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Literatura

Mãe Sem Manual – Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras

19.05.17

Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em PontoDia das Mães já foi, mas sempre é dia de dar aquele mimo de presente pra Mãe né? Para tanto, confira a resenha de “Mãe Sem Manual” da jornalista Rita Lisauskas e faça sua mãe se emocionar ainda mais.

Muito mais do que um “antimanual” segundo a autora, o livro também é um – manual sem regras para a vida – ou pelo menos foi o que eu senti. Mas como assim? Vocês me perguntam. Bom, vamos começar do início. Eu, no alto dos meus quase 20 anos não tenho a pretensão de ser mãe, na verdade essa é uma ponte que eu só quero pensar quando chegar nela (daqui uns 40 anos mais ou menos) então a priori eu estava, digamos, relutante em ler o livro. Mas assim que comecei foi impossível parar, mesmo o assunto supostamente não me interessando muito, eu me peguei lembrando de coisas da época em que meus primos eram recém nascidos. Me transportei de volta há uns 9 anos quando minha tia tinha seu primeiro filho – e não se sabia se quem estava mais atordoada era ela ou eu. Na verdade esse livro vai ser dado pra ela, ela tem tudo a ver com ele. Não raras vezes ela acaba dizendo que “ai não sou uma boa mãe”, “tento fazer certo e erro” e tantos outros “mimimis” pois na verdade, achamos que ela está acertando sim. E se não estiver, bem, ninguém nasceu sabendo – nas verdade eu parto da premissa de que mulher não nasceu pra ser mãe, não tem uma ultra força da natureza empurrando pra isso (não mais do que a mesma existente nos homens para serem pais). E Rita Lisauskas vai falar sobre esses momentos de angústia que acompanha a maternidade e tirar dúvidas que a gente sempre quis sabe sobre essa – digamos – fase da vida. Eu descobri que eu tinha várias curiosidades sobre esse mundo – que só foram sanadas com esse livro.Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em PontoEm “Mãe Sem Manual” vemos a realidade de uma mãe de verdade. Não aquelas que aparecem bem vestidas e sempre sorridentes nos comerciais de fraldas. A mãe de verdade, que está aos poucos aprendendo a cuidar de um ser que depende exclusivamente dela – e que não tem tempo e nem como, estar linda e sorridente. A mãe da vida real não vai ser julgada (pela autora) – independentemente de qual escolha ela tenha feito. Cesária ou parto normal, deixar o bebê com os avôs dele ou na creche, voltar a se dedicar à carreira profissional ou jogar tudo pro alto e viver apenas para o filho. Todas essas opções super variadas são discutidas, apreendidas, respeitadas e tudo bem, como ela diz “cada um sabe onde aperta o calo e onde a calça pega”. Se você quer deixar sua mãe feliz e saudosa dos seus tempos de baby, anota o nome do livro, ela vai se identificar com ele com certeza – e se emocionar! Até eu que não sou mãe me emocionei! (não, pera, sou mãe da Belinha né?).Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em PontoAlém de um manual às avessas, o livro também é muito educativo e instrutivo, mas principalmente: foi feito para mães lerem. Principalmente por ser rápido, objetivo e bem humorado. Acredito que principalmente mães de bebês pequenos não conseguem muito tempo para ler, então por isso também esse livro é curtinho e fácil de ser lido – entre uma mamadeira e outra né mamães? Adorei as ilustrações bem engraçadas e bonitas também, resumem bem cada capítulo. A narrativa da Rita é uma coisa deliciosa, ela é muito divertida, dá exemplos maravilhosos e nos transporta através do tempo para o dia do seu parto; para quando o bebê chorou desesperadamente e até para quando – pela primeira vez – ela teve de deixá-lo para trabalhar. Aí vemos de pertinho, as tristezas, emoções – enxurradas de emoções – lágrimas e sorrisos de que são feitos uma mãe.Rita Lisauskas é jornalista brasileira formada na PUC – SP e já trabalhou em importantes jornais como RedeTV!, SBT, Portal Terra, TV Record, TV Bandeirantes e TV Centro América (afiliada da Rede Globo). Atualmente, escreve para O Estado de São Paulo e para a revista Crescer, da editora Globo. Se lançou como escritora este ano ao publicar seu primeiro livro “Mãe Sem Manual” advindo de seu blog “Ser Mãe É Padecer na Internet”, que a blogueira aqui que vos escreve, leu e teve crises de reflexões que não passaram até agora, portanto: leiam!Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em Ponto

“Parece o filme “O Feitiço do Tempo” – e é. Você acorda todos os dias cheia de esperança, será que é hoje que finalmente vou conhecer meu filho? Nada acontece e o dia seguinte amanhece exatamente igual, com o bebê tranquilão da barriga, zero interesse em estrear nesse mundão de meu Deus.”
“A notícia da gravidez é algo avassalador. Junto com a felicidade e, muitas vezes, o susto, misturam-se outros sentimentos: o de incredulidade é o mais forte deles. Aquela sensação de eu-era-filha-até-ontem-e-agora-vou-ser-mãe-como-isso-é-possível é muito comum. Depois a voz da sua mãe na adolescência dizendo “quando você tiver filhos, vai me entender!”

Este post também faz parte do Projeto Ângulo Fotográfico Literário o qual participar os seguintes Blogs: Diz Aí Mariazinha , No Mundo da Lua, Lado Milla, Eu Randômica.

“The Beauty of Darkness” – Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação.
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Literatura

“The Beauty of Darkness” – Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação.

02.05.17
"The Beauty of Darkness" - Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação. Resenha por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

Finalmente a resenha de The Beauty of Darkness, terceiro e último volume da série “Crônicas de Amor e Ódio” escrito pela incrível Mary E. Pearson. 

♥ Resenhas de “The Kiss os Deception” e de “The Heart of Betrayal” ♥

Livro: The Beauty of Darkness
Série: Crônicas de Amor e Ódio
Autor(a): Mary E. Pearson
Editora: DarkSide - DarkLove
Genero: Fantasia
Páginas: 569
Classificacao:
Sinopse: Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Kaden, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores devem ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mãos dessa determinada e inigualável mulher.

Desde que terminei de ler The Beauty of Darkness, não consigo parar de pensar no final dado por Mary. Não que eu tivesse feito melhor, nem que eu preferisse um outro final. Na verdade o que eu quero é mais. As páginas das “Crônicas de Amor e Ódio” são como uma taça de vinho extraordinário, você aceita um gole após o outro, uma página seguida de outra – sem ver o tempo correr, sem mal perceber a história passar. Como numa espécie de magia, você se sente como que preso no próprio dom de Lia, preso em uma visão, preso na história arrebatadora da série. E foi por isso, que após ler a última página, eu tentei ao máximo perpetuar a sensação que essa história me provocava. Mas eu simplesmente precisei fechá-lo, porém tendo Lia para sempre dentro de mim.

Até que apareça aquela que é mais poderosa,/Aquela nascida do infortúnio,/Aquela que era fraca,/Aquela que era caçada./Aquela marcada com a garra e a vinha,/Aquela nomeada em segre,/Aquela chamada Jezelia.

Nesse desfecho, Lia sobrevive à sua fuga de Venda. Deixando para trás um Komizar agonizante, Aster morta e povoados proclamando-a como rainha, clamando pela esperança oferecida por ela. Mas Lia precisa fugir, precisa alertar Morrighan do perigo que eles correm, do exército de crianças soldados, do sangue que se escorrerá pela vinhas. Precisa alertar que Morrighan é a primeira de toda a devastação, de todo o plano do Komizar, que é o dragão movido pelo poder e pela desgraça. Rafe e seus mais fiéis amigos e companheiros, ajudaram Lia a fugir de Venda e a permanecer viva; ele arriscou seu Reino, sua família e seu poder apenas para ajudar aquela que o abandonou no altar. E essa talvez seja a maior prova do seu amor, o contraste gritante entre a segurança aprisionante e a liberdade que afasta o amor, mas que é a vontade dele. Interessante o amor dos dois, Rafe quer que finalmente Lia possa descansar e curar suas dores em paz – mas a guerra não acabou – ainda não há tempo para descanso. Ele quer que todo o seu esforço realmente falha a pena e eles possam ter a vida que sempre sonharam – mas Lia nunca será submissa, nunca aceitará não lutar pelo acredita, não batalhar nas guerras. Em seu Reino, Lia é mais do que nunca um soldado do reino de seu pai, ela é uma verdadeira Líder ao descobrir traições, revelações de décadas, histórias de sua família e lendas sussurradas através de gerações de Primeiras Filhas. Nunca a lealdade foi tão posta às claras, nunca foi tão valiosa – mais contraditória dos que flores de tannis, mais pungentes do que a morte.

Além de Rafe, da segurança de seu reino e do reino de Dalbreck, nossa heroína ainda precisa lidar com Kaden – que a persegue durante sua fuga – e descobrir a quem ele é leal. Em “The Beauty of Darkness” outros personagens terão seus desfechos e suas purgações, sem que nenhum detalhe seja esquecido. Esse foi um ponto muito bom, Mary amarrou muito bem todas as histórias, entrelaçando algumas que eu já havia desconfiado, e desfazendo outros nós, dando as respostas que todos procuramos. Ao fim, estamos mais amarrados à “Crônicas de Amor e Ódio” do que a garra e a vinha no kavah de Lia. Outro ponto interessante foram os diálogos de Lia, notei que eles ficaram mais profundos e extensos do que nos outros volumes, creio eu, para que todos os detalhes pudessem ser explicitados e dando mais voz ao herói, para podermos entender melhor seus sentimentos e motivações. As vezes os diálogos falam mais sobre o personagem do que sua própria narração em 1º pessoa. Gostei bastante de como Mary foi intercalando os textos dos Antigos com a narração do presente, de modo que vamos percebendo a aproximação entre Lia e as personagens de outros tempos.  Afinal, “Tinha de ser alguém”

Não importa quantos universos vão e vêm, sempre me lembrarei de quem éramos juntos.

Lia é uma das personagens mais fortes que eu conheço. Essa é a mais bela história feminista e empoderadora, sem entretanto, citar tais termos e muito menos deixar explícito. Lia, vai abrindo caminhos para tomar seu lugar como mulher e guerreira. Ela vai mostrando a fortaleza que se tornou, o poder que adquiriu e a certeza que a guia. Continuando com um coração de carne, ela sabe que precisa matar – ela sabe que precisa de um mínimo de vingança para se alcançar a esperança. Ela coloca cada um em seu lugar e mostra quem ela realmente é; forte, humana, e um verdadeiro soldado.


Toda a trilogia me lembrou o processo Bildungsroman, definido pelo filólogo Karl Morgenstern em 1810. Resumidamente, o Romance de Formação seria: “uma forma de romance que representa a formação do protagonista em seu início e trajetória até alcançar um determinado grau de perfectibilidade” (1999, p.18) Tal processo de formação, envolve resumidamente, a mudança da herói (Lia), seu autoconhecimento e sua orientação no mundo (conhecendo-se como Jezelia, presente nos Testemunhos), processo de amadurecimento do herói (sua vida e fuga de um simples casamento, para a volta como um soldado), a separação em relação à casa paterna (fuga de Morrighan), atuação de mentores (Dihara), experiências intelectuais eróticas (bem… Rafe e Kaden) e finalmente, contato com a vida pública e política (povo de Venda). Infelizmente não tenho espaço para uma análise acadêmica como eu faria, mas acho que com esse pequeno resumo vocês já puderam entender o que seria o Bildungsroman e como “Crônicas de Amor e Ódio” se encaixa nessa teoria.

Como eu já havia comentado com vocês nas resenhas de The Kiss of Deception e de The Heart of Betrayal as minhas teorias sobre Gaudrel, Venda e Morrighan estavam quase que completamente certos. Deixei um excerto que explica bem bonitinho tudo isso, e o coloquei porquê já ficou explícito no segundo livro. Só fiquei em dúvidas quando aos escritos de Aster. Alguém tem uma boa teoria pra me emprestar? Eu poderia ficar páginas falando sobre como “Crônicas de Amor e Ódio” me marcaram, mas passo a vez para vocês, leiam, se emocionem e chorem – quando terminar poderão enfim, respirar fundo e descansar – esse mundo ele, nos inspira… ele nos partilha. "The Beauty of Darkness" - Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação. Resenha por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

“Existem outras verdades, Pauline. Verdades que você precisa saber”. E contei a ela sobre Gaudrel, Venda e a menina Morrighan, que foi roubada de sua família e vendida a Aldrid, o abutre, por um saco de grãos. Contei a ela sobre as histórias das quais nunca antes tivemos conhecimento e sobre os ladrões e os abutres que eram os fundamentos do nosso reino, e não um Remanescente escolhido. Os Guardiões Sagrados não eram nem um pouco sagrados.”

“Vocês definem uma espada pelos termos que lhes são familiares em todas as formas como veem, sentem e tocam. Contudo, e se houvesse um mundo que falasse de outras maneiras? E se houvesse outra forma de ver, ouvir e sentir? Nunca sentiram alguma coisa bem lá no fundo de vocês? Não tiveram um vislumbre disso brincando atrás dos seus olhos? Já ouviram uma voz em algum lugar nas suas cabeças? Mesmo que não estivessem certos disso, esse conhecimento fez com qque os seus corações batessem um pouco mais rápido? Agora multipliquem isso por dez. Talvez alguns de nós saibramos das coisas mais profundamente do que outros

"The Beauty of Darkness" - Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação. Resenha por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

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Mãe Sem Manual – Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras
Resenha: O Canto Mais Escuro da Floresta – Holly Black| O encanto cruel das fadas
O Garoto do Sonho – Erick Mafra | SORTEIO LIVRO AUTOGRAFADO + Brindes exclusivos
Literatura

Resenha: O Canto Mais Escuro da Floresta – Holly Black| O encanto cruel das fadas

17.04.17

O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black| O Encanto Cruel das Fadas editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

Livro: O Canto Mais Escuro da Floresta
Série: -
Autor(a): Holly Black
Editora: Galera Record
Genero: Young Adult
Páginas: 293
Classificacao:
Sinopse: Hazel e seu irmão, Ben, moram em uma cidade onde humanos e fadas convivem. A magia aparentemente inofensiva desses seres atrai turistas de todas as partes, que querem ver de perto as maravilhas do lugar e, principalmente, o garoto de chifres e orelhas pontudas que descansa em um caixão de vidro. Hazel e Ben eram fascinados pelo garoto quando crianças. Mas, à medida que crescem, as histórias e teorias que inventavam perdem o encanto. Eles sabem que o garoto de chifres nunca acordará… Até que um dia ele acorda. Agora, os irmãos precisam se tornar os heróis que fingiam ser em suas brincadeiras e desvendar os mistérios que envolvem aquele príncipe com chifres.

Quando “O Canto Mais Escuro da Floresta” chegou aqui em casa, eu já sabia que iria amar fazer resenha dele. Já sabia que ia ser imersa num mundo encantador, já sabia que sentiria um inebriante perfume de seres mágicos muito bonitos e de bebidas de fadas. E eu estava certa.

Nas primeiras páginas, eu comecei a achar que todo o castelo mitológico que eu havia construído e esperado para esse livro, não se realizariam. Comecei a lamentar que o livro fosse apenas um romance romântico adolescente, sem o encanto que eu imaginava. Mas ainda bem, eu me equivoquei. Minha primeira impressão estava certa, e depois de algumas páginas aparentemente “normais” descrevendo a vida de uma adolescente “normal”, a diversão começou a acontecer. No começo do livro, Hazel é uma garota que, segundo seu irmão, tem uma áurea de mistério e garra em volta de si que atrai as pessoas – mas além disso, ou por isso mesmo – ela também é famosa por quebrar corações. Isso significa que ela ilude todos os garotos do colégio, ela beija todos por beijar, se divertindo com a situação, e brincando com os corações. Mas será que essa brincadeira é apenas uma busca por atenção ou há algo mais? Há uma necessidade urgente em viver ao máximo e em aproveitar ao máximo o tempo que ainda lhe resta? Descubra um mundo de perigos, segredos e cavaleiros; descubra o canto mais escuro da floresta.

O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black| O Encanto Cruel das Fadas editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

Depois desse começo, e da apresentação de nossa personagem principal por um narrador onisciente, a magia vai sendo apresentada. No início, tudo gira em volta do garoto de chifres que dorme num caixão de vidro no meio da floresta. Calminha, eu vou explicar. A cidade em que moram é Fairfold, famosa por seus acontecimentos “sobrenaturais” para os turistas e pelo seu menino de chifres. Mas os moradores sabem os segredos da cidade, sabem os perigos de andar pela floresta em noites de lua cheia – antes, durante e após ela. Eles sabem que devem ser cautelosos com as Fadas – não agradecer, não beber ou comer nada que oferecerem, mas principalmente: não fazer nenhum acordo com elas. Isso porque as fadas tendem a ser seres cruéis, que dão algo apenas para roubar outra coisa mais valiosa em troca. Que não se deixa atender nenhum pedido se não for por um preço alto. E que mata humanos como se fosse tão natural quanto uma refeição. Os moradores sabem, que devem manter a relação entre humanos e fadas a mais pacífica possível; sabem que devem colocar aveia nos bolsos ao sair de casa e vestir as meias ao contrário, sabem que as Fadas tem sentimentos diferentes dos nossos, talvez principalmente por serem imortais.

O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black| O Encanto Cruel das Fadas editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

No enredo temos os irmãos Ben e Hazel Evans; ele, com um tremendo dom para a música, ela com uma vida completamente normal. Fato que horas a deixa desesperada, horas a faz imaginar-se vivendo longe da cidadezinha, do Povo, e de todas as anormalidades que acompanham a sua vida social. Os irmãos sempre foram bem unidos, brincando juntos e se inserindo na mágica de Fairfold, juntamente da sua atração principal: o  garoto de chifres. Juntos, eles contavam histórias sobre o menino, a quem chamavam amorosamente de Príncipe. Sem notar, construiriam um universo à parte e mais mágico do que já era, onde tinham o garoto de chifres como seu mais fiel amigo, a quem podiam confiar seus segredos mais profundos – afinal, ele nunca acordaria.

Mas um dia ele acorda.

E tudo o que lhe foi confiado pode ser usado contra os irmãos. Toda a certeza de um dia ter uma vida normal, toda a angustia adolescente, todas as festas ao redor do caixão do menino, tudo – poderá acarretar uma consequência para a cidade. Quantos segredos é possível guardar? Quanta coragem é possível portar? Mas acima de tudo: quanto conhecimento sobre nós mesmos é possível estimar?

A escrita de Holly Black é leve e nos faz implorar por mais uma linha. Com uma narração acelerada, é impossível largar o livro na cabeceira – pelo menos até o sol raiar. Holly é norte americana e mora em Nova Inglaterra e ficou mundialmente famosa pela série de livros As Crônicas de Spiderwick. Em suas histórias, folclore, fantasia e demais elementos no imaginário, se fundem e formam a mixagem de suas histórias. Ela também escreveu a série literária Magisterium juntamente com sua amiga, Cassandra Clare. Ganhou prêmios importantes da literatura inglesa como: Andre Norton Award, Mythopoeic Award e Newbery Honor. Saiba mais sobre a autora clicando aqui.

Há um monstro em nossa floresta. E ela irá te pegar se você não se comportar. Irá te arrastar por folhas e galhos. Te castigar por todos os malhos. Partidos teus ossos e cortadas tuas asas. Você nunca, nunca mais voltará para…
O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black| O Encanto Cruel das Fadas editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto
Hazel piscou. Tinha ficado tão boa em reprimir as memórias que não gostava, tão boa em trancá-las bem guardadas. Nada do que ele dissesse devia tê-la surpreendido; eram apenas fatos sobre a sua vida, afinal. Mas ela se viu surpreendida mesmo assim. Tudo aquilo tinha acontecido há tanto tempo que ela achava que não importava mais.
O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black| O Encanto Cruel das Fadas editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto
Não importava que ele estivesse vestido com roupas comuns; ele não era comum. Era a personificação do que as Fadas deveriam ser, o sonho que ninara aquelas pessoas a Fairfold e o sonho que as convencera a ficar, apesar de todos os perigos.

Para as fotos eu busquei trazer toda a impressão que eu tive com o livro, colocando você no universo de Fairfold, como se estivesse mesmo láe, pisando o chão da floresta coberta de folhas. Como se estivesse pronto para sair de casa – com aveia e frutas vermelhas nos bolsos, meias vestidas ao contrário e deixando uma vasilha de leite na porta de casa. Tenha cuidado com a magia, não faça acordos, talvez você nunca mais volte para…

Ah, e não beije estranhos, combinado?O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black| O Encanto Cruel das Fadas editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black| O Encanto Cruel das Fadas editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

Se você gostou das minhas fotos, dê um pulinho da categoria “Fotografia” e se encante mais um pouco. Mas se o seu amor é só por livros, veja a categoria “Literatura” – será mais doce do que bebida de Fadas! Ah e para aprender a fazer aquela caneca de cacto (onde coloquei aveia) clique aqui.

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Em voga

Os Meus 13 Porquês| Podem acreditar numa garota viva?

10.04.17

Os Meus 13 Porquês (13 Reasons Why)| Podem acreditar numa garota viva? Confissão sobre bullying ensino médio e inferno.Com o lançamento da série 13 Reasons Why (Os 13 Porquês), assuntos como bullying e o inferno do ensino médio surgiram em todo canto – discussões na Globo, nas escolas e nas redes sociais. Mas tenho certeza, que mesmo com toda essa reflexão, ainda tem gente que não vê – mesmo porquê: “Quem acreditaria em uma garota morta?”… Bom, vocês podem acreditar numa garota viva? Espero que a resposta seja sim. Eis portanto, os meus 13 Porquês:

Olá para você que está lendo. Quem fala aqui, é Samira Oliveira, ao vivo; em imagens e em códigos de informática.  Sem promessas de retorno. Sem bis. E desta vez, sem atender aos pedidos da platéia. Espero que vocês estejam prontos, porque vou contar aqui a história da minha vida. Mais especificamente o inferno que ela foi. E, se você estiver lendo isso, você é um dos motivos.

Fita 1, Lado A

Tudo tem um começo, certo? Mas onde exatamente foi o meu? Acredito eu, que foi antes do primeiro dia de aula, lá no “infantil 3”, ou seja, quando você tem 6 anos. Sim, meu começo não foi no ensino médio – foi bem antes. E talvez por isso e tenha aguentado até o fim, corajosamente. Talvez vocês pensem que muitos porquês são inúteis, talvez você não se julgue digno de estar nessas páginas. Mas acredite, tudo há um porquê. Coleguinhas crianças, que mesmo tão pequenos sabiam ser maldosos, se aproximem, a número 1 vai especialmente para vocês. 

Já pensaram que talvez eu não tivesse nenhum amigo antes de chegar até vocês? Já pensaram que eu só quisesse alguém para conversar? E quando eu finalmente achei alguém, essa pessoa se foi. Já pensaram, meninas, como vocês foram ridículas brincando de “ter bebês” e como eu achei aquilo um tanto apavorante e nojento? Vocês não me queriam como amiga, e eu não entendia porquê – só pelo motivo de eu não gostar de suas brincadeiras sem sentido? “Amigos” crianças, realmente tinha algum problema eu ter demorado para decorar o alfabeto? Vocês sabiam que eu não estava na escola desde os 2 anos? Que não era minha obrigação saber de tudo? Não, vocês não sabiam. Amigas, sabiam que eu não tinha uma dúzia de Pollys para brincar? Que eu não queria que soubessem detalhes sobre a minha vida que eu mal sabia. Eu não queria ter de saber tão cedo a inexistência do Papai Noel. É ai que as coisas começaram.

Fita 1, Lado B

Quando você tem uns 7 anos, o menino que joga futebol e que parece gentil, é uma paixonite bem provável. Principalmente se você é a excluída, principalmente se você é invisível. E o que você fez com isso? Aproveitou a minha inexistência, ou melhor a minha existência para ser humilhada. Era interessante né? Ouvir os xingamentos; “baleia”, “grávida”, “gorda estúpida” e tantos por ai. Diariamente. Até mesmo da minha melhor amiga. Eu fui apaixonada por você, por muito tempo. Eu escrevi cartas que você mostrou a todos, eu mostrei quem eu era e você não pensou duas vezes antes de mostrar para o mundo. E naturalmente, me humilhar mais um pouco – afinal, qual seria o problema? Eu já era o saco de pancadas de mais de 50 alunos, mesmo! Sorte a sua, querido amigo, eu te superei. Bem rápido para alguém intensa. E não te culpo tanto, quem poderia amar a gorda da turma?

Fita 2, Lado A

Eu tinha começado a escrever em ordem cronológica. Mas convivi tantos anos com vocês, foram tantos episódios insuportáveis. Tantas mágoas de todos vocês. Que seriamente, eu já havia pensado várias vezes em acabar com tudo. Depois de tantos anos, você acaba finalmente esquecendo de várias coisas, mas infelizmente ou não, você não se esquece de tudo. Principalmente da dor. Lembra você, colega, quando me acusou de roubar uma figurinha do seu álbum? Lembra, amiga, quando você me incentivou a “pegar emprestado” o que não era meu? Vocês duas talvez não se lembrem, mas eu lembro. Lembro de como, colega,  você chamou sua irmã mais velha e as amigas dela, para fazerem com que eu falasse, algo que eu não entendia, algo que eu não tinha feito consciente. Bom, eu fiquei com medo, sabia? Elas eram enormes, mais velhas e muito altas. E eu era apenas a gorda, eu sabia que aquele dia eu voltaria diferente para casa. E então me escondi no banheiro e chorei.

Fita 2, Lado B

Quem será o próximo? Mesmo sem citar nenhum nome – já faz muito tempo – eu consigo ler e lembrar vividamente de cada dia, cada acontecimento, cada sofrimento. Mas talvez, ou melhor, com certeza, você não se lembre. Meu melhor amigo, essa é para você. Você que foi um refúgio e foi meu único amigo por tanto tempo; eu estive com você sempre que precisou, sempre que não quis aceitar quem você era – quando você não descobria quem você era e quem amava. Mas sabia? Depois de tantos anos, eu passei a te amar. E o que você fez? Ficou com a minha amiga, que diziam, era parecida comigo. Eu fui má com ela, eu fui má comigo. Eu não podia suportar essa traição criada na minha cabeça – afinal, você não sabia, mas não gostava de meninas. No entanto, eu estive com você e com nosso outro amigo. Sei que você sofreu, sei que ele foi obrigado a mudar de escola, ele não aguentava mais os outros, não aguentava o inferno da nossa escola. Sorte a dele, eu deveria ter me mudado junto.

Fita 3, Lado A

Espere, vai ficar bom. Talvez você esteja achando um pouco entendiante. Na verdade eu ainda estou na infância e na quase pré adolescência. Mas se prepare, você vai chegar à sua fita. E quanto mais para o final você estiver, pior para você. Mais recente, mais cruel e mais culpa você vai ter que carregar. Agora, veremos a justiça que a escola fez. Nenhuma. Por tantos anos, nenhuma. Eu não culpo os profissionais meus amigos,  na verdade, no ensino médio, o problema era quase irrefreável para eles. Será que eles poderiam ter feito alguma coisa? Eles que receberam jovens formados, jovens que quando criança não foram impedidos. Jovens que sempre se julgaram os donos do mundo. Os professores receberam eles já prontos, não tinham mais o que fazer. Mas você teve, você, dono dessa fita teve. E você só percebeu isso depois que um aluno sofreu bullying por ter o mesmo nome que um esquizofrênico da novela. Sério? Eu lhe pergunto: sério mesmo? Jura que você nunca achou que era errado os xingamentos e as agressões que eu sofria? Nunca julgou errado quando um menino da sala tentou me enforcar? Sério mesmo? Sério que você só notou que bullying existe depois desse episódio com o menino do nome? Bom, “no seu tempo” não existia bullying né? Então porquê mudou seu discurso? Porquê passou a “conscientizar” os alunos sobre isso? Bom, eu tenho uma notícia para você: não adiantou nada.

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Literatura

O Garoto do Sonho – Erick Mafra | SORTEIO LIVRO AUTOGRAFADO + Brindes exclusivos

03.04.17

Resenha do livro: O Garoto do Sonho - Erick Mafra | SORTEIO LIVRO AUTOGRAFADO + Brindes exclusivos Blog Dezoito em Ponto por Samira Oliveira

Livro: O Garoto do Sonho
Série:
Autor(a): Erick Mafra
Editora: Astral Cultural
Genero: romance
Páginas: 121
Classificacao:
Sinopse: Maria Clara é uma jovem com uma vida comum, com pensamentos e rotina de uma vida comum. No seu primeiro dia de férias, presencia um acontecimento que a faz questionar a razão da vida. Sem encontrar respostas em sua própria mente, Maria Clara então abre espaço para se relacionar com quem tem respostas. Em um sonho, conhece um garoto chamado Eryn, que é de outro planeta, um representante de uma Nova Cultura que lhe mostra uma nova visão de mundo, Deus, a Vida e o Amor.

O Garoto do Sonho, do Erick Mafra é um livro baseado na doutrina Coexiste (Nova Cultura), dos quais fazem parte o Erick, a Nah Cardoso, a Camila Senna e o Koba (ex integrante do Restart). Recebi esse livro lindo da editora Astral Cultural (parceira do Dezoito em Ponto) e e estou sorteando-o no Instagram (samira_omg) – ele veio autografado com a letra fofa do Erick e com mais alguns mimos (bottom, poster e marca página). Ce não vai ficar de fora né? Para participar do sorteio clique aqui e siga as regrinhas.Para quem não se lembra, o livro tinha sido postado no site do Erick conforme ele ia escrevendo. Era um livro todo interativo, com música (que no livro físico vem com instruções e com a playlist pronta no Spotfy) e com ilustrações de linda Yas Hassegawa. É um livro bem levinho – bem YA – e super rápido de ler (se não me engano li em 20 minutos). Mas a graça dele é que ele é todo ilustrado e com fotos lindas dessas pessoas fofas que a gente tanto ama. Outra coisa interessante é que cada trechinho vem com um orientação sobre qual música ouvir durante a leitura, e em uma delas a música acabou bem quando terminava o trecho – e isso foi bem interessante. Adorei a experiência de leitura do livro, realmente muito fofo e delicado.Resenha do livro: O Garoto do Sonho - Erick Mafra | SORTEIO LIVRO AUTOGRAFADO + Brindes exclusivos Blog Dezoito em Ponto por Samira OliveiraO enredo é bem simples, se baseia em uma adolescente, a Clara, que um dia tem um sonho com um menino de cabelos roxos, rosas e azuis (o Erick), ou seja, O Garoto do Sonho. E depois ela vai pouco a pouco tendo mais contato com ele – até pessoalmente! – e com os outros integrantes do livro (Cynn, Nay e Koy) cada um de um planeta diferente, mas com uma missão única: nos apresentar A Verdade. Essa parte da seita da Nova Cultura, me deixou um pouco perdida, mas pelo que entendi se baseia em valores como: amor, confiança e generosidade. Mostrando uma nova forma de viver. Vou deixar alguns trechos presentes no final do livro, como um apêndice para explicar essa seita, ai você conseguirá entender melhor e tirar suas próprias conclusões.


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A principal diferença entre a cultura humana e a NOVA CULTURA é o compromisso com a Verdade. O sistema de percepção humano é seletivo e cada um percebe o que quer e como quer, conforme interesses pessoais separados de todo o resto do Universo. Usa uma memória individual para comparar o que percebe com o seu passado particular e concluir o que quiser sobre tudo, sobre todos e sobre si mesmo. Cada pessoa percebe uma coisa diferente diante dos mesmo fatos se utilizando de visão, olfato, audição, toque, paladar e memórias. Isso é, portanto, uma interpretação e não um fato. Tudo passa por um filtro conforme a sua forma de pensar e não é necessariamente a Verdade. Todos podem estar iludidos sobre o que percebem. Nada garante que o que estão vendo é real. Tudo pode ser ilusão dos seus sentidos e da sua forma de processar e atribuir significados particulares.
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Enfim, a NOVA CULTURA é a cultura que reconhece que somos Amor porque fomos feitos de Amor, porque Deus é Amor, porque o Amor é Tudo o que Existe e o que não é Amor, não existe. Somos Amor e o Amor é imutável e inameaçável. Deus é Amor e o seu Amor é Eterno e é Nosso.


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