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Resenha de A Bela e a Fera – live action da Disney| O renascimento da magia!

15.03.17

Resenha de A Bela e a Fera - live action da Disney| O renascimento da magia! por Samira Oliveira do Blog Dezoito em PontoFinalmente a resenha mais esperada, do filme mais aguardado do ano – o live action da Disney, A Bela e a Fera. A Bela e todo enredo que a cerca, sempre foram uma magia indescritível que a fizeram ser a minha princesa predileta. Na verdade, eu sempre tive uma identificação enorme com a Bela – seja pelo fato de ela ser uma leitora voraz que está sempre em busca de aperfeiçoamento e instrução, e por ser uma princesa bem mais ativa do que outras (comparem com a Branca de Neve e vão ver) – seja pelo romance tão belo e revelador, de uma verdade que carrego comigo: a de amar e sentir além das aparências. Por tudo isso e por muito mais, a minha criança interior e a minha adulta exterior elevaram ao máximo minhas expectativas para esse filme. Ver finalmente um desenho lindo e marco da minha vida – mas dessa vez, com artistas de carne e osso, é realmente deslumbrante. Ver minha diva Emma Watson encarnando minha outra diva Bela, então, foi dantesco!

Filme: A Bela e a Fera
Direção: Bill Condon
Duração: 2h10m
Genero: Musical Live Action
Classificacao:
Sinopse: “A Bela e a Fera” é a fantástica jornada de Bela, uma jovem linda, brilhante e independente que é aprisionada pela Fera em seu castelo. Apesar de seus medos, ela se torna amiga dos serviçais encantados e aprende a enxergar além do exterior horrendo da Fera e percebe o coração gentil do verdadeiro Príncipe que existe em seu interior.
Resenha de A Bela e a Fera - live action da Disney| O renascimento da magia! por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

Não sei vocês, mas eu sempre tenho a esperança de que “o filme seja igual ao livro” e nesse caso “igual ao desenho”. Por mais que a gente fale de cinema, pesquise, aprenda, e entenda que são artes diferentes – e também a animação do live – é inevitável, que lá no fundinho do coração, a gente não espere uma coisa que ao menos se aproxime do “real” que conhecemos á tempo. E esse, finalmente foi um pedido atendido pela Disney; como não é segredo para ninguém, as cenas do live foram assustadoramente bem aproximadas – e ouso dizer, bem copiadas – da animação – e isso foi incrível! Assisti ao “original” nas férias, de modo que ele já estava fresquinho na minha memória quando fui hoje – dia 14 à cabine de A Bela e a Fera. Não tive como não me emocionar fortemente em ver aquelas cenas tão assistidas em um formato mais real, em algo muto mais próximo de nós. Então, o encanto começa sem dúvidas alí.Leia mais

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Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.

12.03.17

Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.Foi depois de tirar de casa os últimos vestígios da minha infância, depois que encontrei duas imaculadas bonecas Barbie e uma Susi intacta, foi que tive aquele lampejo. O que aquelas bonecas haviam feito comigo durante todo esse tempo? Muito se fala sobre o corpo padronizado da Barbie, mas pouco ainda se comenta sobre os reais efeitos que a boneca provoca. Falando assim, parece mais que estou te apresentando a descoberta de um veneno que mata lentamente, ano a ano, e bom, é exatamente isso do que se trata.

Não, eu não estou dizendo que as bonecas Barbie devam ser extintas, que não devemos comprar mais elas para nossas irmãs ou primas e muito menos estou declarando guerra a elas. Na verdade, muito pacificamente, eu queria relatar o que foi a minha vida no quesito aceitação do meu corpoe como a Barbie sempre dificultou essa tarefa.

Já percebeu a minúscula cintura da boneca? Esses dias eu estava distraidamente observando um livro das princesas e assustada me dei conta: a cintura da Ariel era, proporcionalmente ao desenho, do tamanho do fininho braço da sereia. Foi ai que notei, aterrorizada, como essa realidade nunca antes havia me parecido tão gritante. Resgatei em ninha memória toda a imagem de Barbies e de Princesas, e todas elas, vinha, inexoravelmente acompanhadas de uma cintura inumanamente impossível de ser conquistada, com um cabelo cumprido e sedoso que só a mais rica das celebridades poderiam sequer ousar chegar perto; um corpo milimetricamente bem feito e proporcional; nenhuma manchinha na pele, nenhuma acne no rosto, nem sinal da mínima descompostura na maquiagem – e muito menos uma estriazinha que fosse. E tudo não seria terrivelmente assustador se não fosse pelo fato de que: eu sempre havia aceitado isso sem nem mesmo questionar.

Agora, se eu, com meus quase 20 anos de idade só fui me ater a isso agora, imagine essas bebês que com 3 anos já tem nas princesas da Disney e nas bonecas Barbie um ideal inalcançável e mentiroso de beleza? Você deve estar resmungando ok, mas aonde exatamente você quer chegar com isso? Bem, para responder essa questão, vou ter que contar um pouquinho sobre mim. Eu sempre, sempre mesmo, fui a gordinha da escola; em uma cidade pequena em que uma das melhores escolas da cidade era relativamente de alto padrão, não seria de se estranhar que as alunas fossem, eu sua grande maioria, simplesmente perfeitas. Quando digo isso, não quero ser rude, afinal se trata de minhas amigas, mas quero dizer que, todas tinham ótimas possibilidades e encorajamentos para frequentar uma academia na adolescência (lembro até hoje de uma amiga reclamando que estava gorda e feia por ter ganhado 2 quilinhos em uma viagem internacional), todas tinham acesso aos melhores dermatologistas, shakes para emagrecer, atividades físicas, cremes dermatológicos, tratamentos capilares e toda sorte de coisas estéticas que o povo diz “para nos deixar mais bonitas” Não que eu as esteja julgando, eu mesma já frequentei academia, usei/uso cremes para o rosto e infinitos para o cabelo entre tantas outras coisas, a questão não é essa, a questão é a cultura no corpo perfeito. O corpo perfeito sempre fora o meu sonho, passei boa parte da minha vida imaginando como eu seria feliz se tivesse o meu grande sonho de corpo, na minha mente pequena eu montava uma Samira Frankestein com um pedaço de um cabelo perfeito aqui, uma perna torneada de uma amiga alí, uma cintura de uma Barbie aqui e uma pele de uma fulana alí. Na minha mente, eu fazia listas enormes de tratamentos que eu gostaria de fazer, antes mesmo de sequer cogitar a possibilidade de me relacionar com alguém (sim, o meu trauma era tão grande que eu sequer pensava na possibilidade de alguém “me querer”)Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.E quem sempre estava comigo em minha mente? Quem sempre me lembrava que eu deveria ter uma cintura fina e uma pele macia? Quem sempre me encorajava a mais uma vez, pensar em intervenções cirúrgicas ou caminhos que me levariam à doenças como bulimia? Lá estava a maldita boneca Barbie, como que zombando de mim e de todos os meus esforço para me igualar a ela. E não queira mentir, você sabe que todas sonham ser ela, você sabe, quando sua filha leva sua boneca para todo canto; sabe que para ela só existe a loira e branca Barbie, a perfeita e rica Barbie, a linda, a glamourosa, a perfeita boneca – que tem tantas profissões quanto seja possível mensurar, que tem tanto dinheiro quanto alguém poderia imaginar, que tem tudo o que ela, eu e você sempre quisemos. Então, o erro talvez não esteja no status que a boneca apresenta – isso pode ser até um estímulo para as meninas estudarem com mais afinco – mas sim no caráter irreal que ela nos apresenta. Hoje eu falei apenas do que me marcou, do que me tocou na minha infância, mas talvez outros males tenham sido alimentados a partir da figura icônica e inalcançável que a Barbie é.

Em contrapartida, a boneca Susi. Minha sábia vó sempre me disse essa boneca é muito mais bonita que a Barbie, mas eu, em meus sentidos cegos de criança, nunca acreditei. Hoje, quando avistei minha boneca novamente, fui obrigada a concordar com a minha avó; eu havia me visto na Susi. A Susi é mais torneada, musculosa, alta e senhora de si; sua cintura não é do tamanho de seu pulso, suas pernas não são dois cambitos por onde um boing poderia passar. Seus braços não são fininhos ao ponto de quebrar e nem seu cabelo parece ansiar ser a tremenda perfeição que a Barbie quer. Então porque será, que eu achava a Susi uma boneca tão feia? No fundo, eu sei a verdade, eu a odiava porque ela estava muito mais próxima a mim do que a minha ídola Barbie, ela poderia muito bem me representar, poderia muito bem ser um lampejo do meu futuro – e nada, absolutamente nada, que não fosse tremendamente magro e esquio, loiro e liso, claro e belo, eu queria para o meu futuro e para o meu presente. Isso porque eu sempre fui humilhada pelo meu peso, odiada pelo meu cabelo meio armado, desprezada por não ter uma pele perfeita, mas principalmente por não ter aquela cintura perfeita, aquele peso correto, aquele corpo escultural e sequinho. Nunca ninguém quis ser menos do que a Barbie – e nem pensaram em me apresentar firmemente, algo que fosse menos do que ela.

Este é um post da Blogagem Coletiva Coletivando. Para conferir os pots das outras participantes, clique no nome do Blog de cada uma: Blog Notável LeituraBlog Garota IndependenteBlog Dá um ZoomBlog Eu RandômicaBlog Quero ser MirandaBlog A Menina da Janela
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Desculpa, mas não dá pra ser um “Feliz Dia” das Mulheres
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Desculpa, mas não dá pra ser um “Feliz Dia” das Mulheres

08.03.17
Desculpa, mas não dá pra ser um "Feliz Dia" das MulheresEsse é um basta no meu dia, no dia delas e talvez no seu também.

Não será um “Feliz” Dia das Mulheres enquanto você deslegitimar nossa luta com ares de superioridade. Não tem sentido entregar algumas flores no dia 8 de março e continuar os outros 364 dias espancando sua esposa, humilhando sua ajudante doméstica e explorando a trabalhadora da sua empresa. Não adianta desejar um “Feliz Dia” se você não admite a existência de mulheres trans, se você não suporta ver uma mulher lésbica e se te ofende tanto as escolhas de uma outra mulher.

Enquanto os salários não forem justos, não será um “Feliz Dia”; enquanto a moça que passa na rua não puder caminhar em paz, não será um “Feliz Dia”. Enquanto a gente ainda tiver medo de andar na rua; enquanto ainda precisarmos nos manter perto de amigos, irmãos e pais para conseguir o mínimo de respeito, enquanto ainda tivermos que aguentar uma objetificação diária, enquanto ainda houver mulheres que se submetem à maus tratos por medo de denunciar o agressor, enquanto ainda houver um numero altíssimo de mortandade feminina, enquanto mortes sejam facilmente justificadas por “amor”, enquanto tantas outras mulheres ainda sejam consideradas menos, enquanto tudo isso acontecer, não tem como aceitar um “Feliz Dia das Mulheres”

Vejo pelas redes sociais mulheres reclamando que não receberam uma rosa sequer. Mas onde está o reconhecimento nos outros dias do ano? Não adianta implantar um dia que sirva apenas como uma trégua na vida, um dia em que “em tese” a mulher deva ser respeitada, admirada e recebida com beijos e palavras carinhosas. Nada disso fará diferença na vida das mulheres que você ama, se isso for ato exclusivo do dia 08 de março.

Mas se você realmente quer homenagear sua mãe, irmã, esposa, amiga, funcionária, e todas as mulheres do mundo, comece nos ajudando a mudar o pensamento patriarcal e machista que está quase que fundido na nossa sociedade. Sabe aquele amigo que se orgulha em difamar a ex namorada? Sabe aquele outro que incomoda mulheres que andam na rua com roupas “curtas”? Sabe quando você começa um grande discurso reclamando da “desigualdade” do feminismo? Ou quando você chantageia emocionalmente sua namorada, quando diz que sem você ela não será feliz porque ninguém mais vai gostar dela. Ou quando você desrespeita sua professora; quando usa de palavras que remetem à sexualidade para “ofender” uma mulher, quando impõe à mulher que é obrigação dela estar sempre depilada e arrumada (afinal, somos apenas objetos decorativos, não é mesmo?), quando você diz que “o feminismo tá ficando chato ein, as feminazis estão atacando”, quando você discrimina outra mulher por ser negra, trans, gorda ou lésbica, quando você não deixa que sua namorada reclame, quando impede que a voz dela seja ouvida, e tantos outros atos, que você deve achar tão “pequeno” mas que são graozinhos de areia que constroem o muro que nos separa da igualdade, que nos separa da dignidade e da justiça – que aliás, vocês tanto nos desejam nesse dia de hoje.

Sem mais, deixo um pequeno poema meu, pois a melhor forma que encontrei de militar no feminismo foi com as minhas palavras. Espero que goste e reflita ;)

E agora Maria?
E agora que a realidade grita?
E agora que eles se foram?
E agora?
Como fica você?
Como ficarão seus filhos?
E agora? E agora que não tem dinheiro?
E agora que só tem tristeza?
– mas tristeza não alimenta os pequenos
E agora que só tens o pó?
Quem pagará para que você vá se tratar?
Quem te acalentará sendo tal missão possuída apenas por ti?
E agora Maria?
Sua dignidade como fica?
E agora que chorou e que pediu?
Em vão.
E agora Maria? Como voltará?
Suada pelo trabalho e pela corrida.
Em pânico, é mais um dia.
Com dor, já se acostumou
Ferida, humilhada como já foi.
E agora? Que dirá seu marido, Maria?
Como irá dormir com uma puta como você, Maria?
E agora?
Para ondes vai correr? Tem seus filhos para alimentar, para curar.
Suas lágrimas não serão secas por alguém.
E agora?
Vai a delegacia? Pra quê? – Humilhação por humilhação passo em casa.
E agora? Quem vai te proteger amanhã? E depois? Quem vai lutar por você?
Outro dia está nascendo e você nem pra casa foi.
Dorme e finge que amanhã estará tudo bem.
Vai passar – o que eles dizem.
Culpa sua – é o que vão dizer.

Samira Oliveira

Ilustração por: Negahamburguer

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Resenha e crítica| Moana – Um Mar de Aventuras – empoderamento e representatividade

09.01.17

Resenha e crítica| Moana - Um Mar de Aventuras. Empoderamento, família, representatividade e diversidade. A nova princesa da Disney se nega a esse título e se mostra a heroína que as meninas de hoje em dia precisavam.

Com o mundo se transformando, e ideais de empoderamento feminino finalmente ganhando corpo e voz, é de se imaginar que tais avanços chegariam aos cinemas – mas o que talvez não imaginássemos, era a tamanha força com que eles atingiriam as animações da Disney. Os filmes da empresa – principalmente as afetam diretamente as meninas (retratando princesas) – acabam tendo a função de formadoras de valores e de ideais. Portanto, a mudança nos paradigmas embutidos às costumeiras princesas Disney, acabam por mudar (assim esperamos) pouco a pouco, a mentalidade da nossa sociedade. De certa forma, a empresa já tinha avançado em animações como “Mulan” (1998) e “Valente” (2012), mas foi apenas em 2017 com o filme Moana – Um Mar de Aventuras que os estereótipos de princesa puderam finalmente se renovar. Moana, nega seu título de princesa, afirmando ser apenas a filha do líder de sua tribo, também não há nenhuma referência à príncipe ou a par amoroso – sendo o amor mais perfeitamente representado por sua ligação com a vó, sua tribo e com o restante de sua família.

Filme: Moana - Um Mar de Aventuras
Direção: Ron Clements e
John Musker
Duração: 1h53m
Genero: Musical e aventura
Classificacao:
Sinopse: Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.


“Desde pequena ela foi a escolhida pelo Mar para restaurar o equilíbrio da natureza e salvar seu povo Motu Nui, da destruição. Para isso ela precisa encontrar o semideus Maui e levá-lo até a ilha onde ele roubara o coração da deusa Te Fiti e assim, cessar a onda de destruição que vem assolando a Polinésia. Mais do que a jornada de uma jovem heroína, a história traz uma mensagem mais ousada. A de uma jovem que decide a própria vida mesmo quando o pai tenta impedir; que é destemida mesmo com o medo que seu povo tem do mar e que é a responsável por levar o semideus até a deusa (mais ativa impossível), enfim, Moana é maior representação de girl power e de empoderamento que podemos enfim, ofertar às meninas de hoje em dia (eu ouvi um amém?)

“Você é uma princesa. É a filha do ‘rei’ e tem um animalzinho, é uma princesa” – Maui

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Calma cara, ela só tá Menstruada.

30.10.16

Menstruação post photoshoot empoderamento feminino girl power feminismo periods fotógrafa Rupi Kaur

Foto por Rupi Kaur 

Menstruação, um assunto tão tabu e escondido nessa sociedade falocêntrica que a simples palavra já é evitada seja na escrita, seja na pronúncia, “estamos naqueles dias”, “alerta vermelho” e “vai vir pra mim” são alguns dos apelidos dados à menstruação. Por isso, eu a ginecologista JS da página Ginecologista Sincera e algumas amigas resolvemos explicar certinho tudo o que você homem precisa saber quando estamos menstruadas.

Primeiro: não é algo de outro planeta e não vamos morrer, calma

  • Sabe quando você se corta e sai sangue? Então você chupa o sangue e já enrola um papel ou um pano para que ele pare de sangrar? Então! É o mesmo sangue, e você já viu algo de nojento em sangue? Se já, bom, isso é estranho. Desde a primeira menstruação somos ensinadas a esconder ao máximo esse período, a nem mesmo deixar que os outros vejam a embalagem de absorventes. A menstruação é vista como algo ruim e indigno de ser comentado, como se tudo que fosse relacionado a “mulher” e “vagina” fosse algo sujo e na maioria das vezes sexualizado.

Se você fugiu das aulas de biologia a ginecologista explica – JS

  • Menstruamos para que o endométrio que não foi usado para nutrir o hipotético feto possa ser eliminado. E no mês posterior outro óvulo e outro endométrio venha ocupar seus lugares em nosso útero. Dessa forma a vida se renova – pois o que poderia ter sido gerado não foi, e, portanto é descartado, possibilitando que talvez uma vida seja gerada no próximo mês. Isso é bem bonito mas na prática ela incomoda grande parte das mulheres (nem todas, vale lembrar que algumas amam menstruar, se sentem mais bonitas e até com mais tesão) pois em nenhum mundo as mulheres têm filhos todo mês, certo? Por conter elementos nutritivos próprios do sangue, ele é muito bom para adubar a terra e por isso algumas mulheres o reutilizam em suas plantas –aiii que nojo sangue!– Bom, se pra você é ok esterco mas não é ok sangue então é necessário uma desconstrução ai. O sangue da menstruação é exatamente igual ao sangue que espirra no MMA – no máximo, um pouco mais proteico se conter restos de endométrio. O uso do sangue como um espécie de adubo está ligado mais ao valor energético desse sangue. Pela medicina chinesa, perder líquido é uma forma de perder energia; por ser um líquido repleto de energia, seria mais poderoso do que a água. Também é uma forma de enterrar energeticamente e deixar que a terra transforme tudo de “ruim” que a mulher quer se livrar, em algo “bom”. Importante lembrar também que quem usa pílula na verdade não menstrua, pois inibe o eixo e não ocorre o ciclo menstrual, logo ocorre um sangramento – uma privação hormonal, artificial e desnecessária. Porém do ponto de vista energético, ter essa perda sanguínea talvez seja necessária para perder a energia que ela precisaria perder – e que não conseguiu por outros meios como: atividade física, sexo, manifestação artística… Já com o anticoncepcional Mirena, há uma menstruação na maioria, só que muito menor, isso porque o hormônio do Mirena (que está dentro do útero) faz uma atrofia no proliferamento do endométrio (endométrio se prolifera pela ação do estrogênio na primeira fase do ciclo, a fase folicular para se preparar para receber um óvulo fecundado) isso por causa da ação do levonorgestrel. Mas a maioria das pacientes vai ovular na presença do Mirena (principalmente após o primeiro ano). Depois de um tempo com o Mirena ela vai ovular, fazer o ciclo menstrual e ter uma menstruação ou não (dependendo da capacidade do levonorgestrel inibir a proliferação do endométrio ou não). Sobre a TPM: tem pesquisas que dizem que as alterações de humor podem acontecer sem ter algo a ver com a ciclo menstrual – ou seja, não é uma verdade absoluta. Para o sagrado feminino, na frase proliferativa (predomínio de estrogênio) é a nossa fase de expansão – quando estamos mais alegres, mais receptivas, com mais tesão, mais curiosas, mais falantes – e depois da ovulação, quando predomina a progesterona seria a fase de introspecção, recolhimento, isolamento, reflexão, sobre a própria vida, reflexão sobre os caminhos. O ginecologista Eliezer Berenstein no seu livro A inteligência hormonal da mulher explica que, por termos essa oscilação, (sobe estrogênio, desce estrogênio, sobre progesterona, desce progesterona) a gente seria mais adaptável, mais multi tarefa, teríamos mais capacidade de reagir; diferente do homem em que a testosterona é por toda a vida. E o anticoncepcional tiraria essa capacidade da mulher, então por isso talvez ele está tão associado a uma alteração negativa de humor – falta de libido, depressão, suicídio entre outros.

Coletor menstrual: uma alternativa – Laura Nolasco 

  • Você já parou pra pensar em quantos absorventes uma mulher gasta durante sua vida? Vamos supor que ela menstrue dos 12 aos 50 anos – são 38 anos menstruando uma vez por mês, ou seja, 456 ciclos. Em média, a menstruação dura entre 3 e 7 dias… Se supormos que em cada um desses 456 meses ela passar 5 dias menstruada, são 2.280 dias. Seguindo os conselhos das embalagens de absorvente, que nos orienta a trocar o absorvente cada 8 horas, são 9.120 absorventes durante toda a vida. Quanto lixo é isso? Quanto dinheiro não será gasto? Pensando nisso e em seu conforto, muitas mulheres tem optado pelo coletor menstrual: um copinho de silicone medicinal que é inserido no canal vaginal, coleta o sangue e, se devidamente higienizado, pode durar até 10 anos! E não adianta ficar com nojinho não: além de muito mais confortável, ecológico e barato, o coletor é super higiênico pois dentro dele o sangue não tem contato com o ar, evitando a proliferação de bacterias. “Mas o coletor não vai alargar a mulher?” NÃO! O coletor é maleável e o canal vaginal é “elástico” (lembra que é por ali que os bebês passam?), essa ideia de que a mulher “alarga” já é bastante antiga e machista, né? Leia mais sobre como funciona o coletor aqui e aqui

Existem N’s absorventes e são muito diferentes.

  • Então não se admire se passarmos horas na frente das prateleiras de absorvente procurando o ideal. Sem contar que também usamos tipos diferentes para dias diferentes, por exemplo, um diário com abas quando está no comecinho, um mais grosso (com abas também, lógico) para o dia, um noturno para a noite (porque acredite, quando acordarmos vai ser uma corrida digna de filme até o banheiro) e por fim, o diário mais fininho para o fim. Como sabemos quando é o fim e o começo e quando vamos precisar de cada um? Bom, nós procuramos entender nosso corpo, e depois de tantos anos de amizade de nós conosco mesmas é evidente que vamos saber né?

Nós queremos abraços, chocolate (ou doces ou comer muito, enfim…), dormir e fica na cama ainda mais se estivermos com dor.

  • Uma vez vi uma conversa de WhatsApp super bonitinha do namorado/marido levando chocolate pra namorara/esposa e ainda perguntando se ela precisaria de algum remédio pra dor ou mais absorvente. Nesse dias nós estamos com dor, muita dor (próximo à dor do parto em algumas vezes) então se você puder ser 1 zilhão de vezes mais fofinho (solícito) que o normal, nós iremos agradecer – nada absurdo de se pedir para quem diz nos amar, certo?

Como fazer para amenizar a dor da menstruação? Isis Tomie Iga 

  • Uma massagem é muito bem-vinda ou uma bolsa de água quente para aliviar as cólicas (cobertores também podem ajudar). E que tal você sugerir a prática de exercícios? Calma lá, não é sair correndo uma meia-maratona, podem ser exercícios mais leves, para liberar endorfina e aliviar as dores ou até mesmo exercícios próprios para o útero, como por exemplo, o pompoarismo. O pompoarismo inicial diz sobre contrair e expandir o músculo do útero, dessa forma, ao estimular o útero, é possível diminuir as cólicas e até mesmo eliminá-las. O exemplo dessa contração é de quando começa a fazer xixi e tenta segurar antes de sair totalmente. (Pompoarismo tem outros benefícios além desses, dê uma olhada no google aqui ;) ).

Nem todas sentem cólicas, então, nós vamos querer sexo sim! E se você tem nojinho do sangue mas não tem nojinho do seu sêmen, você precisa repensar algumas coisas… – Isis Tomie Iga

  • Na verdade, esse tópico é mais para quando o cara tem N ideias loucas para a transa, mas na hora do sexo na menstruação ele foge tal qual o demônio da cruz. Portanto, esse tópico varia de casal para casal; mesmo porquê nem sempre gostamos de sexo nesses dias então é melhor conversar. Vai fazer sujeira? Com certeza, mas nada que um banho depois não resolva ou se a preguiça estiver grande, coloque uma toalha por baixo, ou a mulher fica por baixo, existem várias formas, só testar. E não, não vai parecer que você assassinou umas 10 pessoas no filme de XXX. Se a ideia da sujeira te acanha, que tal um sexo oral? A mulher pode estar com o copinho ou absorvente interno, então, nada de sangue “espirrando” em você. (Super recomendo rs). Outra opção é transar no banho, mas vai gastar muita água, né não?! (Consumo consciente, gente!). PS: sempre se previnam, transar na menstruação pode engravidar também, viu?!

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