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Literatura

“The Beauty of Darkness” – Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação.

02.05.17
"The Beauty of Darkness" - Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação. Resenha por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

Finalmente a resenha de The Beauty of Darkness, terceiro e último volume da série “Crônicas de Amor e Ódio” escrito pela incrível Mary E. Pearson. 

♥ Resenhas de “The Kiss os Deception” e de “The Heart of Betrayal” ♥

Livro: The Beauty of Darkness
Série: Crônicas de Amor e Ódio
Autor(a): Mary E. Pearson
Editora: DarkSide - DarkLove
Genero: Fantasia
Páginas: 569
Classificacao:
Sinopse: Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Kaden, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores devem ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mãos dessa determinada e inigualável mulher.

Desde que terminei de ler The Beauty of Darkness, não consigo parar de pensar no final dado por Mary. Não que eu tivesse feito melhor, nem que eu preferisse um outro final. Na verdade o que eu quero é mais. As páginas das “Crônicas de Amor e Ódio” são como uma taça de vinho extraordinário, você aceita um gole após o outro, uma página seguida de outra – sem ver o tempo correr, sem mal perceber a história passar. Como numa espécie de magia, você se sente como que preso no próprio dom de Lia, preso em uma visão, preso na história arrebatadora da série. E foi por isso, que após ler a última página, eu tentei ao máximo perpetuar a sensação que essa história me provocava. Mas eu simplesmente precisei fechá-lo, porém tendo Lia para sempre dentro de mim.

Até que apareça aquela que é mais poderosa,/Aquela nascida do infortúnio,/Aquela que era fraca,/Aquela que era caçada./Aquela marcada com a garra e a vinha,/Aquela nomeada em segre,/Aquela chamada Jezelia.

Nesse desfecho, Lia sobrevive à sua fuga de Venda. Deixando para trás um Komizar agonizante, Aster morta e povoados proclamando-a como rainha, clamando pela esperança oferecida por ela. Mas Lia precisa fugir, precisa alertar Morrighan do perigo que eles correm, do exército de crianças soldados, do sangue que se escorrerá pela vinhas. Precisa alertar que Morrighan é a primeira de toda a devastação, de todo o plano do Komizar, que é o dragão movido pelo poder e pela desgraça. Rafe e seus mais fiéis amigos e companheiros, ajudaram Lia a fugir de Venda e a permanecer viva; ele arriscou seu Reino, sua família e seu poder apenas para ajudar aquela que o abandonou no altar. E essa talvez seja a maior prova do seu amor, o contraste gritante entre a segurança aprisionante e a liberdade que afasta o amor, mas que é a vontade dele. Interessante o amor dos dois, Rafe quer que finalmente Lia possa descansar e curar suas dores em paz – mas a guerra não acabou – ainda não há tempo para descanso. Ele quer que todo o seu esforço realmente falha a pena e eles possam ter a vida que sempre sonharam – mas Lia nunca será submissa, nunca aceitará não lutar pelo acredita, não batalhar nas guerras. Em seu Reino, Lia é mais do que nunca um soldado do reino de seu pai, ela é uma verdadeira Líder ao descobrir traições, revelações de décadas, histórias de sua família e lendas sussurradas através de gerações de Primeiras Filhas. Nunca a lealdade foi tão posta às claras, nunca foi tão valiosa – mais contraditória dos que flores de tannis, mais pungentes do que a morte.

Além de Rafe, da segurança de seu reino e do reino de Dalbreck, nossa heroína ainda precisa lidar com Kaden – que a persegue durante sua fuga – e descobrir a quem ele é leal. Em “The Beauty of Darkness” outros personagens terão seus desfechos e suas purgações, sem que nenhum detalhe seja esquecido. Esse foi um ponto muito bom, Mary amarrou muito bem todas as histórias, entrelaçando algumas que eu já havia desconfiado, e desfazendo outros nós, dando as respostas que todos procuramos. Ao fim, estamos mais amarrados à “Crônicas de Amor e Ódio” do que a garra e a vinha no kavah de Lia. Outro ponto interessante foram os diálogos de Lia, notei que eles ficaram mais profundos e extensos do que nos outros volumes, creio eu, para que todos os detalhes pudessem ser explicitados e dando mais voz ao herói, para podermos entender melhor seus sentimentos e motivações. As vezes os diálogos falam mais sobre o personagem do que sua própria narração em 1º pessoa. Gostei bastante de como Mary foi intercalando os textos dos Antigos com a narração do presente, de modo que vamos percebendo a aproximação entre Lia e as personagens de outros tempos.  Afinal, “Tinha de ser alguém”

Não importa quantos universos vão e vêm, sempre me lembrarei de quem éramos juntos.

Lia é uma das personagens mais fortes que eu conheço. Essa é a mais bela história feminista e empoderadora, sem entretanto, citar tais termos e muito menos deixar explícito. Lia, vai abrindo caminhos para tomar seu lugar como mulher e guerreira. Ela vai mostrando a fortaleza que se tornou, o poder que adquiriu e a certeza que a guia. Continuando com um coração de carne, ela sabe que precisa matar – ela sabe que precisa de um mínimo de vingança para se alcançar a esperança. Ela coloca cada um em seu lugar e mostra quem ela realmente é; forte, humana, e um verdadeiro soldado.


Toda a trilogia me lembrou o processo Bildungsroman, definido pelo filólogo Karl Morgenstern em 1810. Resumidamente, o Romance de Formação seria: “uma forma de romance que representa a formação do protagonista em seu início e trajetória até alcançar um determinado grau de perfectibilidade” (1999, p.18) Tal processo de formação, envolve resumidamente, a mudança da herói (Lia), seu autoconhecimento e sua orientação no mundo (conhecendo-se como Jezelia, presente nos Testemunhos), processo de amadurecimento do herói (sua vida e fuga de um simples casamento, para a volta como um soldado), a separação em relação à casa paterna (fuga de Morrighan), atuação de mentores (Dihara), experiências intelectuais eróticas (bem… Rafe e Kaden) e finalmente, contato com a vida pública e política (povo de Venda). Infelizmente não tenho espaço para uma análise acadêmica como eu faria, mas acho que com esse pequeno resumo vocês já puderam entender o que seria o Bildungsroman e como “Crônicas de Amor e Ódio” se encaixa nessa teoria.

Como eu já havia comentado com vocês nas resenhas de The Kiss of Deception e de The Heart of Betrayal as minhas teorias sobre Gaudrel, Venda e Morrighan estavam quase que completamente certos. Deixei um excerto que explica bem bonitinho tudo isso, e o coloquei porquê já ficou explícito no segundo livro. Só fiquei em dúvidas quando aos escritos de Aster. Alguém tem uma boa teoria pra me emprestar? Eu poderia ficar páginas falando sobre como “Crônicas de Amor e Ódio” me marcaram, mas passo a vez para vocês, leiam, se emocionem e chorem – quando terminar poderão enfim, respirar fundo e descansar – esse mundo ele, nos inspira… ele nos partilha. "The Beauty of Darkness" - Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação. Resenha por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

“Existem outras verdades, Pauline. Verdades que você precisa saber”. E contei a ela sobre Gaudrel, Venda e a menina Morrighan, que foi roubada de sua família e vendida a Aldrid, o abutre, por um saco de grãos. Contei a ela sobre as histórias das quais nunca antes tivemos conhecimento e sobre os ladrões e os abutres que eram os fundamentos do nosso reino, e não um Remanescente escolhido. Os Guardiões Sagrados não eram nem um pouco sagrados.”

“Vocês definem uma espada pelos termos que lhes são familiares em todas as formas como veem, sentem e tocam. Contudo, e se houvesse um mundo que falasse de outras maneiras? E se houvesse outra forma de ver, ouvir e sentir? Nunca sentiram alguma coisa bem lá no fundo de vocês? Não tiveram um vislumbre disso brincando atrás dos seus olhos? Já ouviram uma voz em algum lugar nas suas cabeças? Mesmo que não estivessem certos disso, esse conhecimento fez com qque os seus corações batessem um pouco mais rápido? Agora multipliquem isso por dez. Talvez alguns de nós saibramos das coisas mais profundamente do que outros

"The Beauty of Darkness" - Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação. Resenha por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

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Resenha: O Canto Mais Escuro da Floresta – Holly Black| O encanto cruel das fadas
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Literatura

Resenha: O Canto Mais Escuro da Floresta – Holly Black| O encanto cruel das fadas

17.04.17

O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black| O Encanto Cruel das Fadas editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

Livro: O Canto Mais Escuro da Floresta
Série: -
Autor(a): Holly Black
Editora: Galera Record
Genero: Young Adult
Páginas: 293
Classificacao:
Sinopse: Hazel e seu irmão, Ben, moram em uma cidade onde humanos e fadas convivem. A magia aparentemente inofensiva desses seres atrai turistas de todas as partes, que querem ver de perto as maravilhas do lugar e, principalmente, o garoto de chifres e orelhas pontudas que descansa em um caixão de vidro. Hazel e Ben eram fascinados pelo garoto quando crianças. Mas, à medida que crescem, as histórias e teorias que inventavam perdem o encanto. Eles sabem que o garoto de chifres nunca acordará… Até que um dia ele acorda. Agora, os irmãos precisam se tornar os heróis que fingiam ser em suas brincadeiras e desvendar os mistérios que envolvem aquele príncipe com chifres.

Quando “O Canto Mais Escuro da Floresta” chegou aqui em casa, eu já sabia que iria amar fazer resenha dele. Já sabia que ia ser imersa num mundo encantador, já sabia que sentiria um inebriante perfume de seres mágicos muito bonitos e de bebidas de fadas. E eu estava certa.

Nas primeiras páginas, eu comecei a achar que todo o castelo mitológico que eu havia construído e esperado para esse livro, não se realizariam. Comecei a lamentar que o livro fosse apenas um romance romântico adolescente, sem o encanto que eu imaginava. Mas ainda bem, eu me equivoquei. Minha primeira impressão estava certa, e depois de algumas páginas aparentemente “normais” descrevendo a vida de uma adolescente “normal”, a diversão começou a acontecer. No começo do livro, Hazel é uma garota que, segundo seu irmão, tem uma áurea de mistério e garra em volta de si que atrai as pessoas – mas além disso, ou por isso mesmo – ela também é famosa por quebrar corações. Isso significa que ela ilude todos os garotos do colégio, ela beija todos por beijar, se divertindo com a situação, e brincando com os corações. Mas será que essa brincadeira é apenas uma busca por atenção ou há algo mais? Há uma necessidade urgente em viver ao máximo e em aproveitar ao máximo o tempo que ainda lhe resta? Descubra um mundo de perigos, segredos e cavaleiros; descubra o canto mais escuro da floresta.

O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black| O Encanto Cruel das Fadas editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

Depois desse começo, e da apresentação de nossa personagem principal por um narrador onisciente, a magia vai sendo apresentada. No início, tudo gira em volta do garoto de chifres que dorme num caixão de vidro no meio da floresta. Calminha, eu vou explicar. A cidade em que moram é Fairfold, famosa por seus acontecimentos “sobrenaturais” para os turistas e pelo seu menino de chifres. Mas os moradores sabem os segredos da cidade, sabem os perigos de andar pela floresta em noites de lua cheia – antes, durante e após ela. Eles sabem que devem ser cautelosos com as Fadas – não agradecer, não beber ou comer nada que oferecerem, mas principalmente: não fazer nenhum acordo com elas. Isso porque as fadas tendem a ser seres cruéis, que dão algo apenas para roubar outra coisa mais valiosa em troca. Que não se deixa atender nenhum pedido se não for por um preço alto. E que mata humanos como se fosse tão natural quanto uma refeição. Os moradores sabem, que devem manter a relação entre humanos e fadas a mais pacífica possível; sabem que devem colocar aveia nos bolsos ao sair de casa e vestir as meias ao contrário, sabem que as Fadas tem sentimentos diferentes dos nossos, talvez principalmente por serem imortais.

O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black| O Encanto Cruel das Fadas editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

No enredo temos os irmãos Ben e Hazel Evans; ele, com um tremendo dom para a música, ela com uma vida completamente normal. Fato que horas a deixa desesperada, horas a faz imaginar-se vivendo longe da cidadezinha, do Povo, e de todas as anormalidades que acompanham a sua vida social. Os irmãos sempre foram bem unidos, brincando juntos e se inserindo na mágica de Fairfold, juntamente da sua atração principal: o  garoto de chifres. Juntos, eles contavam histórias sobre o menino, a quem chamavam amorosamente de Príncipe. Sem notar, construiriam um universo à parte e mais mágico do que já era, onde tinham o garoto de chifres como seu mais fiel amigo, a quem podiam confiar seus segredos mais profundos – afinal, ele nunca acordaria.

Mas um dia ele acorda.

E tudo o que lhe foi confiado pode ser usado contra os irmãos. Toda a certeza de um dia ter uma vida normal, toda a angustia adolescente, todas as festas ao redor do caixão do menino, tudo – poderá acarretar uma consequência para a cidade. Quantos segredos é possível guardar? Quanta coragem é possível portar? Mas acima de tudo: quanto conhecimento sobre nós mesmos é possível estimar?

A escrita de Holly Black é leve e nos faz implorar por mais uma linha. Com uma narração acelerada, é impossível largar o livro na cabeceira – pelo menos até o sol raiar. Holly é norte americana e mora em Nova Inglaterra e ficou mundialmente famosa pela série de livros As Crônicas de Spiderwick. Em suas histórias, folclore, fantasia e demais elementos no imaginário, se fundem e formam a mixagem de suas histórias. Ela também escreveu a série literária Magisterium juntamente com sua amiga, Cassandra Clare. Ganhou prêmios importantes da literatura inglesa como: Andre Norton Award, Mythopoeic Award e Newbery Honor. Saiba mais sobre a autora clicando aqui.

Há um monstro em nossa floresta. E ela irá te pegar se você não se comportar. Irá te arrastar por folhas e galhos. Te castigar por todos os malhos. Partidos teus ossos e cortadas tuas asas. Você nunca, nunca mais voltará para…
O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black| O Encanto Cruel das Fadas editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto
Hazel piscou. Tinha ficado tão boa em reprimir as memórias que não gostava, tão boa em trancá-las bem guardadas. Nada do que ele dissesse devia tê-la surpreendido; eram apenas fatos sobre a sua vida, afinal. Mas ela se viu surpreendida mesmo assim. Tudo aquilo tinha acontecido há tanto tempo que ela achava que não importava mais.
O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black| O Encanto Cruel das Fadas editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto
Não importava que ele estivesse vestido com roupas comuns; ele não era comum. Era a personificação do que as Fadas deveriam ser, o sonho que ninara aquelas pessoas a Fairfold e o sonho que as convencera a ficar, apesar de todos os perigos.

Para as fotos eu busquei trazer toda a impressão que eu tive com o livro, colocando você no universo de Fairfold, como se estivesse mesmo láe, pisando o chão da floresta coberta de folhas. Como se estivesse pronto para sair de casa – com aveia e frutas vermelhas nos bolsos, meias vestidas ao contrário e deixando uma vasilha de leite na porta de casa. Tenha cuidado com a magia, não faça acordos, talvez você nunca mais volte para…

Ah, e não beije estranhos, combinado?O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black| O Encanto Cruel das Fadas editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

O Canto Mais Escuro da Floresta de Holly Black| O Encanto Cruel das Fadas editora Galera Record resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

Se você gostou das minhas fotos, dê um pulinho da categoria “Fotografia” e se encante mais um pouco. Mas se o seu amor é só por livros, veja a categoria “Literatura” – será mais doce do que bebida de Fadas! Ah e para aprender a fazer aquela caneca de cacto (onde coloquei aveia) clique aqui.

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Análise crítica do filme “A Chegada” sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf

08.04.17

Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-WhorfEssa análise crítica de “A Chegada” vai ser um pouco diferente, será feita sob uma ótica linguística, seguindo a teoria de Sapir-Whorf – assim como a personagem principal, uma linguista – e jogar uma luz nos acontecimentos – que para alguns deve ter ficado um tanto nebulosos. Para isso vou me basear na discussão do filme feita pelos professores da USP Ana Müller e Paulo Chagas. Como vocês bem sabem, eu faço letras na FFLCH, mais precisamente Letras – Linguística e estou cada dia mais apaixonada pela minha habilitação – para saber mais sobre o que eu estou falando, acesse esse post.

Primeiro ponto que já deve ser deixado claro; os heptápodes querem nos dar um presente, a sua própria língua, para nos ajudar – e até certo ponto não sabemos como uma língua pode ser útil para nossa terrível humanidade – e com a a mensagem de que no futuro nós deveremos ajudá-los em troca. No ponto em que eles chegam à Terra, a raça humana está dividida (será que vai ser esse ano?) e começa mais ainda a se dividir e a ensaiar uma guerra – e é ai que o Heptápodes nos salvam, nos unindo por meio de sua linguagem.

O filme possui uma estrutura circular, começando onde termina, assim como o “registro escrito” da linguagem dos heptápodes. A escrita circular deles nos remete muito à essa ideia de ciclo, de looping eterno, tanto é que, para ler o que o simbolo transmite, não faz diferença começar de um lado ou de outro, de cima ou de baixo; em qualquer lugar que você entrar para começar a ler, é possível entender.

Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf 1Outros pontos devem ser levados em consideração para reconhecer a importância desse filme e sua indicação ao Oscar de 2017. Denis Villeneuve (O Homem Duplicado) é o diretor da obra, o que por si só já trataria de deixar o filme um espetáculo. “The Arrival” é baseado em um conto do escritor Ted Chiang chamado História da Sua Vida que constrói uma excelente ficção científica que nos prende na emoção por querer saber mais (se eu gostei é bom hahaha, brincadeira, é que eu passo bem longe de ficção cientifica). Outro ponto bem legal são as combinações das cenas, quando a câmera começa a filmar a casa de Louise executa o mesmo movimento feito, ao filmar a abertura da nave dos heptápodes – nos fazendo pouco a pouco colher pistas sobre o porvir. Também é interessante a questão das cores, no começo, com uma atmosfera triste, o filme está todo em tons azuis e acinzentados, nos passando que aquelas cenas são de tensão e tristeza, e que vão mudando conforme o único elemento feliz da vida de Louise vai sendo apresentado: sua filha. Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf 2

  • Começo dos spoilers

Um ponto bastante delicado do filme, é a questão das perdas e de como o ser humano lida com elas. É interessante notar que as cenas do inicio do filme, são na verdade, vislumbres do futuro, que Louise Banks (Amy Adams) estava vendo – de modo que ele mostra o que ela terá no futuro enquanto o filme está no presente, reforçando mais ainda essa ideia de circularidade. A ideia que está por trás é tão forte que faz com que a linguista aceite seu futuro mesmo sabendo que ele terá muitas dores; ela o aceita mesmo sabendo das perdas e das quedas, pela simples beleza da nossa vida: a de viver os momentos.

Ela aceita o futuro com tudo o que há nele, pois não faz muita diferença entre saber ou não saber, o futuro está lá, ele já existe, ele talvez seja inevitável, e você pode apenas aproveitar os momentos dele ao máximo. Louise transpõe a nossa concepção linear de tempo ao aprender a língua dos heptápodes e passar a ter uma visão circular do tempo.
Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf gifTodo o filme está ancorado à teoria Sapir-Worf, de determinismo da língua, defendendo a ideia de que cada povo tem sua alma refletida em sua língua, e portanto o aprendizado de uma nova língua inclui o aluno nessa sociedade e nessa forma de pensamento, de modo que ele passa a pensar de um jeito diferente. E isso é uma ideia que eu julgo plausível porém não absoluta, e que foi melhor explicada pelo professor Paulo. Aplicando essa teoria ao significante, é importante notar que, quando nascemos, o nosso ouvido está extremamente sensível a diferença dos sons, de modo que tanto faz para um recém nascido, aprender finlandês (uma das línguas mais transparentes) quanto inglês (uma língua opaca). Assim, aplicando Sapir-Worf ao significado, podemos observar que, em cada língua há por exemplo, um modo novo de classificar as cores; em algumas línguas podem existir determinada cor que não exista em outras. Isso também ocorre no grau de parentesco, por exemplo, em turco, “tia” pode ser “hala”= tia paterna, “teyze”=tia materna, “yenge”=esposa do tio e cunhada do irmão de seu esposo. Isso nos mostra como cada povo tem um jeito próprio de encarar o mundo a partir de sua língua; utilizando novamente o turco é interessante notar a inexistência de distinções entre feminino e masculino para pronomes de sujeitos, de modo que – essa é uma tese minha – reflete na língua a sua “cultura” patriarcal e machista (infelizmente até hoje). Mas se você não sabe nada de turco, não precisa de preocupar, não precisamos ir tão longe; basta notar no inglês verbos específicos de movimentos, como por exemplo “stride”= andar a passos largos, que não há no português; de modo que eles criaram um verbo para a ação, diferente de nós, que colocamos o adjunto adnominal para este fim.

Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf 3Quanto à metodologia de pesquisar e softwares por Louise usados, eu ainda não tenho muito conhecimento – apenas sei do PRAAT. Mas a professora Ana explicou que o mapeamento de uma nova língua é exatamente como descrito no filme – só que muito mais vagaroso – o processo é o de um levantamento de um vocabulário básico que seja praticamente imutável e bem essencial (boca, mãe, pai, nome próprio). E depois que compreendido esse vocabulário é necessário juntá-lo a uma ação – no filme, Louise pega o nome “Ian” e atrela ao verbo “andar”: “Ian anda”, o que é compreendido pelo heptápode ao imitar a ação de Ian. Depois é necessário apresentar os tempos verbais, o que no caso do heptápodes é um conceito muito mais sofisticado do que o nosso.

Algumas outras dicas servem para irem nos dando pistas sobre o que há por trás de tudo, entre eles, o nome de “Hannah” que é um palíndromo e pode ser lido tanto de trás para frente como de frente para trás, assim como a concepção de mundo e de tempo adquirida por Louise.Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf gif 1Quanto ao final do filme e à cena envolvendo o general chinês Shang, é possível deduzir que os chineses receberam a mesma mensagem sobre “oferecer arma” e por isso inclusive, resolveram iniciar uma guerra. O fato de o general ter dado seu número pessoal no dia do lançamento do livro de Louise no futuro, pode ser explicada de formas bem enroladas: ou quando Louise estava falando com Shang ela pediu para que no futuro ele desse essa informação a ela, que foi portanto resgatada novamente no “presente” apresentado no filme. Ou Shang também consegue viajar psicologicamente no tempo, mas ai fica a pergunta: Se ele sabia o futuro e viu que a guerra não iria acontecer, porque ele a iniciou? É aqui que entra a frase dita por Louise no final: “Se você soubesse sua vida inteira, você a viveria do mesmo jeito ou a mudaria?” De modo que todos, mesmo sabendo seu final, resolveram optar pelo caminho que haveria de ser perseguido – Louise e o abandono do marido atrelado à morte da filha; do mesmo modo que Costello viveu a morte do Abbott mesmo sabendo que ele morreria, ou melhor dizendo “estaria em processo de morte”. Ou Sheng estava enfurecido com a oferta de arma dos heptápodes e resolveu mesmo assim tentar uma guerra contra eles – mesmo sabendo que seria detido. Também pode ser que no futuro, depois que Louise escreveu seu livro sobre a linguagem dos heptápodes, Sheng a tenha aprendido também, e resolveu dar a informação necessária para a resolução do conflito. Outra teoria é de que Sheng já sabia o futuro (havia aprendido com os aliens) mas sua mulher ainda estava viva, portanto quando Louise chegou e disse as últimas palavras de sua esposa a partir do que ele tinha lhe contado no futuro, ele já sabia que sua mulher iria morrer e que iria dizer aquelas preciosas palavras: “Guerra não gera vencedores, somente viúvas”. Na verdade, essa cena e seus afluentes me lembraram muito de “Efeito Borboleta”(2004) e na correspondência entre os atos do futuro e do presente, e que alterando um acaba por alterar outro, só que de uma forma mais profunda. É como se Louise não somente visse seu futuro, mas como se ela o revivesse – e talvez por isso ela, e todos os posteriores “falantes” de heptapodês não hesitem em escolher seguir o caminho do futuro, pela ânsia em realmente viver o momento inteiro no que antes só era possível experimentar por flashes incompletos.

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Literatura

Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição

03.04.17

Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

Livro: A Guerra Que Salvou A Minha Vida
Série: DarkLove
Autor(a): Kimberly Brubaker Bradley
Editora: DarkSide
Genero: romance
Páginas: 240
Classificacao:
Sinopse: Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.
Kimberly Brubaker Bradley consegue ir muito além do que se convencionou chamar “história de superação”. Seu livro é um registro emocional e historicamente preciso sobre a Segunda Guerra Mundial. E de como os grandes conflitos armados afetam a vida de milhões de inocentes, mesmo longe dos campos de batalha. No caso da pequena Ada, a guerra começou dentro de casa.

A Guerra Que Salvou A Minha Vida é um lançamento da DarkSide Books (DarkLove), que promete te emocionar do inicio ao fim. A história foi escrita por Kimberly Brubaker Bradley, sua obra foi vencedora do Newbery Honor Book, do Schneider Family Book Award e o Josette Frank Award, além de ter sido eleito entre os melhores livros de 2015 pelo Wall Street Journal, pela revista Publishers Weekly,  New York Public Library e pela Chicago Public Librardy. A Guerra Que Salvou a Minha Vida também foi primeiro lugar na lista do New York Times e adotado em diversas escolas nos Estados Unidos.Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em PontoPrimeira coisa que você precisa saber: você vai se emocionar, e muito. Mas não é uma emoção depressiva como em “O Diário de Anne Frank”, está mais para uma emoção como de quando você pula num montinho de folhas secas, mas inevitavelmente torce o pé. Bem, logo você vai entender porquê…

A história se passa na Inglaterra, no início da Segunda Guerra Mundial, quando Hitler ameaça bombardear o país. Lá fora, uma Guerra se desenrolava, mas dentro da casa de Ada, ela já havia começado há muitos anos. Ada não tem muita certeza sobre sua idade, estimasse que ela tenha 10 anos, e seu irmão Jamie 6 anos. Nada parece comum, tudo parece fora do lugar, tal qual a guerra. Numa primeira cena vemos Ada sentada á janela cumprimentando um vizinho e logo é violentamente empurrada e espancada pela Mãe – que permanece sem nome do início ao fim. Ada tem um probleminha que é extremamente repugnante para a mãe, ela tem o pé direito torto. Por esse motivo, desde que nasceu, a Mãe nunca a deixou sair de casa e além disso, ela ainda a maltrata física e psicologicamente, deixando muitas vezes de dar o mínimo de comida á menina. Além disso, como se não bastasse tudo isso, ela ainda é responsável por cuidar do irmão pequeno desde que ele nasceu e cuidar do apartamento em que vivem – isso tudo, rastejando com os cotovelos e joelhos, pois Ada não consegue andar e nunca nem mesmo ficou de pé.Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em PontoCom a ameaça de bombardeio á Londres, as crianças serão realocadas para o interior onde passarão um tempo com outras famílias até as bombas passarem. A Mãe já confirmou a ida de Jamie para a segurança, mas Ada não, ela não pode ficar segura, ela é uma vergonha para a mãe, “retardada”, “lixo”, “imprestável” e “nojenta” e por isso Ada deve ficar para aguentar as bombas – e se por sorte ela sobreviver, bom, será apenas uma questão de sorte mesmo.

“Você não passa de uma desgraça! ” Ela gritava. “ Um monstro, com esse pé horrível! ” Acha que eu quero que o mundo todo vendo a minha vergonha? ”

A Mãe demostra ser o pior tipo de ser humano, o mais desprezível e o horrendo, e não, não há uma explicação plausível para sua falta de coração. Apesar de todo esse ódio para com Ada, a filha continua a ter um amor pela Mãe, ela quer andar para que a Mãe veja que ela não é imprestável, que ajudá-la no mercado, quer apenas andar na rua e conversar com os vizinhos. E isso talvez seja a parte que mais me tocou, apesar do abandono e da violência ela continua a amar a Mãe. Mas quando ela percebe que será separada de seu irmãozinho, ela resolve reunir suas forças e seu recém poder de andar – para orgulhar a Mãe, inicialmente – e mesmo com toda a dor foge com o irmão para o trem que os levará a uma nova vida. Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em PontoO mais lindo desse livro é a delicadeza em ver coisas através da ótica de Ada, coisas que para nós são insignificantes – ela fica espantada quando vê grama ou árvores, pois ela nunca havia saído de dentro do apartamento. Ela acha incrível as folhas mudarem de cor no outono, e desconhece totalmente palavras como “lençol” e “banheira”, aliás, as crianças quase nunca tomavam banho, a Mãe simplesmente não se importava com isso. Acho que a beleza da obra também se encontra em uma importante lição de recomeço, acho que esse é o grande tema do livro, que está por trás de tudo. Ada recomeça sua vida com a guerra e aprendendo a andar, Jamie recomeça conhecendo o amor que ele não conhecia, Susan recomeça mesmo no inverno quando a dor da perda era mais sentida – e assim, outros personagens importantes terão decisivos recomeços e lições para nos passar. Mais que isso, A Guerra Que Salvou A Minha Vida, quer nos fazer olhar o outro, olhar o novo, e olhar para dentro de nós mesmos. Refletir nossa bondade e a forma como tratamos o outro, nossas relações e nossas emoções. Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

“Ele achou que eu estava mentindo, ou, na melhor das hipóteses, exagerando. Agora voltava a encarar o meu pé ruim. Senti uma onda de calor subir pelo meu pescoço. Pensei no que a Susan faria. Espichei o corpo, cravei os olhos no homem e disse, empertigada: ”Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro”.

Quando eles chegam no interior, são colocados enfileirados para que as famílias que vão abrigá-los escolha a criança que queria levar. Nesse momento eu quase tive um ataque de choro, eles estavam magricelos, desnutridos e anêmicos, além de extremamente sujos, quem os iria querer? Mas então há uma esperança quando Lady Thorton, membra do Serviço Voluntário Feminino leva as crianças até Susan Smith que os acolhe, mesmo nunca tendo cuidado de crianças, que diz se “má”, mas que os dá comida e banho, que luta para que eles vivam enquanto precisa ela mesma lutar contra as tristezas de seu passado e com a morte de Becky (que está explícito nas entrelinhas que foi esposa de Susan). Amo a relação de Ada com Susan, o carinho que a moça tem pela menina e como ela parece as vezes não perceber; é fato que Ada não conhece muito sobre sentimentos e sobre amor – nunca os recebeu da Mãe – mas é triste perceber como a sua vida moldou sua personalidade. Ada se mostra muitas vezes indigna de várias coisas, se julga “uma porcaria”, acha que todos estão rindo dela, que ninguém quer alguém defeituosa como ela – cicatrizes fundas causadas pela Mãe, que talvez tenham cura, talvez não se fechem nunca.Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em PontoLi essa obra em 2h enquanto viajava de São Paulo até Piracicaba, tamanha a força com que me envolveu – é que normalmente eu durmo no caminho e dessa vez não consegui desviar os olhos da leitura por nem um segundo! A narração é toda feita por Ada e isso é muito bom, pois temos acesso á seus pensamentos e sua visão de mundo. Achei incrível poder ao menos sonhar, que em cada guerra tenha uma história de amor e de recomeço, se escrevendo. Lindo, emocionante e muito profundo, uma leitura fluída – como eu imaginava – e muito bonita.

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Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

Mãe Sem Manual – Rita Lisauskas| Lançamento da Editora Belas Letras
“The Beauty of Darkness” – Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação.
Resenha: O Canto Mais Escuro da Floresta – Holly Black| O encanto cruel das fadas
Fotografia

Protagonismo da Mulher na Literatura – Projeto Ângulo Literário

26.03.17

Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!Uma das coisas que eu mais gosto de fotografar é livro. Talvez seja por isso que eu amei esse Projeto Fotográfico, que junta dois amores: fotografia e livrinhos! Para esse desafio o tema foi: Livros com personagens femininas – sim, em homenagem ao mês da mulher. ♥ Mesmo o foco sendo nas fotos, quero falar um pouco sobre cada obra, então vamos lá? O primeiro escolhido foi “Alice’s Adventures Wonderland & Other Stories” da Barnes and Noble – quem tem boa memória vai lembrar que ele estava na minha Wishlist do ano passado, inclusive uma coisa muito interessante é que praticamente tudo que eu anotei no post e desejei, acabaram vindo para mim – assim como as metas para 2017. A resposta pra isso é só uma: Deus e Universo – que para mim os dois são praticamente a mesma coisa ;) Eu pretendo falar um pouco sobre o livro “O Segredo” mas pra frente – eu vivo falando dele no Stories do Instagram, dá um pulinho lá, vai?

Eu mostrei um pouco sobre o livro da Alice lá no Insta – e já tava morrendo de vontade de fotografá-lo (só fiquei com receio de vocês enjoarem de Alice, já que o Projeto do mês passado foi sobre amizade, e eu escolhi o meu mozão: Alice no País das Maravilhas! hehe). Nessa foto eu usei alguns objetos já presente nesse post (eles são muito fofos não posso evitar!) e o cenário de plantinhas (Amor) é trabalho dessa linda aqui: Bruna Nóbrega.

Quer aprender a fazer esses biscoitinhos da Alice? Clique aqui, eu ensinei um passo a passo super fácil para fazer essas fofuras em biscuit!
Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!A segunda foto é sobre a coleção “A Seleção” de Kiera Cass, para essa foto eu usei meu vestido de formatura do 3º colegial (esse mesmo, do topo do blog) e em especial a escova de cabelo super princesa da minha avó. Eu adoro esses livros – são uns dos poucos que sobraram e não foram à venda do começo do ano – por vários motivos, entre eles: a sociedade montada no livro (inclusive é a minha maior inspiração para meu novo livro “Sociedade das Sereieas – Reinado de Moana”), o  amor e garra de America e claro, a narrativa empolgante, rápida e leve, como são os livros Juvenis.Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!A terceira foto é sobre o livro “O Maravilhoso Livro das Meninas” – dei mais detalhes sobre ele aqui na legenda. E foi um presente da minha principal influenciadora no mundo da leitura: minha tia Elisângela – que inclusive me deu o primeiro livro do Harry Potter (obrigada tia! ♥). Apesar de parecer bem patriarcal, ele junta a “tradição” de bordados, culinária e costuras, mas também ensina brincadeira ao ar livre (e as brincadeiras “de menino”, inclusive) além de coisas bem interessantes como instruções para fazer perfume! (quem sabe um dia eu não aprendo e não posto aqui?). Outra coisa que amo no livro é que ele apresenta as mulheres mais fortes e ícones da história – seja exclusiva da literatura ou do “mundo real” – que mostra às meninas que elas são fortes e heroicas! Com certeza um livro que eu vou passar pra Bianca (minha priminha).Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!Essa foto são de duas obras que eu amo e que têm resenha aqui no blog (não esquece de clicar nos links pra lê-las, ein?): “The Kiss of Deception” e “The Heart of Betrayal”, ambos da Mary E. Pearson!

Agora, dia 29 chega às livrarias o último livo da série: “The Beauty of Darkness”. E como vocês são uns mozãos lindos, eu tenho um mega presente para vocês leitores do Dezoito em Ponto, uma promoção exclusiva e incrível da DarkSide com a Amazon: você compra 4 livros da Caveirinha e o título mais barato sai de graça! Cê não pode perder essa chance né? Para comprar clique aqui.
E a última fotinha é uma proeza da engenharia (risos) porquê meu querido Funko Pop não estava querendo cooperar de jeito nenhum! Inclusive tem fotos bem interessantes de ele caindo no chão, no sofá, no pote de vidro, foi um auê, mas eu consegui! E para conferir o post das outras participantes do Projeto Fotográfico, clique no nome do blog ;)

No Mundo da Lua ♥ Eu Randômica ♥ Diz Aí, Mariazinha ♥ JubaQueen

Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!

Harry Potter Photoshoot Always – The Most Perfect Photos of The Magic World.
O ensaio de Harry Potter mais mágico que você verá hoje.
Amizade retratada em Alice no País das Maravilhas – Projeto Ângulo Literário
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