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O Segredo do Ruivo Perfeito – HENNA + Entrevista com Iara Henna

24.07.17

Quer saber o segredo para o ruivo dos sonhos? Aquele ruivo Marina Ruy Barbosa, de um jeito natural, sem química e que ainda recupera os fios danificados? Parece sonho mas é real: Henna! Vem que eu te conto o segredo pro ruivo natural mais lindo do mundo!

Se você ainda é nova na saga ruiva, te aconselho a dar uma lida primeiro nesse post, em que expliquei um pouco sobre a transição dos fios virgens para a tintura e neste em que indiquei um tonalizante maravilhoso para as ruivinhas. A primeira coisa que você precisa ter para começar a usar a henna é: certeza. Certeza de que quer realmente ser ruiva – pro resto do vida – ou pelo menos, por um bom tempo. Isso porquê a henna não desbota (esse é um dos motivos do meu eterno amor por ela) e se você jogar uma tinta por cima vai manchar todo o seu cabelo. Então antes de tudo, faça essa escolha, pois depois dela, para sair do ruivo você vai precisar esperar o cabelo crescer e ir cortando – ou tentar alguma das receitas que sugerem no grupo de Henna do Facebook. Nesse post vou contar minha experiência e sanar algumas duvidas com a expert das hennas: Iara – a maravilhosa que vende a melhor henna do mundo! Mas também te aconselho ler esse post da Aninha, o manual da henna.

Primeira coisa, a henna pega em cabelos virgens e escuros mas não aparece e nem faz diferença na cor – a não ser que ele seja bem claro – então o primeiro passo é pintar o cabelo (no meu caso a raiz) que está virgem. Para quem já é ruiva com tinta não precisa dessa parte, apenas espere o ruivo desbotar bastante e depois aplique a henna (foi assim que fiz na primeira hennada). Para deixar a raiz clara usamos uma tinta loira; recentemente recebi o Loiro Acinzentado da Magic Color e resolvi testar, gostei bastante da tinta – não tem um cheiro muito forte e a cor fixou muito bem.

Segunda coisa, a henna vem em pó e precisa ser preparada, para isso existe várias receitas (variações na quantidade de água versus quantidade de pó da henna) e outros componentes que podem ser utilizados ou substituídos (ex: há quem goste de misturar vinagre ou limão para liberar mais pigmentos e há quem goste de usar alguns temperos como colorau para intensificar um tom, no caso, um tom mais alaranjado) mas uma coisa é certa: água morna (enquanto seu dedo conseguir ficar dentro da chaleira – depois de tirar a chaleira do fogo, claro) + henna. Para misturar os dois você deve utilizar uma colher de pau ou plástico –  nunca metal – eu uso o próprio pincel para a tinta. A misturinha a princípio, tem uma cor verde, mas conforme ela vai liberando pigmento vai ficando mais amarronzada. Essa mistura deve ficar descansando por um tempo, e, enquanto isso você deve ficar de olho para ver quanto de pigmento ela liberou – pegue um pouco da henna e coloque um pingo na palma da mão, deixe por alguns segundos e depois retire – deve ficar uma manchinha de um laranja marca texto, assim que a henna estiver pronta – se a mancha ficou fraquinha, a henna precisa descansar mais. É importante não deixar a henna sob luz artificial, lembre sempre de colocar um pano por cima para que ela fique no escuro. Para deixar um laranja um tiquinho mais avermelhado eu uso outra plantinha que a Iara vende, o Red Kamala, e estou amando! Ele deve ser acrescido à mistura após ela já ter liberado pigmento e o resultado é divino! ♥ Nos primeiros dias após hennar, a cor é de um laranja bem gritante, mas aos poucos ele vai oxidando e ficando uma cor menos radioativa e mais natureba ;)


Primeira foto: Henna já preparada, descansada e pronta para passar nos cabelos – e adicionando Red Kamala. Segunda foto: Passando a tinta da Magic Color no cabelo e na sobrancelha.

A henna não desbota devido a lawsona, a molécula que pinta os cabelos. Isso acontece pois a molécula de lawsona se liga à queratina do cabelo (que envolve o núcleo do fio) e resulta em uma cor única para cada pessoa. Depois de lavar os cabelos apenas com shampoo, você aplica a henna. Eu faço assim: pinto a raiz de loiro e quando vou retirar a tinta já entro no chuveiro, depois aplico a henna e me enxugo, após descansar com a henna no cabelo, tomo outro banho. É muito importante usar luvas quando for aplicar a henna – isso porque ela vai tingir de laranja até sua alma – e depois de aplicada usar uma touca – ou um saco plástico de mercado, pois se ela estiver bem liquida ela vai escorrer bastante. Te aconselho a não usar roupas durante todo esse processo pois corre o risco de manchar. Depois de tirar a henna você vai sentir o cabelo meio duro e áspero, isso porquê ele está reconstruído, já que a henna se incorporou ao fio, repondo massa e deixando-o mais grosso. Por isso é essencial que você use uma máscara hidratante e vá as poucos penteando e tirando os nós que estiverem no caminho. Não se assuste com a bagunça que ficará no box – a água laranja vai sair, tenha fé, e seu cabelo tá ruivo e perfeito, tenha fé again.

 

Primeira foto: depois de pintar a raiz com tinta da Magic Color. Segunda foto: henna descansando na cabeça e na sobrancelha.



Agora tenho certeza que você tem mais dúvidas ainda, por isso preparei uma entrevista com a Iara Henna a respeito das dúvidas mais crúeis sobre a henna :)

Samira: Qual a sua história com a henna?

Iara Henna: Conheci a henna através de um companheiro muito querido que vendia desde os idos da década de 80 lá no Rio, em Ipanema. Quando ele faleceu as clientes enlouqueceram. Muitas eram alérgicas. Fui “intimada” a continuar a vender. Eu não conhecia muito sobre a henna e tive que estudar muito em sites estrangeiros e livros indianos. Google academics também foi uma ferramenta valiosa. Só havia um fornecedor no rio. Então entrei em contato com quase uma centena de fornecedores do mundo inteiro. Experimentei henna de pelo menos uma dezena deles. E descobri que o que chegava aqui era henna da pior qualidade. Atualmente tenho dois fornecedores indianos de partes geográficas bem diferentes da Índia para poder trazer sempre a melhor henna para o Brasil.

 

S: Conte-nos um pouco sobre a planta henna, como é o processo desde o plantio até o pózinho que conhecemos?

I: A Henna só crescerá bem onde as temperaturas mínimas permaneçam acima de 11 graus Celsius. Esta planta tolera o calor extremo e longos períodos de secas. Ela cresce selvagem perto dos oásis dos desertos!! Não precisa de solos ricos nem de muita água. A colheita não é muito fácil visto que primeiro se colhe as folhas mais novas e só depois todo o resto. Essas folhas e poucos galhinhos passam por uma limpeza e vão para uma primeira moagem. A minha henna passa por três moagens até fica finíssima. Chamam de triple-sifted. Depois é acondicionada em embalagens plástica e, esta, é colocada em uma segunda embalagem laminada para impedir que incida qualquer tipo de luz no pó.

 

S: O que pode ser misturado à receita da henna e quais as consequências de cada componente?

I: A agua morna é excelente e prática. Mas se vc tiver tempo use limão e deixe a henna descansando 24 horas (esse tempo vai depender da temperatura ambiente). Libera mais moléculas de pigmento por ser um processo mais lento do que através do calor. Se misturar colorau ou páprica o tom vai ficar mais avermelhado. Se misturar açafrão, mais laranjinha. Mas tenha em mente que esses temperos saem nas primeiras lavagens.

 

S: A henna pode ser deixada sob o sol? E sob luz artificial?

I: O pó de henna pode sim. Mas deve-se sempre deixar o pó que não for usado na embalagem original. Mas a henna já preparada não aconselho porque a parte que tiver mais contato com o calor do sol vai liberar o pigmento mais rápido. O ideal é sempre colocar para descansar em local escuro porque o calor ou o ácido agirá uniformemente sobre toda a mistura.

 

S: Por que não se deve usar colher de metal para mexer a henna?

I: A henna é uma planta cheia de idiossincrasias. E essa é uma delas. Na Índia dizem que o metal pode enrijecer a parede celular impedindo de haver a liberação do pigmento. Conheço meninas que usam um mixer para misturar a henna. Elas dizem não sentir diferença. Mas como na Índia eles já fazem sem usar metal há mais de 3.000 anos… prefiro seguir o conselho deles.

 

S: Além do ruivo existem outras cores de henna ou outras plantas que deixem o cabelos de outra cor e sem desbotar?

I: Não existe outras cores de henna. O pigmento da henna é laranja. Mas outras plantas podem ser adicionadas à henna. Se não quiser o ruivo acobreado e sim mais puxado pro chocolate misture Amla na sua receita. Ela corta o cobre da henna. Se quiser castanho, misture outra plantinha chamada Índigo e crie vários tons de castanho. Mas se preferir um preto intenso, azulado, use o Índigo puro logo após hennar os cabelos. Mas se gostar do ruivo mas quiser um tom puxado para o vinho misture Red Kamala. Se quiser super vinho, beterraba, use Red Kamala puro. Mas atenção: apenas a henna não desbota. As outras plantas irão desbotar com as lavagens.

 

S: O que é BAQ e qual sua importância na henna?

I: BAQ – Body Art Quality. Henna BAQ é o melhor 10% de henna e é reservado principalmente para a arte corporal, o Mehendi. 100% pó de folhas secas e jovens de Lawsonia Inermis. Henna para Mehendi deve ter um maior teor de corante e o mais fino peneirar, para que os artistas possam fazer padrões finos com tatuagens de longa duração. E deve ser cultivada também em solo extremamente limpo. Por tudo isto é a melhor henna para usarmos nos cabelos. Plantações de henna variam através das regiões de cultivo e variam de época para época. Alguns anos têm excelentes colheitas de henna, e alguns anos têm más colheitas de henna (por isso tenho fornecedores de partes diferentes da Índia).

 

S: Quais os poderes medicinais da henna? E de outras plantas que colorem os cabelos?

I: Não vou entrar em detalhes porque tanto a henna como as outras plantas citadas aqui são usadas como medicamento na Ayurveda – Medicina Indiana e por isso só podem ser usadas para este fim se forem receitadas por um médico (uso interno).

 

S: Quando usamos a henna no cabelo desfrutamos desses poderes medicinais?

I: Ah sim!!! Mas para uso externo capilar quase todas, exceto o Índigo e o Red Kamala, tratam várias afecções do couro cabeludo como seborreia, alopecia, escabiose, pediculose, entre outras.

 

S: A henna funciona em cabelos que já sejam ruivos naturais? E em grisalhos?

I: Em ruivos naturais pode escurecer um ou dois tons. Mas vai depender principalmente do tempo que a henna fica em contato com os cabelos. Em grisalhos funciona bem mas a partir da segunda aplicação que pode ser feita no mesmo dia. Como os grisalhos não tem mais a melanina é a própria henna que vai se ajudar.

 

S: Como fazer um banho de brilho? Tonalizantes como o Garota Veneno pegam nos cabelos com henna?

I: Em geral as meninas usam a henna congelada com bastante creme. Isso mesmo! O que sobrar da sua mistura vc congela e pode usar até 6 meses depois. Quanto ao tonalizantes claro que pegam e tem muitas meninas que usam. A henna é compatível com qualquer tipo de produto químico.

Para comprar a Henna Iara (essa que eu uso) clique aqui e para comprar o Red Kamala (tom mais avermelhado com a henna) clique aqui. E para saber mais sobre o mundo das hennas acesse o Blog da Iara Henna

Cuidados Com os Pés – Esfoliante e Hidratante da Niraj Indian
Carta de Hogwarts DIY – Como Envelhecer Papel
Finalmente uma heroína para nos representar: Mulher Maravilha
Literatura

Entrevista com Ray Tavares escritora de “Os 12 Signos de Valentina”

14.07.17
Entrevista com Ray Tavares escritora de "Os 12 Signos de Valentina"

Entrevistinha fofa com a autora mais diva do universo: Ray Tavares; a autora de “Os 12 Signos de Valentina” editado pela Galera Record. Uma moça idealista, agradável, indecisa – como toda boa pessoa que tem algo de gêmeos no mapa astral; amante de leitura e escrita (será que ela me aceita como melhor amiga?), ruiva (olha ai, mais 1 ponto pra essa amizade) e considera os signos de água os melhores para namorar (bem…Eu sou de escorpião tá? Tô aceitando amizades hehe).

Samira Oliveira: Conte-nos um pouco sobre você, quem é Raissa Tavares?

Ray Tavares: essa pergunta é engraçada, e eu sempre dou uma resposta diferente toda vez que me perguntam, porque eu sou diferente dependendo do dia, da hora, do momento… se você tivesse me perguntado isso ontem, eu te diria que sou empreendedora, responsável, hoje, posso te dizer que sou um pouco preguiçosa. Mas, no geral, tem três características minhas que nunca mudaram ao longo da vida: sou criativa, idealista e impulsiva. Todas as minhas ações se baseiam nesse tripé! De maneira mais didática, meu nome é Raissa Carolina Tavares Jacobucci, tenho 24 anos, sou formada em Gestão de Políticas Públicas pela USP, sou ariana com ascendência em gêmeos e lua em áries, trabalho com consultoria e auditoria de impostos e escrevo desde os meus 13 aninhos de idade.

S: Vi que você já viajou bastante, isso te ajuda a ter novas ideias para os livros?

R: Sim! Eu amo viajar, se eu tivesse grana, eu só faria isso. Quem precisa de carro, roupa, mansão, champanhe e mordomo quando a gente pode ficar hospedado numa cabana no meio do deserto de Marrocos e viver uma experiência única!? As minhas viagens me inspiram, mas, mais do que isso, me dão bagagem para criar personagens plurais, diferentes, de culturas diferentes, histórias diferentes.

S: Onde você aprendeu tanto sobre astrologia? Tiveram alguns livros e sites decisivos para esse aprendizado?

R: Minha mãe ama astrologia, então o conhecimento básico e a paixão pelo tema passou de mãe para filha. Mas eu me aprofundei bastante através de livros e portais sobre o assunto. Tem MUITO conteúdo maravilhoso e gratuito na internet sobre astrologia – quem se interessa, não pode perder tempo!

 

S: Há quantos anos você escreve e como começou seu amor pela escrita?

R: Eu escrevi a minha primeira fanfic aos 13 anos, mas acho que o amor pela escrita partiu do meu amor pela leitura, e esse é muito antigo. Eu lembro de ainda não saber ler e pedir para a minha mãe e para as minhas tias lerem os Gibis da Turma da Mônica para mim – eu NEM SABIA ler e já amava a leitura! A minha avó contava muitas histórias para mim também, e eu sempre gostei do sentimento de poder entrar em outros mundos e histórias só com o poder da mente. Acho que a escrita foi uma evolução natural disso.

S: Como funciona seu processo criativo?

R: Eu não tenho um “processo”. Tem dias que eu sento na frente do pc e escrevo 20 páginas sem parar. Tem dias que eu não consigo nem escrever uma linha. A minha inspiração é muito assimétrica. Quando eu estou afim, senta que lá vem história, quando eu não estou, prefiro fazer qualquer coisa à escrever.

Quando você ama o que faz, as pessoas percebem isso.

S: Qual dos seus personagens você namoraria?

R: Eu namoraria o Andrei, obviamente. E o Oliver de Hacker. São meus dois crushs literários de minha autoria!

S: Na sua opinião, o que foi necessário para o sucesso de “Os 12 Signos de Valentina”?

R: A dedicação que eu depositei na história e a divulgação das pessoas que gostaram da Isadora – foi uma mistura de eu não deixar a peteca cair e continuar escrevendo, divulgando, criando mais conteúdo, espalhando a história pela internet, mesmo nos momentos mais difíceis, e os meus leitores maravilhosos que nunca me deixaram desistir.

S: Qual(is) conselho(os) você daria para quem está começando a escrever?

R: Escreva sobre o que te fascina, não sobre o que está na moda. Escreva com o coração, escreva porque a ideia de passar um dia sem escrever te faz mal, escreva porque você quer que o mundo conheça aquela história. Quando você ama o que faz, as pessoas percebem isso.

S: Qual signo você acha melhor para namorar? E para ter uma amizade?

R:Os signos de água são bons namorados, fieis, apaixonados, dedicados – câncer e peixes, principalmente. Para uma amizade, sagitarianos e aquarianos são incríveis e vão te fazer viver experiências muito muito muito doidas.

S: Você costuma construir seus personagens à imagem de pessoas que você conhece?

R: Não 100% – gosto de colocar características físicas e emocionais de amigos e familiares em personagens, mas nunca criei um igualzinho a alguém que eu conheço.

…eu sou diferente dependendo do dia, da hora, do momento… se você tivesse me perguntado isso ontem, eu te diria que sou empreendedora, responsável, hoje, posso te dizer que sou um pouco preguiçosa.

S: Nos conte sobre seus livros anteriores, fanfics e leitores lá do comecinho, como eles foram conhecendo suas histórias?

R: Eu comecei escrevendo fanfics da banda McFLY – hospedava as minhas histórias no Fanfic Addiction e passava horas e mais horas conversando sobre fanfics na tag do site. Foi lá que comecei a criar uma relação maravilhosa com os meus leitores, nos tornamos amigos mesmo, e a cada dia aparecia um novo para somar no bonde. Depois do FFADD, migrei para o FFOBS, depois do FFOBS criei o Clube das Autoras com amigas escritoras, o CDA acabou, fundamos o Universo Paralelo e, finalmente, já com uns bons 8/9 anos de estrada, entrei para o Wattpad. Tenho leitoras lá do FFADD e tenho leitoras que me conheceram pelo Wattpad, e posso dizer que tem sido uma viagem maravilhosa! As minhas histórias estão todas disponíveis no Wattpad e são, em ordem de idade: Gossip Boys, Noiei, Nuts!, Hacker, Bola na Rede, Os 12 Signos de Valentina, Carta aos Astros e Travessia.

S: Quais livros você está escrevendo no momento? Você já tem planos para a próxima publicação física?

R: Eu não paro quieta, né? No momento, estou escrevendo Carta aos Astros, spin-off de Os 12 Signos de Valentina, Travessia, uma distopia muito doida, Sexologia, em parceria com a Má Marche, estou reescrevendo Gossip Boys, minha primeira fanfic, e comecei a estruturas o livro novo, que vai se chama Rainha da Friendzone.

 
Se você gostou da linda Ray fique de olho aqui no Dezoito em Ponto, que logo logo posto a resenha de “Os 12 Signos de Valentina! Para ver mais entrevistas clique aqui e se você é a louca dos livros clique aqui para ver resenhas e um vasto conteúdo literário do Blog
"Os 12 Signos de Valentina" de Raissa Tavares pela editora Record| Resenha por Samira Oliveira para o DEZOITOEMPONTO.COM
Literatura Angolana – ONDJAKI “Os Transparentes”| Desdobramentos da Política e do Imaginário
“Só Animais os Salvam” – Resenha| A verdade que não ousamos ver
Mãe Sem Manual – Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras
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Como é morar no CRUSP – Moradia Estudantil da USP #2

10.02.17

Entrevista - procedimentos necessários para morar no alojamento estudantil de faculdade pública. Aluna conta um pouco sobre sua experiência como moradora do CRUSP..USP imagens

Universidades Públicas como a USP costumam ter alojamentos para alunos que não tenham condições de pagar um lugar para ficar, no nosso caso, o alojamento se chama CRUSP. Além da moradia ainda há outros auxílios que podem ser conseguidos pelos alunos – basta seguir alguns passos que vamos explicar melhor ao longo do post. Além disso, sempre tem aquela dúvida em como será que funciona tudo isso; “como conseguir uma vaga?”, “como funciona o alojamento?” e aquela célebre pergunta: “você gosta de morar no CRUSP?”. Para responder melhor todas as perguntas que você, calourinho, está pensando nesse instante, convidei minha amiga Daiana Teixeira para um breve entrevistinha que, prometo, vai te deixar menos confuso e mais confiante quanto á sua moradia. Este é o segundo post da série Calouro Letras USP. No primeiro post (este aqui) contei sobre como foi o meu primeiro ano na faculdade – e falei um pouquinho sobre as matérias ministradas nesses 2 semestres iniciais.


  • Dai, você me disse que faz parte do Grupo do Trabalho (GT), como ele funciona? O que é discutido e trabalhado no Grupo?

O GT de permanência é um grupo vinculado à Associação de Moradores do CRUSP (AmorCrusp) que busca se reunir com os moradores para discutir sobre a permanência estudantil, principalmente com os candidatos a novos moradores. O GT de permanência acompanha a situação dos estudantes que estão no alojamento e os convida para reuniões, ajuda na busca por vagas no Crusp, orienta sobre pessoas que já causaram problemas no Crusp, e atua na recepção dos calouros para que eles saibam que o Crusp existe e como é o processo de seleção para a moradia.

  • Como é morar no CRUSP?  A convivência com os demais alunos é boa?

Pra mim sempre foi um sonho morar na universidade, sempre fez parte dos meus planos e me sinto feliz morando no CRUSP.  A economia de tempo com certeza é a maior vantagem, porque no meu caso, em 10 minutos a pé chego na Letras e o bandejão fica no corredor de acesso aos prédios. O Cinusp (cinema da USP) também fica ao lado; há duas lavanderias, que  são bem básicas mesmo e super concorridas, mas ajuda muito! Os apartamentos são pequenos: área comum, um banheiro com privada e outro com chuveiro e tanque (exceto bloco A1, que é o mais novo e tem área comum, 6 quartos, banheiro, uma mini cozinha e internet cabeada) – o que pra mim que sempre morei numa casa pequena, não é dificuldade nenhuma. No Bloco que eu moro tem duas cozinhas coletivas (com fogões, pias e mesas, mas sem geladeira), no 2º e no 6º andar, nos outros andares, tem sala de vídeo com TV e poltronas, e uma sala de estudo com pouca estrutura (uma mesa de plástico e uma ou outra cadeira, da última vez que vi). No Crusp, exceto no bloco A1, o que o pessoal geralmente reclama bastante é a falta de internet. Eu tive sorte de entrar em um apartamento que funciona até que bem – o wi-fi cai só às vezes.  Mas em muitos apartamentos não funciona, então vários moradores recorrem ao que a gente chama de Crackonet, que é um espaço em frente a entrada do Cinusp onde o sinal funciona melhor e aí sempre tem gente lá com computador e celular – se você passar lá duas horas da manhã, tem gente. Em relação à convivência, posso dizer que no geral é tranquila, lembrando que falo pela minha experiência, porque nunca sofri assédio, nem briguei com alguém, e moro com pessoas muito legais. Porém, existem pessoas que já passaram por situações difíceis no Crusp, como mulheres e LGBTs que sofreram agressões; moças que já foram assediadas ou até mesmo estupradas por algum morador (sim, existem casos, para saber mais, é só procurar saber das situações levantadas pela Ocupação da SAS), pessoas que já tiveram coisas roubadas, etc… Como em todo lugar no mundo, no CRUSP também existem pessoas escrotas, que às vezes não entendem que a cozinha é coletiva, que sujam o elevador (já fizeram xixi), mas, como em todo lugar no mundo, também existem pessoas gentis, pessoas que querem tornar o CRUSP um lugar melhor pra se viver.

  • Como funciona a distribuição de estudantes novos?

Depois que sai o resultado do PAPFE, você tem um prazo para tentar entrar em um apartamento por afinidade, ou seja, você vai bater de porta em porta perguntando se tem vaga (há um quadro na portaria de cada prédio que consta os nomes dos moradores e dos quartos com vaga, MAS, nem sempre esse quadro está atualizado), contando sua história, conversando com as pessoas e tal, até achar um apartamento em que você se sinta acolhido e seja aceito pelos moradores. Caso você tenha amigos no Crusp e no apartamento deles tenha vaga, você pode morar com eles. Se esse prazo acabar e você não conseguir um lugar por afinidade, você vai para sorteio e aí pode cair em qualquer apartamento com vaga: com pessoas legais, ou nem tanto, ou terrivelmente escrotas. Você pode ser hospedado regularmente (quando a SAS sabe que você é hóspede de alguém), ou hóspede, sem ninguém saber, você pode simplesmente não existir para a burocracia.

  • Qual é o processo necessário para um aluno que deseja morar no alojamento? 

A primeira coisa é correr na SAS e explicar toda sua situação, que você não tem onde ficar nem dinheiro para pagar, então você vai passar por uma avaliação e o resultado sai em alguns dias, no meu caso fiquei acampada na sala 51 do bloco F (acampamento organizado pelo GT de permanência, sem nenhum vínculo com a SAS) na semana da calourada, e entrei no alojamento no primeiro dia de aula, 22 de Fev. O prazo para ficar no alojamento vai até sair o resultado do Crusp, se você conseguir uma vaga, é só se mudar. No meu caso fiquei no alojamento até Agosto, porque o resultado do PAPFE atrasou, e consegui o CRUSP na segunda chamada. Os alojamentos do bloco E tem 3 quartos com duas beliches cada, dois banheiros com privada, um banheiro com dois chuveiros e  pia do lado de fora, morei lá com mais 8 meninas, sendo que cabiam 12. No bloco C, por exemplo, o masculino fica no térreo, são duas fileiras de cama (umas 8, 10) e um banheiro grande com chuveiros e privadas (não sei quantidade).

  • Quais outros auxílios são oferecidos pela USP?

O CRUSP também é chamado de Apoio Moradia. Além dele existe:

Auxílio Moradia: R$ 400,00  todo mês para você se virar fora do Crusp, se não me engano, durante um ano e depois dá pra renovar.

Auxílio Alimentação: Café, almoço e janta de graça no bandejão. Quando você pede esse auxílio, você tem que informar quantos créditos precisa, cada crédito é uma refeição, e se não me engano, café nem entra na conta.

Auxílio Livros: R$ 150,00 todo mês durante um ano (exceto Julho e Janeiro) pra comprar livros em qualquer livraria dentro da USP. Poucas pessoas conseguem esse auxílio, somente as pontuações mais altas no PAPFE.

Você também pode participar do Programa de Unificado de Bolsas (PUB), se não me engano abre edital todo ano. Para isso você precisa estar inscrito no PAPFE, porque o PUB também utiliza a pontuação dada pela avaliação socioeconômica. O PUB é basicamente: abre o edital, você pesquisa pelo Júpiter os projetos dos professores de acordo com seu interesse na (s) vertente(s) pesquisa, cultura e ensino (o chamado tripé que sustenta a USP) e se inscreve em até dois. Aí é o professor que te seleciona ou não, de acordo com a pontuação, então pelo Júpiter você vê se foi selecionado ou não, aí você aceita ou não, aceitando você aceita um contrato com algumas cláusulas. Basicamente, você trabalha no projeto com o professor apenas 10h por semana e recebe R$ 400,00 reais por mês.

  • Qual o procedimento necessário para recebê-los?

Inscrição no PAPFE pelo Júpiter, entrega de documentos (muitos) e entrevista com a assistente social se for a primeira inscrição no PAPFE, e se não for, você pode entregar menos documentos e decidir não conversar com a assistente.

  • Como funciona a limpeza do prédio e dos apartamentos? Nas áreas de convivência tem algum funcionário que desempenha tais tarefas, ou os alunos que ficam encarregados disso?

Brevemente: os moradores se viram com a limpeza de seus apartamentos. Os funcionários limpam as demais partes dos prédios, o que inclui corredores, cozinhas, elevadores, escadas, vidros, etc. Os moradores podem solicitar serviços de manutenção na zeladoria, como por exemplo, conserto de fechaduras, desentupir tanque, essas coisas.

  • Qual o tempo máximo para a permanência (em anos) de um aluno no alojamento?

Se não me engano, é o tempo ideal da sua graduação mais um ano.

  • Há alguma separação entre alunos da graduação e alunos da pós?

Sim, os blocos C e G são exclusivos para a pós. Os restante é para alunos de graduação.

Bom, agora que você já sabe resolver seu maior problema: moradia, que tal descobrir 18 coisas que você PRECISA SABER antes de morar sozinho (sério, isso é muito importante e você vai se surpreender com algumas “novidades” dessa nova vida hehehe). Ah e aproveita pra conferir o penoso percurso ente a temida FUVEST e a tão sonhada USP. E se você perdeu o primeiro post dessa série, não se desespere, clique aqui e saiba como foi meu 1º ano na faculdade. ;)

O Segredo do Ruivo Perfeito – HENNA + Entrevista com Iara Henna
Cuidados Com os Pés – Esfoliante e Hidratante da Niraj Indian
Carta de Hogwarts DIY – Como Envelhecer Papel
Arte

Da confeitaria para o atelier, conheça os acessórios em biscuit de Bruna Nóbrega do “Arte Vira Lata”

06.02.17

Acessórios em Biscuit feitos pela artista brasileira Bruna Nóbrega, da Loja Arte Vira Lata. Confecciona miniaturas perfeitas, delicadas e repleta de detalhes. Além de acessórios ela ainda cria os "cenários" que você pode pendurar na parede ou usá-lo apoiado também como enfeite. Sua especialidade são as miniaturas de doces, pequenas perfeições nas mãos da rainha dos biscuits. Conheça a rainha dos biscuits e se apaixone você também, por essa arte incrível!Quem diria que biscuit poderia virar uma peça tão incrível nas mãos de uma artista? Antes do Arte Vira Lata eu não imaginava que isso seria possível. Acessórios em biscuit que parecem até que uma fadinha os fez encolher – tamanha a perfeição e detalhes! Cenários delicados e minuciosamente montados para refletir toda a personalidade da pessoa que encomendou e enfeitar aquele lugar especial da casa ♥ Quem imaginaria que essa moça tão “de humanas” e artística, é gastrônoma? Pensando bem, o Arte Vira Lata tem mesmo essas coisas de nos surpreender. Pelo menos é esse o sentimento mais forte em mim – e em todos que conhecem a marca – a cada vez que eu vejo uma peça nova. É como se ela conseguisse se reinventar a cada dia – até mesmo as pessoinhas em biscuit ela já está conseguindo fazer maravilhosamente! As vezes eu fico totalmente sem palavras para expressar a alegria que sinto em ver tudo o que essa moça tão especial consegue fazer! Acho que na verdade, eu tenho uma certa emoção inexplicável por miniaturas, talvez isso me faça lembrar da minha infância e dos mini acessórios da Barbie, ou talvez seja a representação que o meu inconsciente encontrou para resumir toda a minha alegria de infância. Mas eu cresci, e a minha paixão por miniatura cresceu junto comigo – seja para usar ou para enfeitar, eu sempre sou atraída para a delicadeza dessas peças. Encontrar a Bruna e seu trabalho, foi como encontrar uma parte de mim, perdida em algum canto do passado – a qual eu sempre quis reencontrar. E bom, isso eu nunca havia contado pra ninguém.

Acessórios em Biscuit feitos pela artista brasileira Bruna Nóbrega, da Loja Arte Vira Lata. Confecciona miniaturas perfeitas, delicadas e repleta de detalhes. Além de acessórios ela ainda cria os "cenários" que você pode pendurar na parede ou usá-lo apoiado também como enfeite. Sua especialidade são as miniaturas de doces, pequenas perfeições nas mãos da rainha dos biscuits. Conheça a rainha dos biscuits e se apaixone você também, por essa arte incrível!

Acessórios em Biscuit feitos pela artista brasileira Bruna Nóbrega, da Loja Arte Vira Lata. Confecciona miniaturas perfeitas, delicadas e repleta de detalhes. Além de acessórios ela ainda cria os "cenários" que você pode pendurar na parede ou usá-lo apoiado também como enfeite. Sua especialidade são as miniaturas de doces, pequenas perfeições nas mãos da rainha dos biscuits. Conheça a rainha dos biscuits e se apaixone você também, por essa arte incrível!


Para mostrar um pouco mais dessa marca linda eu convidei a Bru para um entrevista rapidinha sobre o Arte Vira Lata, e bom, sobre ela também! Assim como ela disse, sua marca é única como os vira-latas são. Seu amor pelo que faz é visível e se transborda de cada peça, de cada conversa, de cada foto. Espero que você goste da nossa conversa e fique mais apaixonado ainda por essa artista! E para conferir o Photoshoot que fiz com os acessórios da Bru, clique aqui.

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20.10.16
Compre de quem faz Estúdio Anzol, recebidos parceria produtos ilustrações produtos fofos.

Eu sempre quis ter uma lojinha virtual. Sempre gostei de comprar na internet, especialmente de marcas pequenas, dessas que as pessoas te enviam os produtos com embalagens carinhosas e até bilhetinhos fofos. Então, quando comecei a fazer os produtos, esse virou meu objetivo!

A coisa que mais amo em trabalhar com o blog é ter a chance de poder conhecer pessoas incríveis e, consequentemente, amizades maravilhosas. Gosto de entrevistas porque é o melhor jeito de vocês conhecerem essas pessoas e a história que há por trás delas; a primeira que trouxe para o Dezoito – lá no comecinho – foi com a Fernanda Fernandez, uma ilustradora que descobriu seu talento depois de uma fatalidade em sua vida. Hoje vocês vão conhecer a Mariana, ou melhor, a Mari. Ando refletindo bastante sobre a sucessão de acontecimentos em nossa vida e como eles formam o que somos. No caso da Mari, após o falecimento de seu pai e uma viajem pro Chile, ela decidiu estabelecer novos rumos e finalmente colocar em prática o seu sonho de abrir um Estúdio, como é o Estúdio Anzol.

Como vocês sabem eu amo coisas fofinhas, unicórnios, sereias (eu mesma) e principalmente: artigos de papelaria e ilustrações! Então imaginem meu pulo quando descobri o Estúdio Anzol?! A linda Mariana me enviou umas coisinhas lindas de fofas pra mostrar a vocês (e é claro que eu tirei aproximadamente 1k de fotos hahaha). Já mostrei um pouquinho no snap (samira_omg) e no Instagram, mas é tanto amor que é necessário uma segunda apresentação hehehe. Este da fotinha aí de baixo é uma ilustra de unicórnio feita pela Mari, ele é daquele papel meio de foto, sabe? O que é ótimo pois não suja (obrigada jesuis) meus planos pra ele é colocar numa moldura de gesso e colocar na parede ♥ (como já foi planejado no post sobre o meu novo quarto).

Loja Estúdio Anzol recebidos parceria unicórnio sereia ilustrações

Ela também me enviou um nécessaire de ancorazínias (simbolo do Estúdio), um marca página de pinguins (OMG!), adesivinhos de flamingo, coruja (como ela sabe tudo o que eu amo? Não sei! hahah Mari é meio mágica), patínio e caveirínia. Cêis lembram daquelas tatuagens que a gente colocava quando criança? Que vinham dentro do chiclete? Pois bem, agora temos uma versão linda delas pra usar sem dar alergia e pra sair se sentindo mais sereia ainda ♥ (pelo menos no meu caso, pois baleinha e navio são com certeza tattoos de sereias – vish Poseidon, acabei de ter uma ideia pro livro das Sereias!). E pra fechar com chave de ouro pam pam pam pam pam: chaveiro de sereinha! Sim, ruiva e fofinha que nem eu (ai que convencida rs). Além de todo esse amor, fãns geeks se preparem: tem cadernos, bolsas, lenços, carteira, adesivo, cases, tudo… de Star Wars (ótimo presente pra você e pro mozão ♥ , natal tá ai, vamos investir numa carteira do Chewbacca ou num caderno do Darth e Stormtroopers pra elx ficar feliz?). E *prepara coração* tem Pokémon !! (surtei? Surtei hahah, imaginem só cêis desfilarem com um Pikachu ou com o Bulbusaur? ♥ – boatos que isso atrai pokemons raros ein? hehe.

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  • Mari, poderia nos contar um pouco sobre você?

Oi, eu sou a Mari! ♥  Nasci em Belo Horizonte, morei no Rio de Janeiro e vim pra Brasília criança. Eu sou formada em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília. Me considero brasiliense, amo essa cidade. Eu adoro coisas fofas e alegres, sou uma colecionadora apaixonada de coisas de flamingos. Adoro cachorros, especialmente os salsichinhas. Gosto de viajar sozinha e ficar em albergue. Sou vegetariana e gosto de cozinhar mas tenho preguiça de limpar a cozinha depois. 

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  • Quando e como foi o começo do Estúdio?

O Estúdio Anzol começou em maio de 2014. Eu tinha acabado de voltar de férias, fiz uma viagem sozinha pelo Chile, fui no Deserto do Atacama ver flamingos e também ter um tempo pra mim. Tinha um pouco mais de 1 ano que eu tinha perdido meu pai (ele morreu de câncer em 2013) e eu precisava de uma jornada de reestruturação, precisava sentir que estava aproveitando minha vida. Voltei naquela empolgação pós-viagem, de querer botar a cara no mundo, fazer coisas legais e viver com intensidade. Eu já criava minhas estampas e estava voltando do almoço com minha amiga do coração, a Daniela Barbosa e criei um desafio pra ela! “Vamos tirar aquela ideia do Estúdio do papel?? HOJE! QUANDO VOLTARMOS!” Daí passei a tarde enchendo a paciência dela. Criamos o Estúdio Anzol como um desafio de estampas. Ela criava uma e eu criava outra e postaríamos todos os dias. Começamos com estampas a partir de recortes fotográficos, abstratas, bem diferente do Estúdio Anzol de hoje. Fizemos isso por muito tempo. Passou um tempo, percebi que as pessoas queriam ver nossas estampas aplicadas, mandei fazer algumas canecas, depois alguns lenços e aí foi acontecendo. Me chamaram pra uma feira e outra e pronto, nunca mais parei! Depois de um tempo, por volta de 1 ano, a Daniela terminou o mestrado dela e pediu o divórcio, rs! Decidiu que seguiria na carreira acadêmica e que não tinha a mesma veia empreendedora que eu. E aí, aproveitou pra me dar um conselho: “Faça mais estampas com seus desenhos, vai ser sucesso, se joga!” E foi o que fiz. O Anzol mudou a carinha dele, ganhou personalidade e tá me enchendo de felicidade! E eu e a Dani continuamos amigas do coração e ela tá sempre disposta a me dar uma força com o Estúdio.

  • Faz muito tempo que você é ilustradora?

Eu confesso que demorou para eu me enxergar como ilustradora. Eu sempre gostei de desenhar mas nunca me dediquei muito. Sempre fui meio preguiçosa. O Estúdio Anzol me ajudou nisso. Quando eu ainda estava na faculdade e fazia estágio eu fiz vários desenhos para um livro. Acho que essa foi minha estreia como ilustradora, rs. Em 2009 num livro institucional sobre meio ambiente. Mesmo depois do Anzol não me considerava ilustradora até que esse ano recebi convite para participar do Encontro de Ilustradores, fiquei muito feliz, percebi que agora faço parte desse time de criativos.

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