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Finalmente uma heroína para nos representar: Mulher Maravilha

18.06.17

Representatividade e empoderamento feminino no filme da DC Mulher MaravilhaEu realmente tentei não falar nada sobre Mulher Maravilha – mesmo Eduardo tendo insistido para que eu fizesse uma resenha sobre o filme. Mesmo eu tendo amado e me emocionado com ele. Se você quer uma resenha, vá direto a esta: 7 Clichês e Estereótipos Subvertidos em Mulher-Maravilha (e outros 4 que nem tanto assim) pois neste post eu pretendo apenas contar tudo o que senti com o filme – e quem sabe você não se identifica também?

Contém Spoilers!

Se você não é muito nova com certeza esbarrou em uma tia, mãe ou avó dizendo algo como: herói é coisa de menino, essa violência, esses murros, não é pra menina. Menina tem que ser delicadinha! Por esse motivo eu sempre estive muito  meio longe de heróis, e só fui me aproximar um pouco mais por causa do Du (meu namorado) – e isso é extremamente lamentável. A divisão entre “coisas de menina” e “coisas de menino” era tão profundamente fincada nas crianças – e portanto em nós, atualmente – que eu mesma, as vezes me vejo sem saber como reagir, como ensinar minha priminha de 3 anos, o fato de que é perfeitamente comum ela querer um carrinho. E vejo com muita emoção, minha avó sem ofertar uma daquelas respostas que eu sempre ouvi, sem cortar a vontade da minha prima em brincar de futebol. Nessas pequenas coisinhas entre a educação que eu recebi e a que minha priminha está recebendo, que eu fico feliz, orgulhosa e esperançosa, de que as mulheres vão ganhando cada vez mais espaço e igualdade – dia após dia.

No filme, sem dúvidas, a minha cena preferida foi quando Diana atravessou um campo de batalha – que os homens não tinham conseguido avançar nem poucos metros em 1 ano – e deu cobertura para que os outros homens passassem. Aquela cena, encheu meus olhos de lágrimas e meu coração de esperança. Senti aquela pontada no peito, aquela vozinha dizendo – você está sendo representada, a sua força está sendo reconhecida. Porquê mesmo que nós, mulheres comuns não tenhamos poderes sobrenaturais como os de Diana e nem sejamos deusas como ela; nós temos, a força mágica da vida, do sentimento, do poder, da magia e da fortaleza. Temos sim, um poder enorme dentro de nós e muito mais do que a divindade de Diana, seu poder se deve sobretudo à sua feminilidade – sim, ao seu eu feminino, e eu vou sim, gritar pra quem quiser ouvir que ela é poderosa justamente por ser mulher, por buscar justiça, por ter bondade, por ter dentro de si verdades tão honrosas!

Se tem uma forma de reconhecer fielmente o que o feminismo busca, essa forma é observando a Ilha de Themyscira. É vendo que seu ideal de força é inteiro de uma mulher, que sua atenção e respeito são direcionados a mulheres – e não poderia ser diferente já que a sua sociedade não despreza mulheres, e também não despreza os homens. ba dum tss! Creio eu que esse seja o ponto, quando Steve chega à ilha seguido dos outros barcos, elas partem para a luta por estarem sendo invadidas. Após isso, no julgamento de Steve, não há um papo por exemplo: você nem deveria estar aqui, você é um homem! Como acontece em Londres na “vida real” com Diana. Para elas não há um inferior, há apenas o reconhecimento do diferente, mas o igual respeito. No link em que coloquei lá em cima há esta passagem que ilustra muito o que eu quero dizer:

Mais tarde, vemos que fora de Themyscira Diana é tão atenciosa e respeitosa com outras mulheres como dentro. Ela ouve Etta da mesma forma que Steve e é a única do grupo a não dar as costas para uma mulher que pede sua ajuda nas trincheiras. Isso é muito coerente, afinal, Diana foi criada por mulheres, viveu entre mulheres, e todos os seus heróis e exemplos de vida são mulheres. E isso se reflete na forma como ela se porta no mundo fora de Themyscira. Não faria sentido ela sentir rivalidade ou desprezar mulheres, assim como não faria sentido ela se sentir intimidada ou acuada por homens (ou mesmo sentir medo ou culpa por dormir ao lado de um deles em um barco). Diana não foi criada em uma cultura de estupro e de inferiorização da mulher e o resultado disso vemos nas telas: uma heroína segura de si, que confia na própria força (e na de outras mulheres), e que até escuta os homens, mas no fim toma suas próprias decisões.

E a diretora, Patty Jenkins completa, em entrevista ao Omelete:

Ela não é feminista, pois nunca ocorreu a ela que alguém seria tratado diferente, o que por si só é uma declaração poderosa. Fico aborrecida quando ela se torna o centro de controvérsias sobre ser ou não um ícone feminista. Ela é. Ela tem sido por muito tempo, ninguém pode decidir se ela deveria ser ou não. Ela é, para muitas mulheres e homens que se identificam com ela.

Todas as vezes que ela entrou no “lugar dos homens” com toda a naturalidade do mundo, eu soltava internamente, um gritinho de emoção. Retratar um pensamento tão machista – e infelizmente contemporâneo – como o da época e acrescentar a isso a Mulher Maravilha, ilustrou perfeitamente a igualdade que queremos. Ficou mais claro do que um desenho, o ideal feminista que ela quer mostrar, o contraste gritante da nossa sociedade tão sexista e o que lutamos para mudar.

Outro ponto louvável foi a vestimenta das amazonas, nada de hipersexualização, nada mostrando mais do que o necessário, nada de silicone se agarrando aos peitos. A roupa delas foi feita para lutar, e isso fica muito claro quando Diana está em Londres comprando “roupas adequadas” quando ela pergunta “como as mulheres conseguem lutar vestindo isso?” e em seguida rasga uma calça, levanta um vestido ou cai de um salto. A roupa que elas usavam eram práticas, armaduras que possibilitam uma boa mobilidade e proteção e acessórios que demonstrassem sua função na Ilha.

Essa foi a minha humilde opinião – cheia de emoção sim – sobre o filme da Mulher Maravilha. E você, já foi assistir? Me conte tudinho nos comentários ;)

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Literatura

“The Beauty of Darkness” – Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação.

02.05.17
"The Beauty of Darkness" - Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação. Resenha por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

Finalmente a resenha de The Beauty of Darkness, terceiro e último volume da série “Crônicas de Amor e Ódio” escrito pela incrível Mary E. Pearson. 

♥ Resenhas de “The Kiss os Deception” e de “The Heart of Betrayal” ♥

Livro: The Beauty of Darkness
Série: Crônicas de Amor e Ódio
Autor(a): Mary E. Pearson
Editora: DarkSide - DarkLove
Genero: Fantasia
Páginas: 569
Classificacao:
Sinopse: Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Kaden, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores devem ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mãos dessa determinada e inigualável mulher.

Desde que terminei de ler The Beauty of Darkness, não consigo parar de pensar no final dado por Mary. Não que eu tivesse feito melhor, nem que eu preferisse um outro final. Na verdade o que eu quero é mais. As páginas das “Crônicas de Amor e Ódio” são como uma taça de vinho extraordinário, você aceita um gole após o outro, uma página seguida de outra – sem ver o tempo correr, sem mal perceber a história passar. Como numa espécie de magia, você se sente como que preso no próprio dom de Lia, preso em uma visão, preso na história arrebatadora da série. E foi por isso, que após ler a última página, eu tentei ao máximo perpetuar a sensação que essa história me provocava. Mas eu simplesmente precisei fechá-lo, porém tendo Lia para sempre dentro de mim.

Até que apareça aquela que é mais poderosa,/Aquela nascida do infortúnio,/Aquela que era fraca,/Aquela que era caçada./Aquela marcada com a garra e a vinha,/Aquela nomeada em segre,/Aquela chamada Jezelia.

Nesse desfecho, Lia sobrevive à sua fuga de Venda. Deixando para trás um Komizar agonizante, Aster morta e povoados proclamando-a como rainha, clamando pela esperança oferecida por ela. Mas Lia precisa fugir, precisa alertar Morrighan do perigo que eles correm, do exército de crianças soldados, do sangue que se escorrerá pela vinhas. Precisa alertar que Morrighan é a primeira de toda a devastação, de todo o plano do Komizar, que é o dragão movido pelo poder e pela desgraça. Rafe e seus mais fiéis amigos e companheiros, ajudaram Lia a fugir de Venda e a permanecer viva; ele arriscou seu Reino, sua família e seu poder apenas para ajudar aquela que o abandonou no altar. E essa talvez seja a maior prova do seu amor, o contraste gritante entre a segurança aprisionante e a liberdade que afasta o amor, mas que é a vontade dele. Interessante o amor dos dois, Rafe quer que finalmente Lia possa descansar e curar suas dores em paz – mas a guerra não acabou – ainda não há tempo para descanso. Ele quer que todo o seu esforço realmente falha a pena e eles possam ter a vida que sempre sonharam – mas Lia nunca será submissa, nunca aceitará não lutar pelo acredita, não batalhar nas guerras. Em seu Reino, Lia é mais do que nunca um soldado do reino de seu pai, ela é uma verdadeira Líder ao descobrir traições, revelações de décadas, histórias de sua família e lendas sussurradas através de gerações de Primeiras Filhas. Nunca a lealdade foi tão posta às claras, nunca foi tão valiosa – mais contraditória dos que flores de tannis, mais pungentes do que a morte.

Além de Rafe, da segurança de seu reino e do reino de Dalbreck, nossa heroína ainda precisa lidar com Kaden – que a persegue durante sua fuga – e descobrir a quem ele é leal. Em “The Beauty of Darkness” outros personagens terão seus desfechos e suas purgações, sem que nenhum detalhe seja esquecido. Esse foi um ponto muito bom, Mary amarrou muito bem todas as histórias, entrelaçando algumas que eu já havia desconfiado, e desfazendo outros nós, dando as respostas que todos procuramos. Ao fim, estamos mais amarrados à “Crônicas de Amor e Ódio” do que a garra e a vinha no kavah de Lia. Outro ponto interessante foram os diálogos de Lia, notei que eles ficaram mais profundos e extensos do que nos outros volumes, creio eu, para que todos os detalhes pudessem ser explicitados e dando mais voz ao herói, para podermos entender melhor seus sentimentos e motivações. As vezes os diálogos falam mais sobre o personagem do que sua própria narração em 1º pessoa. Gostei bastante de como Mary foi intercalando os textos dos Antigos com a narração do presente, de modo que vamos percebendo a aproximação entre Lia e as personagens de outros tempos.  Afinal, “Tinha de ser alguém”

Não importa quantos universos vão e vêm, sempre me lembrarei de quem éramos juntos.

Lia é uma das personagens mais fortes que eu conheço. Essa é a mais bela história feminista e empoderadora, sem entretanto, citar tais termos e muito menos deixar explícito. Lia, vai abrindo caminhos para tomar seu lugar como mulher e guerreira. Ela vai mostrando a fortaleza que se tornou, o poder que adquiriu e a certeza que a guia. Continuando com um coração de carne, ela sabe que precisa matar – ela sabe que precisa de um mínimo de vingança para se alcançar a esperança. Ela coloca cada um em seu lugar e mostra quem ela realmente é; forte, humana, e um verdadeiro soldado.


Toda a trilogia me lembrou o processo Bildungsroman, definido pelo filólogo Karl Morgenstern em 1810. Resumidamente, o Romance de Formação seria: “uma forma de romance que representa a formação do protagonista em seu início e trajetória até alcançar um determinado grau de perfectibilidade” (1999, p.18) Tal processo de formação, envolve resumidamente, a mudança da herói (Lia), seu autoconhecimento e sua orientação no mundo (conhecendo-se como Jezelia, presente nos Testemunhos), processo de amadurecimento do herói (sua vida e fuga de um simples casamento, para a volta como um soldado), a separação em relação à casa paterna (fuga de Morrighan), atuação de mentores (Dihara), experiências intelectuais eróticas (bem… Rafe e Kaden) e finalmente, contato com a vida pública e política (povo de Venda). Infelizmente não tenho espaço para uma análise acadêmica como eu faria, mas acho que com esse pequeno resumo vocês já puderam entender o que seria o Bildungsroman e como “Crônicas de Amor e Ódio” se encaixa nessa teoria.

Como eu já havia comentado com vocês nas resenhas de The Kiss of Deception e de The Heart of Betrayal as minhas teorias sobre Gaudrel, Venda e Morrighan estavam quase que completamente certos. Deixei um excerto que explica bem bonitinho tudo isso, e o coloquei porquê já ficou explícito no segundo livro. Só fiquei em dúvidas quando aos escritos de Aster. Alguém tem uma boa teoria pra me emprestar? Eu poderia ficar páginas falando sobre como “Crônicas de Amor e Ódio” me marcaram, mas passo a vez para vocês, leiam, se emocionem e chorem – quando terminar poderão enfim, respirar fundo e descansar – esse mundo ele, nos inspira… ele nos partilha. "The Beauty of Darkness" - Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação. Resenha por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

“Existem outras verdades, Pauline. Verdades que você precisa saber”. E contei a ela sobre Gaudrel, Venda e a menina Morrighan, que foi roubada de sua família e vendida a Aldrid, o abutre, por um saco de grãos. Contei a ela sobre as histórias das quais nunca antes tivemos conhecimento e sobre os ladrões e os abutres que eram os fundamentos do nosso reino, e não um Remanescente escolhido. Os Guardiões Sagrados não eram nem um pouco sagrados.”

“Vocês definem uma espada pelos termos que lhes são familiares em todas as formas como veem, sentem e tocam. Contudo, e se houvesse um mundo que falasse de outras maneiras? E se houvesse outra forma de ver, ouvir e sentir? Nunca sentiram alguma coisa bem lá no fundo de vocês? Não tiveram um vislumbre disso brincando atrás dos seus olhos? Já ouviram uma voz em algum lugar nas suas cabeças? Mesmo que não estivessem certos disso, esse conhecimento fez com qque os seus corações batessem um pouco mais rápido? Agora multipliquem isso por dez. Talvez alguns de nós saibramos das coisas mais profundamente do que outros

"The Beauty of Darkness" - Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação. Resenha por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

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Fotografia

Protagonismo da Mulher na Literatura – Projeto Ângulo Literário

26.03.17

Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!Uma das coisas que eu mais gosto de fotografar é livro. Talvez seja por isso que eu amei esse Projeto Fotográfico, que junta dois amores: fotografia e livrinhos! Para esse desafio o tema foi: Livros com personagens femininas – sim, em homenagem ao mês da mulher. ♥ Mesmo o foco sendo nas fotos, quero falar um pouco sobre cada obra, então vamos lá? O primeiro escolhido foi “Alice’s Adventures Wonderland & Other Stories” da Barnes and Noble – quem tem boa memória vai lembrar que ele estava na minha Wishlist do ano passado, inclusive uma coisa muito interessante é que praticamente tudo que eu anotei no post e desejei, acabaram vindo para mim – assim como as metas para 2017. A resposta pra isso é só uma: Deus e Universo – que para mim os dois são praticamente a mesma coisa ;) Eu pretendo falar um pouco sobre o livro “O Segredo” mas pra frente – eu vivo falando dele no Stories do Instagram, dá um pulinho lá, vai?

Eu mostrei um pouco sobre o livro da Alice lá no Insta – e já tava morrendo de vontade de fotografá-lo (só fiquei com receio de vocês enjoarem de Alice, já que o Projeto do mês passado foi sobre amizade, e eu escolhi o meu mozão: Alice no País das Maravilhas! hehe). Nessa foto eu usei alguns objetos já presente nesse post (eles são muito fofos não posso evitar!) e o cenário de plantinhas (Amor) é trabalho dessa linda aqui: Bruna Nóbrega.

Quer aprender a fazer esses biscoitinhos da Alice? Clique aqui, eu ensinei um passo a passo super fácil para fazer essas fofuras em biscuit!
Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!A segunda foto é sobre a coleção “A Seleção” de Kiera Cass, para essa foto eu usei meu vestido de formatura do 3º colegial (esse mesmo, do topo do blog) e em especial a escova de cabelo super princesa da minha avó. Eu adoro esses livros – são uns dos poucos que sobraram e não foram à venda do começo do ano – por vários motivos, entre eles: a sociedade montada no livro (inclusive é a minha maior inspiração para meu novo livro “Sociedade das Sereieas – Reinado de Moana”), o  amor e garra de America e claro, a narrativa empolgante, rápida e leve, como são os livros Juvenis.Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!A terceira foto é sobre o livro “O Maravilhoso Livro das Meninas” – dei mais detalhes sobre ele aqui na legenda. E foi um presente da minha principal influenciadora no mundo da leitura: minha tia Elisângela – que inclusive me deu o primeiro livro do Harry Potter (obrigada tia! ♥). Apesar de parecer bem patriarcal, ele junta a “tradição” de bordados, culinária e costuras, mas também ensina brincadeira ao ar livre (e as brincadeiras “de menino”, inclusive) além de coisas bem interessantes como instruções para fazer perfume! (quem sabe um dia eu não aprendo e não posto aqui?). Outra coisa que amo no livro é que ele apresenta as mulheres mais fortes e ícones da história – seja exclusiva da literatura ou do “mundo real” – que mostra às meninas que elas são fortes e heroicas! Com certeza um livro que eu vou passar pra Bianca (minha priminha).Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!Essa foto são de duas obras que eu amo e que têm resenha aqui no blog (não esquece de clicar nos links pra lê-las, ein?): “The Kiss of Deception” e “The Heart of Betrayal”, ambos da Mary E. Pearson!

Agora, dia 29 chega às livrarias o último livo da série: “The Beauty of Darkness”. E como vocês são uns mozãos lindos, eu tenho um mega presente para vocês leitores do Dezoito em Ponto, uma promoção exclusiva e incrível da DarkSide com a Amazon: você compra 4 livros da Caveirinha e o título mais barato sai de graça! Cê não pode perder essa chance né? Para comprar clique aqui.
E a última fotinha é uma proeza da engenharia (risos) porquê meu querido Funko Pop não estava querendo cooperar de jeito nenhum! Inclusive tem fotos bem interessantes de ele caindo no chão, no sofá, no pote de vidro, foi um auê, mas eu consegui! E para conferir o post das outras participantes do Projeto Fotográfico, clique no nome do blog ;)

No Mundo da Lua ♥ Eu Randômica ♥ Diz Aí, Mariazinha ♥ JubaQueen

Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!

Harry Potter Photoshoot Always – The Most Perfect Photos of The Magic World.
O ensaio de Harry Potter mais mágico que você verá hoje.
Amizade retratada em Alice no País das Maravilhas – Projeto Ângulo Literário
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Resenha de A Bela e a Fera – live action da Disney| O renascimento da magia!

15.03.17

Resenha de A Bela e a Fera - live action da Disney| O renascimento da magia! por Samira Oliveira do Blog Dezoito em PontoFinalmente a resenha mais esperada, do filme mais aguardado do ano – o live action da Disney, A Bela e a Fera. A Bela e todo enredo que a cerca, sempre foram uma magia indescritível que a fizeram ser a minha princesa predileta. Na verdade, eu sempre tive uma identificação enorme com a Bela – seja pelo fato de ela ser uma leitora voraz que está sempre em busca de aperfeiçoamento e instrução, e por ser uma princesa bem mais ativa do que outras (comparem com a Branca de Neve e vão ver) – seja pelo romance tão belo e revelador, de uma verdade que carrego comigo: a de amar e sentir além das aparências. Por tudo isso e por muito mais, a minha criança interior e a minha adulta exterior elevaram ao máximo minhas expectativas para esse filme. Ver finalmente um desenho lindo e marco da minha vida – mas dessa vez, com artistas de carne e osso, é realmente deslumbrante. Ver minha diva Emma Watson encarnando minha outra diva Bela, então, foi dantesco!

Filme: A Bela e a Fera
Direção: Bill Condon
Duração: 2h10m
Genero: Musical Live Action
Classificacao:
Sinopse: “A Bela e a Fera” é a fantástica jornada de Bela, uma jovem linda, brilhante e independente que é aprisionada pela Fera em seu castelo. Apesar de seus medos, ela se torna amiga dos serviçais encantados e aprende a enxergar além do exterior horrendo da Fera e percebe o coração gentil do verdadeiro Príncipe que existe em seu interior.
Resenha de A Bela e a Fera - live action da Disney| O renascimento da magia! por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

Não sei vocês, mas eu sempre tenho a esperança de que “o filme seja igual ao livro” e nesse caso “igual ao desenho”. Por mais que a gente fale de cinema, pesquise, aprenda, e entenda que são artes diferentes – e também a animação do live – é inevitável, que lá no fundinho do coração, a gente não espere uma coisa que ao menos se aproxime do “real” que conhecemos á tempo. E esse, finalmente foi um pedido atendido pela Disney; como não é segredo para ninguém, as cenas do live foram assustadoramente bem aproximadas – e ouso dizer, bem copiadas – da animação – e isso foi incrível! Assisti ao “original” nas férias, de modo que ele já estava fresquinho na minha memória quando fui hoje – dia 14 à cabine de A Bela e a Fera. Não tive como não me emocionar fortemente em ver aquelas cenas tão assistidas em um formato mais real, em algo muto mais próximo de nós. Então, o encanto começa sem dúvidas alí.Leia mais

O Segredo do Ruivo Perfeito – HENNA + Entrevista com Iara Henna
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Em voga

Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.

12.03.17

Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.Foi depois de tirar de casa os últimos vestígios da minha infância, depois que encontrei duas imaculadas bonecas Barbie e uma Susi intacta, foi que tive aquele lampejo. O que aquelas bonecas haviam feito comigo durante todo esse tempo? Muito se fala sobre o corpo padronizado da Barbie, mas pouco ainda se comenta sobre os reais efeitos que a boneca provoca. Falando assim, parece mais que estou te apresentando a descoberta de um veneno que mata lentamente, ano a ano, e bom, é exatamente isso do que se trata.

Não, eu não estou dizendo que as bonecas Barbie devam ser extintas, que não devemos comprar mais elas para nossas irmãs ou primas e muito menos estou declarando guerra a elas. Na verdade, muito pacificamente, eu queria relatar o que foi a minha vida no quesito aceitação do meu corpoe como a Barbie sempre dificultou essa tarefa.

Já percebeu a minúscula cintura da boneca? Esses dias eu estava distraidamente observando um livro das princesas e assustada me dei conta: a cintura da Ariel era, proporcionalmente ao desenho, do tamanho do fininho braço da sereia. Foi ai que notei, aterrorizada, como essa realidade nunca antes havia me parecido tão gritante. Resgatei em ninha memória toda a imagem de Barbies e de Princesas, e todas elas, vinha, inexoravelmente acompanhadas de uma cintura inumanamente impossível de ser conquistada, com um cabelo cumprido e sedoso que só a mais rica das celebridades poderiam sequer ousar chegar perto; um corpo milimetricamente bem feito e proporcional; nenhuma manchinha na pele, nenhuma acne no rosto, nem sinal da mínima descompostura na maquiagem – e muito menos uma estriazinha que fosse. E tudo não seria terrivelmente assustador se não fosse pelo fato de que: eu sempre havia aceitado isso sem nem mesmo questionar.

Agora, se eu, com meus quase 20 anos de idade só fui me ater a isso agora, imagine essas bebês que com 3 anos já tem nas princesas da Disney e nas bonecas Barbie um ideal inalcançável e mentiroso de beleza? Você deve estar resmungando ok, mas aonde exatamente você quer chegar com isso? Bem, para responder essa questão, vou ter que contar um pouquinho sobre mim. Eu sempre, sempre mesmo, fui a gordinha da escola; em uma cidade pequena em que uma das melhores escolas da cidade era relativamente de alto padrão, não seria de se estranhar que as alunas fossem, eu sua grande maioria, simplesmente perfeitas. Quando digo isso, não quero ser rude, afinal se trata de minhas amigas, mas quero dizer que, todas tinham ótimas possibilidades e encorajamentos para frequentar uma academia na adolescência (lembro até hoje de uma amiga reclamando que estava gorda e feia por ter ganhado 2 quilinhos em uma viagem internacional), todas tinham acesso aos melhores dermatologistas, shakes para emagrecer, atividades físicas, cremes dermatológicos, tratamentos capilares e toda sorte de coisas estéticas que o povo diz “para nos deixar mais bonitas” Não que eu as esteja julgando, eu mesma já frequentei academia, usei/uso cremes para o rosto e infinitos para o cabelo entre tantas outras coisas, a questão não é essa, a questão é a cultura no corpo perfeito. O corpo perfeito sempre fora o meu sonho, passei boa parte da minha vida imaginando como eu seria feliz se tivesse o meu grande sonho de corpo, na minha mente pequena eu montava uma Samira Frankestein com um pedaço de um cabelo perfeito aqui, uma perna torneada de uma amiga alí, uma cintura de uma Barbie aqui e uma pele de uma fulana alí. Na minha mente, eu fazia listas enormes de tratamentos que eu gostaria de fazer, antes mesmo de sequer cogitar a possibilidade de me relacionar com alguém (sim, o meu trauma era tão grande que eu sequer pensava na possibilidade de alguém “me querer”)Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.E quem sempre estava comigo em minha mente? Quem sempre me lembrava que eu deveria ter uma cintura fina e uma pele macia? Quem sempre me encorajava a mais uma vez, pensar em intervenções cirúrgicas ou caminhos que me levariam à doenças como bulimia? Lá estava a maldita boneca Barbie, como que zombando de mim e de todos os meus esforço para me igualar a ela. E não queira mentir, você sabe que todas sonham ser ela, você sabe, quando sua filha leva sua boneca para todo canto; sabe que para ela só existe a loira e branca Barbie, a perfeita e rica Barbie, a linda, a glamourosa, a perfeita boneca – que tem tantas profissões quanto seja possível mensurar, que tem tanto dinheiro quanto alguém poderia imaginar, que tem tudo o que ela, eu e você sempre quisemos. Então, o erro talvez não esteja no status que a boneca apresenta – isso pode ser até um estímulo para as meninas estudarem com mais afinco – mas sim no caráter irreal que ela nos apresenta. Hoje eu falei apenas do que me marcou, do que me tocou na minha infância, mas talvez outros males tenham sido alimentados a partir da figura icônica e inalcançável que a Barbie é.

Em contrapartida, a boneca Susi. Minha sábia vó sempre me disse essa boneca é muito mais bonita que a Barbie, mas eu, em meus sentidos cegos de criança, nunca acreditei. Hoje, quando avistei minha boneca novamente, fui obrigada a concordar com a minha avó; eu havia me visto na Susi. A Susi é mais torneada, musculosa, alta e senhora de si; sua cintura não é do tamanho de seu pulso, suas pernas não são dois cambitos por onde um boing poderia passar. Seus braços não são fininhos ao ponto de quebrar e nem seu cabelo parece ansiar ser a tremenda perfeição que a Barbie quer. Então porque será, que eu achava a Susi uma boneca tão feia? No fundo, eu sei a verdade, eu a odiava porque ela estava muito mais próxima a mim do que a minha ídola Barbie, ela poderia muito bem me representar, poderia muito bem ser um lampejo do meu futuro – e nada, absolutamente nada, que não fosse tremendamente magro e esquio, loiro e liso, claro e belo, eu queria para o meu futuro e para o meu presente. Isso porque eu sempre fui humilhada pelo meu peso, odiada pelo meu cabelo meio armado, desprezada por não ter uma pele perfeita, mas principalmente por não ter aquela cintura perfeita, aquele peso correto, aquele corpo escultural e sequinho. Nunca ninguém quis ser menos do que a Barbie – e nem pensaram em me apresentar firmemente, algo que fosse menos do que ela.

Este é um post da Blogagem Coletiva Coletivando. Para conferir os pots das outras participantes, clique no nome do Blog de cada uma: Blog Notável LeituraBlog Garota IndependenteBlog Dá um ZoomBlog Eu RandômicaBlog Quero ser MirandaBlog A Menina da Janela
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