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18 coisas que você precisa saber antes dos 18 anos

03.03.17

Ah, a tão sonhada maioridade! Quem nunca sonhou com os gloriosos 18 anos? Quem nunca planejou mundos e fundos; sonhou, contou os dias, contou as horas e guardou cada data de aniversário, apenas esperando o maravilhoso, o esplendoroso 18 aninhos de vida? Se  você ainda está esperando então não pode perder esse post. E se você já passou dos 18 faz tempo, fica mais um pouco, e me conta se você concorda com essas 18 coisas que você precisa saber antes dos 18 anos. Se não concordar, você puxa minha orelha nos comentários, combinado?o que

  • O que  é que eu vou fazer com essa tal liberdade…

Sabe essa música? Então, essa letra já resume tudo! Sei que você pensa que vai poder sair por ai, voltar a hora que quiser em casa – sem ninguém pra pegar no seu pé ou encher a paciência. Que vai poder fazer literalmente o que quiser sem seus pais te controlarem. Bem, se você vive no Brasil, se prepara, os pais daqui são superhipermega protetores seja com um filho de 3 ou 50 anos. No meu caso, minha avó continua me controlando mesmo eu tendo 19 anos – e também não poderia ser diferente, eu dependo financeiramente dela *e você ainda deve depender dos seus pais também*. Mas ai você me diz: ah Sami, mas tudo bem, tudo beleza, eu arranjo um empreguinho… E ai temos a segunda lição que você precisa aprender (o quanto antes):procurando

  • Procurando emprego.

Esse “filme” é bem a nossa realidade. Primeiro que arranjar emprego não é fácil – principalmente no atual estado do país. Segundo, que geralmente você precisa de uma qualificação que vai além do ensino médio. E além de tudo, se você deseja estudar + trabalhar, já vai preparando a agenda ai, porque você terá horários fixos de trabalho – a não ser que você seja como eu (blogueira) e possa trabalhar de madrugada até o sol raiar e o resto do dia usar para os estudos, ai tudo bem. Caso contrário, se prepara para fazer algo que você não seja muito bom – por exemplo, ontem eu pensei que deveria achar um outro emprego para complementar, e então pensei em fazer faxina (claro, por que não Samira? Bom, porque não, porque eu mal sei limpar um chão, e só fiquei craque por causa da Jacque hehe), rodar bolsinha? Pior ainda, pelo que andei vendo tem uma máfia até no emprego mais antigo do mundo. Olhar carro? (a mesma novela). E bom, claro que eu falei tudo isso brincando né? Se eu tivesse tempo para trabalhar em mais alguma coisa estaria dando aulas particulares ou trabalhando para alguma empresa de mídias digitais mesmo.post vestidos fofos (2)

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Como é morar no CRUSP – Moradia Estudantil da USP #2

10.02.17

Entrevista - procedimentos necessários para morar no alojamento estudantil de faculdade pública. Aluna conta um pouco sobre sua experiência como moradora do CRUSP..USP imagens

Universidades Públicas como a USP costumam ter alojamentos para alunos que não tenham condições de pagar um lugar para ficar, no nosso caso, o alojamento se chama CRUSP. Além da moradia ainda há outros auxílios que podem ser conseguidos pelos alunos – basta seguir alguns passos que vamos explicar melhor ao longo do post. Além disso, sempre tem aquela dúvida em como será que funciona tudo isso; “como conseguir uma vaga?”, “como funciona o alojamento?” e aquela célebre pergunta: “você gosta de morar no CRUSP?”. Para responder melhor todas as perguntas que você, calourinho, está pensando nesse instante, convidei minha amiga Daiana Teixeira para um breve entrevistinha que, prometo, vai te deixar menos confuso e mais confiante quanto á sua moradia. Este é o segundo post da série Calouro Letras USP. No primeiro post (este aqui) contei sobre como foi o meu primeiro ano na faculdade – e falei um pouquinho sobre as matérias ministradas nesses 2 semestres iniciais.


  • Dai, você me disse que faz parte do Grupo do Trabalho (GT), como ele funciona? O que é discutido e trabalhado no Grupo?

O GT de permanência é um grupo vinculado à Associação de Moradores do CRUSP (AmorCrusp) que busca se reunir com os moradores para discutir sobre a permanência estudantil, principalmente com os candidatos a novos moradores. O GT de permanência acompanha a situação dos estudantes que estão no alojamento e os convida para reuniões, ajuda na busca por vagas no Crusp, orienta sobre pessoas que já causaram problemas no Crusp, e atua na recepção dos calouros para que eles saibam que o Crusp existe e como é o processo de seleção para a moradia.

  • Como é morar no CRUSP?  A convivência com os demais alunos é boa?

Pra mim sempre foi um sonho morar na universidade, sempre fez parte dos meus planos e me sinto feliz morando no CRUSP.  A economia de tempo com certeza é a maior vantagem, porque no meu caso, em 10 minutos a pé chego na Letras e o bandejão fica no corredor de acesso aos prédios. O Cinusp (cinema da USP) também fica ao lado; há duas lavanderias, que  são bem básicas mesmo e super concorridas, mas ajuda muito! Os apartamentos são pequenos: área comum, um banheiro com privada e outro com chuveiro e tanque (exceto bloco A1, que é o mais novo e tem área comum, 6 quartos, banheiro, uma mini cozinha e internet cabeada) – o que pra mim que sempre morei numa casa pequena, não é dificuldade nenhuma. No Bloco que eu moro tem duas cozinhas coletivas (com fogões, pias e mesas, mas sem geladeira), no 2º e no 6º andar, nos outros andares, tem sala de vídeo com TV e poltronas, e uma sala de estudo com pouca estrutura (uma mesa de plástico e uma ou outra cadeira, da última vez que vi). No Crusp, exceto no bloco A1, o que o pessoal geralmente reclama bastante é a falta de internet. Eu tive sorte de entrar em um apartamento que funciona até que bem – o wi-fi cai só às vezes.  Mas em muitos apartamentos não funciona, então vários moradores recorrem ao que a gente chama de Crackonet, que é um espaço em frente a entrada do Cinusp onde o sinal funciona melhor e aí sempre tem gente lá com computador e celular – se você passar lá duas horas da manhã, tem gente. Em relação à convivência, posso dizer que no geral é tranquila, lembrando que falo pela minha experiência, porque nunca sofri assédio, nem briguei com alguém, e moro com pessoas muito legais. Porém, existem pessoas que já passaram por situações difíceis no Crusp, como mulheres e LGBTs que sofreram agressões; moças que já foram assediadas ou até mesmo estupradas por algum morador (sim, existem casos, para saber mais, é só procurar saber das situações levantadas pela Ocupação da SAS), pessoas que já tiveram coisas roubadas, etc… Como em todo lugar no mundo, no CRUSP também existem pessoas escrotas, que às vezes não entendem que a cozinha é coletiva, que sujam o elevador (já fizeram xixi), mas, como em todo lugar no mundo, também existem pessoas gentis, pessoas que querem tornar o CRUSP um lugar melhor pra se viver.

  • Como funciona a distribuição de estudantes novos?

Depois que sai o resultado do PAPFE, você tem um prazo para tentar entrar em um apartamento por afinidade, ou seja, você vai bater de porta em porta perguntando se tem vaga (há um quadro na portaria de cada prédio que consta os nomes dos moradores e dos quartos com vaga, MAS, nem sempre esse quadro está atualizado), contando sua história, conversando com as pessoas e tal, até achar um apartamento em que você se sinta acolhido e seja aceito pelos moradores. Caso você tenha amigos no Crusp e no apartamento deles tenha vaga, você pode morar com eles. Se esse prazo acabar e você não conseguir um lugar por afinidade, você vai para sorteio e aí pode cair em qualquer apartamento com vaga: com pessoas legais, ou nem tanto, ou terrivelmente escrotas. Você pode ser hospedado regularmente (quando a SAS sabe que você é hóspede de alguém), ou hóspede, sem ninguém saber, você pode simplesmente não existir para a burocracia.

  • Qual é o processo necessário para um aluno que deseja morar no alojamento? 

A primeira coisa é correr na SAS e explicar toda sua situação, que você não tem onde ficar nem dinheiro para pagar, então você vai passar por uma avaliação e o resultado sai em alguns dias, no meu caso fiquei acampada na sala 51 do bloco F (acampamento organizado pelo GT de permanência, sem nenhum vínculo com a SAS) na semana da calourada, e entrei no alojamento no primeiro dia de aula, 22 de Fev. O prazo para ficar no alojamento vai até sair o resultado do Crusp, se você conseguir uma vaga, é só se mudar. No meu caso fiquei no alojamento até Agosto, porque o resultado do PAPFE atrasou, e consegui o CRUSP na segunda chamada. Os alojamentos do bloco E tem 3 quartos com duas beliches cada, dois banheiros com privada, um banheiro com dois chuveiros e  pia do lado de fora, morei lá com mais 8 meninas, sendo que cabiam 12. No bloco C, por exemplo, o masculino fica no térreo, são duas fileiras de cama (umas 8, 10) e um banheiro grande com chuveiros e privadas (não sei quantidade).

  • Quais outros auxílios são oferecidos pela USP?

O CRUSP também é chamado de Apoio Moradia. Além dele existe:

Auxílio Moradia: R$ 400,00  todo mês para você se virar fora do Crusp, se não me engano, durante um ano e depois dá pra renovar.

Auxílio Alimentação: Café, almoço e janta de graça no bandejão. Quando você pede esse auxílio, você tem que informar quantos créditos precisa, cada crédito é uma refeição, e se não me engano, café nem entra na conta.

Auxílio Livros: R$ 150,00 todo mês durante um ano (exceto Julho e Janeiro) pra comprar livros em qualquer livraria dentro da USP. Poucas pessoas conseguem esse auxílio, somente as pontuações mais altas no PAPFE.

Você também pode participar do Programa de Unificado de Bolsas (PUB), se não me engano abre edital todo ano. Para isso você precisa estar inscrito no PAPFE, porque o PUB também utiliza a pontuação dada pela avaliação socioeconômica. O PUB é basicamente: abre o edital, você pesquisa pelo Júpiter os projetos dos professores de acordo com seu interesse na (s) vertente(s) pesquisa, cultura e ensino (o chamado tripé que sustenta a USP) e se inscreve em até dois. Aí é o professor que te seleciona ou não, de acordo com a pontuação, então pelo Júpiter você vê se foi selecionado ou não, aí você aceita ou não, aceitando você aceita um contrato com algumas cláusulas. Basicamente, você trabalha no projeto com o professor apenas 10h por semana e recebe R$ 400,00 reais por mês.

  • Qual o procedimento necessário para recebê-los?

Inscrição no PAPFE pelo Júpiter, entrega de documentos (muitos) e entrevista com a assistente social se for a primeira inscrição no PAPFE, e se não for, você pode entregar menos documentos e decidir não conversar com a assistente.

  • Como funciona a limpeza do prédio e dos apartamentos? Nas áreas de convivência tem algum funcionário que desempenha tais tarefas, ou os alunos que ficam encarregados disso?

Brevemente: os moradores se viram com a limpeza de seus apartamentos. Os funcionários limpam as demais partes dos prédios, o que inclui corredores, cozinhas, elevadores, escadas, vidros, etc. Os moradores podem solicitar serviços de manutenção na zeladoria, como por exemplo, conserto de fechaduras, desentupir tanque, essas coisas.

  • Qual o tempo máximo para a permanência (em anos) de um aluno no alojamento?

Se não me engano, é o tempo ideal da sua graduação mais um ano.

  • Há alguma separação entre alunos da graduação e alunos da pós?

Sim, os blocos C e G são exclusivos para a pós. Os restante é para alunos de graduação.

Bom, agora que você já sabe resolver seu maior problema: moradia, que tal descobrir 18 coisas que você PRECISA SABER antes de morar sozinho (sério, isso é muito importante e você vai se surpreender com algumas “novidades” dessa nova vida hehehe). Ah e aproveita pra conferir o penoso percurso ente a temida FUVEST e a tão sonhada USP. E se você perdeu o primeiro post dessa série, não se desespere, clique aqui e saiba como foi meu 1º ano na faculdade. ;)

O Segredo do Ruivo Perfeito – HENNA + Entrevista com Iara Henna
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15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR

25.01.17

Não adianta, São Paulo é bem diferente do interior – e eu senti cada diferença muito bem quando me mudei pra lá. Tem coisas que só tem em SP, algumas que pra mim eram enormes absurdos. Confira as 15 maiores diferenças (na minha opinião) entre a Terra da Garoa e o interiorzão.

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR

 

  • Esquerda livre? Que?

Na primeira vez que andei de metrô e uma colega me ensinou a me movimentar por lá eu achei tudo muito louco – como assim só posso andar pela direita? Aqui no interior não tem esse negócio não, vai todo mundo pro mesmo lado e se bobear vai um em cima do outro mesmo.15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR

  • Bobeou já está perdido

Aqui em Piracicaba, eu sempre digo, se eu pegar a rua tal, andar uns 2 quarteirões eu chego no lugar tal; se eu pegar a avenida X e virar 2 quadras já estou em outro lugar que eu conheço. Já em SP, você andou dois passinhos longe da sua rota costumeira e nem sabe mais em que universo está. Olha pro horizonte e só vê coisa desconhecida, nunca vai poder usar aquele método “ótimo” de localização – ahh, tal rua é aquela que tem uma casa roxa na esquina, sabe?

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR
  • Tem gente que vai se oferecer pra segurar sua mochila, e isso é perfeitamente normal

Quando vi isso eu não sabia se ficava mais espantada, assustada ou contente. Acho bem interessante esse ato de solidariedade (ainda mais se a pessoa que está de pé na sua frente dentro do metrô está visivelmente cansada e precisando de ajuda) mas na ocasião que isso aconteceu comigo eu tinha acabado de ceder meu lugar pra uma moça grávida (beeem grávida, não cabia nada no colo dela além da barriga) e ela me perguntou se podia carregar minha mochila (de uns 20kg) – eu me senti super mal e ofendida porquê afinal, eu não dei meu lugar esperando algo em troca e além do mais, pobre moça já tava carregando uma criança ainda ia carregar meus tijolos da faculdade?! Também acho essa história bem louca porquê eu – pessoalmente – não gosto que gente desconhecida fique com as minhas coisas (quando roubaram meu celular parecia que tinham me roubado um pé, me senti super invadida). Mas quando são amigos e fazem essa gentileza eu acho bem legal – nesse ponto já me acostumei.

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR
  • Tem/tinha grafiti em cada mísero canto

Como vocês bem sabem pelo meu Instagram eu amo grafites e acho que já fotografei todos daqui de Piracicaba (ou quase todos hehe) então imaginem minha alegria doida quando viu que em meio às pichações sem sentido também tem arte? Minha vontade sempre que saio é sair tirando foto de tudo!

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR
  • Você nunca viu tanto pedinte junto

Claro que aqui tem, infelizmente, mas a gente sabe que eles têm ajuda de igrejas e de restaurantes (pra comer). Mas em SP a população das ruas é uma coisa absurdamente louca pra mim, eu fico imensamente triste com esse fato ainda mais em saber que não temos uma garantia de que todos recebem alguma ajuda.

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR - Blog Dezoito em Ponto
  • O frio é uma coisa doida quando vem (e quando não vem é um sol de morrer)

Nunca vi um tempo conseguir ser tão bipolar! Nas minhas primeiras semanas eu não sabia que essa mudança na temperatura era tão brusca, então lógico que passei frio! Agora já aprendi, no mínimo um cardigã tem de estar na bolsa – mesmo que esteja um sol digno de fritar.

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR
  • Na boa que tá chovendo de novo?

Outra coisa interessante quanto ao clima bipolar é: a cidade realmente faz jus ao nome “Terra da Garoa”. Quando inventa de chover chove toda hora, em um minuto tá mó sol, no outro já ta tudo inundando.

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  • “meu” e “mano” são constantes da fala

Pior que isso é chegar pra sogra e tratar ela por “mano” e falar “meu” pra chamar a vó – sim, eu já fiz isso. Simplesmente essas duas palavrinhas não conseguem sair da minha fala enquanto eu estou morando lá a semana toda.

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  • Barulho é tão normal que ninguém repara mais

Sorte minha que eu durmo como pedra – já minha avó por exemplo não sobreviveria – tem barulho a noite toda, helicóptero, avião, caminhão, gente berrando, música em plena 6 de manhã e vários outros ruídos absurdos. Pra mim isso é bem notável porque no interior em moro numa rua muito quieta mesmo – mesmo porquê só tem 3 casas na rua hehe.

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  • O significado de “longe” nunca foi tão absurdo

Meu amigo Gabriel sempre fala que algo é “perto” sendo que pra chegar no referido lugar é necessário andar meia hora e pegar dois ônibus. Fico realmente assustada quando ele diz que determinado lugar é “longe” pois significa que é realmente onde judas perdeu as calças.

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR - Blog Dezoito em Ponto

foto: my dress code

  • Cê não é tartaruga pra andar com a mochila pra trás

Essa regra de mochila na frente é no transporte público (seja ele qual for) mas é sempre bom andar assim em ruas como a 25 de março… Eu nunca tinha visto isso antes de SP!

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR - Blog Dezoito em Ponto
  • Tem vendedor em todo canto

Porque raios eles adoram aquelas frases toscas? Sempre tem alguém vendendo fone de ouvido na linha azul (aff). E o que dizer dos vendedores da 25 que já chegam pra cima de você? Aqui ninguém vende nada nos ônibus e na rua só tem (quando tem) uns hippies vendendo miçangas.

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  • Aqui a gente só tem shopping, mas em SP tem coisa pra você fazer até morrer

Restaurantes incríveis, museus, shows de graça, ruas interessantes, boates… E a gente aqui indo pro shop.

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  • Todo mundo tá sempre correndo e você acaba indo junto

Se você não apressa o passo vai ser esmagado e depois de tanto correr você vai começar a se apressar até quando não está com pressa (eu sempre)

15 diferenças que todo mundo sente entre São Paulo e o interioR - Blog Dezoito em Ponto

Elidio Bar
Mercado Municipal
File de frango

  • Lanche pode substituir o almoço – inclusive diarimente

Nunca ouvi tanto “ah eu como um lanche na rua”, o povo parece que tem uma certa relutância em não almoçar comida.


E você? Quais diferenças você nota entre SP e o interior? E se você gostou desse post não se esqueça de ler também: Lugares incríveis para conhecer na Avenida Paulista  e os outros posts da tag “São Paulo”

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18 coisas que você precisa saber antes de Morar Sozinho

23.11.16

18 coisas que você precisa saber antes de ir morar sozinho, estudante, república, USP, FFLCH, morando sozinha, morar fora, morar sozinha, viajem, pessoal, viagem, vida

Quando saí de Piracicaba e vim para São Paulo eu já sabia que muitas coisas seriam diferentes. Que a minha vida seria repleta de “aventuras” que eu desconhecia – mas nunca imaginei que seria tão difícil morar sozinha.

  • Você vai sentir saudade de casa

Parece uma coisa até meio óbvia para se afirmar visto que você estará longe das pessoas que amam e que conviveu sempre junto até agora. Porém não falo da saudade da comida da vó, do choro do irmão (ou priminhos), das conversas com a tia ou dos latidos do seu cachorro. Falo de uma coisa mais profunda, aquele incômodo que fica no peito quando você está nervoso e só precisaria de um abraço da sua vó pra te acalmar. Ou quando você está profundamente angustiado e gostaria apenas que seu cachorro estivesse junto – ele entenderia, ele iria te olhar nos olhos e ia fazer tudo ficar bem com algumas lambidas. Ou quando você se sente em perigo e pensa na hora que a sua família nunca deixaria você sentir medo. Que você está á mercê do mundo sem ninguém para te proteger. Porém essa saudade não vai doer pra sempre, na verdade ela será ótima! Ela vai te fazer perceber o quanto a sua família é importante para a sua caminhada. Ela vai te fazer querer mais conversas, mais abraços e carinhos, mais passeios aleatórios, mais risadas, mais amor, mais família.

  • 2º Diga adeus às suas mordomias de antes

Sabe aquela tranquilidade de quando você está na escola, bate o sinal e você sabe que seu pai está lá para te buscar e te levar pra casa? Sabe o sossego em nem saber que horas começa sua aula de inglês pois tem alguém que te deixará na aula 15 minutos antes para que você tenha tempo de revisar algum conteúdo importante que você nem mesmo lembrava? E o que dizer quando você chega tranquilo no vestibular, com mais de 1 hora de antecedência e com tempo para se preparar e descansar? Bem, diga adeus à essas mordomias. Se você não tem carro como eu, vai aprender que o ônibus (busão para os íntimos) é seu mais fiel amigo – você vai ter que acordar horas antes da aula, levantar, se arrumar, arrumar seu café, seu lanche, checar cartão de ônibus, circular, banco, plano de saúde, RG, CPF, dinheiro e o que mais houver, antes mesmo de cogitar por os pés para fora de casa. Além disso, o ônibus pode atrasar, então se você acordar tarde e correr pro ônibus, lamento, mas você já perdeu parte da sua importante aula. Outro amigo que conheci recentemente se chama relógio, sim! Eu não era amiga dele, eu esquecia da existência dele, eu nem sabia direito os horários das minhas aulas da escola. Mas agora, bom, agora eu tenho ele como um amor inseparável – e para eu não ficar louca com os horários, tenho planilhas de horários, exatamente porquê eu sou fácil de perder hora. E se você tem carro, tem a mordomia de não andar de pé dois no frio cortante ou no sol de matar – mas, terá que lembrar dos seus horários, ou seja, lhe apresento á RESPONSABILIDADE.

  • 3º Sua relação com o dinheiro vai mudar – e muito!

Antigamente se eu queria algo eu pedia à minha avó, e, se tivéssemos coisas mais importantes para comprar do que o que eu queria: paciência, vida que segue. Pior que eu não entendia direito isso, pois, bom, eu queria algo e tínhamos a quantia para a coisa, então porque não comprar? Aí é que está, hoje, eu fico esperando ansiosa pelo dia 26 (yes! Money!) e pelo dia 5 (adeus! Money) ou seja, o dia de pagar o apartamento. Porém, o dia 5 é tão feliz porquê eu vou poder finalmente saber se eu vou curtir a vida adoidado com meus ricos 2 centavos ou se vou poder curtir a vida adoidado com um pouquinho mais – e quem sabe comprar mais um cacto pra minha coleção. Aplicativo do banco é algo essencial na minha vida – me sinto uma adulta pensando nisso agora. E o internet banking então? Caiu do céu! Com essas novas tecnologias (nossa parece que tenho mil anos kkk) é muito fácil pagar as contas, fazer transferências, consultar seu saldo (só dá vontade de morrer quando ele está negativo mas tudo bem, a gente supera), mas principalmente ele é importante para você ver quanto dinheiro ainda tem e fazer uns cálculos doidos a respeito de comprar ou não tal coisa – você acaba fazendo trocas e negociações consigo mesmo, por exemplo: se eu comprar um vasinho de bichinho esse mês não vou ter dinheiro para o xérox; o que é mais importante? Vasinho ou xérox? Bom, então compro xérox esse mês e vasinho de planta mês que vem, fechou? Fechou! Então belê.

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Da Fuvest até a matricula na USP

05.04.16
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Sobre o dia mágico da minha vida. O início de tudo:

Primeira fase da Fuvest: No segundo ano muitas pessoas (quase a sala toda) da minha sala prestaram letras como treineiro porque “é fácil”, mas o resultado foi que apenas um passou. Nesse ponto, comecei a ficar levemente preocupada. Na minha segunda fase eu lembrava desse acontecimento como se fosse eu mesma que tivesse não passado; por esse motivo fui fazer a prova tremendo. Se não me engano a última primeira fase que fiz foi a Fuvest então estava menos neurótica, mas muitíssimo mais nervosa. Comida? Okay, chocolate amargo, paçoquita, halls preto, chá de hibisco…Caneta? Estojo? Camiseta do cursinho para assustar concorrentes? RG? Um pedaço do fígado?… Ok, ok, ok, ok, quase ok. Sento na cadeira e faço minhas meditações, na tentativa -quase- falha de não ficar histérica. No fim deu tudo certo, só tive alguns pesadelos com as provas. Fui muito bem obrigada – a não ser pelas exatas, o que já é de praxe. Prefiro não lembrar exatamente tudo o que senti e muito menos sobre aquela prova “horrorível”

Na segunda fase da Fuvest: Muito bem, passei na segunda fase da Fufu e da Unesp também, ótimo. Novamente a Fufu foi a última prova a ser feita. Comida estava ai, amigas na sala também, banheiro era uma constante para não passar mal, chocolate amargo um tablete por dia e mais chás. Primeira questão da prova especifica (humanas): monte um gráfico… Quase cai da cadeira. Enfim, tudo isso me rendeu uns três meses sem comer chocolate amargo e sem tomar meus chás.

Depois, o pior, a grande espera. A atordoante espera. Todos os dias eu acordava e pensava cada hora de um jeito; haviam duas opções: “Claro que passei, eu estudei muito e passei, já estou lá” e “Eu não passei, sou uma inútil, vou ficar mais um ano no cursinho e tudo por causa daquela maldita questão do avião…” Ah! E também tinha: “Tenho certeza que os corretores vão me passar por dó, vão ver que não sou de exatas mesmo, tudo por causa daquelas questões que eu apenas anotei os dados…”

Lembro que eu ouvia a música “nova”

Pedra Murano, olho de tigre
Moldura brilhante em ouro amarelo
Que isso te proteja, te dê segurança
Em todos os momentos que faltar esperança
Renove sua força, te dê felicidade
Traga um amor, amor de verdade
Espante os inimigos como um dragão
Te proteja como um leão

A qual eu cantava como um mantra, para respirar, para me acalmar, para ter certeza de que eu iria passar, iria ter proteção (meus colares de Nossa Senhora que o digam) e que teria minhas forças renovadas, afinal tudo iria valer a pena.

pass

 

Mas então, finalmente O GRANDE DIA.

Sabia mais ou menos o horário que sairia a lista – no maravilhoso dia 5 de fevereiro. Bem nesse ano a Fufu não liberou dois dias antes como manda a boa tradição. Não sabia se sairia primeiro só a lista ou sairia o desempenho junto (o que você entra para conferir no sistema). Ainda por cima, dois dias antes um veterano fez uma brincadeira muito de mal gosto de dizer que anteciparam a lista e colocar a lista da primeira chamada. Conclusão? A tonta aqui foi conferir, estava quase chorando de emoção quando meu tio viu que tinha algo errado. Mas então, finalmente, depois de tanta espera, eis que me pula uma janelinha no facebook da Jacque (uma das amigas que moro atualmente) me dando os parabéns – as duas já haviam visto a novidade, pois eu só esperava a confirmação para me mudar. Primeiro: só li e já fiquei pensando “ue, que que houve?” atônita, pasma, assutada, porque mesmo que eu tivesse a certeza que iria passar (com cada átomo do meu ser) eu ainda não acreditava. Nem a respondi – desculpa Jacque – é que eu precisava ter certeza, então lá fui eu conferir e…Pimba! Meu nome lindo estava lá. Nunca fiquei tão feliz em ver meu nome em algum lugar. Minhas reações foram de choque até a extrema felicidade (ao menos até minha avó começar a chorar) então como o povo ficou muito triste, a felicidade se resumiu a eu e Bianca (minha priminha pequena) dançando na sala – só porque ela repetia “Eu passei na USP” sem entender que eu estava indo embora.

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Do grande dia até o segundo grande dia.

Choro, lágrimas, água dos olhos, mais lágrimas, mais choro, mais nervoso, mais água dos olhos. Esse é o resumo do meu calvário que começou no dia da primeira chamada e terminou no dia da matricula (quase terminou). Claro que eu não estava abandonando minha família, mesmo porquê volto na quinta pois não tenho aula na sexta! Não se trata de liberdade – se liberdade for andar de circular já posso devolvê-la – é uma questão de satisfação pessoal, de lutar e conseguir, de esforço, de realização, de futuro profissional. E tudo que eles não entendiam (ou não queriam entender) é a grandiosidade de estudar nessa faculdade – ou nas federais ou Unesp ou Unicamp – mas eu expliquei, atestei, comprovei e no fim, quando estava a ponto de me jogar na frente de um carro, CONSEGUI!

Esse milagre aconteceu também depois que eu li o livro O Segredo, que em breve farei uma resenha. Ele diz basicamente que devemos pedir ao Universo e pensar positivo que teremos o que desejamos. E isso, era o que eu sempre quis, sempre pensei ansiei e pedi a Deus. Eu sempre fui excessivamente protegida pela minha família – excesso de amor, amo todos vocês – e quem me conhece pessoalmente sabe como seria impossível e inacreditável eu estar aqui. Quanto eu rezei, fiz promessa, acreditei, chorei, negociei… Me renderia um livro apenas sobre estes dias.

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Sobre a matrícula na Hogwarts brasileira

Deveria levar o histórico do ensino fundamental e do médio  (originais e cópias e para não ter nenhum imprevisto levei todas as cópias autenticadas), certificado de conclusão do ensino médio, foto 3×4, RG, CPF – levei até certidão de Nascimento e comprovante de residência, tudo com suas cópias devidamente autenticadas – Houveram dois dias para a matrícula (dia 11 e 12 de fevereiro), eu como sou do matutino deveria ter ido no primeiro dia (mas não deu e favor pedido para a tia a gente não olha os dentes) então fui no segundo – tremendo pois, em tese era dia do noturno e dos atrasados do matutino; tremendo pois no dia anterior alguns alunos do noturno não puderam se matricular e tiveram de esperar até o outro dia, mas pedi Socorro às pessoas do CAELL (alunos que ajudam-nos nas questões políticas e burocráticas) e me asseguraram que eu só sairia de lá matriculada. Então finalmente fui, imaginem a cena: eu, minha vó, tia, primos pequenos adentrando o santuário das humanas. Minha avó achou estranho os prédios da História e Geografia pichados – ficou levemente horrorizada – mas no fim entramos na fila para o auditório da Geografia. Tiraram fotos nossas – minha vó com a plaquinha: minha filha passou na USP. E todos bem sorridentes (inclusive meus primos, afinal um dia a USP será o santuário deles também). Então entrei no auditório da Geografia, primeiro me colocaram na fileira mais perto da porta para assinar um questionário com informações básicas – imagine que minha mão tremia e a letra ficou horrível e subitamente eu esqueci meu CPF e RG e – graças a Deus – eu entrei com o celular em mãos. Lembrei dos grupos do facebook que eu participava desde antes de efetivamente passar – o conselho era de conversar com o coleguinha do lado, mas os coleguinhas não queriam muito conversar e eu, eu estava muito nervosa até mesmo para piscar – Logo depois de tudo preenchido entreguei a folha à uma das várias pessoas dispostas numa banca e sentei numa fileira de cadeiras mais para frente. Então começou a adorável dança das cadeiras, a primeira fileira ia entregando os documentos e as fileiras seguintes iam passando para a frente. Quando finalmente chegou minha vez uma das moças estava desesperada – era da sociais e só foi descobrir que estava na sala de matrícula errada de pois de quase chorar, e eu também – entreguei então os documentos todos lindos, fiquei com os originais pois haviam as copias autenticadas e colocaram minha foto 3×4 linda junto à todos os documentos e formulários. Então, hasta la vista baby um moço na porta da saída me desejou boa sorte – eu tinha um sorriso de orelha a orelha que tenho certeza deve tê-lo contagiado, mal eu sabia o que iria me esperar – e me entregou uma sacolinha com folders da letras e de toda a USP. Logo que sai do auditório já haviam pessoas fofas para conversar, e então a pergunta – que eu aprendi só depois ser algo muito importante e quase como que sua marca na Letras – qual seria minha habilitação. Hãn? Habilitação? Ainda bem que eu soube disso pelo grupo do face, habilitação são os idiomas que você se forma ou linguística <3 . Como tinha acabado de chegar, respondi o que sempre achei que queria (e talvez ainda queira): francês. Então conversaram comigo sobre os auxílios de permanência e sobre o povo do curso. Então uma veterana linda escreveu um USP enorme na minha testa e deixou meus priminhos me pintarem (resultou em alguns riscos da Bianca e um “passei na usp” meio escrito errado pelo Daniel – mas a gente perdoa porque pichar a Samira não é um negócio fácil). Logo depois: aquele deslumbramento maior ainda, em ver o que hoje sei que é o Aquário (salinhas de xerox, da Atlética, de comida, de descanso) e barracas (da Atlética- o que me encantou pois eu realmente queria muito fazer parte do time da FFLCH, de uma organização cristã – que tiraram fotos muito legais e foram muito atenciosos com a minha família, e de mais gente pintando e conversando) havia também uns grupinhos com um pouco de música e os famosos e normais cartazes espalhados. A recepção cheia e super animada foi no dia anterior (matutino) pois o noturno além de ter mais adulto – portanto talvez mais quieta – ainda foi o dia com menos gente, já que a maioria foi no primeiro mesmo. Logo encontrei minha “mãe” que me adotou, minha veterana atenciosa e linda que me ajudou com todas as dúvidas e sonhos – e me ajuda até hoje – Ela nos mostrou um pouco do campus e da Letras, e comemos todos juntos na cantina – ou melhor dizendo na Itália. Depois nos encontramos na frente do prédio com uma galera do curso, e a Tai resolveu que seria ótimo me pintar mais um pouco e me deixar com glitter até a alma (o que eu adorei) – porém íamos no shopping depois, então imagine uma Samira se lavando no banheiro da história e tentando tirar glitter do coração e do pulmão. No banheiro estava escrito perto do teto “você é linda” sendo que só seria possível de ler olhando-se no espelho. Haviam cadeiras empilhadas na História pois tinha tido uma paralisação (piquete – barrar a passagem para que não haja aula e ninguém saia prejudicado).

Sobre a primeira mudança

Antes de me mudar permanentemente (na primeira semana, a calourada, a semana de recepção) nós fomos visitar o apartamento em questão. O encontrei no grupo do Facebook Repúblicas da USP. Se não me engano, sem fotos, apenas uma descrição da menina que estava saindo. Clicar para falar com ela foi o mais importante clique que já fiz na minha vida. Costumo pensar duas coisas que me regem: nada acontece por acaso, sempre há Deus guiando de algum jeito o seu caminho e as coisas só acontecem porquê devem acontecer e na hora certa, portanto não são perdas, mas livramentos. Eu tinha conversando um ou dois meses antes com umas meninas bem legais que tinha uma casa vaga, cachorros, meninas de cabelo pintado e jardim, bem legal, mas era bem longe em relação ao que estou e no fim elas não esperaram as chamadas e alugaram para outra. Foi sapiência de Deus porquê minha casa de agora é pertíssimo da USP (tanto que vou a pé) e na outra casa eu teria que tomar conduções e me perder nos ônibus e metrôs. Essa casa tem a Monique que me ajudou a me adaptar a São Paulo e a perder (ou ao menos deixar um pouco) a inocência do interior – e ficar mais atenta e esperta com as coisas. Tem a Jacqueline – minha deusa da fofura, companheira de quarto (confesso que me sentia em um acampamento no início) a pessoa que me atura e que me entende. Mas voltando à questão da primeira visita, é engraçado perceber como o cérebro processa os lugares novos; olhando agora no quarto ele era completamente diferente de quando o vi pela primeira vez; agora ele é um lar, ele tem espaço, ele é grande! Antes ele parecia apenas uma imagem nebulosa, um sonho grande de alguém pequeno que sabia que nunca conseguiria. No dia em questão conheci a família das meninas e percebi – tão diferentemente como elas eram – e foi de uma maneira tão profunda que me identifiquei com ambas, mas a que eu pensava que seria mais próxima acabei não sendo, e isso se inverteu absurdamente. Minha avó, meu anjo, meu porto seguro, minha vida, preocupada que estava/está resolveu comprar comidas suficientes para um refugiado de guerra viver com a família e parentes pelo resto da vida. No começo comi comida congelada de janta e almoço no bandejão – as vezes dividia a comida com as meninas pois era muita. Mas atualmente eu almoço “marmitinhas” de comidas que a minha avó traz e eu coloco em um potinho alface e no outro uma carne (geralmente frango) mas essas conversas pormenorizadas ficam para um próximo post.

Espero que tenham gostado, deixem seus comentários que eu irei responder o mais breve possível! Tem alguma pergunta? Pode me mandar que eu farei de tudo para saná-la. Até o próximo post!

Amigo, ainda me sobraram dedos para te contar.
Mirando-se no espelho.
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