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Literatura

Resenha “Esqueça o Amanhã” – Pintip Dunn | Galera Record

07.08.17

Livro: Esqueça o Amanhã
Série: Forget Tommorow Series
Autor(a): Pintip Dunn
Editora: Galera Record
Genero: Distopia YA
Páginas: 383
Classificacao:
Sinopse: Em uma sociedade onde jovens recebem uma visão de seu futuro quando completam 17 anos, todos têm uma carreira a qual dedicar seus esforços. Um campeão de natação, um renomado cientista, um chef de sucesso… ou, no caso de Callie, uma assassina. Em sua visão, a garota se vê matando a própria irmã. Antes que ela possa entender o que aconteceu, Callie é presa – e a única pessoa capaz de ajudá-la é Logan, uma paixonite de infância com quem não fala há cinco anos. Agora, Callie precisa descobrir uma forma de proteger sua irmã da pior das ameaças: ela mesma.

Esqueça o Amanha - Pintip Dunn | Galera Record Resenha por Samira Oliveira DEZOITOEMPONTO.COM

Antes de mais nada, eu preciso te explicar com o máximo de clareza, minha história com esse livro. Desde que o escolhi entre os lançamentos da Galera Record, tive a sensação de ele seria um Young Adult muito bom – mas não me preparei para o baque que seria lê-lo. Em meio a tantos outros livros que eu recebi, “Esqueça o Amanhã” me chamava – não pela capa, ou pela sinopse, mas talvez pelo próprio Destino – assim, essa obra acabou passando na frente de tantas outras que eu queria muito ler. E eu me deixei levar, completamente hipnotizada. E ao final dessa resenha, espero que você também sinta na base da coluna, a incontornável necessidade de lê-lo.

Eu evito ler no carro porque me causa muita vertigem, mas dessa vez não consegui evitar, e passei mais de 2 horas – viajando de Piracicaba até São Paulo – sem conseguir levantar os olhos, um segundo que fosse, do livro. Mais tarde tive de me obrigar a largar as páginas, quando olhei para o relógio e as horas já avançavam na madrugada – detalhe: eu tinha aula cedo no outro dia. Enfim, umas 6 horas depois, cá estou eu, querendo que Pintip Dunn se materialize na minha frente para que eu possa abraça-la e falar o quão impressionante é essa distopia.

Para mim é bem claro que a narração dos livros da Galera são bem fluídas e leves, mesmo porque estamos falando  essencialmente de livros para adolescentes – ou se você preferir: YA. Mas narrações magnéticas – que te prendem como um ímã – essa é uma qualidade que nem todos os YAs compactuam. “Esqueça o Amanha” se passa em uma sociedade construída após um Boom Tecnológico – na cidade de Eden City – que fez com que vários mistérios e perguntas que nos fazemos diariamente, fossem solucionados de maneira aparentemente simplista. Você já teve aquela vontade absurda de querer saber o futuro? Já passou pela sua cabeça, algo como: “Se eu soubesse que tudo resultaria nisso teria ficado mais tranquilo”? Nunca quis ver onde toda a sua estrada acabaria? Bem… nesse mundo isso é possível, na verdade tudo gira em torno da sua memória do futuro, que você receberá ao completar 17 anos de idade.

E é exatamente isso o que Callie mais deseja – isso ou a proteção máxima de sua irmã de 6 anos, Jessa. Neste mundo, o futuro é regra e o Destino é seu deus. As pessoas não fazem comida manualmente e são agrupadas na escola de acordo com sua data de nascimento – essa data é tão importante que passa a ser o seu nome real (ao menos para as autoridades) – e tudo é vivido em prol da sua visão do futuro. Após recebê-la você só tem uma opção: viver sem a possibilidade de um Plano B, completamente à mercê do Destino. O que Callie mais deseja é que sua visão seja de uma grande Cozinheira Manual – algo raro e que apenas as pessoas mais ricas podem bancar (em sofisticados restaurantes), espera que sua paixonite de infância Logan talvez tenha algum lugar nisso tudo. Mas o que ela realmente recebe no dia do seu aniversário, naquele que deveria ser o dia mais feliz da sua existência neste espaço-tempo, é a resposta: ela é uma assassina. E pior: da sua irmãzinha Jesse.

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Literatura

Minha Vida Fora dos Trilhos – Clare Vanderpool | Guerra e imigração nos EUA

07.08.17

Livro: Minha Vida Fora dos Trilhos
Série: DarkLove
Autor(a): Clare Vanderpool
Editora: DarkSide
Genero: Romance
Páginas: 311
Classificacao:
Sinopse: A protagonista de Minha Vida Fora Dos Trilhos, Abilene Tucker, tem apenas 12 anos, mas é corajosa e impetuosa o suficiente para encontrar aventuras na pequena cidade de Manifest, Kansas, um fim de mundo para onde seu pai a enviou de trem a fim de passar o verão sob a tutela de um velho conhecido enquanto ele trabalha em uma ferrovia. O que parecia ser o período mais solitário e entediante de sua vida ganha um novo e surpreendente rumo quando Abilene encontra uma velha caixa de charutos com cartas antigas e pequenas lembranças de outros tempos. Aos olhos curiosos da menina, a caixa se torna uma verdadeira arca do tesouro, onde segredos enterrados conectam dois momentos da cidade. A partir de então, o livro se divide em duas narrativas cronológicas: passado e presente se misturam, daquela maneira mágica que só um bom livro consegue contar. Os acontecimentos vão da época da Primeira Guerra Mundial à Grande Depressão norte- americana dos anos 1930, com soberba fidelidade histórica que ajudam a construir esta narrativa de perda e redenção.

Nunca um livro foi tão propício para a época que estamos vivendo quanto “Minha Vida Fora dos Trilhos”. Tratando de questões sérias como imigração, Primeira Guerra Mundial, xenofobia e exploração trabalhista, a obra só ganha essa dimensão depois que você termina a leitura e pesa todos os assuntos tratados. Apesar das questões pesadas a narração é tão leve, divertida e gostosa que o tempo passa e você está lá, em 1936 sem querer sair dos trilhos da cidade de Manifest.

Quem sonharia que alguém pode amar sem ser esmagado por esse peso?

“Minha Vida Fora dos Trilhos” é sobre uma garotinha chamada Abilene que desde sempre viveu junto ao pai Gideon Tucker vagando pelos Estados Unidos em busca de emprego; comida de caridade e eventualmente, um teto para dormir. A vida de Abilene era feliz perto do pai, mesmo com todas as adversidades – toda a sua narração baseada em lembranças são repletas de doçura e saudades. Lembranças, pois o livro começa com a chegada da menina sozinha à Manifest, uma cidade assentada sobre uma mineradora o qual explora os mineiros com altas horas de trabalho e pagamento em vales para trocar no armazém da companhia mineradora. É interessante perceber como a garota, que também é a narradora, enxerga ao mundo e a si própria – chegando a conclusão máxima de que ela não pertence a lugar algum, e sem Gideon para cuidar dela, não pertence nem mesmo a essa cidade. Seu pai a mandou para a Manifest pois foi a cidade em que ele supostamente cresceu e, pelo que foi prometido, ele voltará para buscá-la antes das férias de verão acabarem – fato que é desconversado por Shady e Hattie Mae.

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Literatura

“Os 12 Signos de Valentina” – Ray Tavares| O romance astrológico do ano!

31.07.17
Livro: Os 12 Signos de Valentina
Série:
Autor(a): Raissa Tavares
Editora: Galera Record
Genero: romance
Páginas: 389
Classificacao:
Sinopse: Isadora é ariana e seu ex namorado pisciano… Inferno astral! Em busca da combinação astrológica perfeita, ela cria um blog para relatar suas experiências. Isadora descobriu da pior forma possível que o namorado a traíra. E com sua melhor amiga, ainda por cima! A estudante de jornalismo entra numa fossa sem fim. Sem nenhum estágio à vista, ela se afoga em filmes feitos para chorar, pizza e em sua mais nova obsessão: stalkear o perfil do ex namorado no Facebook. Até descobrir exatamente o que deu errado entre ela e Lucas: seus signos são incompatíveis. Basta encontrar um rapaz de libra e seu mundo entrará nos eixos novamente. Com a nova obsessão e a desculpa do trabalho final de jornalismo online, uma reportagem investigativa sob um pseudônimo, Isadora une o útil ao agradável e cria um blog para relatar a experiência: Os 12 signos de Valentina. Já que precisa encontrar o libriano perfeito, por que não aproveita e experimenta os outros signos do zodíaco para ter certeza mesmo?

"Os 12 Signos de Valentina" de Raissa Tavares pela editora Record| Resenha por Samira Oliveira para o DEZOITOEMPONTO.COM“Os 12 Signos de Valentina” da Raissa Tavares – publicado de Galera Record – foi o livro mais divertido e leve que li até hoje! E é por isso, e por ter conhecido essa linda Ray, que a resenha vai ser basicamente uma sucessão de elogios sinceros e muito amor!

Primeiríssima coisa; se você é a(o) louca(o) dos signos, se prepara, esse livro é o manual dos signos mais maravilhoso e baphonico do século! Segunda coisa: você vai querer ser amiga dessa pessoa linda depois que começar a ler o livro. Sério gente, não sei se foi a escrita mais informal e mais perto o possível da oralidade, ou se foi o carisma encantador que a Ray demostrou desde o dia em que a conheci (você pode conferir a entrevista que fiz com a Ray!), só sei que eu consegui (na minha cabeça doida de fã/leitora/escritora/crítica) misturar a Ray escritora e a personagem Isadora. De tal maneira que eu imaginava as cenas todas com a Ray, e também tive que me conter oitenta e sete vezes para não mandar uma mensagem dizendo algo do tipo: “menina, tu não vai pegar de novo o escorpiano?” ou “filha, sai dessa bad ai e se joga nos signos!” e bem…. a personagem “seguiu meu conselho” kkkkk.

Isadora é estudante do terceiro ano de jornalismo da USP (minha amada e demonizada universidade) e namora um tal de Lucas há 6 anos – tudo lindo e bonito, poderia até ser um romance do Nicholas Sparks – até que o garoto resolve traí-la com uma das suas melhores amigas da faculdade – E MAIS… No. Aniversário. Dela…. Depois de meses sem por a cara pra fora da rua, sua prima – outra personagem quem eu queria ser amiga – a convence a ir até uma balada e afogar as mágoas na cachaça se distrair um pouco. É nessa noite que ela descobre o motivo pelo qual foi traída, enganada, chifrada e feita de boba: ela era de Áries e o ex boy não magia era de Peixes! inferno astral, era esse o grande motivo! Juntando a vontade de comer (seu trabalho final para sua matéria de jornalismo online) e a fome (a necessidade de se reinventar e sair do posso profundo que ela chama de cama + Netflix) surge o blog astrológico: Os 12 Signos de Valentina. Nele, Isa promete passar o rodo no zodíaco e contar tin tin por tin tin da experiência com cada um.

Agora, vamos que vamos. Apesar de uma narrativa leve e descontraída, Ray Tavares consegue adicionar assuntos sérios misturados à assuntos mais leves e fazer um incrível livro, que a primeira vista, parece ser um emocionante romance new adult, mas que carrega no meio, ideologias trabalhadas, ideais sociais e muita humanidade. Dava pra sentir em cada capítulo o empoderamento feminino que era transmitido, a sororidade, a igualdade, e sobretudo: o amor. Pois convenhamos, um término nunca será agradável – por mais necessário que seja à saúde mental de ambos- mas se você tem pessoas que jogam o bote salva vidas quando você vai se afogar, então, bem, você tem tudo! E o que dizer das cenas do encontros? Da curiosidade bem trabalhada e do íma com que pesca o leitor; a cada mensagem que a Isa recebia no celular ela se emocionava de alguma forma – e eu já surtava; a cada acontecimento importante ela se abalava – e eu arrancava os cabelos! E assim, foi impossível não consumir o livro como se fosse o brigadeiro mais gostoso e único do século! "Os 12 Signos de Valentina" de Raissa Tavares pela editora Record| Resenha por Samira Oliveira para o DEZOITOEMPONTO.COM

Resenha: livro da Alexandra Gurgel – Pare de Se Odiar – porque amar o próprio corpo é um ato revolucionário!
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Literatura

“Só Animais os Salvam” – Resenha| A verdade que não ousamos ver

09.07.17

Livro "Só Animais os Salvam" da DarkSide resenhado por Samira Oliveira (Blog Dezoito em Ponto)

“Só os Animais os Salvam” é um livro da DarkSide escrito por Ceridwen Dovey e narrado por animais, mais precisamente, pela alma deles. Com uma emoção sincera, e profundamente o que chamamos de “humano”, a obra consegue nos levar aos mais elevados sentimentos e nos convida a presenciar a vida e a morte de célebres (e outros nem tanto) animais. Com objetivo de homenagear alguns cânones literários que escreveram sobre animais, a autora por vezes transcreve e parafraseia escritos destes homens elevados. Entre os que tiveram sua obra homenageada em “Só Animai os Salvam” estão: Franz Kafka, Thomas Man, Leo Tolstói, Virginia Wolf, José Saramago, entre outros, que foram aquecendo mais ainda o coração.

E o que chamamos de humano? De amor, de amor sincero, o que chamamos de pico da inteligência, do mais evoluído ser, da consciência suprema, da mais alta sapiência. O que chamamos de animal, o que somos, além de animais?  Algumas questões como estas me foram sendo levantadas ao longo da leitura; detectei muito de biológico, é visível que a autora fez uma boa pesquisa sobre a fisiologia e costumes sociais dos animais com que ela trabalhou. Também notei uma louvável questão de gênero levantada ao longo dos variados contos (ou mais correto, fábulas?!); em alguns momentos, como é o caso da alma de Tartaruga, que ao viver com um eremita que a considerava como macho, aceitou para si essa verdade, e só se descobriu como fêmea ao mudar de dona – na verdade, ao ser recebida pelos pensamentos da nova dona:

Livro "Só Animais os Salvam" da DarkSide resenhado por Samira Oliveira (Blog Dezoito em Ponto)

Até conhecer a condessa Alexandra, eu não havia pensado muito sobre meu próprio gênero. Na verdade, pelas décadas que vivi com Oleg, ele acreditou que eu era macho (o gênero das tartarugas é algo difícil de decifrar), equívoco que encorajei para meu próprio entretenimento… (p.118)

Sua consciência como “mulher” só foi aflorada quando a condessa Alexandra passou a ler em voz alta – para si e para a tartaruga – uma das pioneiras autoras feminista, Elizabeth Cady Stanton. Essa qualidade foi reforçada, quando a tartaruga foi dada de presente para Virginia Wolf enquanto esta escrevia “Flush: memórias de um cão” inspirado na relação entre Elizabeth Stanton e seu cão, narrado pela perspectiva deste.

Ao ler este conto pensei ter notado referências ao relacionamento entre Virginia e Vita Sackville-West, sua amante, e indiretamente – ao notar o grupo de Bloomsbury, ver surgir outras mulheres essenciais na vida de Virginia e na construção de sua literatura feminista. Ao tratar da francesa Colette, seu relacionamento homossexual também foi ressaltado, o que serviu de exemplo à gata Kiki-la-Doucette para ignorar com todas as forças as investidas do gato da vizinhança. A sexualidade é um ponto forte na obra e aparece mais gritante no conto do Chimpanzé ao aproximá-lo ao máximo do humano.

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Literatura

Mãe Sem Manual – Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras

19.05.17

Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em PontoDia das Mães já foi, mas sempre é dia de dar aquele mimo de presente pra Mãe né? Para tanto, confira a resenha de “Mãe Sem Manual” da jornalista Rita Lisauskas e faça sua mãe se emocionar ainda mais.

Muito mais do que um “antimanual” segundo a autora, o livro também é um – manual sem regras para a vida – ou pelo menos foi o que eu senti. Mas como assim? Vocês me perguntam. Bom, vamos começar do início. Eu, no alto dos meus quase 20 anos não tenho a pretensão de ser mãe, na verdade essa é uma ponte que eu só quero pensar quando chegar nela (daqui uns 40 anos mais ou menos) então a priori eu estava, digamos, relutante em ler o livro. Mas assim que comecei foi impossível parar, mesmo o assunto supostamente não me interessando muito, eu me peguei lembrando de coisas da época em que meus primos eram recém nascidos. Me transportei de volta há uns 9 anos quando minha tia tinha seu primeiro filho – e não se sabia se quem estava mais atordoada era ela ou eu. Na verdade esse livro vai ser dado pra ela, ela tem tudo a ver com ele. Não raras vezes ela acaba dizendo que “ai não sou uma boa mãe”, “tento fazer certo e erro” e tantos outros “mimimis” pois na verdade, achamos que ela está acertando sim. E se não estiver, bem, ninguém nasceu sabendo – nas verdade eu parto da premissa de que mulher não nasceu pra ser mãe, não tem uma ultra força da natureza empurrando pra isso (não mais do que a mesma existente nos homens para serem pais). E Rita Lisauskas vai falar sobre esses momentos de angústia que acompanha a maternidade e tirar dúvidas que a gente sempre quis sabe sobre essa – digamos – fase da vida. Eu descobri que eu tinha várias curiosidades sobre esse mundo – que só foram sanadas com esse livro.Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em PontoEm “Mãe Sem Manual” vemos a realidade de uma mãe de verdade. Não aquelas que aparecem bem vestidas e sempre sorridentes nos comerciais de fraldas. A mãe de verdade, que está aos poucos aprendendo a cuidar de um ser que depende exclusivamente dela – e que não tem tempo e nem como, estar linda e sorridente. A mãe da vida real não vai ser julgada (pela autora) – independentemente de qual escolha ela tenha feito. Cesária ou parto normal, deixar o bebê com os avôs dele ou na creche, voltar a se dedicar à carreira profissional ou jogar tudo pro alto e viver apenas para o filho. Todas essas opções super variadas são discutidas, apreendidas, respeitadas e tudo bem, como ela diz “cada um sabe onde aperta o calo e onde a calça pega”. Se você quer deixar sua mãe feliz e saudosa dos seus tempos de baby, anota o nome do livro, ela vai se identificar com ele com certeza – e se emocionar! Até eu que não sou mãe me emocionei! (não, pera, sou mãe da Belinha né?).Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em PontoAlém de um manual às avessas, o livro também é muito educativo e instrutivo, mas principalmente: foi feito para mães lerem. Principalmente por ser rápido, objetivo e bem humorado. Acredito que principalmente mães de bebês pequenos não conseguem muito tempo para ler, então por isso também esse livro é curtinho e fácil de ser lido – entre uma mamadeira e outra né mamães? Adorei as ilustrações bem engraçadas e bonitas também, resumem bem cada capítulo. A narrativa da Rita é uma coisa deliciosa, ela é muito divertida, dá exemplos maravilhosos e nos transporta através do tempo para o dia do seu parto; para quando o bebê chorou desesperadamente e até para quando – pela primeira vez – ela teve de deixá-lo para trabalhar. Aí vemos de pertinho, as tristezas, emoções – enxurradas de emoções – lágrimas e sorrisos de que são feitos uma mãe.Rita Lisauskas é jornalista brasileira formada na PUC – SP e já trabalhou em importantes jornais como RedeTV!, SBT, Portal Terra, TV Record, TV Bandeirantes e TV Centro América (afiliada da Rede Globo). Atualmente, escreve para O Estado de São Paulo e para a revista Crescer, da editora Globo. Se lançou como escritora este ano ao publicar seu primeiro livro “Mãe Sem Manual” advindo de seu blog “Ser Mãe É Padecer na Internet”, que a blogueira aqui que vos escreve, leu e teve crises de reflexões que não passaram até agora, portanto: leiam!Mãe Sem Manual - Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras Resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em Ponto

“Parece o filme “O Feitiço do Tempo” – e é. Você acorda todos os dias cheia de esperança, será que é hoje que finalmente vou conhecer meu filho? Nada acontece e o dia seguinte amanhece exatamente igual, com o bebê tranquilão da barriga, zero interesse em estrear nesse mundão de meu Deus.”
“A notícia da gravidez é algo avassalador. Junto com a felicidade e, muitas vezes, o susto, misturam-se outros sentimentos: o de incredulidade é o mais forte deles. Aquela sensação de eu-era-filha-até-ontem-e-agora-vou-ser-mãe-como-isso-é-possível é muito comum. Depois a voz da sua mãe na adolescência dizendo “quando você tiver filhos, vai me entender!”

Este post também faz parte do Projeto Ângulo Fotográfico Literário o qual participar os seguintes Blogs: Diz Aí Mariazinha , No Mundo da Lua, Lado Milla, Eu Randômica.

Resenha: livro da Alexandra Gurgel – Pare de Se Odiar – porque amar o próprio corpo é um ato revolucionário!
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