Posts da tag "Resenhas"
Beauty Outros

Granado – Kit Glicerina Tradicional | Nutrição e Cuidado

01.08.17

O Kit Glicerina da Granado Pharmárcias é perfeito para presentar uma pessoa amada – ou si próprio, por que não? Ele tem um cheirinho bem gostoso que lembra guaraná e foi um recebido que me deixou muito feliz! Dentro dessa caixa lindinha vieram: um sabonete líquido, um sabonete em barra, uma buchinha e um creme nutritivo.

Vocês me conhecem e sabem que sou louca por produtos para o banho, então no mesmo dia já tratei de usar o sabonete liquido no banho, nessa primeira vez usei com bucha vegetal – um amor enorme por esse milagre da natureza – e adorei! Ele faz bastante espuma e é bem levinho, usei até no rosto! A buchinha que veio junto é mais macia e faz uma aquela espuma macia que a gente ama!

O creme foi um amor maior! Uma seguidora comentou comigo no Instagram que esse creme é ótimo para os dias mais frios! Ultimamente não tem estado tão frio aqui em São Paulo, mas mesmo assim, já senti a pele um pouco ressecada. Usei o creme de Glicerina da Granado nos cotovelos – para não ressecar – e nos pulsos, para ficar aquele cheirinho gostoso enquanto trabalho nos Blog. E não se engane pelo potinho pequeno, ele rende bastantão e também é ótimo para levar na bolsa!.

Por já conhecer a Granado, eu não esperava outra coisa desse Kit Glicerina, sou fã de carteirinha! Uso quase sempre um óleo corporal de Castanha do Brasil e é sucesso total para deixar a pele macia e cheirosa, super recomendo! Ah e detalhe: todos os produtos são sem parabeno, corantes ou óleo mineral.

Para conferir mais indicações de produtos incríveis acesse a Categoria Beleza daqui do Dezoito em Ponto.

Vocês já usaram algum produto da Granado? Qual seu preferido? Conta pra mim nos comentários, eu leio tudo com um copo de café do lado e muito amor!

 

Vestido artesanal de gatinhos | Compre de Quem Faz
Como organizar o material escolar para o segundo semestre
Roupas de Harry Potter| Blusa Vintage Edwiges e Vestido estampado com Patronos!
Literatura

“Só Animais os Salvam” – Resenha| A verdade que não ousamos ver

09.07.17

Livro "Só Animais os Salvam" da DarkSide resenhado por Samira Oliveira (Blog Dezoito em Ponto)

“Só os Animais os Salvam” é um livro da DarkSide escrito por Ceridwen Dovey e narrado por animais, mais precisamente, pela alma deles. Com uma emoção sincera, e profundamente o que chamamos de “humano”, a obra consegue nos levar aos mais elevados sentimentos e nos convida a presenciar a vida e a morte de célebres (e outros nem tanto) animais. Com objetivo de homenagear alguns cânones literários que escreveram sobre animais, a autora por vezes transcreve e parafraseia escritos destes homens elevados. Entre os que tiveram sua obra homenageada em “Só Animai os Salvam” estão: Franz Kafka, Thomas Man, Leo Tolstói, Virginia Wolf, José Saramago, entre outros, que foram aquecendo mais ainda o coração.

E o que chamamos de humano? De amor, de amor sincero, o que chamamos de pico da inteligência, do mais evoluído ser, da consciência suprema, da mais alta sapiência. O que chamamos de animal, o que somos, além de animais?  Algumas questões como estas me foram sendo levantadas ao longo da leitura; detectei muito de biológico, é visível que a autora fez uma boa pesquisa sobre a fisiologia e costumes sociais dos animais com que ela trabalhou. Também notei uma louvável questão de gênero levantada ao longo dos variados contos (ou mais correto, fábulas?!); em alguns momentos, como é o caso da alma de Tartaruga, que ao viver com um eremita que a considerava como macho, aceitou para si essa verdade, e só se descobriu como fêmea ao mudar de dona – na verdade, ao ser recebida pelos pensamentos da nova dona:

Livro "Só Animais os Salvam" da DarkSide resenhado por Samira Oliveira (Blog Dezoito em Ponto)

Até conhecer a condessa Alexandra, eu não havia pensado muito sobre meu próprio gênero. Na verdade, pelas décadas que vivi com Oleg, ele acreditou que eu era macho (o gênero das tartarugas é algo difícil de decifrar), equívoco que encorajei para meu próprio entretenimento… (p.118)

Sua consciência como “mulher” só foi aflorada quando a condessa Alexandra passou a ler em voz alta – para si e para a tartaruga – uma das pioneiras autoras feminista, Elizabeth Cady Stanton. Essa qualidade foi reforçada, quando a tartaruga foi dada de presente para Virginia Wolf enquanto esta escrevia “Flush: memórias de um cão” inspirado na relação entre Elizabeth Stanton e seu cão, narrado pela perspectiva deste.

Ao ler este conto pensei ter notado referências ao relacionamento entre Virginia e Vita Sackville-West, sua amante, e indiretamente – ao notar o grupo de Bloomsbury, ver surgir outras mulheres essenciais na vida de Virginia e na construção de sua literatura feminista. Ao tratar da francesa Colette, seu relacionamento homossexual também foi ressaltado, o que serviu de exemplo à gata Kiki-la-Doucette para ignorar com todas as forças as investidas do gato da vizinhança. A sexualidade é um ponto forte na obra e aparece mais gritante no conto do Chimpanzé ao aproximá-lo ao máximo do humano.

Leia mais

Resenha: livro da Alexandra Gurgel – Pare de Se Odiar – porque amar o próprio corpo é um ato revolucionário!
O Guia do Cavalheiro para o Vício e a Virtude | representatividade bi no século XVII
O Diário de Myriam – Um relato fiel e puro da Guerra na Siria| Resenha DarkSide Books
Filmes/Séries Outros

Finalmente uma heroína para nos representar: Mulher Maravilha

18.06.17

Representatividade e empoderamento feminino no filme da DC Mulher MaravilhaEu realmente tentei não falar nada sobre Mulher Maravilha – mesmo Eduardo tendo insistido para que eu fizesse uma resenha sobre o filme. Mesmo eu tendo amado e me emocionado com ele. Se você quer uma resenha, vá direto a esta: 7 Clichês e Estereótipos Subvertidos em Mulher-Maravilha (e outros 4 que nem tanto assim) pois neste post eu pretendo apenas contar tudo o que senti com o filme – e quem sabe você não se identifica também?

Contém Spoilers!

Se você não é muito nova com certeza esbarrou em uma tia, mãe ou avó dizendo algo como: herói é coisa de menino, essa violência, esses murros, não é pra menina. Menina tem que ser delicadinha! Por esse motivo eu sempre estive muito  meio longe de heróis, e só fui me aproximar um pouco mais por causa do Du (meu namorado) – e isso é extremamente lamentável. A divisão entre “coisas de menina” e “coisas de menino” era tão profundamente fincada nas crianças – e portanto em nós, atualmente – que eu mesma, as vezes me vejo sem saber como reagir, como ensinar minha priminha de 3 anos, o fato de que é perfeitamente comum ela querer um carrinho. E vejo com muita emoção, minha avó sem ofertar uma daquelas respostas que eu sempre ouvi, sem cortar a vontade da minha prima em brincar de futebol. Nessas pequenas coisinhas entre a educação que eu recebi e a que minha priminha está recebendo, que eu fico feliz, orgulhosa e esperançosa, de que as mulheres vão ganhando cada vez mais espaço e igualdade – dia após dia.

No filme, sem dúvidas, a minha cena preferida foi quando Diana atravessou um campo de batalha – que os homens não tinham conseguido avançar nem poucos metros em 1 ano – e deu cobertura para que os outros homens passassem. Aquela cena, encheu meus olhos de lágrimas e meu coração de esperança. Senti aquela pontada no peito, aquela vozinha dizendo – você está sendo representada, a sua força está sendo reconhecida. Porquê mesmo que nós, mulheres comuns não tenhamos poderes sobrenaturais como os de Diana e nem sejamos deusas como ela; nós temos, a força mágica da vida, do sentimento, do poder, da magia e da fortaleza. Temos sim, um poder enorme dentro de nós e muito mais do que a divindade de Diana, seu poder se deve sobretudo à sua feminilidade – sim, ao seu eu feminino, e eu vou sim, gritar pra quem quiser ouvir que ela é poderosa justamente por ser mulher, por buscar justiça, por ter bondade, por ter dentro de si verdades tão honrosas!

Se tem uma forma de reconhecer fielmente o que o feminismo busca, essa forma é observando a Ilha de Themyscira. É vendo que seu ideal de força é inteiro de uma mulher, que sua atenção e respeito são direcionados a mulheres – e não poderia ser diferente já que a sua sociedade não despreza mulheres, e também não despreza os homens. ba dum tss! Creio eu que esse seja o ponto, quando Steve chega à ilha seguido dos outros barcos, elas partem para a luta por estarem sendo invadidas. Após isso, no julgamento de Steve, não há um papo por exemplo: você nem deveria estar aqui, você é um homem! Como acontece em Londres na “vida real” com Diana. Para elas não há um inferior, há apenas o reconhecimento do diferente, mas o igual respeito. No link em que coloquei lá em cima há esta passagem que ilustra muito o que eu quero dizer:

Mais tarde, vemos que fora de Themyscira Diana é tão atenciosa e respeitosa com outras mulheres como dentro. Ela ouve Etta da mesma forma que Steve e é a única do grupo a não dar as costas para uma mulher que pede sua ajuda nas trincheiras. Isso é muito coerente, afinal, Diana foi criada por mulheres, viveu entre mulheres, e todos os seus heróis e exemplos de vida são mulheres. E isso se reflete na forma como ela se porta no mundo fora de Themyscira. Não faria sentido ela sentir rivalidade ou desprezar mulheres, assim como não faria sentido ela se sentir intimidada ou acuada por homens (ou mesmo sentir medo ou culpa por dormir ao lado de um deles em um barco). Diana não foi criada em uma cultura de estupro e de inferiorização da mulher e o resultado disso vemos nas telas: uma heroína segura de si, que confia na própria força (e na de outras mulheres), e que até escuta os homens, mas no fim toma suas próprias decisões.

E a diretora, Patty Jenkins completa, em entrevista ao Omelete:

Ela não é feminista, pois nunca ocorreu a ela que alguém seria tratado diferente, o que por si só é uma declaração poderosa. Fico aborrecida quando ela se torna o centro de controvérsias sobre ser ou não um ícone feminista. Ela é. Ela tem sido por muito tempo, ninguém pode decidir se ela deveria ser ou não. Ela é, para muitas mulheres e homens que se identificam com ela.

Todas as vezes que ela entrou no “lugar dos homens” com toda a naturalidade do mundo, eu soltava internamente, um gritinho de emoção. Retratar um pensamento tão machista – e infelizmente contemporâneo – como o da época e acrescentar a isso a Mulher Maravilha, ilustrou perfeitamente a igualdade que queremos. Ficou mais claro do que um desenho, o ideal feminista que ela quer mostrar, o contraste gritante da nossa sociedade tão sexista e o que lutamos para mudar.

Outro ponto louvável foi a vestimenta das amazonas, nada de hipersexualização, nada mostrando mais do que o necessário, nada de silicone se agarrando aos peitos. A roupa delas foi feita para lutar, e isso fica muito claro quando Diana está em Londres comprando “roupas adequadas” quando ela pergunta “como as mulheres conseguem lutar vestindo isso?” e em seguida rasga uma calça, levanta um vestido ou cai de um salto. A roupa que elas usavam eram práticas, armaduras que possibilitam uma boa mobilidade e proteção e acessórios que demonstrassem sua função na Ilha.

Essa foi a minha humilde opinião – cheia de emoção sim – sobre o filme da Mulher Maravilha. E você, já foi assistir? Me conte tudinho nos comentários ;)

Vestido artesanal de gatinhos | Compre de Quem Faz
Como organizar o material escolar para o segundo semestre
Tendências de Moda e Beleza para Primavera Verão 2018
Beauty Outros

Kit Noblesse K. Com Óleo de Coco e Vitaminas Essenciais, 12 em 1 da Magic Color

04.06.17

Kit Noblesse K. Com Óleo de Coco e Vitaminas Essenciais, 12 em 1 da Magic Color - Resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

O Kit Noblesse K. da Magic Color surgiu a partir da máscara CC Cream Capilar 12 em 1, muito famosa para usar na diluição dos matizadores da Magic Color. A função principal é a de hidratação, coisa que meu cabelo ruivo sempre precisa – e nunca é demais hidratação, certo? Estou usando o kit há 2 semanas e estou adorando os resultados. Noblesse K. é devido à alta concentração de vitamina K que confere força aos cabelos; e 12 em 1 por ter 12 benefícios em 1 só produto: Ação Antioxidante, Fortalecimento, Não agride os fios, Nutrição, Prevenção de pontas duplas, Proteção da cor, Crescimento saudável, Redução do Frizz, Limpeza Suave, Baixo pH, Prevenção de envelhecimentos do fio. Ah, e também é livre de corantes e de parabenos!


Kit Noblesse K. Com Óleo de Coco e Vitaminas Essenciais, 12 em 1 da Magic Color - Resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

  •  Shampoo Nutritivo Noblesse K.: seu principal componente – e que caracteriza o produto pelo cheirinho gostoso – é o óleo de coco, muito usado ultimamente para umectações, porém muito trabalhoso. E o que as marcas fizeram? Pegaram os benefícios do óleo de coco e o adicionaram aos nossos produtos diários, deixando nossa vida mais pratica. Como não amar né? Ele é composto proteína hidrolisada, vitamina K e E e Ferro, que conferem força, resistência e nutrição aos fios. Eu gostei do poder de limpeza dele e achei que tirou bem a oleosidade, o único problema é que ele é muito líquido – talvez devido ao óleo de coco. E isso também foi um pouquinho ruim pra minha raiz que é oleosa – acabou ficando “limpo” por menos tempo.
  • CC Cream Capilar Noblesse K. Máscara Restauradora: Adorei essa máscara, ela é bem consistente e rende bastante, ela contém óleo de Coco, Ojon e Jojoba que são muito nutritivos e hidratantes. Seu pH ácido ajuda na selagem do fio, retendo a água reposta através dos óleos e ajudando da reposição de massa capilar. Ela tem um cheiro delicioso de perfume – do tipo em que a gente nem precisa passar perfume pra sair de casa, só a máscara do cabelo já está perfeito.
  • Condicionador Nutritivo Noblesse K.: Promete reduzir o frizz e as pontas duplas além de hidratar e finalizar o tratamento começado com a Máscara Restauradora. Ele também tem cheirinho de coco (assim como o Shampoo e o Finalizador) e também rende bastante e tem uma textura de um creme oleoso porém leve.
  • Leave-in Reparador Noblesse K.: Eu realmente tenho algum problema com os finalizadores da Magic Color – eu amo todos eles! O meu grande amor eu citei neste post – ele é Antiemborrachamento – e agora este outro queridinho para meus cachos. Eu senti que ele acaba hidratando mais o cabelo mesmo depois de seco, como se ao final de tudo ainda tivesse o Leave-in lá, firme e forte, ajudando os fios a ficarem sem frizz e sem aquelas pontas duplas horrorosas. Simplesmente maravilhoso!
Kit Noblesse K. Com Óleo de Coco e Vitaminas Essenciais, 12 em 1 da Magic Color - Resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

Lembrei-me agora de que não trouxe um feedback sobre meu cronograma capilar usando o Kit Antiemborrachamento da Magic Color. É que gente, eu tava muito ocupada ouvindo elogios sobre o meus cabelos (ba dum dis) -brincadeiras á parte – há uma parte real, realmente uma especialista chegou a elogiar que meus cabelos não estavam emborrachados ou quebradiços, porém bem fortes – e eu estava dando pulinhos e gritando “yes” inúmeras vezes! Então Antiemborrachamento para Cronograma Capilar está mais do que super aprovado, só aliar a uma boa hidratação – que pode ser o kit Noblesse K que os cabelos vão ficar de outro mundo!

Se você gostou deste post, dê um pulinho nas outras tags “Ruivice” e “Beleza”
Kit Noblesse K. Com Óleo de Coco e Vitaminas Essenciais, 12 em 1 da Magic Color - Resenha por Samira Oliveira do Blog Dezoito em Ponto

Vestido artesanal de gatinhos | Compre de Quem Faz
Como organizar o material escolar para o segundo semestre
Roupas de Harry Potter| Blusa Vintage Edwiges e Vestido estampado com Patronos!
Literatura

“The Beauty of Darkness” – Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação.

02.05.17
"The Beauty of Darkness" - Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação. Resenha por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

Finalmente a resenha de The Beauty of Darkness, terceiro e último volume da série “Crônicas de Amor e Ódio” escrito pela incrível Mary E. Pearson. 

♥ Resenhas de “The Kiss os Deception” e de “The Heart of Betrayal” ♥

Livro: The Beauty of Darkness
Série: Crônicas de Amor e Ódio
Autor(a): Mary E. Pearson
Editora: DarkSide - DarkLove
Genero: Fantasia
Páginas: 569
Classificacao:
Sinopse: Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Kaden, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores devem ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mãos dessa determinada e inigualável mulher.

Desde que terminei de ler The Beauty of Darkness, não consigo parar de pensar no final dado por Mary. Não que eu tivesse feito melhor, nem que eu preferisse um outro final. Na verdade o que eu quero é mais. As páginas das “Crônicas de Amor e Ódio” são como uma taça de vinho extraordinário, você aceita um gole após o outro, uma página seguida de outra – sem ver o tempo correr, sem mal perceber a história passar. Como numa espécie de magia, você se sente como que preso no próprio dom de Lia, preso em uma visão, preso na história arrebatadora da série. E foi por isso, que após ler a última página, eu tentei ao máximo perpetuar a sensação que essa história me provocava. Mas eu simplesmente precisei fechá-lo, porém tendo Lia para sempre dentro de mim.

Até que apareça aquela que é mais poderosa,/Aquela nascida do infortúnio,/Aquela que era fraca,/Aquela que era caçada./Aquela marcada com a garra e a vinha,/Aquela nomeada em segre,/Aquela chamada Jezelia.

Nesse desfecho, Lia sobrevive à sua fuga de Venda. Deixando para trás um Komizar agonizante, Aster morta e povoados proclamando-a como rainha, clamando pela esperança oferecida por ela. Mas Lia precisa fugir, precisa alertar Morrighan do perigo que eles correm, do exército de crianças soldados, do sangue que se escorrerá pela vinhas. Precisa alertar que Morrighan é a primeira de toda a devastação, de todo o plano do Komizar, que é o dragão movido pelo poder e pela desgraça. Rafe e seus mais fiéis amigos e companheiros, ajudaram Lia a fugir de Venda e a permanecer viva; ele arriscou seu Reino, sua família e seu poder apenas para ajudar aquela que o abandonou no altar. E essa talvez seja a maior prova do seu amor, o contraste gritante entre a segurança aprisionante e a liberdade que afasta o amor, mas que é a vontade dele. Interessante o amor dos dois, Rafe quer que finalmente Lia possa descansar e curar suas dores em paz – mas a guerra não acabou – ainda não há tempo para descanso. Ele quer que todo o seu esforço realmente falha a pena e eles possam ter a vida que sempre sonharam – mas Lia nunca será submissa, nunca aceitará não lutar pelo acredita, não batalhar nas guerras. Em seu Reino, Lia é mais do que nunca um soldado do reino de seu pai, ela é uma verdadeira Líder ao descobrir traições, revelações de décadas, histórias de sua família e lendas sussurradas através de gerações de Primeiras Filhas. Nunca a lealdade foi tão posta às claras, nunca foi tão valiosa – mais contraditória dos que flores de tannis, mais pungentes do que a morte.

Além de Rafe, da segurança de seu reino e do reino de Dalbreck, nossa heroína ainda precisa lidar com Kaden – que a persegue durante sua fuga – e descobrir a quem ele é leal. Em “The Beauty of Darkness” outros personagens terão seus desfechos e suas purgações, sem que nenhum detalhe seja esquecido. Esse foi um ponto muito bom, Mary amarrou muito bem todas as histórias, entrelaçando algumas que eu já havia desconfiado, e desfazendo outros nós, dando as respostas que todos procuramos. Ao fim, estamos mais amarrados à “Crônicas de Amor e Ódio” do que a garra e a vinha no kavah de Lia. Outro ponto interessante foram os diálogos de Lia, notei que eles ficaram mais profundos e extensos do que nos outros volumes, creio eu, para que todos os detalhes pudessem ser explicitados e dando mais voz ao herói, para podermos entender melhor seus sentimentos e motivações. As vezes os diálogos falam mais sobre o personagem do que sua própria narração em 1º pessoa. Gostei bastante de como Mary foi intercalando os textos dos Antigos com a narração do presente, de modo que vamos percebendo a aproximação entre Lia e as personagens de outros tempos.  Afinal, “Tinha de ser alguém”

Não importa quantos universos vão e vêm, sempre me lembrarei de quem éramos juntos.

Lia é uma das personagens mais fortes que eu conheço. Essa é a mais bela história feminista e empoderadora, sem entretanto, citar tais termos e muito menos deixar explícito. Lia, vai abrindo caminhos para tomar seu lugar como mulher e guerreira. Ela vai mostrando a fortaleza que se tornou, o poder que adquiriu e a certeza que a guia. Continuando com um coração de carne, ela sabe que precisa matar – ela sabe que precisa de um mínimo de vingança para se alcançar a esperança. Ela coloca cada um em seu lugar e mostra quem ela realmente é; forte, humana, e um verdadeiro soldado.


Toda a trilogia me lembrou o processo Bildungsroman, definido pelo filólogo Karl Morgenstern em 1810. Resumidamente, o Romance de Formação seria: “uma forma de romance que representa a formação do protagonista em seu início e trajetória até alcançar um determinado grau de perfectibilidade” (1999, p.18) Tal processo de formação, envolve resumidamente, a mudança da herói (Lia), seu autoconhecimento e sua orientação no mundo (conhecendo-se como Jezelia, presente nos Testemunhos), processo de amadurecimento do herói (sua vida e fuga de um simples casamento, para a volta como um soldado), a separação em relação à casa paterna (fuga de Morrighan), atuação de mentores (Dihara), experiências intelectuais eróticas (bem… Rafe e Kaden) e finalmente, contato com a vida pública e política (povo de Venda). Infelizmente não tenho espaço para uma análise acadêmica como eu faria, mas acho que com esse pequeno resumo vocês já puderam entender o que seria o Bildungsroman e como “Crônicas de Amor e Ódio” se encaixa nessa teoria.

Como eu já havia comentado com vocês nas resenhas de The Kiss of Deception e de The Heart of Betrayal as minhas teorias sobre Gaudrel, Venda e Morrighan estavam quase que completamente certos. Deixei um excerto que explica bem bonitinho tudo isso, e o coloquei porquê já ficou explícito no segundo livro. Só fiquei em dúvidas quando aos escritos de Aster. Alguém tem uma boa teoria pra me emprestar? Eu poderia ficar páginas falando sobre como “Crônicas de Amor e Ódio” me marcaram, mas passo a vez para vocês, leiam, se emocionem e chorem – quando terminar poderão enfim, respirar fundo e descansar – esse mundo ele, nos inspira… ele nos partilha. "The Beauty of Darkness" - Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação. Resenha por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

“Existem outras verdades, Pauline. Verdades que você precisa saber”. E contei a ela sobre Gaudrel, Venda e a menina Morrighan, que foi roubada de sua família e vendida a Aldrid, o abutre, por um saco de grãos. Contei a ela sobre as histórias das quais nunca antes tivemos conhecimento e sobre os ladrões e os abutres que eram os fundamentos do nosso reino, e não um Remanescente escolhido. Os Guardiões Sagrados não eram nem um pouco sagrados.”

“Vocês definem uma espada pelos termos que lhes são familiares em todas as formas como veem, sentem e tocam. Contudo, e se houvesse um mundo que falasse de outras maneiras? E se houvesse outra forma de ver, ouvir e sentir? Nunca sentiram alguma coisa bem lá no fundo de vocês? Não tiveram um vislumbre disso brincando atrás dos seus olhos? Já ouviram uma voz em algum lugar nas suas cabeças? Mesmo que não estivessem certos disso, esse conhecimento fez com qque os seus corações batessem um pouco mais rápido? Agora multipliquem isso por dez. Talvez alguns de nós saibramos das coisas mais profundamente do que outros

"The Beauty of Darkness" - Mary E. Pearson | Lealdade e Transformação. Resenha por Samira Oliveira Blog Dezoito em Ponto

Adquira “The Beauty of Darkness” por meio deste link e ajude o Blog Dezoito em Ponto a crescer cada dia mais ♥

Resenha: livro da Alexandra Gurgel – Pare de Se Odiar – porque amar o próprio corpo é um ato revolucionário!
O Guia do Cavalheiro para o Vício e a Virtude | representatividade bi no século XVII
O Diário de Myriam – Um relato fiel e puro da Guerra na Siria| Resenha DarkSide Books
Página 6 de 9
123456789