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Análise crítica do filme “A Chegada” sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf

08.04.17

Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-WhorfEssa análise crítica de “A Chegada” vai ser um pouco diferente, será feita sob uma ótica linguística, seguindo a teoria de Sapir-Whorf – assim como a personagem principal, uma linguista – e jogar uma luz nos acontecimentos – que para alguns deve ter ficado um tanto nebulosos. Para isso vou me basear na discussão do filme feita pelos professores da USP Ana Müller e Paulo Chagas. Como vocês bem sabem, eu faço letras na FFLCH, mais precisamente Letras – Linguística e estou cada dia mais apaixonada pela minha habilitação – para saber mais sobre o que eu estou falando, acesse esse post.

Primeiro ponto que já deve ser deixado claro; os heptápodes querem nos dar um presente, a sua própria língua, para nos ajudar – e até certo ponto não sabemos como uma língua pode ser útil para nossa terrível humanidade – e com a a mensagem de que no futuro nós deveremos ajudá-los em troca. No ponto em que eles chegam à Terra, a raça humana está dividida (será que vai ser esse ano?) e começa mais ainda a se dividir e a ensaiar uma guerra – e é ai que o Heptápodes nos salvam, nos unindo por meio de sua linguagem.

O filme possui uma estrutura circular, começando onde termina, assim como o “registro escrito” da linguagem dos heptápodes. A escrita circular deles nos remete muito à essa ideia de ciclo, de looping eterno, tanto é que, para ler o que o simbolo transmite, não faz diferença começar de um lado ou de outro, de cima ou de baixo; em qualquer lugar que você entrar para começar a ler, é possível entender.

Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf 1Outros pontos devem ser levados em consideração para reconhecer a importância desse filme e sua indicação ao Oscar de 2017. Denis Villeneuve (O Homem Duplicado) é o diretor da obra, o que por si só já trataria de deixar o filme um espetáculo. “The Arrival” é baseado em um conto do escritor Ted Chiang chamado História da Sua Vida que constrói uma excelente ficção científica que nos prende na emoção por querer saber mais (se eu gostei é bom hahaha, brincadeira, é que eu passo bem longe de ficção cientifica). Outro ponto bem legal são as combinações das cenas, quando a câmera começa a filmar a casa de Louise executa o mesmo movimento feito, ao filmar a abertura da nave dos heptápodes – nos fazendo pouco a pouco colher pistas sobre o porvir. Também é interessante a questão das cores, no começo, com uma atmosfera triste, o filme está todo em tons azuis e acinzentados, nos passando que aquelas cenas são de tensão e tristeza, e que vão mudando conforme o único elemento feliz da vida de Louise vai sendo apresentado: sua filha. Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf 2

  • Começo dos spoilers

Um ponto bastante delicado do filme, é a questão das perdas e de como o ser humano lida com elas. É interessante notar que as cenas do inicio do filme, são na verdade, vislumbres do futuro, que Louise Banks (Amy Adams) estava vendo – de modo que ele mostra o que ela terá no futuro enquanto o filme está no presente, reforçando mais ainda essa ideia de circularidade. A ideia que está por trás é tão forte que faz com que a linguista aceite seu futuro mesmo sabendo que ele terá muitas dores; ela o aceita mesmo sabendo das perdas e das quedas, pela simples beleza da nossa vida: a de viver os momentos.

Ela aceita o futuro com tudo o que há nele, pois não faz muita diferença entre saber ou não saber, o futuro está lá, ele já existe, ele talvez seja inevitável, e você pode apenas aproveitar os momentos dele ao máximo. Louise transpõe a nossa concepção linear de tempo ao aprender a língua dos heptápodes e passar a ter uma visão circular do tempo.
Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf gifTodo o filme está ancorado à teoria Sapir-Worf, de determinismo da língua, defendendo a ideia de que cada povo tem sua alma refletida em sua língua, e portanto o aprendizado de uma nova língua inclui o aluno nessa sociedade e nessa forma de pensamento, de modo que ele passa a pensar de um jeito diferente. E isso é uma ideia que eu julgo plausível porém não absoluta, e que foi melhor explicada pelo professor Paulo. Aplicando essa teoria ao significante, é importante notar que, quando nascemos, o nosso ouvido está extremamente sensível a diferença dos sons, de modo que tanto faz para um recém nascido, aprender finlandês (uma das línguas mais transparentes) quanto inglês (uma língua opaca). Assim, aplicando Sapir-Worf ao significado, podemos observar que, em cada língua há por exemplo, um modo novo de classificar as cores; em algumas línguas podem existir determinada cor que não exista em outras. Isso também ocorre no grau de parentesco, por exemplo, em turco, “tia” pode ser “hala”= tia paterna, “teyze”=tia materna, “yenge”=esposa do tio e cunhada do irmão de seu esposo. Isso nos mostra como cada povo tem um jeito próprio de encarar o mundo a partir de sua língua; utilizando novamente o turco é interessante notar a inexistência de distinções entre feminino e masculino para pronomes de sujeitos, de modo que – essa é uma tese minha – reflete na língua a sua “cultura” patriarcal e machista (infelizmente até hoje). Mas se você não sabe nada de turco, não precisa de preocupar, não precisamos ir tão longe; basta notar no inglês verbos específicos de movimentos, como por exemplo “stride”= andar a passos largos, que não há no português; de modo que eles criaram um verbo para a ação, diferente de nós, que colocamos o adjunto adnominal para este fim.

Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf 3Quanto à metodologia de pesquisar e softwares por Louise usados, eu ainda não tenho muito conhecimento – apenas sei do PRAAT. Mas a professora Ana explicou que o mapeamento de uma nova língua é exatamente como descrito no filme – só que muito mais vagaroso – o processo é o de um levantamento de um vocabulário básico que seja praticamente imutável e bem essencial (boca, mãe, pai, nome próprio). E depois que compreendido esse vocabulário é necessário juntá-lo a uma ação – no filme, Louise pega o nome “Ian” e atrela ao verbo “andar”: “Ian anda”, o que é compreendido pelo heptápode ao imitar a ação de Ian. Depois é necessário apresentar os tempos verbais, o que no caso do heptápodes é um conceito muito mais sofisticado do que o nosso.

Algumas outras dicas servem para irem nos dando pistas sobre o que há por trás de tudo, entre eles, o nome de “Hannah” que é um palíndromo e pode ser lido tanto de trás para frente como de frente para trás, assim como a concepção de mundo e de tempo adquirida por Louise.Análise crítica do filme A Chegada sob a ótica linguística da teoria Sapir-Whorf gif 1Quanto ao final do filme e à cena envolvendo o general chinês Shang, é possível deduzir que os chineses receberam a mesma mensagem sobre “oferecer arma” e por isso inclusive, resolveram iniciar uma guerra. O fato de o general ter dado seu número pessoal no dia do lançamento do livro de Louise no futuro, pode ser explicada de formas bem enroladas: ou quando Louise estava falando com Shang ela pediu para que no futuro ele desse essa informação a ela, que foi portanto resgatada novamente no “presente” apresentado no filme. Ou Shang também consegue viajar psicologicamente no tempo, mas ai fica a pergunta: Se ele sabia o futuro e viu que a guerra não iria acontecer, porque ele a iniciou? É aqui que entra a frase dita por Louise no final: “Se você soubesse sua vida inteira, você a viveria do mesmo jeito ou a mudaria?” De modo que todos, mesmo sabendo seu final, resolveram optar pelo caminho que haveria de ser perseguido – Louise e o abandono do marido atrelado à morte da filha; do mesmo modo que Costello viveu a morte do Abbott mesmo sabendo que ele morreria, ou melhor dizendo “estaria em processo de morte”. Ou Sheng estava enfurecido com a oferta de arma dos heptápodes e resolveu mesmo assim tentar uma guerra contra eles – mesmo sabendo que seria detido. Também pode ser que no futuro, depois que Louise escreveu seu livro sobre a linguagem dos heptápodes, Sheng a tenha aprendido também, e resolveu dar a informação necessária para a resolução do conflito. Outra teoria é de que Sheng já sabia o futuro (havia aprendido com os aliens) mas sua mulher ainda estava viva, portanto quando Louise chegou e disse as últimas palavras de sua esposa a partir do que ele tinha lhe contado no futuro, ele já sabia que sua mulher iria morrer e que iria dizer aquelas preciosas palavras: “Guerra não gera vencedores, somente viúvas”. Na verdade, essa cena e seus afluentes me lembraram muito de “Efeito Borboleta”(2004) e na correspondência entre os atos do futuro e do presente, e que alterando um acaba por alterar outro, só que de uma forma mais profunda. É como se Louise não somente visse seu futuro, mas como se ela o revivesse – e talvez por isso ela, e todos os posteriores “falantes” de heptapodês não hesitem em escolher seguir o caminho do futuro, pela ânsia em realmente viver o momento inteiro no que antes só era possível experimentar por flashes incompletos.

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Literatura

Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição

03.04.17

Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

Livro: A Guerra Que Salvou A Minha Vida
Série: DarkLove
Autor(a): Kimberly Brubaker Bradley
Editora: DarkSide
Genero: romance
Páginas: 240
Classificacao:
Sinopse: Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.
Kimberly Brubaker Bradley consegue ir muito além do que se convencionou chamar “história de superação”. Seu livro é um registro emocional e historicamente preciso sobre a Segunda Guerra Mundial. E de como os grandes conflitos armados afetam a vida de milhões de inocentes, mesmo longe dos campos de batalha. No caso da pequena Ada, a guerra começou dentro de casa.

A Guerra Que Salvou A Minha Vida é um lançamento da DarkSide Books (DarkLove), que promete te emocionar do inicio ao fim. A história foi escrita por Kimberly Brubaker Bradley, sua obra foi vencedora do Newbery Honor Book, do Schneider Family Book Award e o Josette Frank Award, além de ter sido eleito entre os melhores livros de 2015 pelo Wall Street Journal, pela revista Publishers Weekly,  New York Public Library e pela Chicago Public Librardy. A Guerra Que Salvou a Minha Vida também foi primeiro lugar na lista do New York Times e adotado em diversas escolas nos Estados Unidos.Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em PontoPrimeira coisa que você precisa saber: você vai se emocionar, e muito. Mas não é uma emoção depressiva como em “O Diário de Anne Frank”, está mais para uma emoção como de quando você pula num montinho de folhas secas, mas inevitavelmente torce o pé. Bem, logo você vai entender porquê…

A história se passa na Inglaterra, no início da Segunda Guerra Mundial, quando Hitler ameaça bombardear o país. Lá fora, uma Guerra se desenrolava, mas dentro da casa de Ada, ela já havia começado há muitos anos. Ada não tem muita certeza sobre sua idade, estimasse que ela tenha 10 anos, e seu irmão Jamie 6 anos. Nada parece comum, tudo parece fora do lugar, tal qual a guerra. Numa primeira cena vemos Ada sentada á janela cumprimentando um vizinho e logo é violentamente empurrada e espancada pela Mãe – que permanece sem nome do início ao fim. Ada tem um probleminha que é extremamente repugnante para a mãe, ela tem o pé direito torto. Por esse motivo, desde que nasceu, a Mãe nunca a deixou sair de casa e além disso, ela ainda a maltrata física e psicologicamente, deixando muitas vezes de dar o mínimo de comida á menina. Além disso, como se não bastasse tudo isso, ela ainda é responsável por cuidar do irmão pequeno desde que ele nasceu e cuidar do apartamento em que vivem – isso tudo, rastejando com os cotovelos e joelhos, pois Ada não consegue andar e nunca nem mesmo ficou de pé.Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em PontoCom a ameaça de bombardeio á Londres, as crianças serão realocadas para o interior onde passarão um tempo com outras famílias até as bombas passarem. A Mãe já confirmou a ida de Jamie para a segurança, mas Ada não, ela não pode ficar segura, ela é uma vergonha para a mãe, “retardada”, “lixo”, “imprestável” e “nojenta” e por isso Ada deve ficar para aguentar as bombas – e se por sorte ela sobreviver, bom, será apenas uma questão de sorte mesmo.

“Você não passa de uma desgraça! ” Ela gritava. “ Um monstro, com esse pé horrível! ” Acha que eu quero que o mundo todo vendo a minha vergonha? ”

A Mãe demostra ser o pior tipo de ser humano, o mais desprezível e o horrendo, e não, não há uma explicação plausível para sua falta de coração. Apesar de todo esse ódio para com Ada, a filha continua a ter um amor pela Mãe, ela quer andar para que a Mãe veja que ela não é imprestável, que ajudá-la no mercado, quer apenas andar na rua e conversar com os vizinhos. E isso talvez seja a parte que mais me tocou, apesar do abandono e da violência ela continua a amar a Mãe. Mas quando ela percebe que será separada de seu irmãozinho, ela resolve reunir suas forças e seu recém poder de andar – para orgulhar a Mãe, inicialmente – e mesmo com toda a dor foge com o irmão para o trem que os levará a uma nova vida. Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em PontoO mais lindo desse livro é a delicadeza em ver coisas através da ótica de Ada, coisas que para nós são insignificantes – ela fica espantada quando vê grama ou árvores, pois ela nunca havia saído de dentro do apartamento. Ela acha incrível as folhas mudarem de cor no outono, e desconhece totalmente palavras como “lençol” e “banheira”, aliás, as crianças quase nunca tomavam banho, a Mãe simplesmente não se importava com isso. Acho que a beleza da obra também se encontra em uma importante lição de recomeço, acho que esse é o grande tema do livro, que está por trás de tudo. Ada recomeça sua vida com a guerra e aprendendo a andar, Jamie recomeça conhecendo o amor que ele não conhecia, Susan recomeça mesmo no inverno quando a dor da perda era mais sentida – e assim, outros personagens importantes terão decisivos recomeços e lições para nos passar. Mais que isso, A Guerra Que Salvou A Minha Vida, quer nos fazer olhar o outro, olhar o novo, e olhar para dentro de nós mesmos. Refletir nossa bondade e a forma como tratamos o outro, nossas relações e nossas emoções. Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

“Ele achou que eu estava mentindo, ou, na melhor das hipóteses, exagerando. Agora voltava a encarar o meu pé ruim. Senti uma onda de calor subir pelo meu pescoço. Pensei no que a Susan faria. Espichei o corpo, cravei os olhos no homem e disse, empertigada: ”Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro”.

Quando eles chegam no interior, são colocados enfileirados para que as famílias que vão abrigá-los escolha a criança que queria levar. Nesse momento eu quase tive um ataque de choro, eles estavam magricelos, desnutridos e anêmicos, além de extremamente sujos, quem os iria querer? Mas então há uma esperança quando Lady Thorton, membra do Serviço Voluntário Feminino leva as crianças até Susan Smith que os acolhe, mesmo nunca tendo cuidado de crianças, que diz se “má”, mas que os dá comida e banho, que luta para que eles vivam enquanto precisa ela mesma lutar contra as tristezas de seu passado e com a morte de Becky (que está explícito nas entrelinhas que foi esposa de Susan). Amo a relação de Ada com Susan, o carinho que a moça tem pela menina e como ela parece as vezes não perceber; é fato que Ada não conhece muito sobre sentimentos e sobre amor – nunca os recebeu da Mãe – mas é triste perceber como a sua vida moldou sua personalidade. Ada se mostra muitas vezes indigna de várias coisas, se julga “uma porcaria”, acha que todos estão rindo dela, que ninguém quer alguém defeituosa como ela – cicatrizes fundas causadas pela Mãe, que talvez tenham cura, talvez não se fechem nunca.Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em PontoLi essa obra em 2h enquanto viajava de São Paulo até Piracicaba, tamanha a força com que me envolveu – é que normalmente eu durmo no caminho e dessa vez não consegui desviar os olhos da leitura por nem um segundo! A narração é toda feita por Ada e isso é muito bom, pois temos acesso á seus pensamentos e sua visão de mundo. Achei incrível poder ao menos sonhar, que em cada guerra tenha uma história de amor e de recomeço, se escrevendo. Lindo, emocionante e muito profundo, uma leitura fluída – como eu imaginava – e muito bonita.

Para ler o primeiro capítulo clique aqui  E para conferir mais resenhas confira a categoria “Literatura”
Resenha: A Guerra Que Salvou A Minha Vida| Recomeço e Destruição por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

Resenha “Esqueça o Amanhã” – Pintip Dunn | Galera Record
Minha Vida Fora dos Trilhos – Clare Vanderpool | Guerra e imigração nos EUA
“Os 12 Signos de Valentina” – Ray Tavares| O romance astrológico do ano!
Fotografia

Protagonismo da Mulher na Literatura – Projeto Ângulo Literário

26.03.17

Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!Uma das coisas que eu mais gosto de fotografar é livro. Talvez seja por isso que eu amei esse Projeto Fotográfico, que junta dois amores: fotografia e livrinhos! Para esse desafio o tema foi: Livros com personagens femininas – sim, em homenagem ao mês da mulher. ♥ Mesmo o foco sendo nas fotos, quero falar um pouco sobre cada obra, então vamos lá? O primeiro escolhido foi “Alice’s Adventures Wonderland & Other Stories” da Barnes and Noble – quem tem boa memória vai lembrar que ele estava na minha Wishlist do ano passado, inclusive uma coisa muito interessante é que praticamente tudo que eu anotei no post e desejei, acabaram vindo para mim – assim como as metas para 2017. A resposta pra isso é só uma: Deus e Universo – que para mim os dois são praticamente a mesma coisa ;) Eu pretendo falar um pouco sobre o livro “O Segredo” mas pra frente – eu vivo falando dele no Stories do Instagram, dá um pulinho lá, vai?

Eu mostrei um pouco sobre o livro da Alice lá no Insta – e já tava morrendo de vontade de fotografá-lo (só fiquei com receio de vocês enjoarem de Alice, já que o Projeto do mês passado foi sobre amizade, e eu escolhi o meu mozão: Alice no País das Maravilhas! hehe). Nessa foto eu usei alguns objetos já presente nesse post (eles são muito fofos não posso evitar!) e o cenário de plantinhas (Amor) é trabalho dessa linda aqui: Bruna Nóbrega.

Quer aprender a fazer esses biscoitinhos da Alice? Clique aqui, eu ensinei um passo a passo super fácil para fazer essas fofuras em biscuit!
Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!A segunda foto é sobre a coleção “A Seleção” de Kiera Cass, para essa foto eu usei meu vestido de formatura do 3º colegial (esse mesmo, do topo do blog) e em especial a escova de cabelo super princesa da minha avó. Eu adoro esses livros – são uns dos poucos que sobraram e não foram à venda do começo do ano – por vários motivos, entre eles: a sociedade montada no livro (inclusive é a minha maior inspiração para meu novo livro “Sociedade das Sereieas – Reinado de Moana”), o  amor e garra de America e claro, a narrativa empolgante, rápida e leve, como são os livros Juvenis.Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!A terceira foto é sobre o livro “O Maravilhoso Livro das Meninas” – dei mais detalhes sobre ele aqui na legenda. E foi um presente da minha principal influenciadora no mundo da leitura: minha tia Elisângela – que inclusive me deu o primeiro livro do Harry Potter (obrigada tia! ♥). Apesar de parecer bem patriarcal, ele junta a “tradição” de bordados, culinária e costuras, mas também ensina brincadeira ao ar livre (e as brincadeiras “de menino”, inclusive) além de coisas bem interessantes como instruções para fazer perfume! (quem sabe um dia eu não aprendo e não posto aqui?). Outra coisa que amo no livro é que ele apresenta as mulheres mais fortes e ícones da história – seja exclusiva da literatura ou do “mundo real” – que mostra às meninas que elas são fortes e heroicas! Com certeza um livro que eu vou passar pra Bianca (minha priminha).Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!Essa foto são de duas obras que eu amo e que têm resenha aqui no blog (não esquece de clicar nos links pra lê-las, ein?): “The Kiss of Deception” e “The Heart of Betrayal”, ambos da Mary E. Pearson!

Agora, dia 29 chega às livrarias o último livo da série: “The Beauty of Darkness”. E como vocês são uns mozãos lindos, eu tenho um mega presente para vocês leitores do Dezoito em Ponto, uma promoção exclusiva e incrível da DarkSide com a Amazon: você compra 4 livros da Caveirinha e o título mais barato sai de graça! Cê não pode perder essa chance né? Para comprar clique aqui.
E a última fotinha é uma proeza da engenharia (risos) porquê meu querido Funko Pop não estava querendo cooperar de jeito nenhum! Inclusive tem fotos bem interessantes de ele caindo no chão, no sofá, no pote de vidro, foi um auê, mas eu consegui! E para conferir o post das outras participantes do Projeto Fotográfico, clique no nome do blog ;)

No Mundo da Lua ♥ Eu Randômica ♥ Diz Aí, Mariazinha ♥ JubaQueen

Projeto Fotográfico Ângulo Literário no Blog Dezoito em Ponto, por Samira Oliveira. Fotografia, livros, lifestyle, moda, cactos e muito mais!

Sunflower Photoshoot – Acessórios Lolly In The Sky | Girassol e Frida Kahlo
Harry Potter Photoshoot Always – The Most Perfect Photos of The Magic World.
O ensaio de Harry Potter mais mágico que você verá hoje.
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Resenha de A Bela e a Fera – live action da Disney| O renascimento da magia!

15.03.17

Resenha de A Bela e a Fera - live action da Disney| O renascimento da magia! por Samira Oliveira do Blog Dezoito em PontoFinalmente a resenha mais esperada, do filme mais aguardado do ano – o live action da Disney, A Bela e a Fera. A Bela e todo enredo que a cerca, sempre foram uma magia indescritível que a fizeram ser a minha princesa predileta. Na verdade, eu sempre tive uma identificação enorme com a Bela – seja pelo fato de ela ser uma leitora voraz que está sempre em busca de aperfeiçoamento e instrução, e por ser uma princesa bem mais ativa do que outras (comparem com a Branca de Neve e vão ver) – seja pelo romance tão belo e revelador, de uma verdade que carrego comigo: a de amar e sentir além das aparências. Por tudo isso e por muito mais, a minha criança interior e a minha adulta exterior elevaram ao máximo minhas expectativas para esse filme. Ver finalmente um desenho lindo e marco da minha vida – mas dessa vez, com artistas de carne e osso, é realmente deslumbrante. Ver minha diva Emma Watson encarnando minha outra diva Bela, então, foi dantesco!

Filme: A Bela e a Fera
Direção: Bill Condon
Duração: 2h10m
Genero: Musical Live Action
Classificacao:
Sinopse: “A Bela e a Fera” é a fantástica jornada de Bela, uma jovem linda, brilhante e independente que é aprisionada pela Fera em seu castelo. Apesar de seus medos, ela se torna amiga dos serviçais encantados e aprende a enxergar além do exterior horrendo da Fera e percebe o coração gentil do verdadeiro Príncipe que existe em seu interior.
Resenha de A Bela e a Fera - live action da Disney| O renascimento da magia! por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

Não sei vocês, mas eu sempre tenho a esperança de que “o filme seja igual ao livro” e nesse caso “igual ao desenho”. Por mais que a gente fale de cinema, pesquise, aprenda, e entenda que são artes diferentes – e também a animação do live – é inevitável, que lá no fundinho do coração, a gente não espere uma coisa que ao menos se aproxime do “real” que conhecemos á tempo. E esse, finalmente foi um pedido atendido pela Disney; como não é segredo para ninguém, as cenas do live foram assustadoramente bem aproximadas – e ouso dizer, bem copiadas – da animação – e isso foi incrível! Assisti ao “original” nas férias, de modo que ele já estava fresquinho na minha memória quando fui hoje – dia 14 à cabine de A Bela e a Fera. Não tive como não me emocionar fortemente em ver aquelas cenas tão assistidas em um formato mais real, em algo muto mais próximo de nós. Então, o encanto começa sem dúvidas alí.Leia mais

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Kit Antiemborrachamento para Cronograma Capilar e Regeneração

09.03.17

Kit Antiemborrachamento para Cronograma Capilar e Regeneração da Magic Color, resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em PontoCabelos coloridos precisam de muitos cuidados – e os que são ruivos com henna também! Por isso hoje trago uma resenha do Kit Antiemborrachamento da Magic Color e meus planos para usá-lo num Cronograma Capilar. Quer saber como funciona o esse Kit e como ele pode ajudar seu cabelo? Então vem comigo!

Recebi esse kit maravilhoso semana passada e já fui o mais rápido possível testar. Para quem não sabe sobre a minha saga em busca do ruivo dos sonhos, te aconselho a ler esse post, mas se você já é colorida faz tempo (unicórnios, alô?) ou mesmo se o seu cabelo é virgem, tenho certeza, vai amar esses produtos! Primeiro, vamos explicar: meu cabelo é ruivo com henna – pretendo fazer um post bem completinho falando sobre ela. Resumidamente, a henna é uma planta de onde se extrai o pigmento lawsona que depois de preparada corretamente, fixa-se nas moléculas de queratina do fio – por isso, é muito importante que o cabelo esteja bem nutrido (e com a queratina necessária, para que a molécula que colori possa aderir ao fio – e é dessa forma que henna não desbota, sabia?). Por isso eu costumo hidratar o cabelo 2 vezes por semana (sem cronograma, só hidratação com máscara) então meus cabelos não chegaram ao estado crítico do Emborrachamento (fios finos, quebradiços e fracos). Porém, como a queratina é imensamente necessária aos meus cabelos (devido à fixação da henna), esse Kit veio muito a calhar.

O Kit Antiemborrachamento da Magic Color é reconstrutor e pretende principalmente, repor a queratina dos fios. A henna é interessante pois, sua molécula de cor acaba preenchendo e revestindo a cutícula do fio e selando cutículas abertas. Entretanto, a henna não substitui a queratina e tampouco outras proteínas e vitaminas que o cabelo necessita – e é ai que entra a Magic Color!

O tratamento é composto de 5 passos que devem ser usados de 1 vez só na primeira aplicação – para as outras semanas montaremos um cronograma capilar com o Kit todo, combinado? Depois de hennado eu sinto meu cabelo mais encorpado (devido à lawsone que se assomou à queratina já existente), porem como fazia muito tempo que eu não reconstruía o cabelo, sentia que estava faltando algo, principalmente brilho e força. E os produtos Antiemborrachamento vieram me salvar nesse quesito.Kit Antiemborrachamento para Cronograma Capilar e Regeneração da Magic Color, resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em Ponto

  • Passo 1: É um Shampoo, ele é transparente e faz bastante espuma (sabe quando você lava o cabelo em salão e fica aquela sensação gostosa de limpeza? Bom, o shampoo faz isso, me lembrou até um shampoo antirresíduos só que sem ressecar. E uma coisa maravilhosa pra quem tem cabelo de Rapunzel: um tiquinho de produto  já faz bastante espuma e limpa toda a raiz (yes!). Além disso, contém óleo de babosa (nutrição) e controla o Ph das fios (que é preferencialmente ácido) e é liberado para Low Poo por não contem Sulfato, Parabeno e Petrolato.
  • Passo 2: Queratina Hidrolisada; essa belezinha vem em um frasco de espirrar e também rende que é uma beleza! Após lavar com o Shampoo, deve-se espirrar a queratina altamente concentrada, da raiz até as pontas mecha por mecha, de modo a cobrir todos os fios. O cheirinho se assemelha ao de pudim (amo!) e é bem fácil de aplicar. Depois é necessário marcar 10 minutinhos no relógio, esperar a queratina agir e não enxaguar!
  • Passo 3: Regenerador Capilar; deve ser aplicado por cima da Queratina Hidrolisada, ela irá selar as cutículas e envolver o cabelo como que em um filme protetor, impedindo a agressão por produtos químicos. Depois de passar da raiz às pontas, é necessário não massagear o couro cabeludo e utilizar uma touca (eu usei uma touca térmica) para potencializar o resultado – ah e esperar mais 15 minutinhos. Ele contém Queratina, Aminoácidos e demais ativos que tratam a fibra capilar e selam as cutículas dos fios.
  • Passo 4: Máscara Reconstrutora; adorei essa máscara, ela é bem hidratante (coisa que cabelo hennado precisa muito) e é bem grossina também. Eu apliquei no cabelo todo (menos na raiz) e deixei com a máscara por 20 minutos. Depois de usar senti o cabelo mais macio e visivelmente hidratado – mil pontos para essa máscara, normalmente eu uso umas 3 colheres cheias de máscara hidratante após hennar, dessa vez, 1 colher supriu muito bem e hidratou muito mais. Ela conta com Geleia Real, Proteínas do Leite e Óleo de Coco (outro amorzinho pra nutrição ;) ) – reestrutura e reequilibra o pH do cabelo, principalmente os mais maltratados por processos como coloração, descoloração, permanente e alisamento.
  • Passo 5: Hair Brushing; sabe aquele produto que você tem certeza que vai levar pro resto da vida? Então, é esse! Se você não puder comprar de cara, o kit todo, então pelo menos invista nesse finalizador (depois, tenho certeza que você vai se apaixonar e querer usar todos os outros). Eu amo, amo amo de paixão reparador de pontas (aqueles óleos com silicone que a gente usa no cabelo para deixá-lo com mais brilho), mas infelizmente, sempre que eu uso algum ele fica meio oleoso e deixa os fios pesados. E o que acontece com esse produto divo? Totalmente o contrário, primeiro, ele tem um cheirinho delicioso de Bubaloo (como amo esse chiclete!) e uma textura bem macia. Além de cauterizar e alinhar os fios, dispensando o uso de reparadores de pontas. Deve-se usar com os cabelos ainda úmidos e limpos, em  todo comprimento para proteger termicamente – também pode ser usado antes de uma escova para proteger da super agressão que os fios sofrem nesse processo. Mas o mais delicinha dele: pode ser usado nos fios secos como meus antigos reparadores de pontas! Agora, o que eu achei: ele deixou o cabelo muito leve e macio, a textura estava tão gostosa que eu queria ficar passando a mão no cabelo toda hora! Além de tudo, ele ainda controla o frizz muito bem (2 dias após a lavagem os fios ainda estão assentados) e não deixa com aquele aspecto molhado meio oleoso e pesado dos outros finalizadores.

Kit Antiemborrachamento para Cronograma Capilar e Regeneração da Magic Color, resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em PontoEm resumo, meus cabelos ficaram muito bem regenerados, hidratados e com um brilho muito incrível! Em um mísero 1 dia já ouvi uns 5 elogios ao meu cabelo (aquele momento que a gente chora de emoção, né?) E devo todo esse carinho ao meu kit da Magic Color e à minha henna maravilhosa!

Mas os cuidados com o cabelo não param por ai, certo? Como eu já fiz a etapa de reconstrução ao usar todos os produtos juntos (inclusive a queratina) e ao hennar, as próximas etapas do cronograma serão de hidratação e nutrição. O Shampoo usarei para fazer o papel da nutrição (mas poderia usar todos os dias tamém!). Para a hidratação usarei a Máscara Reconstrutora por conter Geleia Real, Óleo de Coco e Proteínas do Leite. E para a reconstrução: Queratina Hidrolisada e Regenerador Capilar. Depois vou voltar para contar os resultados do meu Cronograma Capilar com o Kit Antiemborrachamento da Magic Color.Kit Antiemborrachamento para Cronograma Capilar e Regeneração da Magic Color, resenha por Samira Oliveira para o Blog Dezoito em Ponto

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Linha Banho de Vinagre Capilar – Magic Color| Vinagre nos cabelos?!
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