o símbolo da editora (a caveira) e no final, com os agradecimentos da autora e uma breve biografia desta – são um charme a mais. Essa editora está me conquistando cada vez mais, no começo eu achava que eles editariam apenas livros de terror (algo que eu fujo um pouquinho), mas depois que descobri The Kiss of Deception (que inicialmente eu me sentia atraída pela capa mas fugia por pensar que era terror) já virei fã de carteirinha! Não que eu não goste de terror, mas eu tenho um sincero medo do terror moderno hehehe. Já tenho uma lista de obras da editora (que eu estou babando); como Edgar Allan Poe – Medo Clássico (cêis sabem que eu amo Poe né? Quase escolhi inglês na habilitação só por ele hehehe), “Frankenstein, ou o Prometeu Moderno”, “Menina Má”, “Em Algum Lugar nas Estrelas”, “A Noiva Fantasma”, “A Menina Submersa”, “O Circo Mecânico”, “Labirinto” (siiim, do filme!) e “Os Pássaros” sim, eu gosto de suspense  :mrgreen:

E você? Qual seu queridinho da editora? O que achou da resenha? Já leu ou ficou com aquela vontade mágica de ler o livro? Conta pra mim nos comentários! Eu leio tudo com muito amor ♥Resenha literária e crítica The Kiss of Deception - Mary E. Pearson - Força e Tradição

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#RetrospectivaEmPonto 2016

22.12.16

A vocês que me seguem, sei que vocês são poucos e, eu teria até como dar um unicórnio de presente de Natal pra cada um – cof cof o Papai Noel esqueceu de criar eles durante o ano – sei que vocês gastam um tempo precioso pra vir até aqui distribuir carinho pra mim – sou grata a cada um e desejo que o ano de vocês seja tão especial quanto foi o meu ♥.

Retrospectiva 2016, Retrospectiva Dezoito em Ponto. Ensaio fotográfico conceitual - conceptual photoshoot
Foto por: Samuel Ducca | Acessórios: Arte Vira Lata

O que dizer de 2016? Por um bom tempo fiquei pensando em tudo o que este ano representou para mim e simplesmente não encontrei maneiras boas para representá-lo. Por isso resolvi resumir tudo o que este ano foi para mim. Uma vez um amigo me disse que chegaria um dia em que várias “picuinhas” seriam resolvidas dentro de mim. Um dia em que qualquer mágoa ou rancor guardado estariam livres para sumir de dentro de mim, levando consigo tantos outros demônios. Um dia em que eu poderia sanar aquelas questões existenciais que me atormentaram por tantos anos; inseguranças, dúvidas, ideologias ultrapassadas e pensamentos fixos em coisas sem importância.

Bom, esse dia finalmente chegou, não apenas por São Paulo nem exatamente pela USP. Mas principalmente por eu ter entendido que eu poderia conseguir. Principalmente por entender que eu era capaz o suficiente de passar em uma das melhores faculdades do mundo! Passei a acreditar mais ainda no meu potencial, a por alguns sonhos em vias de acontecer, a perceber  que – poxa – aquilo realmente estava acontecendo! Cada segundo na expectativa em conferir a lista de aprovados; cada dia acordando naquela incerteza, cada lágrima de desespero em desejar arduamente esse sonhos – e puf – lá estava ele! Registrei o dia da matrícula – o conhecimento daquele mundo que eu tanto sonhei – num post com todos os detalhes

Quanto ao Blog – ele nasceu esse ano  :wink: – no dia 29 de fevereiro  – é um dos meus maiores sonhos que começou há muitos anos quando os blogs começaram a surgir. Eu tinha um bloguinho chamado L’Amour Mon Ange – nossa parece até que foi em outra vida! Mas ele já foi devidamente morto e enterrado há uns bons séculos hehe.  Porém a vontade em voltar a ser blogueira – e dessa vez num formato mais sério – surgiu e nunca me abandonou. Foi desse sonho, dessa necessidade de quem tem céu em gêmeos de compartilhar e de comunicar, que o Dezoito em Ponto veio ao mundo! Desde então aprendi coisas boas e ruins, conheci mais a fundo esse mundo da blogosfera e dos recentes – digital influencers – e conheci blogueiras amigas incríveis (assim como seus respectivos blogs). Ainda há MUITO para aprender e conhecer, ainda tenho um longo caminho para percorrer, e assim, espero ter vocês comigo até o final – seja ele qual for.

No geral nunca me senti com tantos amigos mas ao mesmo tempo tão sozinha. O Facebook e o Instagram – assim como os respectivos grupos – nos aproximam e nos fazem conhecer pessoas novas, mas pessoalmente a Letras é tão cheia de gente e tão vazia! Pelo fato de as aulas do Ciclo Básico não terem uma turma fixa para todas as 4 aulas, as amizades ficam meio esparsadas. Mas mesmo assim eu sei que esse ano foi importante nesse campo, que as amizades podem ser mantidas mesmo que não nos vejamos constantemente – e na verdade a saudade é um grande tempero da amizade!

Foram tantos livros novos, pensamentos novos, novas filosofias e aprendizados que eu me sinto uma pessoa revitalizada. Me sinto mais ligada á minha família – em especial á minha avó que fez todos os meus sonhos acontecerem e á minha tia que me ajudou tanto esse ano! A saudade fez com que eu amasse cada um – um tantão mais! Todas as conquistas no blog e no resto na vida. Os amigos e os desencontros; as lições que eu aprendi esse ano. As pessoas que eu conheci – até mesmo aquelas eu eu preferia não ter conhecido – me ensinaram algo, me deram um pedaço delas de presente. A vocês que me seguem, sei que vocês são poucos e, eu teria até como dar um unicórnio de presente de Natal pra cada um – cof cof o Papai Noel esqueceu de criar eles durante o ano – sei que vocês gastam um tempo precioso pra vir até aqui distribuir carinho pra mim – sou grata a cada um e desejo que o ano de vocês seja tão especial quanto foi o meu.

Que em 2017 a gente possa ser melhor que o que fomos esse ano, que a gente possa ser cada vez mais – mais! Mais amor, mais irmão, mais saudade e mais paciência, mais esperança e mais amizade! Esse ano também foi o de maior amadurecimento da minha fé, onde a minha gratidão e amor por Ele ficaram maiores ainda! Então independentemente do que você acredite eu desejo que o seu próximo ano seja abençoado e feliz. Que você seja melhor do que nunca foi, que você seja a melhor versão de você, pois é aquela velha e verdadeira frase: “o ano novo só será novo assim que nós formos capazes de mudar”.


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