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Amigo, ainda me sobraram dedos para te contar.

23.07.17

Texto de dia do amigo - amigo ainda se conta nos dedos. Amigo, ainda me sobraram dedos para te contar - por Samira OliveiraQuem nunca ouviu aquela célebre frase: “Amigo se conta nos dedos” que atire a primeira pedra. Mas tanta repercussão desse tão estranho ditado, parece carregar uma certa tristeza e misticismo, quase como se ela fosse uma lenda. Mas hoje amigo, não é dia pra se se remoer ditados – hoje eu apenas queria que você soubesse de algumas coisas sobre a nossa amizade…

Mesmo com essas ruas cheias, com esse pão caro e com a liberdade pequena eu ainda guardo em mim as nossa mais lindas memórias. Mesmo com a tristeza diária e com o sufoco da vida, saiba, ainda há um espaço em mim para te guardar. Amigos? Tive vários, tive muitos, certamente não caberiam nos meus dedos – justamente porquê nunca fui muito de fazer contas e muito menos de controlar. Pra mim, essa famosa frase/ditado nunca dará certo, definitivamente eu não sei manter contato – e mesmo assim, mesmo com essa minha difícil lábia e essa minha mania estranha de deixar pra depois as mensagens de amigos, saiba, ainda guardo você no meu coração. E mesmo com o número limitado de dedos, eu ainda tenho os dedos dos pés e os do coração – esse que afinal, insiste em sair correndo sempre que eu me afasto de você, quer sair do peito e procurar outro dono, outro que saiba manter uma amizade.

Mas sabe amigo, mesmo com esse ar escasso, essa falta de cor, essa correria alucinógena; mesmo com esse cambaleante andar sozinho, esse respiro difícil, essa vida que teima eu não passar – mesmo assim amigo, mesmo assim eu ainda arranjo um tempo para te guardar. Não apenas no lugar onde – em tese – ficaria o coração, mas também na mente, nas pernas de correr para sua companhia, nos braços que saúdam os seus e nas lágrimas – por que não? – que um dia talvez chorássemos juntos.

Sabe, mesmo com a solidão fria eu ainda lembro de como costumávamos rir e aquecer nossas tardes. Mesmo com o espaço diminuto de caracteres e com o contato reduzido aos chats – mesmo assim, eu ainda sinto sua falta, ainda quero sua voz, ainda preciso te ouvir. Preciso e tenho aquela necessidade meio dramática, de me sentar frente à frente, e te ouvir sobre a moça que te deixou, sobre as rasteiras que você levou e sobre a ressaca que te apagou. Ainda hoje, tanto tempo depois, ainda hoje, ainda consigo lembrar de você amigo que estudou comigo – que deixou o meu inferno pessoal menos insuportável – e que me deixou fazer parte da sua pequena história de vida. Amigo de escola: eu ainda gostaria, de talvez um dia mais, conversar com você entre os intervalos das aulas – e jogar aquela conversa fácil e fora, aquela sobre sonhos e sobre coisas supérfluas aquelas mesmas onde o beliscão da vida ainda não tinha nos fisgado – onde a realidade ainda não tinha vindo para nos gritar e nem a vida para nos agarrar.

Amigo de vida, de faculdade, de rua, de cursinho, de trabalho, de academia. Amigo de ontem, amigo de hoje (ainda tem?), amigo que virá. Eu só queria poder dar um stop na carreira para poder te ajudar com a sua; fazer meu computador pifar para poder te ajudar com o seu; fazer minha vida acabar para te salvar da sua agonia. Amigo, amigo, eu sempre sentirei saudades tuas. Hoje mais que nunca, hoje mais que ontem, eu queria apenas estar contigo. Já que não posso, que fiquei um singelo e amável “parabéns”: ainda me sobraram dedos para te contar. 

Mirando-se no espelho.
Porque escolhi ser professora.
Quando o adeus é o melhor do “Era uma vez”
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Finalmente uma heroína para nos representar: Mulher Maravilha

18.06.17

Representatividade e empoderamento feminino no filme da DC Mulher MaravilhaEu realmente tentei não falar nada sobre Mulher Maravilha – mesmo Eduardo tendo insistido para que eu fizesse uma resenha sobre o filme. Mesmo eu tendo amado e me emocionado com ele. Se você quer uma resenha, vá direto a esta: 7 Clichês e Estereótipos Subvertidos em Mulher-Maravilha (e outros 4 que nem tanto assim) pois neste post eu pretendo apenas contar tudo o que senti com o filme – e quem sabe você não se identifica também?

Contém Spoilers!

Se você não é muito nova com certeza esbarrou em uma tia, mãe ou avó dizendo algo como: herói é coisa de menino, essa violência, esses murros, não é pra menina. Menina tem que ser delicadinha! Por esse motivo eu sempre estive muito  meio longe de heróis, e só fui me aproximar um pouco mais por causa do Du (meu namorado) – e isso é extremamente lamentável. A divisão entre “coisas de menina” e “coisas de menino” era tão profundamente fincada nas crianças – e portanto em nós, atualmente – que eu mesma, as vezes me vejo sem saber como reagir, como ensinar minha priminha de 3 anos, o fato de que é perfeitamente comum ela querer um carrinho. E vejo com muita emoção, minha avó sem ofertar uma daquelas respostas que eu sempre ouvi, sem cortar a vontade da minha prima em brincar de futebol. Nessas pequenas coisinhas entre a educação que eu recebi e a que minha priminha está recebendo, que eu fico feliz, orgulhosa e esperançosa, de que as mulheres vão ganhando cada vez mais espaço e igualdade – dia após dia.

No filme, sem dúvidas, a minha cena preferida foi quando Diana atravessou um campo de batalha – que os homens não tinham conseguido avançar nem poucos metros em 1 ano – e deu cobertura para que os outros homens passassem. Aquela cena, encheu meus olhos de lágrimas e meu coração de esperança. Senti aquela pontada no peito, aquela vozinha dizendo – você está sendo representada, a sua força está sendo reconhecida. Porquê mesmo que nós, mulheres comuns não tenhamos poderes sobrenaturais como os de Diana e nem sejamos deusas como ela; nós temos, a força mágica da vida, do sentimento, do poder, da magia e da fortaleza. Temos sim, um poder enorme dentro de nós e muito mais do que a divindade de Diana, seu poder se deve sobretudo à sua feminilidade – sim, ao seu eu feminino, e eu vou sim, gritar pra quem quiser ouvir que ela é poderosa justamente por ser mulher, por buscar justiça, por ter bondade, por ter dentro de si verdades tão honrosas!

Se tem uma forma de reconhecer fielmente o que o feminismo busca, essa forma é observando a Ilha de Themyscira. É vendo que seu ideal de força é inteiro de uma mulher, que sua atenção e respeito são direcionados a mulheres – e não poderia ser diferente já que a sua sociedade não despreza mulheres, e também não despreza os homens. ba dum tss! Creio eu que esse seja o ponto, quando Steve chega à ilha seguido dos outros barcos, elas partem para a luta por estarem sendo invadidas. Após isso, no julgamento de Steve, não há um papo por exemplo: você nem deveria estar aqui, você é um homem! Como acontece em Londres na “vida real” com Diana. Para elas não há um inferior, há apenas o reconhecimento do diferente, mas o igual respeito. No link em que coloquei lá em cima há esta passagem que ilustra muito o que eu quero dizer:

Mais tarde, vemos que fora de Themyscira Diana é tão atenciosa e respeitosa com outras mulheres como dentro. Ela ouve Etta da mesma forma que Steve e é a única do grupo a não dar as costas para uma mulher que pede sua ajuda nas trincheiras. Isso é muito coerente, afinal, Diana foi criada por mulheres, viveu entre mulheres, e todos os seus heróis e exemplos de vida são mulheres. E isso se reflete na forma como ela se porta no mundo fora de Themyscira. Não faria sentido ela sentir rivalidade ou desprezar mulheres, assim como não faria sentido ela se sentir intimidada ou acuada por homens (ou mesmo sentir medo ou culpa por dormir ao lado de um deles em um barco). Diana não foi criada em uma cultura de estupro e de inferiorização da mulher e o resultado disso vemos nas telas: uma heroína segura de si, que confia na própria força (e na de outras mulheres), e que até escuta os homens, mas no fim toma suas próprias decisões.

E a diretora, Patty Jenkins completa, em entrevista ao Omelete:

Ela não é feminista, pois nunca ocorreu a ela que alguém seria tratado diferente, o que por si só é uma declaração poderosa. Fico aborrecida quando ela se torna o centro de controvérsias sobre ser ou não um ícone feminista. Ela é. Ela tem sido por muito tempo, ninguém pode decidir se ela deveria ser ou não. Ela é, para muitas mulheres e homens que se identificam com ela.

Todas as vezes que ela entrou no “lugar dos homens” com toda a naturalidade do mundo, eu soltava internamente, um gritinho de emoção. Retratar um pensamento tão machista – e infelizmente contemporâneo – como o da época e acrescentar a isso a Mulher Maravilha, ilustrou perfeitamente a igualdade que queremos. Ficou mais claro do que um desenho, o ideal feminista que ela quer mostrar, o contraste gritante da nossa sociedade tão sexista e o que lutamos para mudar.

Outro ponto louvável foi a vestimenta das amazonas, nada de hipersexualização, nada mostrando mais do que o necessário, nada de silicone se agarrando aos peitos. A roupa delas foi feita para lutar, e isso fica muito claro quando Diana está em Londres comprando “roupas adequadas” quando ela pergunta “como as mulheres conseguem lutar vestindo isso?” e em seguida rasga uma calça, levanta um vestido ou cai de um salto. A roupa que elas usavam eram práticas, armaduras que possibilitam uma boa mobilidade e proteção e acessórios que demonstrassem sua função na Ilha.

Essa foi a minha humilde opinião – cheia de emoção sim – sobre o filme da Mulher Maravilha. E você, já foi assistir? Me conte tudinho nos comentários ;)

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Literatura

Mãe Sem Manual – Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras

19.05.17

Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em PontoDia das Mães já foi, mas sempre é dia de dar aquele mimo de presente pra Mãe né? Para tanto, confira a resenha de “Mãe Sem Manual” da jornalista Rita Lisauskas e faça sua mãe se emocionar ainda mais.

Muito mais do que um “antimanual” segundo a autora, o livro também é um – manual sem regras para a vida – ou pelo menos foi o que eu senti. Mas como assim? Vocês me perguntam. Bom, vamos começar do início. Eu, no alto dos meus quase 20 anos não tenho a pretensão de ser mãe, na verdade essa é uma ponte que eu só quero pensar quando chegar nela (daqui uns 40 anos mais ou menos) então a priori eu estava, digamos, relutante em ler o livro. Mas assim que comecei foi impossível parar, mesmo o assunto supostamente não me interessando muito, eu me peguei lembrando de coisas da época em que meus primos eram recém nascidos. Me transportei de volta há uns 9 anos quando minha tia tinha seu primeiro filho – e não se sabia se quem estava mais atordoada era ela ou eu. Na verdade esse livro vai ser dado pra ela, ela tem tudo a ver com ele. Não raras vezes ela acaba dizendo que “ai não sou uma boa mãe”, “tento fazer certo e erro” e tantos outros “mimimis” pois na verdade, achamos que ela está acertando sim. E se não estiver, bem, ninguém nasceu sabendo – nas verdade eu parto da premissa de que mulher não nasceu pra ser mãe, não tem uma ultra força da natureza empurrando pra isso (não mais do que a mesma existente nos homens para serem pais). E Rita Lisauskas vai falar sobre esses momentos de angústia que acompanha a maternidade e tirar dúvidas que a gente sempre quis sabe sobre essa – digamos – fase da vida. Eu descobri que eu tinha várias curiosidades sobre esse mundo – que só foram sanadas com esse livro.Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em PontoEm “Mãe Sem Manual” vemos a realidade de uma mãe de verdade. Não aquelas que aparecem bem vestidas e sempre sorridentes nos comerciais de fraldas. A mãe de verdade, que está aos poucos aprendendo a cuidar de um ser que depende exclusivamente dela – e que não tem tempo e nem como, estar linda e sorridente. A mãe da vida real não vai ser julgada (pela autora) – independentemente de qual escolha ela tenha feito. Cesária ou parto normal, deixar o bebê com os avôs dele ou na creche, voltar a se dedicar à carreira profissional ou jogar tudo pro alto e viver apenas para o filho. Todas essas opções super variadas são discutidas, apreendidas, respeitadas e tudo bem, como ela diz “cada um sabe onde aperta o calo e onde a calça pega”. Se você quer deixar sua mãe feliz e saudosa dos seus tempos de baby, anota o nome do livro, ela vai se identificar com ele com certeza – e se emocionar! Até eu que não sou mãe me emocionei! (não, pera, sou mãe da Belinha né?).Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em PontoAlém de um manual às avessas, o livro também é muito educativo e instrutivo, mas principalmente: foi feito para mães lerem. Principalmente por ser rápido, objetivo e bem humorado. Acredito que principalmente mães de bebês pequenos não conseguem muito tempo para ler, então por isso também esse livro é curtinho e fácil de ser lido – entre uma mamadeira e outra né mamães? Adorei as ilustrações bem engraçadas e bonitas também, resumem bem cada capítulo. A narrativa da Rita é uma coisa deliciosa, ela é muito divertida, dá exemplos maravilhosos e nos transporta através do tempo para o dia do seu parto; para quando o bebê chorou desesperadamente e até para quando – pela primeira vez – ela teve de deixá-lo para trabalhar. Aí vemos de pertinho, as tristezas, emoções – enxurradas de emoções – lágrimas e sorrisos de que são feitos uma mãe.Rita Lisauskas é jornalista brasileira formada na PUC – SP e já trabalhou em importantes jornais como RedeTV!, SBT, Portal Terra, TV Record, TV Bandeirantes e TV Centro América (afiliada da Rede Globo). Atualmente, escreve para O Estado de São Paulo e para a revista Crescer, da editora Globo. Se lançou como escritora este ano ao publicar seu primeiro livro “Mãe Sem Manual” advindo de seu blog “Ser Mãe É Padecer na Internet”, que a blogueira aqui que vos escreve, leu e teve crises de reflexões que não passaram até agora, portanto: leiam!Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em Ponto

“Parece o filme “O Feitiço do Tempo” – e é. Você acorda todos os dias cheia de esperança, será que é hoje que finalmente vou conhecer meu filho? Nada acontece e o dia seguinte amanhece exatamente igual, com o bebê tranquilão da barriga, zero interesse em estrear nesse mundão de meu Deus.”
“A notícia da gravidez é algo avassalador. Junto com a felicidade e, muitas vezes, o susto, misturam-se outros sentimentos: o de incredulidade é o mais forte deles. Aquela sensação de eu-era-filha-até-ontem-e-agora-vou-ser-mãe-como-isso-é-possível é muito comum. Depois a voz da sua mãe na adolescência dizendo “quando você tiver filhos, vai me entender!”

Este post também faz parte do Projeto Ângulo Fotográfico Literário o qual participar os seguintes Blogs: Diz Aí Mariazinha , No Mundo da Lua, Lado Milla, Eu Randômica.

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Outros

Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá?

14.05.17

Desde a clássica “Você Não É Todo Mundo” até “JUÍZO EIN?!” Confira as mais célebres frases ditas pelas mães dos leitores do Dezoito em Ponto. Algumas frases que a gente num guenta mais ouvir, e outras que a gente ama! Manda pra mamis, ein? Senão: “OLHA O CHINELO”

  • “Não esperava que você fosse ficar assim, preferia que não tivesse crescido”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Então mãe, como explicar? Eu tinha que crescer pra virar essa sereia linda que cê ama.


  • “Você não come nada! Vai cair dura aí. Saco vazio não para em pé!”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Cê não consegue entender como é isso é possível já que a coisa que você mais faz quando tá com ela é justamente, comer.


  • “Filha, juízo vale muito e não custa dinheiro!”

Mal sabia ela que eu ia ficar rica!!


  • Você não é todo mundo!”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Oxi mãe, mas de novo???


  • E JUIZÓ, TÁ?”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Qual o problema de vocês, mães, com a palavra “juízo”? É medo de a gente perder o dente do ciso é?”


  • “Só fica nesse celular O-D-I-A-I-N-T-E-R-O! Não sai desse celular, só fica lá, nos dedinhos”

My precious…


  • “Isso fica andando com esse celular na rua, fica, não vou comprar outro ein? Comprei só daquela vez, não sei o que eu tava na cabeça. Tomara que quebre. Vou fazer força pra ele quebrar”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Mais nossa, como que pode caber tanto ódio numa pessoa tão pequena? kkkk


  • Mande noticias! Olha lá com quem cê tá falando!
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

A gente tá sempre em perigo iminente! Até mesmo se estivesse no reino dos unicórnios.


  • ”Vê se tá tudo na bolsa” ”Se cuida, bom trabalho, te amo”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Não consigo nem comentar esse, apenas sentir <3


  • “Qual é o meu nome?? Não é ciclana?? Então você sabe que eu não sou mãe da fulana, sou SUA mãe”
"Qual é o meu nome?? Não é ciclana?? Então vc sabe que eu não sou mãe da fulana, sou SUA mãe"

CREIEMDEUSPAI CORRE


  • “O próximo bicho que você trouxer pra casa, vai você e ele pra rua”
"O próximo bicho que você trouxer pra casa, vai você e ele pra rua"

Mais mãe, essa capivarinha é diferente! E aquele lagarto da semana passada quase nem dá trabalho!


  • “Quando você for mãe, você vai entender”
"O próximo bicho que você trouxer pra casa, vai você e ele pra rua"

É, talvez nessa a senhora tenha razão…


  • “Eu tenho três tesouros vivos. Só tenho a agradecer a Deus.”
"O próximo bicho que você trouxer pra casa, vai você e ele pra rua"

Um minuto de silêncio pra a gente abraçar essa mãe!


  • “Anda, levanta, arruma essa bagunça. Tá pensando que mora num chiqueiro?”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Mas eu acabei de lavar o banheiro!


  • “Não faça nada que vá se arrepender depois”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Pior que esse conselho vale ouro!


  • “Leva uma blusa que tá frio lá fora!”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Tá não, mãe. Eu tô bem, olha o calor que tá fazendo…


  • “Puxou a mãe, né”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Aquele momento em que você fica sem jeito e feliz ao mesmo tempo, por “puxar” a pessoa que você mais ama no mundo!


  • “Queria poder te guardar num potinho, não queria que você crescesse e eu não pudesse mais te proteger de tudo. Queria que você tivesse ficado pequenininha.”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Será que eu consegui resumir a fofura dessa mãe? Talvez. Não dá pra alcançar o amor delas <3


  • “Eu daria a minha vida por você”

Essa é da minha avó-mãe e eu acho que já disse pra ela tudo o que ela precisava saber no dia de hoje (e todos os outros dias). Eu te amo, minha vida!


Essa foi uma pequena homenagem do Blog Dezoito em Ponto à todas as mães. Feliz Dia das Mães! E filhos… Não esquece de compartilhar com os amigos e com mamis ein? E com a tia, prima, irmã, quem tiver filhinhos… Ah e as mães de bichinhos também,  porquê não? Certeza que mães e filhos vão se identificar com a nossa lista!Esse post faz parte da tag 18 Coisas do Blog.

 

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Em voga

Os Meus 13 Porquês| Podem acreditar numa garota viva?

10.04.17

Os Meus 13 Porquês (13 Reasons Why)| Podem acreditar numa garota viva? Confissão sobre bullying ensino médio e inferno.Com o lançamento da série 13 Reasons Why (Os 13 Porquês), assuntos como bullying e o inferno do ensino médio surgiram em todo canto – discussões na Globo, nas escolas e nas redes sociais. Mas tenho certeza, que mesmo com toda essa reflexão, ainda tem gente que não vê – mesmo porquê: “Quem acreditaria em uma garota morta?”… Bom, vocês podem acreditar numa garota viva? Espero que a resposta seja sim. Eis portanto, os meus 13 Porquês:

Olá para você que está lendo. Quem fala aqui, é Samira Oliveira, ao vivo; em imagens e em códigos de informática.  Sem promessas de retorno. Sem bis. E desta vez, sem atender aos pedidos da platéia. Espero que vocês estejam prontos, porque vou contar aqui a história da minha vida. Mais especificamente o inferno que ela foi. E, se você estiver lendo isso, você é um dos motivos.

Fita 1, Lado A

Tudo tem um começo, certo? Mas onde exatamente foi o meu? Acredito eu, que foi antes do primeiro dia de aula, lá no “infantil 3”, ou seja, quando você tem 6 anos. Sim, meu começo não foi no ensino médio – foi bem antes. E talvez por isso e tenha aguentado até o fim, corajosamente. Talvez vocês pensem que muitos porquês são inúteis, talvez você não se julgue digno de estar nessas páginas. Mas acredite, tudo há um porquê. Coleguinhas crianças, que mesmo tão pequenos sabiam ser maldosos, se aproximem, a número 1 vai especialmente para vocês. 

Já pensaram que talvez eu não tivesse nenhum amigo antes de chegar até vocês? Já pensaram que eu só quisesse alguém para conversar? E quando eu finalmente achei alguém, essa pessoa se foi. Já pensaram, meninas, como vocês foram ridículas brincando de “ter bebês” e como eu achei aquilo um tanto apavorante e nojento? Vocês não me queriam como amiga, e eu não entendia porquê – só pelo motivo de eu não gostar de suas brincadeiras sem sentido? “Amigos” crianças, realmente tinha algum problema eu ter demorado para decorar o alfabeto? Vocês sabiam que eu não estava na escola desde os 2 anos? Que não era minha obrigação saber de tudo? Não, vocês não sabiam. Amigas, sabiam que eu não tinha uma dúzia de Pollys para brincar? Que eu não queria que soubessem detalhes sobre a minha vida que eu mal sabia. Eu não queria ter de saber tão cedo a inexistência do Papai Noel. É ai que as coisas começaram.

Fita 1, Lado B

Quando você tem uns 7 anos, o menino que joga futebol e que parece gentil, é uma paixonite bem provável. Principalmente se você é a excluída, principalmente se você é invisível. E o que você fez com isso? Aproveitou a minha inexistência, ou melhor a minha existência para ser humilhada. Era interessante né? Ouvir os xingamentos; “baleia”, “grávida”, “gorda estúpida” e tantos por ai. Diariamente. Até mesmo da minha melhor amiga. Eu fui apaixonada por você, por muito tempo. Eu escrevi cartas que você mostrou a todos, eu mostrei quem eu era e você não pensou duas vezes antes de mostrar para o mundo. E naturalmente, me humilhar mais um pouco – afinal, qual seria o problema? Eu já era o saco de pancadas de mais de 50 alunos, mesmo! Sorte a sua, querido amigo, eu te superei. Bem rápido para alguém intensa. E não te culpo tanto, quem poderia amar a gorda da turma?

Fita 2, Lado A

Eu tinha começado a escrever em ordem cronológica. Mas convivi tantos anos com vocês, foram tantos episódios insuportáveis. Tantas mágoas de todos vocês. Que seriamente, eu já havia pensado várias vezes em acabar com tudo. Depois de tantos anos, você acaba finalmente esquecendo de várias coisas, mas infelizmente ou não, você não se esquece de tudo. Principalmente da dor. Lembra você, colega, quando me acusou de roubar uma figurinha do seu álbum? Lembra, amiga, quando você me incentivou a “pegar emprestado” o que não era meu? Vocês duas talvez não se lembrem, mas eu lembro. Lembro de como, colega,  você chamou sua irmã mais velha e as amigas dela, para fazerem com que eu falasse, algo que eu não entendia, algo que eu não tinha feito consciente. Bom, eu fiquei com medo, sabia? Elas eram enormes, mais velhas e muito altas. E eu era apenas a gorda, eu sabia que aquele dia eu voltaria diferente para casa. E então me escondi no banheiro e chorei.

Fita 2, Lado B

Quem será o próximo? Mesmo sem citar nenhum nome – já faz muito tempo – eu consigo ler e lembrar vividamente de cada dia, cada acontecimento, cada sofrimento. Mas talvez, ou melhor, com certeza, você não se lembre. Meu melhor amigo, essa é para você. Você que foi um refúgio e foi meu único amigo por tanto tempo; eu estive com você sempre que precisou, sempre que não quis aceitar quem você era – quando você não descobria quem você era e quem amava. Mas sabia? Depois de tantos anos, eu passei a te amar. E o que você fez? Ficou com a minha amiga, que diziam, era parecida comigo. Eu fui má com ela, eu fui má comigo. Eu não podia suportar essa traição criada na minha cabeça – afinal, você não sabia, mas não gostava de meninas. No entanto, eu estive com você e com nosso outro amigo. Sei que você sofreu, sei que ele foi obrigado a mudar de escola, ele não aguentava mais os outros, não aguentava o inferno da nossa escola. Sorte a dele, eu deveria ter me mudado junto.

Fita 3, Lado A

Espere, vai ficar bom. Talvez você esteja achando um pouco entendiante. Na verdade eu ainda estou na infância e na quase pré adolescência. Mas se prepare, você vai chegar à sua fita. E quanto mais para o final você estiver, pior para você. Mais recente, mais cruel e mais culpa você vai ter que carregar. Agora, veremos a justiça que a escola fez. Nenhuma. Por tantos anos, nenhuma. Eu não culpo os profissionais meus amigos,  na verdade, no ensino médio, o problema era quase irrefreável para eles. Será que eles poderiam ter feito alguma coisa? Eles que receberam jovens formados, jovens que quando criança não foram impedidos. Jovens que sempre se julgaram os donos do mundo. Os professores receberam eles já prontos, não tinham mais o que fazer. Mas você teve, você, dono dessa fita teve. E você só percebeu isso depois que um aluno sofreu bullying por ter o mesmo nome que um esquizofrênico da novela. Sério? Eu lhe pergunto: sério mesmo? Jura que você nunca achou que era errado os xingamentos e as agressões que eu sofria? Nunca julgou errado quando um menino da sala tentou me enforcar? Sério mesmo? Sério que você só notou que bullying existe depois desse episódio com o menino do nome? Bom, “no seu tempo” não existia bullying né? Então porquê mudou seu discurso? Porquê passou a “conscientizar” os alunos sobre isso? Bom, eu tenho uma notícia para você: não adiantou nada.

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