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Literatura

Resenha: Chronos – viagens entre páginas e tempos

20.02.19

A série Chronos me conquistou logo com o primeiro livro Chronos – Viajantes do Tempo e sua continuação Chronos – Limites do Tempo não poderia ser diferente.  Um livro escrito por Rysa Walker e editado no Brasil pela nossa parceira DarkSide Books. Nesse volume 2 a narrativa de mostrou mais complexa ainda e muito densa. E eu gosto de livros, filmes e histórias no geral que desafiem meu cérebro e minha forma de pensar. Foi exatamente isso que Chronos me ofereceu.

Resenha de Chronos – Limites do Tempo

Essa novo livro abordou questões ainda mais sérias e complexa como o racismo, o sexismo e homossexualidade através do tempo. Logo no começo em algumas boas dez páginas a autora se debruçou a colar pontas soltas e esclarecer pontos que não tinham ficado tão claro ou mesmo tenha sido esclarecido no livro anterior. Uma vez que tudo estava acertado a narrativa prosseguiu fluída e conexa.

As questões religiosas foram ainda mais problematizadas. No primeiro livro começamos a entender a gravidade da situação mundial com a nova e estabelecida religião cirista. Que criada pelo avô de Kate, Saul, prega a aceitação de todas as pessoas mas também a valorização do dinheiro e dos negócios. Que engloba todas as necessidades e teorias da necessidade religiosa uma vez que oferece abrigo aos menos abastados mas também sustenta templos gigantescos.

É contraditória pois prevê um futuro cheio de catástrofes – que nem os viajantes no tempo nem a própria Kate da atualidade sabe ao certo qual é – mas incentiva que seus seguidores apostem no mercado financeiro. Quase um clube fechado de pessoas poderosas em todo o canto. De gente que se une para supostamente ajudar ao próximo mas que tem esperança de serem os poucos escolhidos dentro do mundo. Isso porque Saul planeja um evento grandioso chamado de Abate que é literalmente a morte de praticamente toda a população mundial e só alguns poucos serão poupados – e é claro que esses poucos necessariamente são seus seguidores.

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Beauty Outros

Vestido artesanal de gatinhos | Compre de Quem Faz

27.11.18

Vestido artesanal de gatinhos | Compre de Quem Faz Renata Fiore presente pra quem ama gatos e moda consciente por Samira Oliveira dezoitoemponto.com

Calling all the gateiras de plantão. Este post é pra vocês e pra quem ama vestidos, moda consciente e artesanal e também, o estilo vintage e romântico. Recebi da Loja Renata Fiore esse vestidinho maravilindjo que virou um ensaio fofo junto com os gatos da Lainy Cherry e suas fotos lindas. Esse post nasceu a partir do Onde Comprar Vestidos Fofinhos e Vintage (outra matéria daqui do blog).

Além do vestidinho eu também recebi uma necessaire super linda e delicada. A Loja Renata Fiore, além de vestidos também vende camisas, saias, brincos, máscaras de dormir e laços pra cabelo. Tudo feito artesanalmente pela própria Rê (que além de muito talentosa é um amorzinho). Ela também faz modelos e estampas que o cliente escolher, tudo muito bem feitinho e de qualidade. <3

 

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Vestido artesanal de gatinhos | Compre de Quem Faz Renata Fiore presente pra quem ama gatos e moda consciente por Samira Oliveira dezoitoemponto.com

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A melancolia dos dias úmidos e seus recomeços

09.10.18

Hoje foi aquele dia úmido e fresco, que carrega no vento uma sensação de aconchego, de novo e de recomeço. Não entende? Vou te explicar como me sinto. A calçada e as ruas estão molhadas, ando sobre elas com meus coturnos pretos e o vento úmido e feroz batendo no rosto. Vez ou outra ele se ameniza e vira brisa. Vez ou outra meus pensamentos se acalmam e viram breves ideias que nunca irão se realizar. A chuva deixa cada verde da mata mais bonito. E enquanto passo por uma sebe penso em florestas e em como gostaria de estar por ai desbravando alguma, viajando pelo mundo. Também penso em como sou grata por estar aqui, nessa cidade que nem sempre me acolhe e que antes me repele, mas pela qual sinto profunda admiração.

Por cada arvore e moita que passo, observo a folha e vejo em visão macro, cada intempérie que ela passou. Há manchinhas de alguma praga de plantas, há partes mordiscadinhas, há uma parte amarronzada que estraga – enquanto outra continua verde – e há também infinitos tons de verde. Penso em como queria usar essa visão em alguma cidade do Brasil, quem sabe achar uma Imobiliária em Balneário Camboriú  e ficar por lá, desbravando um verão que nunca se acabaria. Outras vezes penso em ir mais longe, em estar em Londres, ou talvez sofrer em frente à torre Eiffel as consequências de alguma romance mal resolvido entre mim e algum francês qualquer.

Nesses dias úmidos eu encho meus pulmões de ar fresco, eu deixo que o suspiro me renove e penso com um certo pesar e um certo desanimo na minha capacidade absurda de me render à rede de pescar ao invés de continuar nadando e de nada pra baixo. Olho ao redor e nesses dias meio melancólicos e aflitos me pergunto onde no meio do caos interior, escondo minha vontade de batalhar pelos meus sonhos. Queria ter a resiliência daquela folha verde que ficou lá atras e resistir, queria não me achar caída, pisada e quase morta. Invisível a todos que passam por mim, e sem forças ou vontade para deixar o vento me levar a outro cais.

Mas logo penso diferente, logo a garoa cai novamente e vai aos poucos, ensopando minha mente, transbordando pensamentos e os lavando de todo esse pessimismo. Ao chegar em casa já reservo uma praia em Balneário Camboriú, me matriculo em um aula de francês e troco meus coturnos por xadrez. Chega de melancolia barata, querida, chega.

o trauma de sentir e o vício em fugir – sobre o medo de ficar | #TeLiPoesia
Permita-me eu apresentar novamente, e me veja como mulher, não como uma irmã.
10 Melhores Poemas Eróticos – para curtir sozinha ou acompanhada.
Poesia Textos

10 Melhores Poemas Eróticos – para curtir sozinha ou acompanhada.

13.09.18


Literatura erótica é um assunto que venho tentando trazer aqui pro blog há um tempo. Decidi por fim começar com poemas do gênero. O efeito deles – mais do que qualquer outro assunto que chegue aos versos – pode ser sentido em  um relacionamento ou sozinha. Já perdi a conta de quantos depoimentos já recebi de quem melhorou o relacionamento, salvou casamento e aumentou a própria auto estima ao ter esse tido de experiência com a leitura. E não vou mentir, é algo que me atrai muito e que estudo por conta própria (por enquanto, mas a ideia é pesquisar essa área, quem sabe um mestrado? hehe). Pra começar gostaria de pôr duas ressalvas; primeira, este conteúdo é adulto, ou seja indicado a maiores de 18 anos, okay? E segundo, esta é uma área séria e realmente estudada na Letras, haja vista a grande Hilda Hilst que teve destaque da Flip deste ano e Marquês de Sade (tenho certeza que se você não leu algo dele ao menos já ouviu este célebre nome) por exemplo.

Sem mais delongas, vamos aos 10 melhores poemas eróticos – alguns atuais, outros nem tanto… Mas prepare  o coração, o corpo e quer uma dica? um vibrador também (encontre neste sex shop)

 

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Uma publicação compartilhada por Vênus s.f. (@venusterceira) em

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo.
Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há um tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta

Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.

– Hilda Hilst

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A Nova Eva e a conspiração de Lilith – Ensaio Fotográfico

23.08.18

Eva, a primeira mulher da Terra. Primeira ancestral nossa, nossa mãe. Não entrarei no fato de ser este um mito, cada um acredita no que lhe convém. Mas é importante ver poeticamente Eva, com outros olhos. Enxergar, mais do que apenas ver, o símbolo de submissão que ela representa, as teorias da conspiração em volta disso e como podemos trazê-la até nós, aproximar sua simbólica figura do nosso feminino. É isso o que quero nesse projeto, com a fotógrafa Lainy Cherry. Na hora eu não pensei muito sobre. Só me veio à mente “Eva”. Talvez como um grito dela própria que há muito havia se perdido. Talvez por estar em meio às folhagens e me reconhecer como ser mulher. Entre tantas verdades, a maior: desde Eva tentam calar nossa voz.

A Nova Eva e a conspiração de Lilith - Ensaio Fotográfico sobre feminismo, sagrado feminino e empoderamento

Canta, oh deusa, sobre a primeira mulher criada, sobre as escrituras sagradas e sobre a profana ilegitimada. Contam nos amuletos antigos sobre o mais antigo ser, nascida antes mesmo do homem, Lilith. Mas também criada junto ao seu oposto no Gênesis da história. Canta, musa, sobre a mulher que se negou a ser menos, que pegou pra si a dominação – e por ela se enfeitiçou – que cobriu Adão e se negou, a ser menos, a ser a mulher que eles queriam. Talvez tenha andado pelos bosques do Éden e gritado, ser o mais perfeito ser criado, à imagem e semelhança da própria Deusa.

A Nova Eva e a conspiração de Lilith - Ensaio Fotográfico sobre feminismo, sagrado feminino e empoderamento

O profeta me conhecia como “primeira mulher”. Me apagaram da história por ser igual ao homem. Abandonei a pé esse falso paraíso de mentiras e maldições. Voei como coruja, como animal noturno que tem um rumo na noite. A noite, querido, pertence a mim. Foi com ela que fiz meu próprio Éden. No Mar Vermelho construí meu deserto e dei a luz a meus filhos, rebelião, é disso que eu gosto, sexo, é disso que eu me alimento. E a maior verdade é que te assombro de medo, você olha em meus olhos e vê o poder que desejaria ter. Sente meu cheiro e te torna cego, até minha voz, querido, te embriaga. Você me teme e me deseja, e talvez eu possa te levar comigo ao meu inferno – se tu merecer. Quase todas as civilizações me vêem como maldita, me afastam com temor. Mas algumas, mais sabias, matriarcas, reconhece em mim a maternidade e o poder que posso lhe oferecer. Às minhas filhas: unam-se é chegada a hora de despertar esse mundo.

A Nova Eva e a conspiração de Lilith - Ensaio Fotográfico sobre feminismo, sagrado feminino e empoderamento por Samira Oliveira e Lainy Cherry

Recentemente Eva me revelou: “não fui feita de costela nenhuma, fui criada isolada dentro do meu próprio coração. E toda essa história de deus e criação. Foi para tentar conter, o tamanho da imensidão. Que eu ocupava.” E quando conheci a serpente, conheci a mim mesma, uma outra face que eu queria a todo custo ignorar. Sabia da outra, sabia da sua revolta, e por me reconhecer como igual mordi a maça. E mordi com gosto, com desobediência aos que queriam me diminuir. Queria o conhecimento sim, queria que ela me admirasse sim, e queria dividir com Adão, essa enxurrada de informações, de prazeres, de luz… E nós duas fomos luz demais, Lua demais, profundidade e intensidade tamanha, que hoje, em dia, toda a humanidade, nos teme e tenta nos aniquilar.

A Nova Eva e a conspiração de Lilith - Ensaio Fotográfico sobre feminismo, sagrado feminino e empoderamento por Samira Oliveira e Lainy Cherry

Então exclamou Adão: “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada ‘mulher’, porquanto do ‘homem’ foi extraída”. Mas ele não sabia, que minha essência há muito a Terra já habitava. E como satélite noturno, por ela orbitava e guiava. É meu poder feminino que dá vida a esta humanidade, reconhecer isso é pré requisito, é o minimo esperado, para quem tanto deve à minha intimidade. Que se ergam templos e religiões, que sejam montados sob flores e pecados, que seja um local repleto de paz e felicidade. Para guiar essas almas, todas essas perdidas almas, à verdadeira essência do que somos.

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