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Permita-me eu apresentar novamente, e me veja como mulher, não como uma irmã.

09.10.18

Você pode me ouvir ler este texto enquanto o acompanha, que tal?

Foi só depois de anos que eu finalmente resolvi, num ímpeto de coragem imersa em café e coca-cola. Te dizer o quanto eu te desejava. Alias o quanto eu te desejava há muito tempo. E uma parte de mim quer apenas que você diga “eu também sempre te quis da mesma forma” enquanto outra…bem, outra queria apenas que você dissesse, “desmarca tudo o que tem pra amanhã” estarei em são paulo , as 3h da tarde. e não precisa levar nada, nem se arrumar, me dá o coração que você sempre prometeu e sempre quis me dar.”

E depois do meu confessado amor, você me diz, que naquela primeira vez, ou nas primeiras vezes, quando nos vimos, naquela sala de aula pequena e com paredes pintadas de amarelo, quando eu senti algo por ti naqueles instantes, você também sentiu por mim. Que te ver de bermudas e regata, relojo e cabelo aparado, com aquele jeitinho tímido de menino, também teve um espelho de sentimento em ti. Algo que você não tinha forças para admitir, e muito menos eu. E assim a gente começou e logo acabou. A vida levou nossos corações para outros lugares, eu encontrei alguém que tinha coragem de me levar nos braços e você talvez já tivesse me esquecido, embrulhado no fundo o que antes sentia.

Novamente o tempo e o destino brincando com tudo. E é aquela coisa, a gente só dá valor quando perde, só percebe que quer quando já não pode mais.

E eu sentia nessa época, ao te abraçar, que as batidas fortíssimas que saiam do meu peito, ecoavam lindamente no seu. E eu estaria mentindo se não disse que sempre soube disso.

E que você sempre quis me ter, mas era difícil demais de admitir. E mesmo sendo de outro, beijando a outro, eu sentia meu coração bater mais forte também por ti.

Pra mim, pra nossa amiga que sempre soube e viu tudo, e sentia e me via, me lia. Ela sabia e sabe como eu te amei mas como também amei a outro, E sempre senti que como em How I meet your mother, mesmo que outro fosse minha alma gêmea, mesmo que a gente tivesse uma vida juntos, cassasse, tivéssemos filhos, você ainda seria algo pra mim, seria aquele sentimento preso lá no fundo. Que tu tenta tirar a todo custo…. em vão, ele já se enraizou. E sabia que eu sempre estaria presa a você, que a sua boca me perseguiria na madrugada, que seu corpo sempre seria um encaixe perfeito no meu… E nunca o que eu sentia, teve a ver com sua forma física de hoje. Meu amor nunca teve a ver com quantos pesos você levanta na academia ou quantas barrinhas de proteína tu come, alias eu sempre te zoei por isso. Meu amor era sobre a pessoa que você é. Sobre quem eu era quando estava contigo. Sobre o quanto eu queria que houvesse, realmente um nós.

E sua voz, seus sons de guitarra e cada momento nosso, ficará guardado dentro de mim. E quando você me abraçar novamente você vai ouvir, você vai sentir lá no fundo a música que meu peito produz por você. E seria clichê dizer que nunca alguém vai te amar como eu te amei. mas é verdade.

E sim, eu sou sua amiga, e aceito o posto de mais especial de todas as amigas. de aquela que sabia tudo de você, e você aquele que sabia meus desejos mais profundos… ou talvez nem todos. Esse desejo aqui, esse coração que implora por você, sempre foi segredo, talvez até pra mim mesma que nunca quis admitir.

E que nos fim você me aparecia nos meus sonhos mais absurdos e profundos dos jeitos mais lascivos e profanos, e realizada o que eu de tarde ansiava. Esse desejo eu não quero levar pro tumulo, não quero pensar que vivi sem ao menos aliviar o peso dos meus sentimentos nos seus lábios.

e é por isso, que hoje, nesse impulso de coragem e embriaguez por cafe, algo que você sempre soube que me alterava, eu te revelei o mais profundo de mim.

Hoje te dei uma parte do que sou. do que era pra a gente ter sido…. e é muito louco. Pensar que realmente seu pai e nossas conversas, poderiam ter sido frequentes em vários e infinitos almoços de domingo. Pensar que seu sorriso, que eu contava a semana toda pra ver, e todas as horas até nossa aula começar, talvez fosse o sorriso que eu visse ao acordar. E pensar que sempre que você faltava eu me perguntava qual era o sentido de estar ali, e nem imaginava que em meu peito já se instaurava esse amor sem fim. Pensar que aquele colo, que aqueles braços que me envolviam tão seguramente poderiam ter sido realmente meu porto de paz. E que a sua gentileza, sua bondade, sua luz poderiam ter encontrado em minhas trevas um modo de as iluminar.

 Quantas vezes ao final de um dos nosso abraços demorados eu olhei pra cima, pros seus olhos, fiquei nas pontas dos pés e sonhei te beijar. Quantas não sentei em teu colo, e tu me envolvendo não pensou em me abraçar mais forte em me jurar mais verdadeiro, em me pedir, de verdade pra ficar.

E é estranho que hoje há tantas pessoas na minha vida, mas meu coração tao tolo e verdadeiro quer voltar anos atras pra quando eu te amava, pra talvez a ultima vez que eu tive um sentimentos  profundo, enraizado e  puro que eu nunca tentei admitir e tu nem pensou em adivinhar.

E hoje contrariando a tudo que acredito. Eu que sempre enterro muito bem meus sentimentos, jogo pás e pás de terra sobre eles, que planto arvores e legumes pra ninguém desconfiar. Hoje, resolvi desabafar com você, retirei todo o mato que cresceu em cima – mato sim, pois flores nunca foram possíveis de se plantar lá, nunca nasceu nada desse amor que ate ontem eu jurava ser não correspondido – e depois de arrancar desesperadamente toda a relva, eu desenterrei, com as unhas, esse tão pesado e profundo e sincero sentimento. E te dei. Sem magoa, sem cobranças, te dei em desespero. te dei porque não aguentava mais ser portadora desses segredo. Não aguentava mais carrega-lo comigo pela vida sem ao menos ter certeza sobre você.

E finalmente a confirmação de que você também sentia o mesmo. Mas que hoje me vê somente como amiga. Bom, permita-me eu apresentar novamente, e me veja como mulher, não como irmã. Pois eu menti, não tenho todo mundo que eu quero, longe disso, sofro de pés na bunda e de amor e que os findo com garrafas e garrafas de álcool.. Mas você sempre foi, e sempre será, o amor da minha vida. Permita-me que eu te mostre a mulher que eu sou, a que você terá o maior prazer de conhecer.

Eu não enterro mais o que sinto por ti, está aqui fora, está exposto ao mundo. agora ele é teu. agora tu tens um pedaço mais sincero de mim.

E não vou te julgar se você fugir, vou entender, você não está pronto pra minha intensidade. mas te convido a ter a coragem que tu sempre teve e me encarar, e se testar, revirar também esse teu coração, e descobrir como eu, que o que tu sentia nunca morreu. apenas foi enterrado.

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O Cotidiano da Mulher Segura – ou “jantares sozinha” – ou “o final cíclico de um amor” – ou “a mulher que eu quero ser”

05.08.18
O Cotidiano da Mulher Segura - ou "jantares sozinha" - ou "o final cíclico de um amor" - ou "a mulher que eu quero ser" por Samira Oliveira dezoitoemponto.com @samira_omg

PRÓLOGO

É sábado e oficialmente o meu primeiro final de semana sozinha nessa cidade que nunca descansa. Logo cedo estava decidida a fazer desses dias inesquecíveis. Baseada totalmente em impulsos reais fui até uma cidade vizinha, Cotia, ter uma experiência fora do comum, um ensaio fotográfico totalmente centrado em amor próprio, conexão com a natureza e enfim, empoderamento. Senti com aquela mulher como se nós duas coexistíssemos sozinhas no universo, buscando na essência de ambas uma forma única de expressão e de sacralidade. (mas isso é história longa para outro post). À noite voltei com ela e voltei ouvindo uma belíssima história de amor – vício desses meus ouvidos ávidos por histórias sejam elas de amor ou apenas de paixão, a verdade é que amo ouvir as pessoas – confesso que pensei um pouco em alguém, lembrei de algo que não poderia jamais esquecer e por isso também fiz um texto todinho dedicado a estes pensamentos:

Então querido, cá estou eu, no exato lugar onde nos encontramos na primeira vez. A ironia dessa cena é que eu não planejava vir aqui, vim sem querer, vim por força do destino ou de qualquer outra entidade que te apeteça. Na verdade assim que soube que era pra cá que eu me encaminhava, logo de cara, nem me lembrei da sua existência – assim como tenho feito durante esses meses. Mas agora chegando aqui eu lembro de você e lembro com força. O estacionamento está lotado de gente, bem diferente daquele dia em que havia só eu, você, e um mundo em suspensão. Absorvo essa ideia, quando cheguei eu só queria tomar o Uber mais próximo e rumar pra casa, tomar um banho e me enfiar sob as cobertas, assustada com a possibilidade de lembrar mais de você. Intensidades, você dizia, eu sou feita da matéria intensidades.

Mas não, eu sou outra, tenho um cabelo curto que me renovou, estou mais vestida à unisex do que a feminina e tenho muito mais poder do que jamais tive. Então eu não vou embora, decido ficar e jantar sozinha no shopping. Isso na verdade é algo que sempre pensei ser muito romântico – sim, amor comigo mesma, afinal eu estou muito apaixonada por mim! E sempre pensei ser o ideal de mulherão. Pensava: o dia que eu for sozinha até o shopping e jantar eu vou ter finalmente me tornado a mulher que eu quero ser. Isso que me assusta em ser intensa, em ser escritora, uma simples escolha me gera e me faz parir 2 ou 3 textos, por isso também não te culpo, sei como isso te assusta – ou ao menos, te assustou. Quando saí do carro lembrava da comida mexicana que comi no dia do meu aniversário de 20 anos. Mas logo me esqueci dela, essa fluxo de consciência que me brota sempre me diz mais de mim do que eu esperava.

Entrei por fim no shopping, mochila nas costas, celular no bolso da minha mom jeans predileta, e claro, um carão digno de série americana. Inicialmente minha meta era jantar algo gostoso – mesmo tendo comida em casa eu sinto que mereço esse carinho, mesmo tentando economizar esse mês. Então vou até a praça de alimentação rumando como uma mosca hipnotizada, até o KFC, mas um “boa noite” da atendente de comida Mexicana me interrompe – destino, conexão de pensamentos ou apenas sorte, chame do que quiser. Então pego o cardápio, indecisa em comer sozinha nachos e quacamole ou tacos – apesar de querer muito burrito, eu sei que minha fome pede tacos. Totalmente impulsiva – como fora o dia todo – vou à fila, peço o prato com nachos e ainda Coca-Cola, e me sento pra esperar. Acho interessante como todo mundo na praça de alimentação está acompanhado, de um lado um casal que dá as mãos, do outro um grupinho de amigos meio góticos, do outro um pai com seu filho. E quase à minha frente finalmente uma mulher – mais velha que eu – e aparentemente sozinha, ela me olha e eu penso “ora então ela também vai jantar sozinha, esse aí é o meu futuro, olha só que mulherão” Mas tempos depois chega outa moça mais nova e quase idêntica à ela, no entanto vestida também com um casaco verde – como o meu. Ah tá então era por isso que ela me olhava, vai ver pensou que eu era a filha dela…Leia mais

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Em voga

Como aceitar seu corpo? Venci autoestima baixa, transtorno de imagem e bulimia

11.07.18

A minha ideia de corpo perfeito era baseada no corpo das minhas amigas. Todos os dias eu me comparava com  elas e me odiava por não ter aquele corpo. Meu maior sonho era que um dia, como mágica, eu acordasse no corpo da menina que eu achava mais bonita. E naquele dia eu seria extremamente feliz, teria vários amigos dentro e fora da escola, todo mundo iria me amar pelo meu corpo de modelo e eu iria ter o menino que eu quisesse (ideias de adolescente com uma auto estima beirando o zero).  A cada dia minha autoestima era mais diminuída.

Mais tarde na adolescência começou todo o lance de dieta e regime e quem não fazia nenhum desses não era nem considerada garota de verdade. Eu não contava a maioria das vezes que ia à nutricionista quando era criança mas, nessa outra época, se num eu dia trocava comida normal por água eu contava, se eu ficava 3 horas direto malhando eu também contava. Queria que elas vissem que eu me esforçava pra ser como elas, para ser bonita e perfeita. Queria que fosse como hoje em que você menina adolescente tem eu pra te contar isso, quanta coisa não teria sido mais simples e menos dolorosa se eu pudesse me ouvir contar o que conto nesse blog. É por isso que esse blog e canal existem quero assim ajudar o máximo possível de pessoas como se fossem eu mesma do passado; quase como compensando o presente que foi ter passado por tudo e estar viva ainda. Minha autoestima sempre foi o de me depreciar por dentro; se as vezes eu me sentia bonita,  isso passava em segundos porque por fora eu sorria mas por dentro eu gritava por socorro. A primeira vez que, eu parada da frente da casa da minha tia, um carro com garotos passou e gritou algo como “gostosa” ou “linda” eu me senti bonita verdade – tive que ouvir um assédio para me sentir aceita por mim, tive que ouvir a “opinião” de desconhecidos sobre mim para poder ter um pingo que fosse de amor próprio.

Acho que algo começou a mudar quando entraram umas meninas novas na minha sala da escola, e que apesar de não nos falarmos muito hoje, elas foram muito importantes para mim naquele momento. Uma delas, que chamaremos aqui de Evelyn (nunca conheci nehuma Evelyn então tudo está muito seguro), Evelyn tinha um corpo parecido com o meu, ela era até um pouco mais gorda que eu. E Evelyn era diferente de tudo o que eu já tinha visto, ela era animada, inteligente e totalmente feliz, principalmente com a sua imagem (pelo menos era o que aparentava). Ela contava que ficava com os garotos faz tempo e que tinha vários outros atrás ela. Na minha cabeça isso era inconcebível, porquê eu olhava pra ela e via a mim mesma e pensava, “mas como alguém pode gostar dela, que é igual a mim, nos somos gordas, nunca que alguém pode gostar dela”. Eu não via que ela era sim linda e que eu também era, na verdade na minha cabeça eu era muito mas muito mais gorda que qualquer outra justamente porque a minha unica inspiração eram as meninas da magras da minha escola e da mídia. E não, a família não adianta, minha família é mais cheinha mesmo, mas isso não afetava a forma como eu me via. Não fazia eu ter mais gentileza por mim. Antes era apenas mais um realçador do meu auto ódio, já que eu nunca poderia mudar pois estava na minha genética ter aquele corpo.

Hoje uma das coisas que mais amo é me olhar no espelho de relance e logo fazer um carão ou simplesmente ver como o meu corpo tá no momento. Mas antigamente eu fugia dos espelhos, mostrar o rosto tudo bem, mas espelho de corpo inteiro nunca. Acho que não tenho nem lembranças do meu corpo sem roupa em frente ao espelho e o que eu mais aconselho a você é fazer um exercício simples de tirar toda a sua roupa, e ficar de frente para um espelho de corpo inteiro. Te ver em pé, sentada, de lado, de costas, sem segurar a bariga, sem fazer pose, apenas você. Pode ser que nesse momento você chore ou pode ser que tudo seja tão natural e gradual como foi comigo. Que você olhe as primeiras vezes eu não se veja como é, não se veja com amor, mas as poucos você vai se olhando e se reconectando com a imagem do espelho, vai percebendo que aquilo que você é não pode ser mudado da noite pro dia, percebe que há beleza em você, uma beleza que você só não percebeu por causa de todas as muitas camadas na sua cabeça que a fizeram ver qualquer corpo fora do padrão como feio. Hoje para ficar em casa, ou eu fico nua ou com um vestido de ficar em casa ou um roupão ou camisola, e é libertador se conhecer e se sentir livre dentro de si. Eu queria muito poder te oferecer um guia e 5 passos para uma autoestima elevada, mas isso nunca poderá acontecer porque cada pessoa luta uma guerra própria e passou por batalhas únicas. O exercício da aceitação e, principalmente do amor próprio, são feitas diariamente. Beijos de luz.

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08.05.18

A gente termina um relacionamento e começa a duvidar de tudo.  Duvida sobre si e sobre os outros. Começa a achar que não é tão bonita como pensava, tão desejável e tão forte. Começa a achar que nunca mais alguém te olhará como ele olhava. A gente termina algo que durou anos e acha que não consegue mais viver sozinha. quem a gente procurava para se curar era ele, mas se ele é o motivo da mágoa,  a quem você recorre? A gente acha que nunca mais vai merecer amor; que jogou no lixo o verdadeiro amor. A gente dúvida no próprio poder e no próprio desejo. Acha que nunca mais o sexo será tão bom ou o beijo será tão desejável. Pensamos que nunca acharemos outra pessoa tão incrível como ele. A gente duvida que ainda saiba flertar, se divertir sozinha; ser um ser individual. Afinal passamos tanto tempo sendo 1 em 2 corpos. Mas talvez não de uma forma muito saudável.


Me vi dependente emocionalmente, psicologicamente, fisicamente até.  Foi só na primeira crise de ansiedade começada por ele, quando eu não podia pedir ajuda a ele pra passar por isso, foi aí que descobri minha força. Quando me vi sozinha fugindo de uma situação de carência, lidando com os meus sentimentos e com o de outros caras; foi quando percebi,  que eu estava no controle. Sem querer fui deixando de controlar. Fui deixando de lutar por aquele nós e por mim. E quando acabou só me restou um pedaço amargo de nada.

A gente fecha o coração como uma caixinha de presente, embrulha bem bonito pra dar a impressão de estar bem, mas por dentro é um vazio silencioso que aperta. A gente tenta ser fria e se passa de louca, tenta ser forte e é chamada de bruxa. E no fim o que resta é um grande vazio que forma ecos. Não é saudades do amor pois não há mais sentimento. Nem saudades do passado. Ele merece ser incólume e guardar as coisas lindas e os momentos únicos que por ora eu quero esquecer.

A minha força que até então eu desconhecia.  Veio me mostrar que eu sou minha própria fonte de poder. Que meu corpo é lindo e eu sempre soube disso; sou uma peça de arte que nem todos saberão apreciar. Me ensina que ainda sei seduzir, afinal eu nunca perdi esse traço tão peculiar de mim. Não preciso lidar com os sentimentos de quem não me acrescenta mais; só posso respeitar e compreender. Aí a gente encontra alguém que é infinitamente mais incrível do que tudo o que podia querer. É uma paixão forte e leve; é sopro de brisa num sol quente de verão. E ele te olha de um jeito único. Afinal cada pessoa é diferente da outra e cada relacionamento também. Você não se define mais como “namorada de fulano” que é o ex. Você agora é você mesma,  que no momento se relaciona com outro; mas que conserva dentro de ti sua individualidade. Você vê que não merecia sofrer daquela forma; se cobrar pelo passado; permanecer por dó e tentar sustentar uma casa em fundações que ruíam. Você vê que pode ser puro e profundo, pode ser com calma e paciência um dia de cada vez, confiando uma palavra por noite, contando histórias como Sherazade e construindo mais mil e uma noites de amor.

Talvez esse texto não tenha feito sentido. Mas meus sentimentos nunca fizeram. Quero que a gente nunca nunca duvide do poder incomensurável que há dentro de nós. Um fim de um relacionamento não precisa ser o fim de uma vida, e nunca vai ser. Tenha certeza absoluta de que ele pode dizer todos os dias que você nunca achará alguém tão bom quanto ele, isso não será verdade. Ele pode dizer que nunca alguém vai te amar como ele te ama ou vai aceitar seu corpo como ele aceita. É mentira, você não merece aceitação; merece adoração; merece alguém que te veja como a própria Afrodite e te trate como tal.  Se essa pessoa não chegar, você ainda tem a você mesma e a todo um mundo enorme te aguardando. Se baste. Se sustente. Seja completa. Queira alguém que apenas te transborde e te inspire. Você é suficiente pra você. Você vai amar e ser amada novamente. Acredite no seu poder.

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Transar antes do casamento pode? O que a religião diz sobre isso e como você DEVE interpretar.

16.04.18

Eu sou proibida de me casar na Igreja, mais ainda, de me casar de branco.

É que eu sou impura.

Outro dia, ouvi uma amiga da idade da minha avó falando sobre virgindade e honra e quando eu tentei argumentar contra tudo aquilo. Ela me disse: “Então repete: eu não vou me casar pura” eu fiquei tão atônita que nem tive como responder. Naquela hora tantas coisas se passaram na minha cabeça… Primeiro: Por que eu preciso me guardar para um homem se ele não se guarda para mim?

E segunda:  Por que eu estarei impura apenas por sentir prazer? Então foi ai que eu entendi; eu estarei impura para o meu marido, porque o meu corpo não é meu, é dele. Porque o meu prazer não é meu, é dele. Porque toda a minha vida e todo o meu caráter  se resumem em meu hímen. Senão eu serei menos boa para ele, senão eu não serei uma boa esposa, eu terei tido outros homens e estarei “alargada” e ele vai sentir menos prazer. Porque sim, eu existo apenas para ele, minha vagina existe apenas para servi-lo e eu não posso discordar disso. E é uma revolução quando você percebe o porque dessa imposição religiosa, quando você entende que se trata de uma cultura e mais ainda quando você entende as raízes dela e que falas como essas da amiga da minha avo, são todas filhas do patriarcado.

E pra mim isso é até mais forte, porque eu sou católica. Sim, do tipo que vai à missa todo final de semana e tenta viver as coisas que nos são ensinadas na catequese. Eu lembro que quando comecei a namorar, lá com 15 anos, a questão da virgindade e do “se guardar” era muito forte para mim, e olha, com esse texto eu não quero ser desrespeitosa com ninguém que acredita, ou com o movimento “escolhi esperar”. Mas acho que esse texto vai fazer um bem danado pra quem sofre com essas questões como eu sofria e acredito mais que tudo que você precisa pensar por si mesma, sair fora da caixa, e tomar para si o controle da sua vida sexual. Porquê quando eu comecei a namorar cheguei a falar pra ele que eu planejava casar virgem, simplesmente porquê era isso que me foi ensinado. Na ocasião, com 15 anos a gente começou a pensar então qual o melhor momento para casar. Eu ainda teria mais 3 anos de escola e ele mais 2, ai depois mais 5 de faculdade e mais uns 6 para ele, e ainda levamos em conta que a gente precisava focar nos estudos, então a gente não ia casar antes de terminar a faculdade, e fora isso ainda tínhamos que levar em conta que precisávamos de um emprego para juntar dinheiro pra ai sim casar, fazer um puta festa  poder finalmente nos amarmos e ter um contato físico. Porém se você é um ser humano sexuado você sabe o que é se sentir atraído, e isso é mais forte que qualquer plano que você faça. Foi nessa época, nesse conflito entre o que foi incutido na minha cabeça pela sociedade e entre o que eu queria e sentia, que eu sofri. Como eu ainda não tinha essa liberdade de pensamento como tenho hoje, eu apenas rezei e pedi sabedoria e entendimento. E cara, eu sinto como cristã, até hoje, que tomei a decisão certa. Comecei a evoluir nessas questões, a entender que o sexo não deve ser demonizado, que ele foi feito por Deus, que é um momento de carinho, de prazer, algo mágico e sublime e que não deve ser inferiorizado sabe? Entendi que a mulher só é impedida de sentir prazer porque isso seria mais um poder que é essencialmente do homem, então é bom que ela seja recatada, que não goste de sexo (que diga não gostar) e que nunca sinta prazerLeia mais

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