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Textos

Amigo, ainda me sobraram dedos para te contar.

23.07.17

Texto de dia do amigo - amigo ainda se conta nos dedos. Amigo, ainda me sobraram dedos para te contar - por Samira OliveiraQuem nunca ouviu aquela célebre frase: “Amigo se conta nos dedos” que atire a primeira pedra. Mas tanta repercussão desse tão estranho ditado, parece carregar uma certa tristeza e misticismo, quase como se ela fosse uma lenda. Mas hoje amigo, não é dia pra se se remoer ditados – hoje eu apenas queria que você soubesse de algumas coisas sobre a nossa amizade…

Mesmo com essas ruas cheias, com esse pão caro e com a liberdade pequena eu ainda guardo em mim as nossa mais lindas memórias. Mesmo com a tristeza diária e com o sufoco da vida, saiba, ainda há um espaço em mim para te guardar. Amigos? Tive vários, tive muitos, certamente não caberiam nos meus dedos – justamente porquê nunca fui muito de fazer contas e muito menos de controlar. Pra mim, essa famosa frase/ditado nunca dará certo, definitivamente eu não sei manter contato – e mesmo assim, mesmo com essa minha difícil lábia e essa minha mania estranha de deixar pra depois as mensagens de amigos, saiba, ainda guardo você no meu coração. E mesmo com o número limitado de dedos, eu ainda tenho os dedos dos pés e os do coração – esse que afinal, insiste em sair correndo sempre que eu me afasto de você, quer sair do peito e procurar outro dono, outro que saiba manter uma amizade.

Mas sabe amigo, mesmo com esse ar escasso, essa falta de cor, essa correria alucinógena; mesmo com esse cambaleante andar sozinho, esse respiro difícil, essa vida que teima eu não passar – mesmo assim amigo, mesmo assim eu ainda arranjo um tempo para te guardar. Não apenas no lugar onde – em tese – ficaria o coração, mas também na mente, nas pernas de correr para sua companhia, nos braços que saúdam os seus e nas lágrimas – por que não? – que um dia talvez chorássemos juntos.

Sabe, mesmo com a solidão fria eu ainda lembro de como costumávamos rir e aquecer nossas tardes. Mesmo com o espaço diminuto de caracteres e com o contato reduzido aos chats – mesmo assim, eu ainda sinto sua falta, ainda quero sua voz, ainda preciso te ouvir. Preciso e tenho aquela necessidade meio dramática, de me sentar frente à frente, e te ouvir sobre a moça que te deixou, sobre as rasteiras que você levou e sobre a ressaca que te apagou. Ainda hoje, tanto tempo depois, ainda hoje, ainda consigo lembrar de você amigo que estudou comigo – que deixou o meu inferno pessoal menos insuportável – e que me deixou fazer parte da sua pequena história de vida. Amigo de escola: eu ainda gostaria, de talvez um dia mais, conversar com você entre os intervalos das aulas – e jogar aquela conversa fácil e fora, aquela sobre sonhos e sobre coisas supérfluas aquelas mesmas onde o beliscão da vida ainda não tinha nos fisgado – onde a realidade ainda não tinha vindo para nos gritar e nem a vida para nos agarrar.

Amigo de vida, de faculdade, de rua, de cursinho, de trabalho, de academia. Amigo de ontem, amigo de hoje (ainda tem?), amigo que virá. Eu só queria poder dar um stop na carreira para poder te ajudar com a sua; fazer meu computador pifar para poder te ajudar com o seu; fazer minha vida acabar para te salvar da sua agonia. Amigo, amigo, eu sempre sentirei saudades tuas. Hoje mais que nunca, hoje mais que ontem, eu queria apenas estar contigo. Já que não posso, que fiquei um singelo e amável “parabéns”: ainda me sobraram dedos para te contar. 

Ecdise – Conto de Samira Oliveira +18
Mirando-se no espelho.
Porque escolhi ser professora.
Em voga

Os Meus 13 Porquês| Podem acreditar numa garota viva?

10.04.17

Os Meus 13 Porquês (13 Reasons Why)| Podem acreditar numa garota viva? Confissão sobre bullying ensino médio e inferno.Com o lançamento da série 13 Reasons Why (Os 13 Porquês), assuntos como bullying e o inferno do ensino médio surgiram em todo canto – discussões na Globo, nas escolas e nas redes sociais. Mas tenho certeza, que mesmo com toda essa reflexão, ainda tem gente que não vê – mesmo porquê: “Quem acreditaria em uma garota morta?”… Bom, vocês podem acreditar numa garota viva? Espero que a resposta seja sim. Eis portanto, os meus 13 Porquês:

Olá para você que está lendo. Quem fala aqui, é Samira Oliveira, ao vivo; em imagens e em códigos de informática.  Sem promessas de retorno. Sem bis. E desta vez, sem atender aos pedidos da platéia. Espero que vocês estejam prontos, porque vou contar aqui a história da minha vida. Mais especificamente o inferno que ela foi. E, se você estiver lendo isso, você é um dos motivos.

Fita 1, Lado A

Tudo tem um começo, certo? Mas onde exatamente foi o meu? Acredito eu, que foi antes do primeiro dia de aula, lá no “infantil 3”, ou seja, quando você tem 6 anos. Sim, meu começo não foi no ensino médio – foi bem antes. E talvez por isso e tenha aguentado até o fim, corajosamente. Talvez vocês pensem que muitos porquês são inúteis, talvez você não se julgue digno de estar nessas páginas. Mas acredite, tudo há um porquê. Coleguinhas crianças, que mesmo tão pequenos sabiam ser maldosos, se aproximem, a número 1 vai especialmente para vocês. 

Já pensaram que talvez eu não tivesse nenhum amigo antes de chegar até vocês? Já pensaram que eu só quisesse alguém para conversar? E quando eu finalmente achei alguém, essa pessoa se foi. Já pensaram, meninas, como vocês foram ridículas brincando de “ter bebês” e como eu achei aquilo um tanto apavorante e nojento? Vocês não me queriam como amiga, e eu não entendia porquê – só pelo motivo de eu não gostar de suas brincadeiras sem sentido? “Amigos” crianças, realmente tinha algum problema eu ter demorado para decorar o alfabeto? Vocês sabiam que eu não estava na escola desde os 2 anos? Que não era minha obrigação saber de tudo? Não, vocês não sabiam. Amigas, sabiam que eu não tinha uma dúzia de Pollys para brincar? Que eu não queria que soubessem detalhes sobre a minha vida que eu mal sabia. Eu não queria ter de saber tão cedo a inexistência do Papai Noel. É ai que as coisas começaram.

Fita 1, Lado B

Quando você tem uns 7 anos, o menino que joga futebol e que parece gentil, é uma paixonite bem provável. Principalmente se você é a excluída, principalmente se você é invisível. E o que você fez com isso? Aproveitou a minha inexistência, ou melhor a minha existência para ser humilhada. Era interessante né? Ouvir os xingamentos; “baleia”, “grávida”, “gorda estúpida” e tantos por ai. Diariamente. Até mesmo da minha melhor amiga. Eu fui apaixonada por você, por muito tempo. Eu escrevi cartas que você mostrou a todos, eu mostrei quem eu era e você não pensou duas vezes antes de mostrar para o mundo. E naturalmente, me humilhar mais um pouco – afinal, qual seria o problema? Eu já era o saco de pancadas de mais de 50 alunos, mesmo! Sorte a sua, querido amigo, eu te superei. Bem rápido para alguém intensa. E não te culpo tanto, quem poderia amar a gorda da turma?

Fita 2, Lado A

Eu tinha começado a escrever em ordem cronológica. Mas convivi tantos anos com vocês, foram tantos episódios insuportáveis. Tantas mágoas de todos vocês. Que seriamente, eu já havia pensado várias vezes em acabar com tudo. Depois de tantos anos, você acaba finalmente esquecendo de várias coisas, mas infelizmente ou não, você não se esquece de tudo. Principalmente da dor. Lembra você, colega, quando me acusou de roubar uma figurinha do seu álbum? Lembra, amiga, quando você me incentivou a “pegar emprestado” o que não era meu? Vocês duas talvez não se lembrem, mas eu lembro. Lembro de como, colega,  você chamou sua irmã mais velha e as amigas dela, para fazerem com que eu falasse, algo que eu não entendia, algo que eu não tinha feito consciente. Bom, eu fiquei com medo, sabia? Elas eram enormes, mais velhas e muito altas. E eu era apenas a gorda, eu sabia que aquele dia eu voltaria diferente para casa. E então me escondi no banheiro e chorei.

Fita 2, Lado B

Quem será o próximo? Mesmo sem citar nenhum nome – já faz muito tempo – eu consigo ler e lembrar vividamente de cada dia, cada acontecimento, cada sofrimento. Mas talvez, ou melhor, com certeza, você não se lembre. Meu melhor amigo, essa é para você. Você que foi um refúgio e foi meu único amigo por tanto tempo; eu estive com você sempre que precisou, sempre que não quis aceitar quem você era – quando você não descobria quem você era e quem amava. Mas sabia? Depois de tantos anos, eu passei a te amar. E o que você fez? Ficou com a minha amiga, que diziam, era parecida comigo. Eu fui má com ela, eu fui má comigo. Eu não podia suportar essa traição criada na minha cabeça – afinal, você não sabia, mas não gostava de meninas. No entanto, eu estive com você e com nosso outro amigo. Sei que você sofreu, sei que ele foi obrigado a mudar de escola, ele não aguentava mais os outros, não aguentava o inferno da nossa escola. Sorte a dele, eu deveria ter me mudado junto.

Fita 3, Lado A

Espere, vai ficar bom. Talvez você esteja achando um pouco entendiante. Na verdade eu ainda estou na infância e na quase pré adolescência. Mas se prepare, você vai chegar à sua fita. E quanto mais para o final você estiver, pior para você. Mais recente, mais cruel e mais culpa você vai ter que carregar. Agora, veremos a justiça que a escola fez. Nenhuma. Por tantos anos, nenhuma. Eu não culpo os profissionais meus amigos,  na verdade, no ensino médio, o problema era quase irrefreável para eles. Será que eles poderiam ter feito alguma coisa? Eles que receberam jovens formados, jovens que quando criança não foram impedidos. Jovens que sempre se julgaram os donos do mundo. Os professores receberam eles já prontos, não tinham mais o que fazer. Mas você teve, você, dono dessa fita teve. E você só percebeu isso depois que um aluno sofreu bullying por ter o mesmo nome que um esquizofrênico da novela. Sério? Eu lhe pergunto: sério mesmo? Jura que você nunca achou que era errado os xingamentos e as agressões que eu sofria? Nunca julgou errado quando um menino da sala tentou me enforcar? Sério mesmo? Sério que você só notou que bullying existe depois desse episódio com o menino do nome? Bom, “no seu tempo” não existia bullying né? Então porquê mudou seu discurso? Porquê passou a “conscientizar” os alunos sobre isso? Bom, eu tenho uma notícia para você: não adiantou nada.

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Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.
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Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.

12.03.17

Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.Foi depois de tirar de casa os últimos vestígios da minha infância, depois que encontrei duas imaculadas bonecas Barbie e uma Susi intacta, foi que tive aquele lampejo. O que aquelas bonecas haviam feito comigo durante todo esse tempo? Muito se fala sobre o corpo padronizado da Barbie, mas pouco ainda se comenta sobre os reais efeitos que a boneca provoca. Falando assim, parece mais que estou te apresentando a descoberta de um veneno que mata lentamente, ano a ano, e bom, é exatamente isso do que se trata.

Não, eu não estou dizendo que as bonecas Barbie devam ser extintas, que não devemos comprar mais elas para nossas irmãs ou primas e muito menos estou declarando guerra a elas. Na verdade, muito pacificamente, eu queria relatar o que foi a minha vida no quesito aceitação do meu corpoe como a Barbie sempre dificultou essa tarefa.

Já percebeu a minúscula cintura da boneca? Esses dias eu estava distraidamente observando um livro das princesas e assustada me dei conta: a cintura da Ariel era, proporcionalmente ao desenho, do tamanho do fininho braço da sereia. Foi ai que notei, aterrorizada, como essa realidade nunca antes havia me parecido tão gritante. Resgatei em ninha memória toda a imagem de Barbies e de Princesas, e todas elas, vinha, inexoravelmente acompanhadas de uma cintura inumanamente impossível de ser conquistada, com um cabelo cumprido e sedoso que só a mais rica das celebridades poderiam sequer ousar chegar perto; um corpo milimetricamente bem feito e proporcional; nenhuma manchinha na pele, nenhuma acne no rosto, nem sinal da mínima descompostura na maquiagem – e muito menos uma estriazinha que fosse. E tudo não seria terrivelmente assustador se não fosse pelo fato de que: eu sempre havia aceitado isso sem nem mesmo questionar.

Agora, se eu, com meus quase 20 anos de idade só fui me ater a isso agora, imagine essas bebês que com 3 anos já tem nas princesas da Disney e nas bonecas Barbie um ideal inalcançável e mentiroso de beleza? Você deve estar resmungando ok, mas aonde exatamente você quer chegar com isso? Bem, para responder essa questão, vou ter que contar um pouquinho sobre mim. Eu sempre, sempre mesmo, fui a gordinha da escola; em uma cidade pequena em que uma das melhores escolas da cidade era relativamente de alto padrão, não seria de se estranhar que as alunas fossem, eu sua grande maioria, simplesmente perfeitas. Quando digo isso, não quero ser rude, afinal se trata de minhas amigas, mas quero dizer que, todas tinham ótimas possibilidades e encorajamentos para frequentar uma academia na adolescência (lembro até hoje de uma amiga reclamando que estava gorda e feia por ter ganhado 2 quilinhos em uma viagem internacional), todas tinham acesso aos melhores dermatologistas, shakes para emagrecer, atividades físicas, cremes dermatológicos, tratamentos capilares e toda sorte de coisas estéticas que o povo diz “para nos deixar mais bonitas” Não que eu as esteja julgando, eu mesma já frequentei academia, usei/uso cremes para o rosto e infinitos para o cabelo entre tantas outras coisas, a questão não é essa, a questão é a cultura no corpo perfeito. O corpo perfeito sempre fora o meu sonho, passei boa parte da minha vida imaginando como eu seria feliz se tivesse o meu grande sonho de corpo, na minha mente pequena eu montava uma Samira Frankestein com um pedaço de um cabelo perfeito aqui, uma perna torneada de uma amiga alí, uma cintura de uma Barbie aqui e uma pele de uma fulana alí. Na minha mente, eu fazia listas enormes de tratamentos que eu gostaria de fazer, antes mesmo de sequer cogitar a possibilidade de me relacionar com alguém (sim, o meu trauma era tão grande que eu sequer pensava na possibilidade de alguém “me querer”)Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.E quem sempre estava comigo em minha mente? Quem sempre me lembrava que eu deveria ter uma cintura fina e uma pele macia? Quem sempre me encorajava a mais uma vez, pensar em intervenções cirúrgicas ou caminhos que me levariam à doenças como bulimia? Lá estava a maldita boneca Barbie, como que zombando de mim e de todos os meus esforço para me igualar a ela. E não queira mentir, você sabe que todas sonham ser ela, você sabe, quando sua filha leva sua boneca para todo canto; sabe que para ela só existe a loira e branca Barbie, a perfeita e rica Barbie, a linda, a glamourosa, a perfeita boneca – que tem tantas profissões quanto seja possível mensurar, que tem tanto dinheiro quanto alguém poderia imaginar, que tem tudo o que ela, eu e você sempre quisemos. Então, o erro talvez não esteja no status que a boneca apresenta – isso pode ser até um estímulo para as meninas estudarem com mais afinco – mas sim no caráter irreal que ela nos apresenta. Hoje eu falei apenas do que me marcou, do que me tocou na minha infância, mas talvez outros males tenham sido alimentados a partir da figura icônica e inalcançável que a Barbie é.

Em contrapartida, a boneca Susi. Minha sábia vó sempre me disse essa boneca é muito mais bonita que a Barbie, mas eu, em meus sentidos cegos de criança, nunca acreditei. Hoje, quando avistei minha boneca novamente, fui obrigada a concordar com a minha avó; eu havia me visto na Susi. A Susi é mais torneada, musculosa, alta e senhora de si; sua cintura não é do tamanho de seu pulso, suas pernas não são dois cambitos por onde um boing poderia passar. Seus braços não são fininhos ao ponto de quebrar e nem seu cabelo parece ansiar ser a tremenda perfeição que a Barbie quer. Então porque será, que eu achava a Susi uma boneca tão feia? No fundo, eu sei a verdade, eu a odiava porque ela estava muito mais próxima a mim do que a minha ídola Barbie, ela poderia muito bem me representar, poderia muito bem ser um lampejo do meu futuro – e nada, absolutamente nada, que não fosse tremendamente magro e esquio, loiro e liso, claro e belo, eu queria para o meu futuro e para o meu presente. Isso porque eu sempre fui humilhada pelo meu peso, odiada pelo meu cabelo meio armado, desprezada por não ter uma pele perfeita, mas principalmente por não ter aquela cintura perfeita, aquele peso correto, aquele corpo escultural e sequinho. Nunca ninguém quis ser menos do que a Barbie – e nem pensaram em me apresentar firmemente, algo que fosse menos do que ela.

Este é um post da Blogagem Coletiva Coletivando. Para conferir os pots das outras participantes, clique no nome do Blog de cada uma: Blog Notável LeituraBlog Garota IndependenteBlog Dá um ZoomBlog Eu RandômicaBlog Quero ser MirandaBlog A Menina da Janela
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Metras, planos e sonhos para 2017

28.12.16
Metas, planos e sonhos para 2017 - Blog Dezoito em Ponto | por: Samira Oliveira

Com o ano novo  tocando a campainha da nossa vida, a gente olha pelo olho mágico e consegue identificar o que ele traz: esperança, mais sonhos, energia, animação, bons pensamentos e pedidos de paz. Para que eu não me esqueça de todos os planos que esse ano está levando no coração, resolvi fazer esse post – juntamente com algumas amigas do grupo Bloginspira lá do Facebook. Vou ir atualizando essa lista assim que eu for batendo as metas, e vocês pode ir acompanhando meu progresso salvando esse post nos seus favoritos da internet, que tal? ♥

Para o Blog Dezoito em Ponto

  • Postar de 2 a 3 posts por semana.
  • Começar a padronizar a imagem em destaque do post
  • Aprender a mexer no photoshop (já consegui fazer uma imagem semana passada e essa hoje do post :-))
  • Fazer um mídia kit para o Blog
  • Usar com mais frequência o SnapGram
  • Ter 5k de seguidores no Instagram
  • Ter 5k de curtidas na Fan Page 
  • Postar diariamente no Instagram e na Fan Page (diarimante no Instagram ;) )
  • Firmar mais parcerias para o Blog (por enquanto parcerias com as editoras mais lindas da vida, veja os banners ao lado! E com a Magic Color e outras parcerias mais básicas <3)
  • Tirar do papel meus projetos de coluna mensal no Blog
  • Fazer mais posts focados no feminismo
  • Postar mais resenhas
  • Postar sobre jóias (o primeiro post da categoria é esse aqui: Pandora versus Vivara)
  • Postar mais textos autorais (Dois textos para o “Em Voga“)
  • Lembrar de responder todos os e-mails
  • Arrumar a barra preta daqui do blog (essa que tá la em cima, precisa de outras coisas do lado de “home” né?)
  • Fazer posts de Look do Dia
  • Fazer mais ensaios temáticos (como o da Valente)
  • Visitar blogs amigos e conhecer blogs novos ao menos 2 vezes por semana

Para a minha saúde mental, espiritual e física

  • Me exercitar ao menos 1 vez por semana
  • Não comer tanta massa e doces
  • Voltar a praticar meditação e a estudar sobre energias
  • Conversar com Deus mais vezes – e não apenas quando eu preciso de ajuda
  • Fazer alongamentos
  • Endireitar a coluna sempre que eu estiver sentando errada. Andar com a postura correta.
  • Fazer um Planner ou finalmente manter uma agenda (to firme e forte no Bullet Journal!)
  • Fazer ao menos 5 cronogramas capilares (1/5) com produtos da Magic Color
  • Passar manteiga de cacau todos os dias antes de dormir e várias vezes ao longo do dia
  • Passar hidratante corporal todos os dias
  • Passar protetor solar todos os dias antes de sair de casa
  • Cortar as pontinhas do cabelo mais vezes
  • Lembrar de pingar remédio nos olhos todos os dias antes de dormir
  • Ficar menos tempo no Facebook procrastinando
  • Começar e manter um diário em inglês
  • Encontrar uma boa ginecologista
  • Arrumar meus dentes que desalinharam novamente

Relacionamento com amigos, família e namorado

  • Conhecer todos os pontos turísticos de São Paulo
  • Sair mais com os amigos
  • Fazer maratona de filmes com a Jacque ou apenas encontrar coisas legais para fazermos juntas.
  • Fazer programas legais com a minha vó
  • Ter mais paciência com os meus primos e brincar mais com eles
  • Lembrar de mandar mensagem com alguma surpresa pro Du todos os dias
  • Ser uma namorada melhor e fazer alguma coisa pra ajudar o Du a não desistir da medicina
  • Ter um grupo de amigos pra lembrar pro resto da vida
  • Manter minhas amizades de 2016
  • Sair mais com as amigas de Piracicaba
  • Responder todas as mensagens do Messenger assim que recebê-las
  • Encontrar com amigas que conheci na internet (encontrei amigas lindas nesse evento)

Para me divertir e engrandecer meu conhecimento e cultura

  •  Ler ao menos 3 livros por mês apenas por diversão e que não sejam para a faculdade (0/36)
  • Aprender bordado livre e bordado de ponto cruz
  • Fazer mais artes para as DIYs daqui do Blog
  • Ir pelo menos 5 vezes ao teatro (0/5)
  • Ir no mínimo em 8 apresentações culturais (0/8)
  • Assistir no mínimo a 50 filmes (3/50)
  • Por em dia minhas séries e assistir outras assim que lançar novos episódios: Once Upon a Time, Jéssica Jones, Doctor House, Pretty Little Liars, Game of Thrones, 3%, Stranger Things, Shadowhunters. Começar séries novas: Friends, Doctor Who, The OA…
  • Ler todos os meus livros que estão esperando desde 2012
  • Começar a fazer aula de francês
  • Praticar palavras novas do inglês e estudar mais.
  • Deixar as lições do inglês em dia
  • Começar a fazer aula de alemão
  • Conhecer no mínimo 10 lugares diferentes de São Paulo (0/10)
  • Ler jornal pelo menos  1 vez por semana
  • Ler sites de notícias em inglês – pelo menos 1 vez por semana
  • Ir à Bienal do Livro de São Paulo
  • Ir à eventos de blogueiras
  • Conhecer minhas blogueiras/ youtubers preferidas (Jout Jout e Bruna Vieira principalmente)

Para a faculdade e trabalho

  • Começar a Iniciação Científica
  • Começar a trabalhar em algum projeto da USP
  • Arrumar meu perfil no Linkedin
  • Estudar Tupi até aprender tudo do 1º ano
  • Fazer resumos semanais das matérias da faculdade
  • Ter todas as leituras da faculdade em dia
  • Ler no mínimo 1 livro inteiro da faculdade por mês (0/12)
  • Se conseguir pegar as matérias do árabe, estudar até conseguir escrever algo e falar um pouco
  • Fazer um curriculum lattes
  • Aumentar minha ponderada de 8.2 para 8.7

Decoração, compras e outros planos pessoais

  • Terminar de decorar meu quarto {Veja todos os planos para a decoração do meu cantinho}
  • Fazer uma horta no apartamento
  • Fazer um jardim na sacada
  • Comprar mais Funkos Pop
  • Comprar roupas que tenham mais meu estilo – e encontrar um estilo que combine comigo
  • Lembrar de guardar dinheiro para o intercâmbio
  • Manter meu home office organizado
  • Doar sangue
  • Comprar mais livros
  • Começar e terminar meu livro: Sociedade das Sereias: Reinado de Moana  e tirar do papel todos os meus planos para ele. (JÁ COMEÇEI! <3)
  • Reformar o livro Meu Presente é a Lua e mandá-lo pelo correio para as editoras
  • Fazer minha 1º tatuagem
  • Fazer o segundo furo na orelha direita e colocar mais um piercing (os outros fecharam)

E você? Quais seus maiores planos, metas e sonhos para esse ano que vem correndo até nós? Conta pra mim, algo da minha lista está na sua também? Aliás, para pra conferir como foi meu 2016, clique aqui 

Esfoliante e Luvas de Silicone – Niraj Indian| Cuidados com as mãos
10 Blogs para conhecer e celebrar o Blog Day da melhor forma possível!
Tudo que você sempre quis saber sobre o Layout do Blog Dezoito em Ponto – feito por Ana Flávia Cador
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#RetrospectivaEmPonto 2016

22.12.16

A vocês que me seguem, sei que vocês são poucos e, eu teria até como dar um unicórnio de presente de Natal pra cada um – cof cof o Papai Noel esqueceu de criar eles durante o ano – sei que vocês gastam um tempo precioso pra vir até aqui distribuir carinho pra mim – sou grata a cada um e desejo que o ano de vocês seja tão especial quanto foi o meu ♥.

Retrospectiva 2016, Retrospectiva Dezoito em Ponto. Ensaio fotográfico conceitual - conceptual photoshoot
Foto por: Samuel Ducca | Acessórios: Arte Vira Lata

O que dizer de 2016? Por um bom tempo fiquei pensando em tudo o que este ano representou para mim e simplesmente não encontrei maneiras boas para representá-lo. Por isso resolvi resumir tudo o que este ano foi para mim. Uma vez um amigo me disse que chegaria um dia em que várias “picuinhas” seriam resolvidas dentro de mim. Um dia em que qualquer mágoa ou rancor guardado estariam livres para sumir de dentro de mim, levando consigo tantos outros demônios. Um dia em que eu poderia sanar aquelas questões existenciais que me atormentaram por tantos anos; inseguranças, dúvidas, ideologias ultrapassadas e pensamentos fixos em coisas sem importância.

Bom, esse dia finalmente chegou, não apenas por São Paulo nem exatamente pela USP. Mas principalmente por eu ter entendido que eu poderia conseguir. Principalmente por entender que eu era capaz o suficiente de passar em uma das melhores faculdades do mundo! Passei a acreditar mais ainda no meu potencial, a por alguns sonhos em vias de acontecer, a perceber  que – poxa – aquilo realmente estava acontecendo! Cada segundo na expectativa em conferir a lista de aprovados; cada dia acordando naquela incerteza, cada lágrima de desespero em desejar arduamente esse sonhos – e puf – lá estava ele! Registrei o dia da matrícula – o conhecimento daquele mundo que eu tanto sonhei – num post com todos os detalhes

Quanto ao Blog – ele nasceu esse ano  :wink: – no dia 29 de fevereiro  – é um dos meus maiores sonhos que começou há muitos anos quando os blogs começaram a surgir. Eu tinha um bloguinho chamado L’Amour Mon Ange – nossa parece até que foi em outra vida! Mas ele já foi devidamente morto e enterrado há uns bons séculos hehe.  Porém a vontade em voltar a ser blogueira – e dessa vez num formato mais sério – surgiu e nunca me abandonou. Foi desse sonho, dessa necessidade de quem tem céu em gêmeos de compartilhar e de comunicar, que o Dezoito em Ponto veio ao mundo! Desde então aprendi coisas boas e ruins, conheci mais a fundo esse mundo da blogosfera e dos recentes – digital influencers – e conheci blogueiras amigas incríveis (assim como seus respectivos blogs). Ainda há MUITO para aprender e conhecer, ainda tenho um longo caminho para percorrer, e assim, espero ter vocês comigo até o final – seja ele qual for.

No geral nunca me senti com tantos amigos mas ao mesmo tempo tão sozinha. O Facebook e o Instagram – assim como os respectivos grupos – nos aproximam e nos fazem conhecer pessoas novas, mas pessoalmente a Letras é tão cheia de gente e tão vazia! Pelo fato de as aulas do Ciclo Básico não terem uma turma fixa para todas as 4 aulas, as amizades ficam meio esparsadas. Mas mesmo assim eu sei que esse ano foi importante nesse campo, que as amizades podem ser mantidas mesmo que não nos vejamos constantemente – e na verdade a saudade é um grande tempero da amizade!

Foram tantos livros novos, pensamentos novos, novas filosofias e aprendizados que eu me sinto uma pessoa revitalizada. Me sinto mais ligada á minha família – em especial á minha avó que fez todos os meus sonhos acontecerem e á minha tia que me ajudou tanto esse ano! A saudade fez com que eu amasse cada um – um tantão mais! Todas as conquistas no blog e no resto na vida. Os amigos e os desencontros; as lições que eu aprendi esse ano. As pessoas que eu conheci – até mesmo aquelas eu eu preferia não ter conhecido – me ensinaram algo, me deram um pedaço delas de presente. A vocês que me seguem, sei que vocês são poucos e, eu teria até como dar um unicórnio de presente de Natal pra cada um – cof cof o Papai Noel esqueceu de criar eles durante o ano – sei que vocês gastam um tempo precioso pra vir até aqui distribuir carinho pra mim – sou grata a cada um e desejo que o ano de vocês seja tão especial quanto foi o meu.

Que em 2017 a gente possa ser melhor que o que fomos esse ano, que a gente possa ser cada vez mais – mais! Mais amor, mais irmão, mais saudade e mais paciência, mais esperança e mais amizade! Esse ano também foi o de maior amadurecimento da minha fé, onde a minha gratidão e amor por Ele ficaram maiores ainda! Então independentemente do que você acredite eu desejo que o seu próximo ano seja abençoado e feliz. Que você seja melhor do que nunca foi, que você seja a melhor versão de você, pois é aquela velha e verdadeira frase: “o ano novo só será novo assim que nós formos capazes de mudar”.


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