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Como é morar no CRUSP – Moradia Estudantil da USP #2

10.02.17

Entrevista - procedimentos necessários para morar no alojamento estudantil de faculdade pública. Aluna conta um pouco sobre sua experiência como moradora do CRUSP..USP imagens

Universidades Públicas como a USP costumam ter alojamentos para alunos que não tenham condições de pagar um lugar para ficar, no nosso caso, o alojamento se chama CRUSP. Além da moradia ainda há outros auxílios que podem ser conseguidos pelos alunos – basta seguir alguns passos que vamos explicar melhor ao longo do post. Além disso, sempre tem aquela dúvida em como será que funciona tudo isso; “como conseguir uma vaga?”, “como funciona o alojamento?” e aquela célebre pergunta: “você gosta de morar no CRUSP?”. Para responder melhor todas as perguntas que você, calourinho, está pensando nesse instante, convidei minha amiga Daiana Teixeira para um breve entrevistinha que, prometo, vai te deixar menos confuso e mais confiante quanto á sua moradia. Este é o segundo post da série Calouro Letras USP. No primeiro post (este aqui) contei sobre como foi o meu primeiro ano na faculdade – e falei um pouquinho sobre as matérias ministradas nesses 2 semestres iniciais.


  • Dai, você me disse que faz parte do Grupo do Trabalho (GT), como ele funciona? O que é discutido e trabalhado no Grupo?

O GT de permanência é um grupo vinculado à Associação de Moradores do CRUSP (AmorCrusp) que busca se reunir com os moradores para discutir sobre a permanência estudantil, principalmente com os candidatos a novos moradores. O GT de permanência acompanha a situação dos estudantes que estão no alojamento e os convida para reuniões, ajuda na busca por vagas no Crusp, orienta sobre pessoas que já causaram problemas no Crusp, e atua na recepção dos calouros para que eles saibam que o Crusp existe e como é o processo de seleção para a moradia.

  • Como é morar no CRUSP?  A convivência com os demais alunos é boa?

Pra mim sempre foi um sonho morar na universidade, sempre fez parte dos meus planos e me sinto feliz morando no CRUSP.  A economia de tempo com certeza é a maior vantagem, porque no meu caso, em 10 minutos a pé chego na Letras e o bandejão fica no corredor de acesso aos prédios. O Cinusp (cinema da USP) também fica ao lado; há duas lavanderias, que  são bem básicas mesmo e super concorridas, mas ajuda muito! Os apartamentos são pequenos: área comum, um banheiro com privada e outro com chuveiro e tanque (exceto bloco A1, que é o mais novo e tem área comum, 6 quartos, banheiro, uma mini cozinha e internet cabeada) – o que pra mim que sempre morei numa casa pequena, não é dificuldade nenhuma. No Bloco que eu moro tem duas cozinhas coletivas (com fogões, pias e mesas, mas sem geladeira), no 2º e no 6º andar, nos outros andares, tem sala de vídeo com TV e poltronas, e uma sala de estudo com pouca estrutura (uma mesa de plástico e uma ou outra cadeira, da última vez que vi). No Crusp, exceto no bloco A1, o que o pessoal geralmente reclama bastante é a falta de internet. Eu tive sorte de entrar em um apartamento que funciona até que bem – o wi-fi cai só às vezes.  Mas em muitos apartamentos não funciona, então vários moradores recorrem ao que a gente chama de Crackonet, que é um espaço em frente a entrada do Cinusp onde o sinal funciona melhor e aí sempre tem gente lá com computador e celular – se você passar lá duas horas da manhã, tem gente. Em relação à convivência, posso dizer que no geral é tranquila, lembrando que falo pela minha experiência, porque nunca sofri assédio, nem briguei com alguém, e moro com pessoas muito legais. Porém, existem pessoas que já passaram por situações difíceis no Crusp, como mulheres e LGBTs que sofreram agressões; moças que já foram assediadas ou até mesmo estupradas por algum morador (sim, existem casos, para saber mais, é só procurar saber das situações levantadas pela Ocupação da SAS), pessoas que já tiveram coisas roubadas, etc… Como em todo lugar no mundo, no CRUSP também existem pessoas escrotas, que às vezes não entendem que a cozinha é coletiva, que sujam o elevador (já fizeram xixi), mas, como em todo lugar no mundo, também existem pessoas gentis, pessoas que querem tornar o CRUSP um lugar melhor pra se viver.

  • Como funciona a distribuição de estudantes novos?

Depois que sai o resultado do PAPFE, você tem um prazo para tentar entrar em um apartamento por afinidade, ou seja, você vai bater de porta em porta perguntando se tem vaga (há um quadro na portaria de cada prédio que consta os nomes dos moradores e dos quartos com vaga, MAS, nem sempre esse quadro está atualizado), contando sua história, conversando com as pessoas e tal, até achar um apartamento em que você se sinta acolhido e seja aceito pelos moradores. Caso você tenha amigos no Crusp e no apartamento deles tenha vaga, você pode morar com eles. Se esse prazo acabar e você não conseguir um lugar por afinidade, você vai para sorteio e aí pode cair em qualquer apartamento com vaga: com pessoas legais, ou nem tanto, ou terrivelmente escrotas. Você pode ser hospedado regularmente (quando a SAS sabe que você é hóspede de alguém), ou hóspede, sem ninguém saber, você pode simplesmente não existir para a burocracia.

  • Qual é o processo necessário para um aluno que deseja morar no alojamento? 

A primeira coisa é correr na SAS e explicar toda sua situação, que você não tem onde ficar nem dinheiro para pagar, então você vai passar por uma avaliação e o resultado sai em alguns dias, no meu caso fiquei acampada na sala 51 do bloco F (acampamento organizado pelo GT de permanência, sem nenhum vínculo com a SAS) na semana da calourada, e entrei no alojamento no primeiro dia de aula, 22 de Fev. O prazo para ficar no alojamento vai até sair o resultado do Crusp, se você conseguir uma vaga, é só se mudar. No meu caso fiquei no alojamento até Agosto, porque o resultado do PAPFE atrasou, e consegui o CRUSP na segunda chamada. Os alojamentos do bloco E tem 3 quartos com duas beliches cada, dois banheiros com privada, um banheiro com dois chuveiros e  pia do lado de fora, morei lá com mais 8 meninas, sendo que cabiam 12. No bloco C, por exemplo, o masculino fica no térreo, são duas fileiras de cama (umas 8, 10) e um banheiro grande com chuveiros e privadas (não sei quantidade).

  • Quais outros auxílios são oferecidos pela USP?

O CRUSP também é chamado de Apoio Moradia. Além dele existe:

Auxílio Moradia: R$ 400,00  todo mês para você se virar fora do Crusp, se não me engano, durante um ano e depois dá pra renovar.

Auxílio Alimentação: Café, almoço e janta de graça no bandejão. Quando você pede esse auxílio, você tem que informar quantos créditos precisa, cada crédito é uma refeição, e se não me engano, café nem entra na conta.

Auxílio Livros: R$ 150,00 todo mês durante um ano (exceto Julho e Janeiro) pra comprar livros em qualquer livraria dentro da USP. Poucas pessoas conseguem esse auxílio, somente as pontuações mais altas no PAPFE.

Você também pode participar do Programa de Unificado de Bolsas (PUB), se não me engano abre edital todo ano. Para isso você precisa estar inscrito no PAPFE, porque o PUB também utiliza a pontuação dada pela avaliação socioeconômica. O PUB é basicamente: abre o edital, você pesquisa pelo Júpiter os projetos dos professores de acordo com seu interesse na (s) vertente(s) pesquisa, cultura e ensino (o chamado tripé que sustenta a USP) e se inscreve em até dois. Aí é o professor que te seleciona ou não, de acordo com a pontuação, então pelo Júpiter você vê se foi selecionado ou não, aí você aceita ou não, aceitando você aceita um contrato com algumas cláusulas. Basicamente, você trabalha no projeto com o professor apenas 10h por semana e recebe R$ 400,00 reais por mês.

  • Qual o procedimento necessário para recebê-los?

Inscrição no PAPFE pelo Júpiter, entrega de documentos (muitos) e entrevista com a assistente social se for a primeira inscrição no PAPFE, e se não for, você pode entregar menos documentos e decidir não conversar com a assistente.

  • Como funciona a limpeza do prédio e dos apartamentos? Nas áreas de convivência tem algum funcionário que desempenha tais tarefas, ou os alunos que ficam encarregados disso?

Brevemente: os moradores se viram com a limpeza de seus apartamentos. Os funcionários limpam as demais partes dos prédios, o que inclui corredores, cozinhas, elevadores, escadas, vidros, etc. Os moradores podem solicitar serviços de manutenção na zeladoria, como por exemplo, conserto de fechaduras, desentupir tanque, essas coisas.

  • Qual o tempo máximo para a permanência (em anos) de um aluno no alojamento?

Se não me engano, é o tempo ideal da sua graduação mais um ano.

  • Há alguma separação entre alunos da graduação e alunos da pós?

Sim, os blocos C e G são exclusivos para a pós. Os restante é para alunos de graduação.

Bom, agora que você já sabe resolver seu maior problema: moradia, que tal descobrir 18 coisas que você PRECISA SABER antes de morar sozinho (sério, isso é muito importante e você vai se surpreender com algumas “novidades” dessa nova vida hehehe). Ah e aproveita pra conferir o penoso percurso ente a temida FUVEST e a tão sonhada USP. E se você perdeu o primeiro post dessa série, não se desespere, clique aqui e saiba como foi meu 1º ano na faculdade. ;)

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Mãe, a gente não aguenta mais ouvir essas coisas. Mas a gente ama, tá?
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Arte

Da confeitaria para o atelier, conheça os acessórios em biscuit de Bruna Nóbrega do “Arte Vira Lata”

06.02.17

Acessórios em Biscuit feitos pela artista brasileira Bruna Nóbrega, da Loja Arte Vira Lata. Confecciona miniaturas perfeitas, delicadas e repleta de detalhes. Além de acessórios ela ainda cria os "cenários" que você pode pendurar na parede ou usá-lo apoiado também como enfeite. Sua especialidade são as miniaturas de doces, pequenas perfeições nas mãos da rainha dos biscuits. Conheça a rainha dos biscuits e se apaixone você também, por essa arte incrível!Quem diria que biscuit poderia virar uma peça tão incrível nas mãos de uma artista? Antes do Arte Vira Lata eu não imaginava que isso seria possível. Acessórios em biscuit que parecem até que uma fadinha os fez encolher – tamanha a perfeição e detalhes! Cenários delicados e minuciosamente montados para refletir toda a personalidade da pessoa que encomendou e enfeitar aquele lugar especial da casa ♥ Quem imaginaria que essa moça tão “de humanas” e artística, é gastrônoma? Pensando bem, o Arte Vira Lata tem mesmo essas coisas de nos surpreender. Pelo menos é esse o sentimento mais forte em mim – e em todos que conhecem a marca – a cada vez que eu vejo uma peça nova. É como se ela conseguisse se reinventar a cada dia – até mesmo as pessoinhas em biscuit ela já está conseguindo fazer maravilhosamente! As vezes eu fico totalmente sem palavras para expressar a alegria que sinto em ver tudo o que essa moça tão especial consegue fazer! Acho que na verdade, eu tenho uma certa emoção inexplicável por miniaturas, talvez isso me faça lembrar da minha infância e dos mini acessórios da Barbie, ou talvez seja a representação que o meu inconsciente encontrou para resumir toda a minha alegria de infância. Mas eu cresci, e a minha paixão por miniatura cresceu junto comigo – seja para usar ou para enfeitar, eu sempre sou atraída para a delicadeza dessas peças. Encontrar a Bruna e seu trabalho, foi como encontrar uma parte de mim, perdida em algum canto do passado – a qual eu sempre quis reencontrar. E bom, isso eu nunca havia contado pra ninguém.

Acessórios em Biscuit feitos pela artista brasileira Bruna Nóbrega, da Loja Arte Vira Lata. Confecciona miniaturas perfeitas, delicadas e repleta de detalhes. Além de acessórios ela ainda cria os "cenários" que você pode pendurar na parede ou usá-lo apoiado também como enfeite. Sua especialidade são as miniaturas de doces, pequenas perfeições nas mãos da rainha dos biscuits. Conheça a rainha dos biscuits e se apaixone você também, por essa arte incrível!

Acessórios em Biscuit feitos pela artista brasileira Bruna Nóbrega, da Loja Arte Vira Lata. Confecciona miniaturas perfeitas, delicadas e repleta de detalhes. Além de acessórios ela ainda cria os "cenários" que você pode pendurar na parede ou usá-lo apoiado também como enfeite. Sua especialidade são as miniaturas de doces, pequenas perfeições nas mãos da rainha dos biscuits. Conheça a rainha dos biscuits e se apaixone você também, por essa arte incrível!


Para mostrar um pouco mais dessa marca linda eu convidei a Bru para um entrevista rapidinha sobre o Arte Vira Lata, e bom, sobre ela também! Assim como ela disse, sua marca é única como os vira-latas são. Seu amor pelo que faz é visível e se transborda de cada peça, de cada conversa, de cada foto. Espero que você goste da nossa conversa e fique mais apaixonado ainda por essa artista! E para conferir o Photoshoot que fiz com os acessórios da Bru, clique aqui.

Leia mais

Papelaria, decoração e muita positividade com a artista e sonhadora Amanda Mol
Fofurices de papelaria do Estúdio Anzol
Ilustrações musicais da artista brasileira Fernanda Fernandez
Arte

Fofurices de papelaria do Estúdio Anzol

20.10.16
Compre de quem faz Estúdio Anzol, recebidos parceria produtos ilustrações produtos fofos.

Eu sempre quis ter uma lojinha virtual. Sempre gostei de comprar na internet, especialmente de marcas pequenas, dessas que as pessoas te enviam os produtos com embalagens carinhosas e até bilhetinhos fofos. Então, quando comecei a fazer os produtos, esse virou meu objetivo!

A coisa que mais amo em trabalhar com o blog é ter a chance de poder conhecer pessoas incríveis e, consequentemente, amizades maravilhosas. Gosto de entrevistas porque é o melhor jeito de vocês conhecerem essas pessoas e a história que há por trás delas; a primeira que trouxe para o Dezoito – lá no comecinho – foi com a Fernanda Fernandez, uma ilustradora que descobriu seu talento depois de uma fatalidade em sua vida. Hoje vocês vão conhecer a Mariana, ou melhor, a Mari. Ando refletindo bastante sobre a sucessão de acontecimentos em nossa vida e como eles formam o que somos. No caso da Mari, após o falecimento de seu pai e uma viajem pro Chile, ela decidiu estabelecer novos rumos e finalmente colocar em prática o seu sonho de abrir um Estúdio, como é o Estúdio Anzol.

Como vocês sabem eu amo coisas fofinhas, unicórnios, sereias (eu mesma) e principalmente: artigos de papelaria e ilustrações! Então imaginem meu pulo quando descobri o Estúdio Anzol?! A linda Mariana me enviou umas coisinhas lindas de fofas pra mostrar a vocês (e é claro que eu tirei aproximadamente 1k de fotos hahaha). Já mostrei um pouquinho no snap (samira_omg) e no Instagram, mas é tanto amor que é necessário uma segunda apresentação hehehe. Este da fotinha aí de baixo é uma ilustra de unicórnio feita pela Mari, ele é daquele papel meio de foto, sabe? O que é ótimo pois não suja (obrigada jesuis) meus planos pra ele é colocar numa moldura de gesso e colocar na parede ♥ (como já foi planejado no post sobre o meu novo quarto).

Loja Estúdio Anzol recebidos parceria unicórnio sereia ilustrações

Ela também me enviou um nécessaire de ancorazínias (simbolo do Estúdio), um marca página de pinguins (OMG!), adesivinhos de flamingo, coruja (como ela sabe tudo o que eu amo? Não sei! hahah Mari é meio mágica), patínio e caveirínia. Cêis lembram daquelas tatuagens que a gente colocava quando criança? Que vinham dentro do chiclete? Pois bem, agora temos uma versão linda delas pra usar sem dar alergia e pra sair se sentindo mais sereia ainda ♥ (pelo menos no meu caso, pois baleinha e navio são com certeza tattoos de sereias – vish Poseidon, acabei de ter uma ideia pro livro das Sereias!). E pra fechar com chave de ouro pam pam pam pam pam: chaveiro de sereinha! Sim, ruiva e fofinha que nem eu (ai que convencida rs). Além de todo esse amor, fãns geeks se preparem: tem cadernos, bolsas, lenços, carteira, adesivo, cases, tudo… de Star Wars (ótimo presente pra você e pro mozão ♥ , natal tá ai, vamos investir numa carteira do Chewbacca ou num caderno do Darth e Stormtroopers pra elx ficar feliz?). E *prepara coração* tem Pokémon !! (surtei? Surtei hahah, imaginem só cêis desfilarem com um Pikachu ou com o Bulbusaur? ♥ – boatos que isso atrai pokemons raros ein? hehe.

Loja Estúdio Anzol recebidos parceria unicórnio sereia ilustrações

 

  • Mari, poderia nos contar um pouco sobre você?

Oi, eu sou a Mari! ♥  Nasci em Belo Horizonte, morei no Rio de Janeiro e vim pra Brasília criança. Eu sou formada em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília. Me considero brasiliense, amo essa cidade. Eu adoro coisas fofas e alegres, sou uma colecionadora apaixonada de coisas de flamingos. Adoro cachorros, especialmente os salsichinhas. Gosto de viajar sozinha e ficar em albergue. Sou vegetariana e gosto de cozinhar mas tenho preguiça de limpar a cozinha depois. 

Loja Estúdio Anzol recebidos parceria unicórnio sereia ilustrações

 

  • Quando e como foi o começo do Estúdio?

O Estúdio Anzol começou em maio de 2014. Eu tinha acabado de voltar de férias, fiz uma viagem sozinha pelo Chile, fui no Deserto do Atacama ver flamingos e também ter um tempo pra mim. Tinha um pouco mais de 1 ano que eu tinha perdido meu pai (ele morreu de câncer em 2013) e eu precisava de uma jornada de reestruturação, precisava sentir que estava aproveitando minha vida. Voltei naquela empolgação pós-viagem, de querer botar a cara no mundo, fazer coisas legais e viver com intensidade. Eu já criava minhas estampas e estava voltando do almoço com minha amiga do coração, a Daniela Barbosa e criei um desafio pra ela! “Vamos tirar aquela ideia do Estúdio do papel?? HOJE! QUANDO VOLTARMOS!” Daí passei a tarde enchendo a paciência dela. Criamos o Estúdio Anzol como um desafio de estampas. Ela criava uma e eu criava outra e postaríamos todos os dias. Começamos com estampas a partir de recortes fotográficos, abstratas, bem diferente do Estúdio Anzol de hoje. Fizemos isso por muito tempo. Passou um tempo, percebi que as pessoas queriam ver nossas estampas aplicadas, mandei fazer algumas canecas, depois alguns lenços e aí foi acontecendo. Me chamaram pra uma feira e outra e pronto, nunca mais parei! Depois de um tempo, por volta de 1 ano, a Daniela terminou o mestrado dela e pediu o divórcio, rs! Decidiu que seguiria na carreira acadêmica e que não tinha a mesma veia empreendedora que eu. E aí, aproveitou pra me dar um conselho: “Faça mais estampas com seus desenhos, vai ser sucesso, se joga!” E foi o que fiz. O Anzol mudou a carinha dele, ganhou personalidade e tá me enchendo de felicidade! E eu e a Dani continuamos amigas do coração e ela tá sempre disposta a me dar uma força com o Estúdio.

  • Faz muito tempo que você é ilustradora?

Eu confesso que demorou para eu me enxergar como ilustradora. Eu sempre gostei de desenhar mas nunca me dediquei muito. Sempre fui meio preguiçosa. O Estúdio Anzol me ajudou nisso. Quando eu ainda estava na faculdade e fazia estágio eu fiz vários desenhos para um livro. Acho que essa foi minha estreia como ilustradora, rs. Em 2009 num livro institucional sobre meio ambiente. Mesmo depois do Anzol não me considerava ilustradora até que esse ano recebi convite para participar do Encontro de Ilustradores, fiquei muito feliz, percebi que agora faço parte desse time de criativos.

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Arte

Ilustrações musicais da artista brasileira Fernanda Fernandez

25.03.16
Acho que um dos maiores objetivos é a identificação. Se identificar com o sentimento que o desenho está passando, ou até mesmo fisicamente…enfim! Que você possa olhar uma bela criação, e ver-se nela.”
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Senti uma identificação enorme…

Se você é fã de Beatles e ama ilustração (ou vice e versa), se ama flores, música e amor Maria Fernanda é a pessoa certa para você seguir – e babar – na arte dela.

Fê tem 25 anos e uma história linda para contar e para inspirar sua obra. Desde pequena ela adorava desenhar personagens de desenhos e flores. Estudante de Arquitetura e Urbanismo, nossa carioca nos encanta é com sua arte que conta com muita cor, versos e traços precisos. Depois de um acidente de carro, Fernanda recorreu ao seu amor de infância para continuar: a ilustração. Ela é uma pessoa incrível, atenciosa e muito paciente com minhas perguntas, fizemos uma entrevista onde ela conta um pouco sobre si e sobre seu trabalho. Vem conferir!

 

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“Primeiramente, você poderia nos contar um pouco sobre você?”

Meu nome mesmo é Maria Fernanda, e tenho 25 anos. Sou de Niterói e curso a faculdade de Arquitetura e Urbanismo, no Rio de Janeiro. Eu sofri um acidente de carro em 2013 que me deixou paraplégica, então, ainda estou me acostumando com a nova vida. E foi durante minha longa internação pós-acidente que, com o objetivo de voltar a desenhar arquitetura, acabei expandindo minhas inspirações e entrei nesse ramo da ilustração.

 

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“Você tem muito contato com os fãs da sua arte?”

Posso dizer que tenho sim! E acho ótima a forma das pessoas se sentirem tão à vontade para mandar mensagem, cartinhas, e qualquer outro tipo de demonstração de admiração pelos desenhos! Tento sempre responder, conversar, e dar a maior atenção do mundo pois é o mínimo que posso fazer.

 

“Como é passar o que sente no papel e transformar a ideia em algo real?”

A melhor forma de expressão. Melhor forma pra fugir da loucura do mundo, e do estresse diário, e da solidão ocasional.. Sinto que é como um desabafo, mas em cores.

“O que você procura transmitir por meio dos seus desenhos?”

Acho que um dos maiores objetivos é a identificação. Se identificar com o sentimento que o desenho está passando, ou até mesmo fisicamente…enfim! Que você possa olhar uma bela criação, e ver-se nela.

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“Além dos Beatles quais são seus outros ícones/bandas preferidos?”

Vish….tanta coisa! Eu realmente ouço quase de tudo! Mas no momento tenho escutado muita MPB. Caetano Veloso, Marisa Monte, Paralamas, Djavan…E se vou pro lado internacional, escuto demais JohnMayer, Eddie Vedder, Smiths, e trilhas sonoras! Adoro trilhas sonoras! Tenho escutado muito as trilhas de “A culpa é das Estrelas” e “Ela”!

“Como você monta as fotos de suas ilustrações?

Minha prioridade nas fotos é a iluminação! Uso ao máximo lugares com bastante luz natural! Banco da varanda da sala, mesa abaixo da janela… Mas de forma bem simples, tiro as fotos com meu celular mesmo. Em breve, irei investir numa máquina fotográfica de boa qualidade!

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“Como é ter contato com pessoas que você não conhece muito bem mas que admiram seu trabalho e querem discutir sobre ele ?” – tipo eu rsrs

Muitas vezes é surpreendente (haha)! Ainda não me acostumei com tal atenção pelos desenhos…E não sou muito boa em me explicar, então muitas vezes fico um pouco nervosa (haha)! Mas a gente aprende e faz o melhor que pode!

“Como você se sente ao saber que muitas pessoas admiram seu trabalho?

Nossa, alegria que nem cabe em mim! Haha Fico surpresa às vezes com tamanho carinho pra elogiar minhas artes. Muito gratificante mesmo!

“Quais materiais você mais utiliza?”

Eu sou um pouco rústica quanto à isso (haha)! Faço maior parte dos desenhos manualmente mesmo. Lápis para o esboço, depois faço contornos com caneta nanquim, e em seguida lápis de cor. Caso queira algo mais incrementado, digitalizo e adiciono “fundos” à imagem, como aquarelas e texturas. Mas tento sempre conhecer novos materiais e novas técnicas.

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Essa ilustração me lembrou muito a Selene (personagem de Meu Presente é a Lua)

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“O que mais te inspira na hora de criar?”

Músicas. Quase sempre. Sabe quando você ouve um certo trecho/verso que chega a te arrepiar? Então, eu pego tal trecho e tento transformá-lo em imagens.

“Como começou seu amor por ilustrar?”

Acho que nasci assim (haha)! Desenho desde que me entendo por gente! Sempre desenhava paisagens, personagens de desenho animado, flores… Sou filha única, talvez isso tenha colaborado pra tais momentos introspectivos rs!

“Quais seus planos para o futuro?”

Pretendo ser arquiteta, mas como não consigo mais ficar longe da ilustração, continuarei com ela como segunda profissão (ou só como hobby mesmo),

“Por fim qual dica você daria para quem está começando a ilustrar, e pretende trabalhar com isso?”

Eu ainda estou aprendendo sobre esse ramo e sei que falta muito ainda, mas…o que mais repito para mim como um mantra é: se você quer ser reconhecido, tem que se esforçar. Acreditar no próprio traço, não imitar, e principalmente, não desistir. Muitos conseguem milhares de seguidores/clientes/ admiradores em um estalar de dedos, e outros demoram. Mas não é por isso que sua arte é pior do que as outras. Tem que acreditar, buscar sempre aprender mais, se dedicar! Não é uma área fácil, mas tendo paciência e colocando seu coração em cada criação, você chega lá! Nunca subestime seu trabalho.

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Tenho certeza que a minha admiração por essa menina incrível só cresceu! Quem sabe em breve não teremos mais Fernanda Fernandez para mostrar ein? Espero que tenham gostado tanto quanto eu de saber mais sobre ela e seus desenhos. Além de ter a oportunidade de ter uma ilustração única encomendando com a Fernanda, você ainda pode adquirir produtos com seus desenhos – quero/preciso – na Colab 55 você pode encontrar bolsas, almofadas, chinelos … Para presentear quem você ama ou decorar sua vida com os desenhos lindos – que deixará seu dia mais alegre e poético!

Confira mais em:

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Fofurices de papelaria do Estúdio Anzol