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Literatura

Mãe Sem Manual – Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras

19.05.17

Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em PontoDia das Mães já foi, mas sempre é dia de dar aquele mimo de presente pra Mãe né? Para tanto, confira a resenha de “Mãe Sem Manual” da jornalista Rita Lisauskas e faça sua mãe se emocionar ainda mais.

Muito mais do que um “antimanual” segundo a autora, o livro também é um – manual sem regras para a vida – ou pelo menos foi o que eu senti. Mas como assim? Vocês me perguntam. Bom, vamos começar do início. Eu, no alto dos meus quase 20 anos não tenho a pretensão de ser mãe, na verdade essa é uma ponte que eu só quero pensar quando chegar nela (daqui uns 40 anos mais ou menos) então a priori eu estava, digamos, relutante em ler o livro. Mas assim que comecei foi impossível parar, mesmo o assunto supostamente não me interessando muito, eu me peguei lembrando de coisas da época em que meus primos eram recém nascidos. Me transportei de volta há uns 9 anos quando minha tia tinha seu primeiro filho – e não se sabia se quem estava mais atordoada era ela ou eu. Na verdade esse livro vai ser dado pra ela, ela tem tudo a ver com ele. Não raras vezes ela acaba dizendo que “ai não sou uma boa mãe”, “tento fazer certo e erro” e tantos outros “mimimis” pois na verdade, achamos que ela está acertando sim. E se não estiver, bem, ninguém nasceu sabendo – nas verdade eu parto da premissa de que mulher não nasceu pra ser mãe, não tem uma ultra força da natureza empurrando pra isso (não mais do que a mesma existente nos homens para serem pais). E Rita Lisauskas vai falar sobre esses momentos de angústia que acompanha a maternidade e tirar dúvidas que a gente sempre quis sabe sobre essa – digamos – fase da vida. Eu descobri que eu tinha várias curiosidades sobre esse mundo – que só foram sanadas com esse livro.Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em PontoEm “Mãe Sem Manual” vemos a realidade de uma mãe de verdade. Não aquelas que aparecem bem vestidas e sempre sorridentes nos comerciais de fraldas. A mãe de verdade, que está aos poucos aprendendo a cuidar de um ser que depende exclusivamente dela – e que não tem tempo e nem como, estar linda e sorridente. A mãe da vida real não vai ser julgada (pela autora) – independentemente de qual escolha ela tenha feito. Cesária ou parto normal, deixar o bebê com os avôs dele ou na creche, voltar a se dedicar à carreira profissional ou jogar tudo pro alto e viver apenas para o filho. Todas essas opções super variadas são discutidas, apreendidas, respeitadas e tudo bem, como ela diz “cada um sabe onde aperta o calo e onde a calça pega”. Se você quer deixar sua mãe feliz e saudosa dos seus tempos de baby, anota o nome do livro, ela vai se identificar com ele com certeza – e se emocionar! Até eu que não sou mãe me emocionei! (não, pera, sou mãe da Belinha né?).Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em PontoAlém de um manual às avessas, o livro também é muito educativo e instrutivo, mas principalmente: foi feito para mães lerem. Principalmente por ser rápido, objetivo e bem humorado. Acredito que principalmente mães de bebês pequenos não conseguem muito tempo para ler, então por isso também esse livro é curtinho e fácil de ser lido – entre uma mamadeira e outra né mamães? Adorei as ilustrações bem engraçadas e bonitas também, resumem bem cada capítulo. A narrativa da Rita é uma coisa deliciosa, ela é muito divertida, dá exemplos maravilhosos e nos transporta através do tempo para o dia do seu parto; para quando o bebê chorou desesperadamente e até para quando – pela primeira vez – ela teve de deixá-lo para trabalhar. Aí vemos de pertinho, as tristezas, emoções – enxurradas de emoções – lágrimas e sorrisos de que são feitos uma mãe.Rita Lisauskas é jornalista brasileira formada na PUC – SP e já trabalhou em importantes jornais como RedeTV!, SBT, Portal Terra, TV Record, TV Bandeirantes e TV Centro América (afiliada da Rede Globo). Atualmente, escreve para O Estado de São Paulo e para a revista Crescer, da editora Globo. Se lançou como escritora este ano ao publicar seu primeiro livro “Mãe Sem Manual” advindo de seu blog “Ser Mãe É Padecer na Internet”, que a blogueira aqui que vos escreve, leu e teve crises de reflexões que não passaram até agora, portanto: leiam!Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em Ponto

“Parece o filme “O Feitiço do Tempo” – e é. Você acorda todos os dias cheia de esperança, será que é hoje que finalmente vou conhecer meu filho? Nada acontece e o dia seguinte amanhece exatamente igual, com o bebê tranquilão da barriga, zero interesse em estrear nesse mundão de meu Deus.”
“A notícia da gravidez é algo avassalador. Junto com a felicidade e, muitas vezes, o susto, misturam-se outros sentimentos: o de incredulidade é o mais forte deles. Aquela sensação de eu-era-filha-até-ontem-e-agora-vou-ser-mãe-como-isso-é-possível é muito comum. Depois a voz da sua mãe na adolescência dizendo “quando você tiver filhos, vai me entender!”

Este post também faz parte do Projeto Ângulo Fotográfico Literário o qual participar os seguintes Blogs: Diz Aí Mariazinha , No Mundo da Lua, Lado Milla, Eu Randômica.

“The Beauty of Darkness” – Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação.
Resenha: O Canto Mais Escuro da Floresta – Holly Black| O encanto cruel das fadas
O Garoto do Sonho – Erick Mafra | SORTEIO LIVRO AUTOGRAFADO + Brindes exclusivos
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Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá?

14.05.17

Desde a clássica “Você Não É Todo Mundo” até “JUÍZO EIN?!” Confira as mais célebres frases ditas pelas mães dos leitores do Dezoito em Ponto. Algumas frases que a gente num guenta mais ouvir, e outras que a gente ama! Manda pra mamis, ein? Senão: “OLHA O CHINELO”

  • “Não esperava que você fosse ficar assim, preferia que não tivesse crescido”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Então mãe, como explicar? Eu tinha que crescer pra virar essa sereia linda que cê ama.


  • “Você não come nada! Vai cair dura aí. Saco vazio não para em pé!”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Cê não consegue entender como é isso é possível já que a coisa que você mais faz quando tá com ela é justamente, comer.


  • “Filha, juízo vale muito e não custa dinheiro!”

Mal sabia ela que eu ia ficar rica!!


  • Você não é todo mundo!”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Oxi mãe, mas de novo???


  • E JUIZÓ, TÁ?”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Qual o problema de vocês, mães, com a palavra “juízo”? É medo de a gente perder o dente do ciso é?”


  • “Só fica nesse celular O-D-I-A-I-N-T-E-R-O! Não sai desse celular, só fica lá, nos dedinhos”

My precious…


  • “Isso fica andando com esse celular na rua, fica, não vou comprar outro ein? Comprei só daquela vez, não sei o que eu tava na cabeça. Tomara que quebre. Vou fazer força pra ele quebrar”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Mais nossa, como que pode caber tanto ódio numa pessoa tão pequena? kkkk


  • Mande noticias! Olha lá com quem cê tá falando!
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

A gente tá sempre em perigo iminente! Até mesmo se estivesse no reino dos unicórnios.


  • ”Vê se tá tudo na bolsa” ”Se cuida, bom trabalho, te amo”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Não consigo nem comentar esse, apenas sentir <3


  • “Qual é o meu nome?? Não é ciclana?? Então você sabe que eu não sou mãe da fulana, sou SUA mãe”
"Qual é o meu nome?? Não é ciclana?? Então vc sabe que eu não sou mãe da fulana, sou SUA mãe"

CREIEMDEUSPAI CORRE


  • “O próximo bicho que você trouxer pra casa, vai você e ele pra rua”
"O próximo bicho que você trouxer pra casa, vai você e ele pra rua"

Mais mãe, essa capivarinha é diferente! E aquele lagarto da semana passada quase nem dá trabalho!


  • “Quando você for mãe, você vai entender”
"O próximo bicho que você trouxer pra casa, vai você e ele pra rua"

É, talvez nessa a senhora tenha razão…


  • “Eu tenho três tesouros vivos. Só tenho a agradecer a Deus.”
"O próximo bicho que você trouxer pra casa, vai você e ele pra rua"

Um minuto de silêncio pra a gente abraçar essa mãe!


  • “Anda, levanta, arruma essa bagunça. Tá pensando que mora num chiqueiro?”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Mas eu acabei de lavar o banheiro!


  • “Não faça nada que vá se arrepender depois”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Pior que esse conselho vale ouro!


  • “Leva uma blusa que tá frio lá fora!”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Tá não, mãe. Eu tô bem, olha o calor que tá fazendo…


  • “Puxou a mãe, né”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Aquele momento em que você fica sem jeito e feliz ao mesmo tempo, por “puxar” a pessoa que você mais ama no mundo!


  • “Queria poder te guardar num potinho, não queria que você crescesse e eu não pudesse mais te proteger de tudo. Queria que você tivesse ficado pequenininha.”
Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá? - Blog Dezoito em Ponto Homenagem ao Dias das Mães

Será que eu consegui resumir a fofura dessa mãe? Talvez. Não dá pra alcançar o amor delas <3


  • “Eu daria a minha vida por você”

Essa é da minha avó-mãe e eu acho que já disse pra ela tudo o que ela precisava saber no dia de hoje (e todos os outros dias). Eu te amo, minha vida!


Essa foi uma pequena homenagem do Blog Dezoito em Ponto à todas as mães. Feliz Dia das Mães! E filhos… Não esquece de compartilhar com os amigos e com mamis ein? E com a tia, prima, irmã, quem tiver filhinhos… Ah e as mães de bichinhos também,  porquê não? Certeza que mães e filhos vão se identificar com a nossa lista!Esse post faz parte da tag 18 Coisas do Blog.

 

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Em voga

Os Meus 13 Porquês| Podem acreditar numa garota viva?

10.04.17

Os Meus 13 Porquês (13 Reasons Why)| Podem acreditar numa garota viva? Confissão sobre bullying ensino médio e inferno.Com o lançamento da série 13 Reasons Why (Os 13 Porquês), assuntos como bullying e o inferno do ensino médio surgiram em todo canto – discussões na Globo, nas escolas e nas redes sociais. Mas tenho certeza, que mesmo com toda essa reflexão, ainda tem gente que não vê – mesmo porquê: “Quem acreditaria em uma garota morta?”… Bom, vocês podem acreditar numa garota viva? Espero que a resposta seja sim. Eis portanto, os meus 13 Porquês:

Olá para você que está lendo. Quem fala aqui, é Samira Oliveira, ao vivo; em imagens e em códigos de informática.  Sem promessas de retorno. Sem bis. E desta vez, sem atender aos pedidos da platéia. Espero que vocês estejam prontos, porque vou contar aqui a história da minha vida. Mais especificamente o inferno que ela foi. E, se você estiver lendo isso, você é um dos motivos.

Fita 1, Lado A

Tudo tem um começo, certo? Mas onde exatamente foi o meu? Acredito eu, que foi antes do primeiro dia de aula, lá no “infantil 3”, ou seja, quando você tem 6 anos. Sim, meu começo não foi no ensino médio – foi bem antes. E talvez por isso e tenha aguentado até o fim, corajosamente. Talvez vocês pensem que muitos porquês são inúteis, talvez você não se julgue digno de estar nessas páginas. Mas acredite, tudo há um porquê. Coleguinhas crianças, que mesmo tão pequenos sabiam ser maldosos, se aproximem, a número 1 vai especialmente para vocês. 

Já pensaram que talvez eu não tivesse nenhum amigo antes de chegar até vocês? Já pensaram que eu só quisesse alguém para conversar? E quando eu finalmente achei alguém, essa pessoa se foi. Já pensaram, meninas, como vocês foram ridículas brincando de “ter bebês” e como eu achei aquilo um tanto apavorante e nojento? Vocês não me queriam como amiga, e eu não entendia porquê – só pelo motivo de eu não gostar de suas brincadeiras sem sentido? “Amigos” crianças, realmente tinha algum problema eu ter demorado para decorar o alfabeto? Vocês sabiam que eu não estava na escola desde os 2 anos? Que não era minha obrigação saber de tudo? Não, vocês não sabiam. Amigas, sabiam que eu não tinha uma dúzia de Pollys para brincar? Que eu não queria que soubessem detalhes sobre a minha vida que eu mal sabia. Eu não queria ter de saber tão cedo a inexistência do Papai Noel. É ai que as coisas começaram.

Fita 1, Lado B

Quando você tem uns 7 anos, o menino que joga futebol e que parece gentil, é uma paixonite bem provável. Principalmente se você é a excluída, principalmente se você é invisível. E o que você fez com isso? Aproveitou a minha inexistência, ou melhor a minha existência para ser humilhada. Era interessante né? Ouvir os xingamentos; “baleia”, “grávida”, “gorda estúpida” e tantos por ai. Diariamente. Até mesmo da minha melhor amiga. Eu fui apaixonada por você, por muito tempo. Eu escrevi cartas que você mostrou a todos, eu mostrei quem eu era e você não pensou duas vezes antes de mostrar para o mundo. E naturalmente, me humilhar mais um pouco – afinal, qual seria o problema? Eu já era o saco de pancadas de mais de 50 alunos, mesmo! Sorte a sua, querido amigo, eu te superei. Bem rápido para alguém intensa. E não te culpo tanto, quem poderia amar a gorda da turma?

Fita 2, Lado A

Eu tinha começado a escrever em ordem cronológica. Mas convivi tantos anos com vocês, foram tantos episódios insuportáveis. Tantas mágoas de todos vocês. Que seriamente, eu já havia pensado várias vezes em acabar com tudo. Depois de tantos anos, você acaba finalmente esquecendo de várias coisas, mas infelizmente ou não, você não se esquece de tudo. Principalmente da dor. Lembra você, colega, quando me acusou de roubar uma figurinha do seu álbum? Lembra, amiga, quando você me incentivou a “pegar emprestado” o que não era meu? Vocês duas talvez não se lembrem, mas eu lembro. Lembro de como, colega,  você chamou sua irmã mais velha e as amigas dela, para fazerem com que eu falasse, algo que eu não entendia, algo que eu não tinha feito consciente. Bom, eu fiquei com medo, sabia? Elas eram enormes, mais velhas e muito altas. E eu era apenas a gorda, eu sabia que aquele dia eu voltaria diferente para casa. E então me escondi no banheiro e chorei.

Fita 2, Lado B

Quem será o próximo? Mesmo sem citar nenhum nome – já faz muito tempo – eu consigo ler e lembrar vividamente de cada dia, cada acontecimento, cada sofrimento. Mas talvez, ou melhor, com certeza, você não se lembre. Meu melhor amigo, essa é para você. Você que foi um refúgio e foi meu único amigo por tanto tempo; eu estive com você sempre que precisou, sempre que não quis aceitar quem você era – quando você não descobria quem você era e quem amava. Mas sabia? Depois de tantos anos, eu passei a te amar. E o que você fez? Ficou com a minha amiga, que diziam, era parecida comigo. Eu fui má com ela, eu fui má comigo. Eu não podia suportar essa traição criada na minha cabeça – afinal, você não sabia, mas não gostava de meninas. No entanto, eu estive com você e com nosso outro amigo. Sei que você sofreu, sei que ele foi obrigado a mudar de escola, ele não aguentava mais os outros, não aguentava o inferno da nossa escola. Sorte a dele, eu deveria ter me mudado junto.

Fita 3, Lado A

Espere, vai ficar bom. Talvez você esteja achando um pouco entendiante. Na verdade eu ainda estou na infância e na quase pré adolescência. Mas se prepare, você vai chegar à sua fita. E quanto mais para o final você estiver, pior para você. Mais recente, mais cruel e mais culpa você vai ter que carregar. Agora, veremos a justiça que a escola fez. Nenhuma. Por tantos anos, nenhuma. Eu não culpo os profissionais meus amigos,  na verdade, no ensino médio, o problema era quase irrefreável para eles. Será que eles poderiam ter feito alguma coisa? Eles que receberam jovens formados, jovens que quando criança não foram impedidos. Jovens que sempre se julgaram os donos do mundo. Os professores receberam eles já prontos, não tinham mais o que fazer. Mas você teve, você, dono dessa fita teve. E você só percebeu isso depois que um aluno sofreu bullying por ter o mesmo nome que um esquizofrênico da novela. Sério? Eu lhe pergunto: sério mesmo? Jura que você nunca achou que era errado os xingamentos e as agressões que eu sofria? Nunca julgou errado quando um menino da sala tentou me enforcar? Sério mesmo? Sério que você só notou que bullying existe depois desse episódio com o menino do nome? Bom, “no seu tempo” não existia bullying né? Então porquê mudou seu discurso? Porquê passou a “conscientizar” os alunos sobre isso? Bom, eu tenho uma notícia para você: não adiantou nada.

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Análise crítica do filme “A Chegada” sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf

08.04.17

Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-WhorfEssa análise crítica de “A Chegada” vai ser um pouco diferente, será feita sob uma ótica linguística, seguindo a teoria de Sapir-Whorf – assim como a personagem principal, uma linguista – e jogar uma luz nos acontecimentos – que para alguns deve ter ficado um tanto nebulosos. Para isso vou me basear na discussão do filme feita pelos professores da USP Ana Müller e Paulo Chagas. Como vocês bem sabem, eu faço letras na FFLCH, mais precisamente Letras – Linguística e estou cada dia mais apaixonada pela minha habilitação – para saber mais sobre o que eu estou falando, acesse esse post.

Primeiro ponto que já deve ser deixado claro; os heptápodes querem nos dar um presente, a sua própria língua, para nos ajudar – e até certo ponto não sabemos como uma língua pode ser útil para nossa terrível humanidade – e com a a mensagem de que no futuro nós deveremos ajudá-los em troca. No ponto em que eles chegam à Terra, a raça humana está dividida (será que vai ser esse ano?) e começa mais ainda a se dividir e a ensaiar uma guerra – e é ai que o Heptápodes nos salvam, nos unindo por meio de sua linguagem.

O filme possui uma estrutura circular, começando onde termina, assim como o “registro escrito” da linguagem dos heptápodes. A escrita circular deles nos remete muito à essa ideia de ciclo, de looping eterno, tanto é que, para ler o que o simbolo transmite, não faz diferença começar de um lado ou de outro, de cima ou de baixo; em qualquer lugar que você entrar para começar a ler, é possível entender.

Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf 1Outros pontos devem ser levados em consideração para reconhecer a importância desse filme e sua indicação ao Oscar de 2017. Denis Villeneuve (O Homem Duplicado) é o diretor da obra, o que por si só já trataria de deixar o filme um espetáculo. “The Arrival” é baseado em um conto do escritor Ted Chiang chamado História da Sua Vida que constrói uma excelente ficção científica que nos prende na emoção por querer saber mais (se eu gostei é bom hahaha, brincadeira, é que eu passo bem longe de ficção cientifica). Outro ponto bem legal são as combinações das cenas, quando a câmera começa a filmar a casa de Louise executa o mesmo movimento feito, ao filmar a abertura da nave dos heptápodes – nos fazendo pouco a pouco colher pistas sobre o porvir. Também é interessante a questão das cores, no começo, com uma atmosfera triste, o filme está todo em tons azuis e acinzentados, nos passando que aquelas cenas são de tensão e tristeza, e que vão mudando conforme o único elemento feliz da vida de Louise vai sendo apresentado: sua filha. Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf 2

  • Começo dos spoilers

Um ponto bastante delicado do filme, é a questão das perdas e de como o ser humano lida com elas. É interessante notar que as cenas do inicio do filme, são na verdade, vislumbres do futuro, que Louise Banks (Amy Adams) estava vendo – de modo que ele mostra o que ela terá no futuro enquanto o filme está no presente, reforçando mais ainda essa ideia de circularidade. A ideia que está por trás é tão forte que faz com que a linguista aceite seu futuro mesmo sabendo que ele terá muitas dores; ela o aceita mesmo sabendo das perdas e das quedas, pela simples beleza da nossa vida: a de viver os momentos.

Ela aceita o futuro com tudo o que há nele, pois não faz muita diferença entre saber ou não saber, o futuro está lá, ele já existe, ele talvez seja inevitável, e você pode apenas aproveitar os momentos dele ao máximo. Louise transpõe a nossa concepção linear de tempo ao aprender a língua dos heptápodes e passar a ter uma visão circular do tempo.
Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf gifTodo o filme está ancorado à teoria Sapir-Worf, de determinismo da língua, defendendo a ideia de que cada povo tem sua alma refletida em sua língua, e portanto o aprendizado de uma nova língua inclui o aluno nessa sociedade e nessa forma de pensamento, de modo que ele passa a pensar de um jeito diferente. E isso é uma ideia que eu julgo plausível porém não absoluta, e que foi melhor explicada pelo professor Paulo. Aplicando essa teoria ao significante, é importante notar que, quando nascemos, o nosso ouvido está extremamente sensível a diferença dos sons, de modo que tanto faz para um recém nascido, aprender finlandês (uma das línguas mais transparentes) quanto inglês (uma língua opaca). Assim, aplicando Sapir-Worf ao significado, podemos observar que, em cada língua há por exemplo, um modo novo de classificar as cores; em algumas línguas podem existir determinada cor que não exista em outras. Isso também ocorre no grau de parentesco, por exemplo, em turco, “tia” pode ser “hala”= tia paterna, “teyze”=tia materna, “yenge”=esposa do tio e cunhada do irmão de seu esposo. Isso nos mostra como cada povo tem um jeito próprio de encarar o mundo a partir de sua língua; utilizando novamente o turco é interessante notar a inexistência de distinções entre feminino e masculino para pronomes de sujeitos, de modo que – essa é uma tese minha – reflete na língua a sua “cultura” patriarcal e machista (infelizmente até hoje). Mas se você não sabe nada de turco, não precisa de preocupar, não precisamos ir tão longe; basta notar no inglês verbos específicos de movimentos, como por exemplo “stride”= andar a passos largos, que não há no português; de modo que eles criaram um verbo para a ação, diferente de nós, que colocamos o adjunto adnominal para este fim.

Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf 3Quanto à metodologia de pesquisar e softwares por Louise usados, eu ainda não tenho muito conhecimento – apenas sei do PRAAT. Mas a professora Ana explicou que o mapeamento de uma nova língua é exatamente como descrito no filme – só que muito mais vagaroso – o processo é o de um levantamento de um vocabulário básico que seja praticamente imutável e bem essencial (boca, mãe, pai, nome próprio). E depois que compreendido esse vocabulário é necessário juntá-lo a uma ação – no filme, Louise pega o nome “Ian” e atrela ao verbo “andar”: “Ian anda”, o que é compreendido pelo heptápode ao imitar a ação de Ian. Depois é necessário apresentar os tempos verbais, o que no caso do heptápodes é um conceito muito mais sofisticado do que o nosso.

Algumas outras dicas servem para irem nos dando pistas sobre o que há por trás de tudo, entre eles, o nome de “Hannah” que é um palíndromo e pode ser lido tanto de trás para frente como de frente para trás, assim como a concepção de mundo e de tempo adquirida por Louise.Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf gif 1Quanto ao final do filme e à cena envolvendo o general chinês Shang, é possível deduzir que os chineses receberam a mesma mensagem sobre “oferecer arma” e por isso inclusive, resolveram iniciar uma guerra. O fato de o general ter dado seu número pessoal no dia do lançamento do livro de Louise no futuro, pode ser explicada de formas bem enroladas: ou quando Louise estava falando com Shang ela pediu para que no futuro ele desse essa informação a ela, que foi portanto resgatada novamente no “presente” apresentado no filme. Ou Shang também consegue viajar psicologicamente no tempo, mas ai fica a pergunta: Se ele sabia o futuro e viu que a guerra não iria acontecer, porque ele a iniciou? É aqui que entra a frase dita por Louise no final: “Se você soubesse sua vida inteira, você a viveria do mesmo jeito ou a mudaria?” De modo que todos, mesmo sabendo seu final, resolveram optar pelo caminho que haveria de ser perseguido – Louise e o abandono do marido atrelado à morte da filha; do mesmo modo que Costello viveu a morte do Abbott mesmo sabendo que ele morreria, ou melhor dizendo “estaria em processo de morte”. Ou Sheng estava enfurecido com a oferta de arma dos heptápodes e resolveu mesmo assim tentar uma guerra contra eles – mesmo sabendo que seria detido. Também pode ser que no futuro, depois que Louise escreveu seu livro sobre a linguagem dos heptápodes, Sheng a tenha aprendido também, e resolveu dar a informação necessária para a resolução do conflito. Outra teoria é de que Sheng já sabia o futuro (havia aprendido com os aliens) mas sua mulher ainda estava viva, portanto quando Louise chegou e disse as últimas palavras de sua esposa a partir do que ele tinha lhe contado no futuro, ele já sabia que sua mulher iria morrer e que iria dizer aquelas preciosas palavras: “Guerra não gera vencedores, somente viúvas”. Na verdade, essa cena e seus afluentes me lembraram muito de “Efeito Borboleta”(2004) e na correspondência entre os atos do futuro e do presente, e que alterando um acaba por alterar outro, só que de uma forma mais profunda. É como se Louise não somente visse seu futuro, mas como se ela o revivesse – e talvez por isso ela, e todos os posteriores “falantes” de heptapodês não hesitem em escolher seguir o caminho do futuro, pela ânsia em realmente viver o momento inteiro no que antes só era possível experimentar por flashes incompletos.

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Literatura

Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição

03.04.17

Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

Livro: A Guerra Que Salvou A Minha Vida
Série: DarkLove
Autor(a): Kimberly Brubaker Bradley
Editora: DarkSide
Genero: romance
Páginas: 240
Classificacao:
Sinopse: Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.
Kimberly Brubaker Bradley consegue ir muito além do que se convencionou chamar “história de superação”. Seu livro é um registro emocional e historicamente preciso sobre a Segunda Guerra Mundial. E de como os grandes conflitos armados afetam a vida de milhões de inocentes, mesmo longe dos campos de batalha. No caso da pequena Ada, a guerra começou dentro de casa.

A Guerra Que Salvou A Minha Vida é um lançamento da DarkSide Books (DarkLove), que promete te emocionar do inicio ao fim. A história foi escrita por Kimberly Brubaker Bradley, sua obra foi vencedora do Newbery Honor Book, do Schneider Family Book Award e o Josette Frank Award, além de ter sido eleito entre os melhores livros de 2015 pelo Wall Street Journal, pela revista Publishers Weekly,  New York Public Library e pela Chicago Public Librardy. A Guerra Que Salvou a Minha Vida também foi primeiro lugar na lista do New York Times e adotado em diversas escolas nos Estados Unidos.Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em PontoPrimeira coisa que você precisa saber: você vai se emocionar, e muito. Mas não é uma emoção depressiva como em “O Diário de Anne Frank”, está mais para uma emoção como de quando você pula num montinho de folhas secas, mas inevitavelmente torce o pé. Bem, logo você vai entender porquê…

A história se passa na Inglaterra, no início da Segunda Guerra Mundial, quando Hitler ameaça bombardear o país. Lá fora, uma Guerra se desenrolava, mas dentro da casa de Ada, ela já havia começado há muitos anos. Ada não tem muita certeza sobre sua idade, estimasse que ela tenha 10 anos, e seu irmão Jamie 6 anos. Nada parece comum, tudo parece fora do lugar, tal qual a guerra. Numa primeira cena vemos Ada sentada á janela cumprimentando um vizinho e logo é violentamente empurrada e espancada pela Mãe – que permanece sem nome do início ao fim. Ada tem um probleminha que é extremamente repugnante para a mãe, ela tem o pé direito torto. Por esse motivo, desde que nasceu, a Mãe nunca a deixou sair de casa e além disso, ela ainda a maltrata física e psicologicamente, deixando muitas vezes de dar o mínimo de comida á menina. Além disso, como se não bastasse tudo isso, ela ainda é responsável por cuidar do irmão pequeno desde que ele nasceu e cuidar do apartamento em que vivem – isso tudo, rastejando com os cotovelos e joelhos, pois Ada não consegue andar e nunca nem mesmo ficou de pé.Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em PontoCom a ameaça de bombardeio á Londres, as crianças serão realocadas para o interior onde passarão um tempo com outras famílias até as bombas passarem. A Mãe já confirmou a ida de Jamie para a segurança, mas Ada não, ela não pode ficar segura, ela é uma vergonha para a mãe, “retardada”, “lixo”, “imprestável” e “nojenta” e por isso Ada deve ficar para aguentar as bombas – e se por sorte ela sobreviver, bom, será apenas uma questão de sorte mesmo.

“Você não passa de uma desgraça! ” Ela gritava. “ Um monstro, com esse pé horrível! ” Acha que eu quero que o mundo todo vendo a minha vergonha? ”

A Mãe demostra ser o pior tipo de ser humano, o mais desprezível e o horrendo, e não, não há uma explicação plausível para sua falta de coração. Apesar de todo esse ódio para com Ada, a filha continua a ter um amor pela Mãe, ela quer andar para que a Mãe veja que ela não é imprestável, que ajudá-la no mercado, quer apenas andar na rua e conversar com os vizinhos. E isso talvez seja a parte que mais me tocou, apesar do abandono e da violência ela continua a amar a Mãe. Mas quando ela percebe que será separada de seu irmãozinho, ela resolve reunir suas forças e seu recém poder de andar – para orgulhar a Mãe, inicialmente – e mesmo com toda a dor foge com o irmão para o trem que os levará a uma nova vida. Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em PontoO mais lindo desse livro é a delicadeza em ver coisas através da ótica de Ada, coisas que para nós são insignificantes – ela fica espantada quando vê grama ou árvores, pois ela nunca havia saído de dentro do apartamento. Ela acha incrível as folhas mudarem de cor no outono, e desconhece totalmente palavras como “lençol” e “banheira”, aliás, as crianças quase nunca tomavam banho, a Mãe simplesmente não se importava com isso. Acho que a beleza da obra também se encontra em uma importante lição de recomeço, acho que esse é o grande tema do livro, que está por trás de tudo. Ada recomeça sua vida com a guerra e aprendendo a andar, Jamie recomeça conhecendo o amor que ele não conhecia, Susan recomeça mesmo no inverno quando a dor da perda era mais sentida – e assim, outros personagens importantes terão decisivos recomeços e lições para nos passar. Mais que isso, A Guerra Que Salvou A Minha Vida, quer nos fazer olhar o outro, olhar o novo, e olhar para dentro de nós mesmos. Refletir nossa bondade e a forma como tratamos o outro, nossas relações e nossas emoções. Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

“Ele achou que eu estava mentindo, ou, na melhor das hipóteses, exagerando. Agora voltava a encarar o meu pé ruim. Senti uma onda de calor subir pelo meu pescoço. Pensei no que a Susan faria. Espichei o corpo, cravei os olhos no homem e disse, empertigada: ”Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro”.

Quando eles chegam no interior, são colocados enfileirados para que as famílias que vão abrigá-los escolha a criança que queria levar. Nesse momento eu quase tive um ataque de choro, eles estavam magricelos, desnutridos e anêmicos, além de extremamente sujos, quem os iria querer? Mas então há uma esperança quando Lady Thorton, membra do Serviço Voluntário Feminino leva as crianças até Susan Smith que os acolhe, mesmo nunca tendo cuidado de crianças, que diz se “má”, mas que os dá comida e banho, que luta para que eles vivam enquanto precisa ela mesma lutar contra as tristezas de seu passado e com a morte de Becky (que está explícito nas entrelinhas que foi esposa de Susan). Amo a relação de Ada com Susan, o carinho que a moça tem pela menina e como ela parece as vezes não perceber; é fato que Ada não conhece muito sobre sentimentos e sobre amor – nunca os recebeu da Mãe – mas é triste perceber como a sua vida moldou sua personalidade. Ada se mostra muitas vezes indigna de várias coisas, se julga “uma porcaria”, acha que todos estão rindo dela, que ninguém quer alguém defeituosa como ela – cicatrizes fundas causadas pela Mãe, que talvez tenham cura, talvez não se fechem nunca.Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em PontoLi essa obra em 2h enquanto viajava de São Paulo até Piracicaba, tamanha a força com que me envolveu – é que normalmente eu durmo no caminho e dessa vez não consegui desviar os olhos da leitura por nem um segundo! A narração é toda feita por Ada e isso é muito bom, pois temos acesso á seus pensamentos e sua visão de mundo. Achei incrível poder ao menos sonhar, que em cada guerra tenha uma história de amor e de recomeço, se escrevendo. Lindo, emocionante e muito profundo, uma leitura fluída – como eu imaginava – e muito bonita.

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