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Em voga

Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.

12.03.17

Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.Foi depois de tirar de casa os últimos vestígios da minha infância, depois que encontrei duas imaculadas bonecas Barbie e uma Susi intacta, foi que tive aquele lampejo. O que aquelas bonecas haviam feito comigo durante todo esse tempo? Muito se fala sobre o corpo padronizado da Barbie, mas pouco ainda se comenta sobre os reais efeitos que a boneca provoca. Falando assim, parece mais que estou te apresentando a descoberta de um veneno que mata lentamente, ano a ano, e bom, é exatamente isso do que se trata.

Não, eu não estou dizendo que as bonecas Barbie devam ser extintas, que não devemos comprar mais elas para nossas irmãs ou primas e muito menos estou declarando guerra a elas. Na verdade, muito pacificamente, eu queria relatar o que foi a minha vida no quesito aceitação do meu corpoe como a Barbie sempre dificultou essa tarefa.

Já percebeu a minúscula cintura da boneca? Esses dias eu estava distraidamente observando um livro das princesas e assustada me dei conta: a cintura da Ariel era, proporcionalmente ao desenho, do tamanho do fininho braço da sereia. Foi ai que notei, aterrorizada, como essa realidade nunca antes havia me parecido tão gritante. Resgatei em ninha memória toda a imagem de Barbies e de Princesas, e todas elas, vinha, inexoravelmente acompanhadas de uma cintura inumanamente impossível de ser conquistada, com um cabelo cumprido e sedoso que só a mais rica das celebridades poderiam sequer ousar chegar perto; um corpo milimetricamente bem feito e proporcional; nenhuma manchinha na pele, nenhuma acne no rosto, nem sinal da mínima descompostura na maquiagem – e muito menos uma estriazinha que fosse. E tudo não seria terrivelmente assustador se não fosse pelo fato de que: eu sempre havia aceitado isso sem nem mesmo questionar.

Agora, se eu, com meus quase 20 anos de idade só fui me ater a isso agora, imagine essas bebês que com 3 anos já tem nas princesas da Disney e nas bonecas Barbie um ideal inalcançável e mentiroso de beleza? Você deve estar resmungando ok, mas aonde exatamente você quer chegar com isso? Bem, para responder essa questão, vou ter que contar um pouquinho sobre mim. Eu sempre, sempre mesmo, fui a gordinha da escola; em uma cidade pequena em que uma das melhores escolas da cidade era relativamente de alto padrão, não seria de se estranhar que as alunas fossem, eu sua grande maioria, simplesmente perfeitas. Quando digo isso, não quero ser rude, afinal se trata de minhas amigas, mas quero dizer que, todas tinham ótimas possibilidades e encorajamentos para frequentar uma academia na adolescência (lembro até hoje de uma amiga reclamando que estava gorda e feia por ter ganhado 2 quilinhos em uma viagem internacional), todas tinham acesso aos melhores dermatologistas, shakes para emagrecer, atividades físicas, cremes dermatológicos, tratamentos capilares e toda sorte de coisas estéticas que o povo diz “para nos deixar mais bonitas” Não que eu as esteja julgando, eu mesma já frequentei academia, usei/uso cremes para o rosto e infinitos para o cabelo entre tantas outras coisas, a questão não é essa, a questão é a cultura no corpo perfeito. O corpo perfeito sempre fora o meu sonho, passei boa parte da minha vida imaginando como eu seria feliz se tivesse o meu grande sonho de corpo, na minha mente pequena eu montava uma Samira Frankestein com um pedaço de um cabelo perfeito aqui, uma perna torneada de uma amiga alí, uma cintura de uma Barbie aqui e uma pele de uma fulana alí. Na minha mente, eu fazia listas enormes de tratamentos que eu gostaria de fazer, antes mesmo de sequer cogitar a possibilidade de me relacionar com alguém (sim, o meu trauma era tão grande que eu sequer pensava na possibilidade de alguém “me querer”)Como as bonecas Barbie influenciaram a imagem que eu tenho do meu corpo.E quem sempre estava comigo em minha mente? Quem sempre me lembrava que eu deveria ter uma cintura fina e uma pele macia? Quem sempre me encorajava a mais uma vez, pensar em intervenções cirúrgicas ou caminhos que me levariam à doenças como bulimia? Lá estava a maldita boneca Barbie, como que zombando de mim e de todos os meus esforço para me igualar a ela. E não queira mentir, você sabe que todas sonham ser ela, você sabe, quando sua filha leva sua boneca para todo canto; sabe que para ela só existe a loira e branca Barbie, a perfeita e rica Barbie, a linda, a glamourosa, a perfeita boneca – que tem tantas profissões quanto seja possível mensurar, que tem tanto dinheiro quanto alguém poderia imaginar, que tem tudo o que ela, eu e você sempre quisemos. Então, o erro talvez não esteja no status que a boneca apresenta – isso pode ser até um estímulo para as meninas estudarem com mais afinco – mas sim no caráter irreal que ela nos apresenta. Hoje eu falei apenas do que me marcou, do que me tocou na minha infância, mas talvez outros males tenham sido alimentados a partir da figura icônica e inalcançável que a Barbie é.

Em contrapartida, a boneca Susi. Minha sábia vó sempre me disse essa boneca é muito mais bonita que a Barbie, mas eu, em meus sentidos cegos de criança, nunca acreditei. Hoje, quando avistei minha boneca novamente, fui obrigada a concordar com a minha avó; eu havia me visto na Susi. A Susi é mais torneada, musculosa, alta e senhora de si; sua cintura não é do tamanho de seu pulso, suas pernas não são dois cambitos por onde um boing poderia passar. Seus braços não são fininhos ao ponto de quebrar e nem seu cabelo parece ansiar ser a tremenda perfeição que a Barbie quer. Então porque será, que eu achava a Susi uma boneca tão feia? No fundo, eu sei a verdade, eu a odiava porque ela estava muito mais próxima a mim do que a minha ídola Barbie, ela poderia muito bem me representar, poderia muito bem ser um lampejo do meu futuro – e nada, absolutamente nada, que não fosse tremendamente magro e esquio, loiro e liso, claro e belo, eu queria para o meu futuro e para o meu presente. Isso porque eu sempre fui humilhada pelo meu peso, odiada pelo meu cabelo meio armado, desprezada por não ter uma pele perfeita, mas principalmente por não ter aquela cintura perfeita, aquele peso correto, aquele corpo escultural e sequinho. Nunca ninguém quis ser menos do que a Barbie – e nem pensaram em me apresentar firmemente, algo que fosse menos do que ela.

Este é um post da Blogagem Coletiva Coletivando. Para conferir os pots das outras participantes, clique no nome do Blog de cada uma: Blog Notável LeituraBlog Garota IndependenteBlog Dá um ZoomBlog Eu RandômicaBlog Quero ser MirandaBlog A Menina da Janela
A melancolia dos dias úmidos e seus recomeços
Como aceitar seu corpo? Venci autoestima baixa, transtorno de imagem e bulimia
Como fazer a menstruação atrasada descer rápido.
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Metras, planos e sonhos para 2017

28.12.16
Metas, planos e sonhos para 2017 - Blog Dezoito em Ponto | por: Samira Oliveira

Com o ano novo  tocando a campainha da nossa vida, a gente olha pelo olho mágico e consegue identificar o que ele traz: esperança, mais sonhos, energia, animação, bons pensamentos e pedidos de paz. Para que eu não me esqueça de todos os planos que esse ano está levando no coração, resolvi fazer esse post – juntamente com algumas amigas do grupo Bloginspira lá do Facebook. Vou ir atualizando essa lista assim que eu for batendo as metas, e vocês pode ir acompanhando meu progresso salvando esse post nos seus favoritos da internet, que tal? ♥

Para o Blog Dezoito em Ponto

  • Postar de 2 a 3 posts por semana.
  • Começar a padronizar a imagem em destaque do post
  • Aprender a mexer no photoshop (já consegui fazer uma imagem semana passada e essa hoje do post :-))
  • Fazer um mídia kit para o Blog
  • Usar com mais frequência o SnapGram
  • Ter 5k de seguidores no Instagram
  • Ter 5k de curtidas na Fan Page 
  • Postar diariamente no Instagram e na Fan Page (diarimante no Instagram ;) )
  • Firmar mais parcerias para o Blog (por enquanto parcerias com as editoras mais lindas da vida, veja os banners ao lado! E com a Magic Color e outras parcerias mais básicas <3)
  • Tirar do papel meus projetos de coluna mensal no Blog
  • Fazer mais posts focados no feminismo
  • Postar mais resenhas
  • Postar sobre jóias (o primeiro post da categoria é esse aqui: Pandora versus Vivara)
  • Postar mais textos autorais (Dois textos para o “Em Voga“)
  • Lembrar de responder todos os e-mails
  • Arrumar a barra preta daqui do blog (essa que tá la em cima, precisa de outras coisas do lado de “home” né?)
  • Fazer posts de Look do Dia
  • Fazer mais ensaios temáticos (como o da Valente)
  • Visitar blogs amigos e conhecer blogs novos ao menos 2 vezes por semana

Para a minha saúde mental, espiritual e física

  • Me exercitar ao menos 1 vez por semana
  • Não comer tanta massa e doces
  • Voltar a praticar meditação e a estudar sobre energias
  • Conversar com Deus mais vezes – e não apenas quando eu preciso de ajuda
  • Fazer alongamentos
  • Endireitar a coluna sempre que eu estiver sentando errada. Andar com a postura correta.
  • Fazer um Planner ou finalmente manter uma agenda (to firme e forte no Bullet Journal!)
  • Fazer ao menos 5 cronogramas capilares (1/5) com produtos da Magic Color
  • Passar manteiga de cacau todos os dias antes de dormir e várias vezes ao longo do dia
  • Passar hidratante corporal todos os dias
  • Passar protetor solar todos os dias antes de sair de casa
  • Cortar as pontinhas do cabelo mais vezes
  • Lembrar de pingar remédio nos olhos todos os dias antes de dormir
  • Ficar menos tempo no Facebook procrastinando
  • Começar e manter um diário em inglês
  • Encontrar uma boa ginecologista
  • Arrumar meus dentes que desalinharam novamente

Relacionamento com amigos, família e namorado

  • Conhecer todos os pontos turísticos de São Paulo
  • Sair mais com os amigos
  • Fazer maratona de filmes com a Jacque ou apenas encontrar coisas legais para fazermos juntas.
  • Fazer programas legais com a minha vó
  • Ter mais paciência com os meus primos e brincar mais com eles
  • Lembrar de mandar mensagem com alguma surpresa pro Du todos os dias
  • Ser uma namorada melhor e fazer alguma coisa pra ajudar o Du a não desistir da medicina
  • Ter um grupo de amigos pra lembrar pro resto da vida
  • Manter minhas amizades de 2016
  • Sair mais com as amigas de Piracicaba
  • Responder todas as mensagens do Messenger assim que recebê-las
  • Encontrar com amigas que conheci na internet (encontrei amigas lindas nesse evento)

Para me divertir e engrandecer meu conhecimento e cultura

  •  Ler ao menos 3 livros por mês apenas por diversão e que não sejam para a faculdade (0/36)
  • Aprender bordado livre e bordado de ponto cruz
  • Fazer mais artes para as DIYs daqui do Blog
  • Ir pelo menos 5 vezes ao teatro (0/5)
  • Ir no mínimo em 8 apresentações culturais (0/8)
  • Assistir no mínimo a 50 filmes (3/50)
  • Por em dia minhas séries e assistir outras assim que lançar novos episódios: Once Upon a Time, Jéssica Jones, Doctor House, Pretty Little Liars, Game of Thrones, 3%, Stranger Things, Shadowhunters. Começar séries novas: Friends, Doctor Who, The OA…
  • Ler todos os meus livros que estão esperando desde 2012
  • Começar a fazer aula de francês
  • Praticar palavras novas do inglês e estudar mais.
  • Deixar as lições do inglês em dia
  • Começar a fazer aula de alemão
  • Conhecer no mínimo 10 lugares diferentes de São Paulo (0/10)
  • Ler jornal pelo menos  1 vez por semana
  • Ler sites de notícias em inglês – pelo menos 1 vez por semana
  • Ir à Bienal do Livro de São Paulo
  • Ir à eventos de blogueiras
  • Conhecer minhas blogueiras/ youtubers preferidas (Jout Jout e Bruna Vieira principalmente)

Para a faculdade e trabalho

  • Começar a Iniciação Científica
  • Começar a trabalhar em algum projeto da USP
  • Arrumar meu perfil no Linkedin
  • Estudar Tupi até aprender tudo do 1º ano
  • Fazer resumos semanais das matérias da faculdade
  • Ter todas as leituras da faculdade em dia
  • Ler no mínimo 1 livro inteiro da faculdade por mês (0/12)
  • Se conseguir pegar as matérias do árabe, estudar até conseguir escrever algo e falar um pouco
  • Fazer um curriculum lattes
  • Aumentar minha ponderada de 8.2 para 8.7

Decoração, compras e outros planos pessoais

  • Terminar de decorar meu quarto {Veja todos os planos para a decoração do meu cantinho}
  • Fazer uma horta no apartamento
  • Fazer um jardim na sacada
  • Comprar mais Funkos Pop
  • Comprar roupas que tenham mais meu estilo – e encontrar um estilo que combine comigo
  • Lembrar de guardar dinheiro para o intercâmbio
  • Manter meu home office organizado
  • Doar sangue
  • Comprar mais livros
  • Começar e terminar meu livro: Sociedade das Sereias: Reinado de Moana  e tirar do papel todos os meus planos para ele. (JÁ COMEÇEI! <3)
  • Reformar o livro Meu Presente é a Lua e mandá-lo pelo correio para as editoras
  • Fazer minha 1º tatuagem
  • Fazer o segundo furo na orelha direita e colocar mais um piercing (os outros fecharam)

E você? Quais seus maiores planos, metas e sonhos para esse ano que vem correndo até nós? Conta pra mim, algo da minha lista está na sua também? Aliás, para pra conferir como foi meu 2016, clique aqui 

Como organizar o material escolar para o segundo semestre
Tendências de Moda e Beleza para Primavera Verão 2018
T- shirts Femininas Estampadas com Bichinhos Fofos! – Cereja Pink
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#RetrospectivaEmPonto 2016

22.12.16

A vocês que me seguem, sei que vocês são poucos e, eu teria até como dar um unicórnio de presente de Natal pra cada um – cof cof o Papai Noel esqueceu de criar eles durante o ano – sei que vocês gastam um tempo precioso pra vir até aqui distribuir carinho pra mim – sou grata a cada um e desejo que o ano de vocês seja tão especial quanto foi o meu ♥.

Retrospectiva 2016, Retrospectiva Dezoito em Ponto. Ensaio fotográfico conceitual - conceptual photoshoot
Foto por: Samuel Ducca | Acessórios: Arte Vira Lata

O que dizer de 2016? Por um bom tempo fiquei pensando em tudo o que este ano representou para mim e simplesmente não encontrei maneiras boas para representá-lo. Por isso resolvi resumir tudo o que este ano foi para mim. Uma vez um amigo me disse que chegaria um dia em que várias “picuinhas” seriam resolvidas dentro de mim. Um dia em que qualquer mágoa ou rancor guardado estariam livres para sumir de dentro de mim, levando consigo tantos outros demônios. Um dia em que eu poderia sanar aquelas questões existenciais que me atormentaram por tantos anos; inseguranças, dúvidas, ideologias ultrapassadas e pensamentos fixos em coisas sem importância.

Bom, esse dia finalmente chegou, não apenas por São Paulo nem exatamente pela USP. Mas principalmente por eu ter entendido que eu poderia conseguir. Principalmente por entender que eu era capaz o suficiente de passar em uma das melhores faculdades do mundo! Passei a acreditar mais ainda no meu potencial, a por alguns sonhos em vias de acontecer, a perceber  que – poxa – aquilo realmente estava acontecendo! Cada segundo na expectativa em conferir a lista de aprovados; cada dia acordando naquela incerteza, cada lágrima de desespero em desejar arduamente esse sonhos – e puf – lá estava ele! Registrei o dia da matrícula – o conhecimento daquele mundo que eu tanto sonhei – num post com todos os detalhes

Quanto ao Blog – ele nasceu esse ano  :wink: – no dia 29 de fevereiro  – é um dos meus maiores sonhos que começou há muitos anos quando os blogs começaram a surgir. Eu tinha um bloguinho chamado L’Amour Mon Ange – nossa parece até que foi em outra vida! Mas ele já foi devidamente morto e enterrado há uns bons séculos hehe.  Porém a vontade em voltar a ser blogueira – e dessa vez num formato mais sério – surgiu e nunca me abandonou. Foi desse sonho, dessa necessidade de quem tem céu em gêmeos de compartilhar e de comunicar, que o Dezoito em Ponto veio ao mundo! Desde então aprendi coisas boas e ruins, conheci mais a fundo esse mundo da blogosfera e dos recentes – digital influencers – e conheci blogueiras amigas incríveis (assim como seus respectivos blogs). Ainda há MUITO para aprender e conhecer, ainda tenho um longo caminho para percorrer, e assim, espero ter vocês comigo até o final – seja ele qual for.

No geral nunca me senti com tantos amigos mas ao mesmo tempo tão sozinha. O Facebook e o Instagram – assim como os respectivos grupos – nos aproximam e nos fazem conhecer pessoas novas, mas pessoalmente a Letras é tão cheia de gente e tão vazia! Pelo fato de as aulas do Ciclo Básico não terem uma turma fixa para todas as 4 aulas, as amizades ficam meio esparsadas. Mas mesmo assim eu sei que esse ano foi importante nesse campo, que as amizades podem ser mantidas mesmo que não nos vejamos constantemente – e na verdade a saudade é um grande tempero da amizade!

Foram tantos livros novos, pensamentos novos, novas filosofias e aprendizados que eu me sinto uma pessoa revitalizada. Me sinto mais ligada á minha família – em especial á minha avó que fez todos os meus sonhos acontecerem e á minha tia que me ajudou tanto esse ano! A saudade fez com que eu amasse cada um – um tantão mais! Todas as conquistas no blog e no resto na vida. Os amigos e os desencontros; as lições que eu aprendi esse ano. As pessoas que eu conheci – até mesmo aquelas eu eu preferia não ter conhecido – me ensinaram algo, me deram um pedaço delas de presente. A vocês que me seguem, sei que vocês são poucos e, eu teria até como dar um unicórnio de presente de Natal pra cada um – cof cof o Papai Noel esqueceu de criar eles durante o ano – sei que vocês gastam um tempo precioso pra vir até aqui distribuir carinho pra mim – sou grata a cada um e desejo que o ano de vocês seja tão especial quanto foi o meu.

Que em 2017 a gente possa ser melhor que o que fomos esse ano, que a gente possa ser cada vez mais – mais! Mais amor, mais irmão, mais saudade e mais paciência, mais esperança e mais amizade! Esse ano também foi o de maior amadurecimento da minha fé, onde a minha gratidão e amor por Ele ficaram maiores ainda! Então independentemente do que você acredite eu desejo que o seu próximo ano seja abençoado e feliz. Que você seja melhor do que nunca foi, que você seja a melhor versão de você, pois é aquela velha e verdadeira frase: “o ano novo só será novo assim que nós formos capazes de mudar”.


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#SáPaulistando | Conhecendo a Avenida Paulista!

20.12.16
Passeios para fazer em São Paulo: Avenida Paulista. Conhecendo a Paulista, paulistando na maior livraria Cultura do Brasil (dentro do Conjunto Nacional), loja Geek, Casa das Rosas com exposição de poesia sonora

Esse post é dedicado aos caipiras que, assim como eu, ainda não conheciam a Avenida Paulista – muito embora minha avó diga que eu já a conhecia – mas como eu não me lembro; como ninguém me disse solenemente que eu estava pisando na Paulista, bom, então não vale né? :P  Nessa “aventura” fui com meu amigo e fiel escudeiro Gabriel – um mapa ambulante da cidade de São Paulo e que já apareceu aqui no blog hehe.

Agora, o que dizer dessa Avenida tão encantadora? Quando estava lá tive uma sensação de lembrança mas não sabia muito bem de onde vinha. Acho a avenida maravilhosa de muito linda! A paisagem cheia de prédios espelhados, pessoas, carros, fachadas de lojas, paredes brilhantes e toda aquela atmosfera de cidade grande (sentiram o complexo de caipirice aqui? rsrsrs) . Só sei dizer que todo aquele ar de enormidade, de amplidão de espaço, quando você se sente apenas mais um em meio à tanta gente que corre que é uma coisa incrível! Aquela sensação de pequenez parecida com a de quando olhamos as estrelas – sendo que esta última é muito mais avassaladora né? Como o dia estava meio chuvoso montei um look anos 90, jeans azul Tiffany (minha cor favorita), blusa preta de regata e gola alta – por dentro da calça – e sapatilhas pretas.

 

 

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Primeiro fomos até a Maior livraria Cultura do Brasil, realmente gigantesca! Claro que fiquei deslumbrada, subi e desci as escadas. E por mim, ficaria eternamente lá em cima admirando os livros e o dinossauro gigantesco pendurado. Na saída tinha um mini cenário da plataforma 9 3/4 mas a iluminação estava bem ruim – então meu fotográfo (risos) não conseguiu deixar a foto boa de jeito nenhum – mas como tudo nessa vida tem salvação a minha amiga Liz Chollet conseguiu salvar um pouco minha fotinha ♥ Depois fomos numa loja Geek do lado da Livraria Cultura – não tinha um moooonte de coisa mas tinham coisas legais (inclusive um diário do Harry Potter, quase desmaiei de amor por ele!)

salva Passeios para fazer em São Paulo: Avenida Paulista. Conhecendo a Paulista, paulistando na maior livraria Cultura do Brasil (dentro do Conjunto Nacional), loja Geek, Casa das Rosas com exposição de poesia sonora Passeios para fazer em São Paulo: Avenida Paulista. Conhecendo a Paulista, paulistando na maior livraria Cultura do Brasil (dentro do Conjunto Nacional), loja Geek, Casa das Rosas com exposição de poesia sonora

Conhecemos a Casa da Rosas, ou oficialmente, o Parque Engenheiro Ernesto Dias de Castro. Ele tem um jardim bem bonito com uma fonte, caminhos de pedras e até um orquidário ao fundo – os paulistanos parecem amarem esse ponto de rosas no meio das pedras (se virem o jardim da minha casa eles vão pirar com certeza). Mas o mais legal são os eventos que, pelo o que eu ouvi, acontecem sempre no local – são eventos literários e artísticos. No dia estava tendo uma exposição sobre Haroldo de Campos e sua poesia concreta. Ele foi um dos iniciadores do Concretismo ao publicar – em 1952 – a revista “Noigrandes” junto de Décio Pignatari e Augusto de Campos. A exposição acontecia numa sala no andar de baixo do casarão mas podemos visitar o segundo andar da casa colonial.

picsart_11-29-04-56-07 Passeios para fazer em São Paulo: Avenida Paulista. Conhecendo a Paulista, paulistando na maior livraria Cultura do Brasil (dentro do Conjunto Nacional), loja Geek, Casa das Rosas com exposição de poesia sonora picsart_11-29-04-29-59 picsart_11-29-04-54-23 picsart_11-29-04-55-27 picsart_11-29-04-57-10 20161129_153334

 

Também fomos ao shopping novo Cidade São Paulo – inaugurado este ano. Claro que ficamos de conhecer vários outros lugares como o Masp – e seu famoso “vão” e uma tal loja de Nutella – que o Gabriel fez propaganda pra mim mas não tivemos tempo de ir –  pois ele ia dar aula à tarde. E você? Já conhece a Av Paulista? Qual seu lugar preferido nela? Onde eu não posso deixar de ir conhecer?



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Conto Textos

Mirando-se no espelho.

27.11.16
Mirando-se no espelho conto de Samira Oliveira

De verdade, quem sou eu? Fixamente olhos mirando o espelho, puxo os cabelos para trás afim de prendê-los num rabo de cavalo. Assim fica claro a raiz escura nos fios vermelhos. Assim é possível também perceber meus olhos verdes se destacando na pele clara. Quem sou eu? A pessoa que saiu de sua cidade, que tinha um fio de esperança de conseguir alçar voo – e conseguiu? Quem sou eu? O ser que escreve, o ser que pensa e que reflete. Que ama e que deseja. Que sempre muda. Aquela que colocou um piercing na orelha, que gosta de ouvir a chuva, que escreveu um livro, que estuda o que ama e descobriu nisso uma vocação? Aquela que tinha muitos planos e anseios; que tinha promessas nunca feitas e sonhos de estrada. A pessoa que eu sou, que eu era, que eu serei.

A menina do espelho fixa seus olhos em mim.

– Quem você é? 

Não sei, como eu haveria de responder ao reflexo límpido de olhos que sonham? Para você, menina, sou seu futuro que você nem sonha – mas deseja ardentemente. Como mais posso explicar a um passado que eu sou a representação de coisas que você sequer entende? Como posso explicar que há mais do que angustias por não se encaixar, mais do que amores infantis, mais do que brincadeiras vagas. Mais do que você conhece?

Mais perto de mim, olhos mais velhos – de talvez um ano atrás, indagam:

–  Você é quem?

Como tais olhos podem ser tão ingênuos e fracos? Como pode se a diferença entre nós é de alguns meses? Resolvo não responder e os olhos somem pouco a pouco dando lugar à um borrão no espelho.

–  Ai está você, estive te procurando o dia todo!

– Eu te conheço? – pergunto aflita. O borrão não me é familiar.

O borrão abre uma boca incerta para argumentar.

– Não me lembro de ser tão convencida dessa forma, nem de ter essa força. Não me lembro de ter essa mente madura, para mim parece algo que está sempre em construção, como se minha mente sempre estivesse um passo atrás do que ela realmente pode ser.

Um arrepio me percorre o braço esquerdo. Acho que sei de quem se trata. Alguém que não conheço, ela eu nunca vi. Porque nunca fui.

Frente ao meu silêncio ela continua:

– Vi a menina também e vi os olhos ingênuos, agora vejo essa confiança. Só Deus sabe qual próxima eu verei. Será que quero vislumbrar o futuro como você? Será que sempre quis adivinhar quem eu me tornaria? Me responda você! Eu não tenho mais nenhuma pergunta a não ser esta: você está contente com o que é agora?

Sua voz me deixa insegura, tenho a impressão que essa pergunta é a decisão a se tomar entre um pedregulho e uma safira. Ela fala de coisas que eu não compreendo, ela tem uma certeza e uma coragem que eu desconheço. Ela tem uma elegância que nunca eu soube possuir – e que talvez não possua.

– Sim, eu me orgulho muito do que sou hoje, tenho medo do que fui e confio no que serei.

Ela deu um meio sorriso bárbaro e me respondeu:

-Quem te disse que será algo? Sou um borrão, desta vida eu não existo mais.

Permita-me eu apresentar novamente, e me veja como mulher, não como uma irmã.
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