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18 coisas que você precisa saber antes de Morar Sozinho

23.11.16

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Quando saí de Piracicaba e vim para São Paulo eu já sabia que muitas coisas seriam diferentes. Que a minha vida seria repleta de “aventuras” que eu desconhecia – mas nunca imaginei que seria tão difícil morar sozinha.

  • Você vai sentir saudade de casa

Parece uma coisa até meio óbvia para se afirmar visto que você estará longe das pessoas que amam e que conviveu sempre junto até agora. Porém não falo da saudade da comida da vó, do choro do irmão (ou priminhos), das conversas com a tia ou dos latidos do seu cachorro. Falo de uma coisa mais profunda, aquele incômodo que fica no peito quando você está nervoso e só precisaria de um abraço da sua vó pra te acalmar. Ou quando você está profundamente angustiado e gostaria apenas que seu cachorro estivesse junto – ele entenderia, ele iria te olhar nos olhos e ia fazer tudo ficar bem com algumas lambidas. Ou quando você se sente em perigo e pensa na hora que a sua família nunca deixaria você sentir medo. Que você está á mercê do mundo sem ninguém para te proteger. Porém essa saudade não vai doer pra sempre, na verdade ela será ótima! Ela vai te fazer perceber o quanto a sua família é importante para a sua caminhada. Ela vai te fazer querer mais conversas, mais abraços e carinhos, mais passeios aleatórios, mais risadas, mais amor, mais família.

  • 2º Diga adeus às suas mordomias de antes

Sabe aquela tranquilidade de quando você está na escola, bate o sinal e você sabe que seu pai está lá para te buscar e te levar pra casa? Sabe o sossego em nem saber que horas começa sua aula de inglês pois tem alguém que te deixará na aula 15 minutos antes para que você tenha tempo de revisar algum conteúdo importante que você nem mesmo lembrava? E o que dizer quando você chega tranquilo no vestibular, com mais de 1 hora de antecedência e com tempo para se preparar e descansar? Bem, diga adeus à essas mordomias. Se você não tem carro como eu, vai aprender que o ônibus (busão para os íntimos) é seu mais fiel amigo – você vai ter que acordar horas antes da aula, levantar, se arrumar, arrumar seu café, seu lanche, checar cartão de ônibus, circular, banco, plano de saúde, RG, CPF, dinheiro e o que mais houver, antes mesmo de cogitar por os pés para fora de casa. Além disso, o ônibus pode atrasar, então se você acordar tarde e correr pro ônibus, lamento, mas você já perdeu parte da sua importante aula. Outro amigo que conheci recentemente se chama relógio, sim! Eu não era amiga dele, eu esquecia da existência dele, eu nem sabia direito os horários das minhas aulas da escola. Mas agora, bom, agora eu tenho ele como um amor inseparável – e para eu não ficar louca com os horários, tenho planilhas de horários, exatamente porquê eu sou fácil de perder hora. E se você tem carro, tem a mordomia de não andar de pé dois no frio cortante ou no sol de matar – mas, terá que lembrar dos seus horários, ou seja, lhe apresento á RESPONSABILIDADE.

  • 3º Sua relação com o dinheiro vai mudar – e muito!

Antigamente se eu queria algo eu pedia à minha avó, e, se tivéssemos coisas mais importantes para comprar do que o que eu queria: paciência, vida que segue. Pior que eu não entendia direito isso, pois, bom, eu queria algo e tínhamos a quantia para a coisa, então porque não comprar? Aí é que está, hoje, eu fico esperando ansiosa pelo dia 26 (yes! Money!) e pelo dia 5 (adeus! Money) ou seja, o dia de pagar o apartamento. Porém, o dia 5 é tão feliz porquê eu vou poder finalmente saber se eu vou curtir a vida adoidado com meus ricos 2 centavos ou se vou poder curtir a vida adoidado com um pouquinho mais – e quem sabe comprar mais um cacto pra minha coleção. Aplicativo do banco é algo essencial na minha vida – me sinto uma adulta pensando nisso agora. E o internet banking então? Caiu do céu! Com essas novas tecnologias (nossa parece que tenho mil anos kkk) é muito fácil pagar as contas, fazer transferências, consultar seu saldo (só dá vontade de morrer quando ele está negativo mas tudo bem, a gente supera), mas principalmente ele é importante para você ver quanto dinheiro ainda tem e fazer uns cálculos doidos a respeito de comprar ou não tal coisa – você acaba fazendo trocas e negociações consigo mesmo, por exemplo: se eu comprar um vasinho de bichinho esse mês não vou ter dinheiro para o xérox; o que é mais importante? Vasinho ou xérox? Bom, então compro xérox esse mês e vasinho de planta mês que vem, fechou? Fechou! Então belê.

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Fotografia

Photoshoot Valente – Merida

25.09.16
Mas chega um dia em que eu não preciso ser uma princesa, sem regras, sem expectativas. Um dia onde tudo pode acontecer. Um dia em que eu posso mudar o meu destino.
Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira

Dizem que nosso destino está ligado a nossa terra, que ela é parte de nós assim como nós somos dela. Outros dizem que o destino é costurado como um tecido, onde a vida de um determina a de muitos outros. É a única coisa que buscamos, ou que lutamos para mudar, alguns nunca encontram o destino, mas outros são levados a ele.

A princesa Merida está entre as princesas que eu mais gosto, principalmente nessa minha nova fase de iluminação do pensamento. Gosto dela pela coragem em ir contra o que lhe era imposto – contra o que a tradição determinava. Pela conexão tão bonita entre ela e mãe – e não como nos outros filmes de princesas em que o foco era no príncipe encantado. E principalmente, me apaixono mais ainda pela história, por retratar alguém tão forte e determinada, tão autossuficiente e empoderada e que não se deixa influenciar pelos outros. Sobretudo pela coragem em lutar pelo que acredita, eu me vejo na Valente – e não teria melhor princesa que representasse tão bem em quem o destino me transformou.

As fotos foram feitas pelo fotógrafo Bruno Rossener (Instagram) no Parque da Água Branca, em São Paulo. Na verdade eu nunca havia feito um ensaio fotográfico assim – muito menos temático. Por isso eu confesso que estava meio tensa – o que quase não dá pra perceber pela quantidade de gargalhadas por minuto que eu dou – mas o Bruno é um ser humano tão incrível que deixou tudo fácil e divertido. Ele é muito fofo e simpático, do tipo que a gente se sente confortável e quer ficar conversando e tirando fotos o dia todo! A única parte difícil foi fazer cara de tédio, com o Bruno e meu amigo-assistente-segurador de bolsas-Gabriel, tornavam isso meio complicado hahaha. Esse ensaio foi um presente adiantado de aniversário, onde eu pude me ver e gostar do que eu via; onde eu não precisei julgar a mim mesma, onde eu pude me redescobrir e ser quem eu quero ser.

As coisas que mais gostei em fazer esse ensaio com o Bruno é o modo que ele trabalha com as luzes nas fotos e o jeito mágico dele em fazer a gente se sentir leve, espontânea, confortável e principalmente: conseguir captar aquele ângulo certo, aquela essência, aquela personalidade que é própria de cada um. Ele consegue registrar aquilo que você é, sem barreiras ou máscaras, ele nos mostra o que verdadeiramente somos. Esse ensaio foi muito importante para mim, por me aproximar da Merida – uma personagem que eu gosto tanto – e por imprimir nas fotos tudo o que eu sou e a mulher em que eu me tornei. Além disso, esse ensaio surgiu na hora certa, no momento em que eu mais precisava voltar a me achar bonita – as fotos me fizeram ter uma imagem diferente de mim e a perceber coisas que eu não gostava em mim e que agora gosto, a ressaltar mais ainda o modo como eu me vejo. Pude experimentar a sensação de me amar, e amar cada “defeito” meu, pois eles fazem parte do que eu sou.

O vestido ficou por conta da Thaís Fantasias de Piracicaba. A Fernanda é um amorzinho e abraçou essa ideia adorando tudo! As peças deles são muito bem trabalhadas e lindas. Faz bastante tempo que conheço a loja e sempre que preciso alugo as peças deles. Porém, como não tinha meu tamanho no vestido da Merida, nós ficamos com o da Fiona e minha avó e minha vizinha fizeram alguns pequenos ajustes – acrescentando detalhes costurados à mão, para que o vestido ficasse mais a cara da Valente. Elas também fizeram o cinto e o bolsinho para as flechas. O arco foi feito pelo meu namorado Eduardo e meu sogro; eles usaram cano de PVC (tutorial) (tutorial) e depois eu finalizei pintando com tinta spray (pintando o banheiro também, desculpa Jacque). As flechas foram de palito de churrasco – para a grandona eu juntei duas e minha vó colou fazendo um detalhe no meio.

Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira

Sobre o dia:

O dia anterior tinha chovido e o anterior a ele também – sim, eu estava super preocupada de que não conseguíssemos fazer nesse dia, pois fizemos todos os acessórios no final de semana (até umas 4 da manhã) e eu iria entregar o vestido na Thaís naquela mesma semana. Mas, graças ao destino, abriu um sol enorme. Então começou a diversão, fui até a USP de Uber – eu tenho certeza de que se andasse com o arco na rua iriam me achar doida, se bem que, pelo menos eu estaria protegida né hahaha. E de lá eu e Gab fomos até o parque. O lugar é lindo, tem muitas árvores e umas construções que parecem bem antigas – achei bem interessante encontrar umas popós com seus pintinhos e até patos andando pelo parque todo. Bom, estava tudo muito bem obrigada, até que um guarda perguntou se tínhamos autorização para as fotos – hãn? Precisa de autorização nesse parque? Bom, ai tivemos que perder um senhor tempo – nesse momento estava fácil fazer cara de tédio e de brava– até que assinei uma autorização (quase sem conseguir pois a manezona estava sem o cpf) mas então, a recompensa: pocotós!

Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira

Pensem numa pessoa feliz, essa fui eu quando vi os cavalinhos brincando no areião. Um deles – um preto como o Angus, o cavalo da Merida – deixou os outros pocotós brincando e veio até mim, e é claro que eu fiquei super apaixonada! Só não pedimos para tirar fotos mais perto deles pois a moça da autorização parecia muito brava, mas fiquei bem contente com o resultado deles ao fundo.

Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira

 

Uma coisa interessante em tirar fotos são as pessoas que ficam observando. Todos que passavam olhavam, davam um sorriso, ou apenas ficavam olhando. Quando fui me vestir de Samira novamente, umas menininhas na porta do banheiro deram uns sorrisos pra mim como se eu fosse a Merida em pessoa – e isso me deixou muito contente, quem sabe elas não viram algo de valente em mim?

Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira

Outra coisa legal são as caras que eu fiz. Algumas eu jurava que estavam lindas mas no fim eu estava com cara de sono. Já outras, que eu nem estava me importando muito em fazer carão, saíram super lindas! Bom, acho que tenho algum problema com as minhas caras kkkk – pelo menos não sai com cara de bolacha em todas.

Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira Photoshoot ensaio fotográfico Valente Brave Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira

 

Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira

Essa foto deferia ir para o meu perfil do Facebook com a legenda – aulas de literários. Sim, semestre passado eu fazia essa cara em toda aula hehe.

Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira Photoshoot ensaio fotográfico Valente Merida Disney fotografia por Bruno Rossener. modelo Samira Oliveira

 

Se você gostou desse ensaio e também quer experimentar a um pouquinho de magia, entre em contato com o Bruno, tenho certeza absoluta que você vai se apaixonar pelas suas fotos como eu me apaixonei pelas minhas. E quem fechar com ele por meio do blog Dezoito em Ponto ganha um desconto especial – então corre mozão! Vocês vão conversar, expor suas ideias, ele vai trabalhar nelas com muito carinho – ele até assistiu Valente de novo para se inspirar antes do ensaio – e então vocês marcam uma datam para as fotinhas e, quando ficarem prontas, ele as entrega editadas e lindas em alta qualidade para você sair postando por ai nas suas redes sociais. ♥

Bruno Rossener, contatos:

Mais uma vez meu muito obrigada à  Thais Fantasias, pela confiança no meu trabalho e por cederem esse vestido lindo para que as fotos ficassem dignas de um conto de fadas!

Thais Fantasias, contatos:

Obrigada àos mozãos: Vóvis poderosa, Creusa, Eduardo e sogrãos lindos; vocês fizeram milagres em menos de um dia! E para não perder nada do que ando aprontado, me siga no Insta e no quase falccido snap: samira_omg

 

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Receita Secreta: CHUCHU MARAVILHOSO!

06.09.16
Receita refogado de chuchu delicioso maravilhoso blog dezoito em ponto

Hoje vos trago a primeira receita e o primeiro prato que aprendi a fazer/ que fui fazendo por intuição e ficou muito bom. É um refogado de… CHUCHU! Isso mesmo, aquele legume que mais parece água e que não tem gosto e nem graça nenhuma transformado em um prato saboroso e muito fácil de fazer – destinado pra quando bate aquela fominha noturna.

Você vai precisa de:

  • 1 ou 2 chuchu – dependendo do nível da sua fome.
  • 1 tablete de caldo de galinha – ou se preferir deixar mais natureba pode ficar só no alho e na cebola mesmo.
  • Azeite
  • Alho
  • Cebola
  • Queijo Polenghi ultrafiltrado ou polenquinho normal ou pode fazer sem o queijo que fica muito bom também ou com frango – mas ai é outra história e eu não vou ensinar porque já tenho o frango pronto na maioria das vezes hehehe.
  • Pimenta do reino ou molho de pimenta – já fiz com os dois :)
2016-08-14-19-40-31

Primeiro você precisa tirar a casca do chuchu e cozinhar ele na água quente por um tempo (coloque um pouquinho de sal junto). Essa parte quem faz é a minha linda avó, que depois corta ele em quadradinhos e manda pra mim, ai eu só preciso cortar em quadradinhos menores e fazer ♥ Então você por favor, use uma tábua de carne/ legumes para cortar – eu uso essa de vidro que aparece nas fotos, é linda e super durável. Caso contrário eu não me responsabilizo por acidentes de percurso ein – como cortar o dedo ou algo assim.

receita chuchu dos sonhos com queijo refogadoDepois refogue o alho e a cebola no azeite, cuidado para não deixar queimar – uma vez eu meio que esqueci a panela no fogo e queimou tudo as cebolas que eu havia picado, fiquei sem coragem de fazer de novo em comi uma manga hehehe. Talvez precise de um pinguinho de água para não queimar eu acho ai você coloca a pimenta e os chuchus e meche por um tempo até todos estarem mais derretidos (mais macios) e coloque os pedacinhos de queijo – se quiser!

Ai pronto, é só reservar e fazer o mais importante: lavar a louça! Nada de deixar a louça pro amiguinho lavar – embora ás vezes você pode ser tão harmônico com seu amiguinho que um lava a bagunça do outro, como eu e a Jacque! ♥ Mas se você mora numa república, lave o quanto antes possível – e limpe o fogão também, por favor. Se você é solteirx também, fais esse favô a ocê mesmo e lava tudo, belê? E se for inventar de fazer na casa da mamãe, não me vá inventar desculpinha de que “eu estava cozinhando!” e lava e guarda tudo no final, tá bem?chuchu receita queijo no prato

Essa receitinha é de um restaurante perto de casa que eu e vó costumamos comer de domingo, se chama Divino, e tem um chuchu divino! Quando tinha eu almoçava só chuchu com frango grelhado, era meu prato preferido de lá! A cozinheira disse que o segredinho era a pimenta do reino e o caldo de galinha, mas sabem? Nunca consegui fazer um igual! Porém ele fica muito gostoso e diferente :D Ah e cuidado para não comer tanto chuchu assim que faz a pressão cair e bom, é perigoso ;)

polenghi receita chuchu refogado com queijo receita Samira blog dezoito em ponto 2016-08-14-19-43-30

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mozãos, agora vocês já sabem meu maior segredo culinário – e sabem o que eu mais gosto de cozinhar e que – por enquanto – o meu “aprontar na cozinha” para aqui hahaha. Se você gostou desse post e quer ver mais deles por aqui, me avise nos comentários, assim eu trago mais coisinhas gostosas. O que vai me obrigar a saber cozinhar mais do que chuchu e ovo, ou não né hahah vida de universitário é complexa. E para não perder nadica de nada me acompanhe nas redes sociais (Insta, Face, Snap: samira_omg) e dê seu likezin aí em baixo ;)

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Pessoal Textos

Da Fuvest até a matricula na USP

05.04.16
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Sobre o dia mágico da minha vida. O início de tudo:

Primeira fase da Fuvest: No segundo ano muitas pessoas (quase a sala toda) da minha sala prestaram letras como treineiro porque “é fácil”, mas o resultado foi que apenas um passou. Nesse ponto, comecei a ficar levemente preocupada. Na minha segunda fase eu lembrava desse acontecimento como se fosse eu mesma que tivesse não passado; por esse motivo fui fazer a prova tremendo. Se não me engano a última primeira fase que fiz foi a Fuvest então estava menos neurótica, mas muitíssimo mais nervosa. Comida? Okay, chocolate amargo, paçoquita, halls preto, chá de hibisco…Caneta? Estojo? Camiseta do cursinho para assustar concorrentes? RG? Um pedaço do fígado?… Ok, ok, ok, ok, quase ok. Sento na cadeira e faço minhas meditações, na tentativa -quase- falha de não ficar histérica. No fim deu tudo certo, só tive alguns pesadelos com as provas. Fui muito bem obrigada – a não ser pelas exatas, o que já é de praxe. Prefiro não lembrar exatamente tudo o que senti e muito menos sobre aquela prova “horrorível”

Na segunda fase da Fuvest: Muito bem, passei na segunda fase da Fufu e da Unesp também, ótimo. Novamente a Fufu foi a última prova a ser feita. Comida estava ai, amigas na sala também, banheiro era uma constante para não passar mal, chocolate amargo um tablete por dia e mais chás. Primeira questão da prova especifica (humanas): monte um gráfico… Quase cai da cadeira. Enfim, tudo isso me rendeu uns três meses sem comer chocolate amargo e sem tomar meus chás.

Depois, o pior, a grande espera. A atordoante espera. Todos os dias eu acordava e pensava cada hora de um jeito; haviam duas opções: “Claro que passei, eu estudei muito e passei, já estou lá” e “Eu não passei, sou uma inútil, vou ficar mais um ano no cursinho e tudo por causa daquela maldita questão do avião…” Ah! E também tinha: “Tenho certeza que os corretores vão me passar por dó, vão ver que não sou de exatas mesmo, tudo por causa daquelas questões que eu apenas anotei os dados…”

Lembro que eu ouvia a música “nova”

Pedra Murano, olho de tigre
Moldura brilhante em ouro amarelo
Que isso te proteja, te dê segurança
Em todos os momentos que faltar esperança
Renove sua força, te dê felicidade
Traga um amor, amor de verdade
Espante os inimigos como um dragão
Te proteja como um leão

A qual eu cantava como um mantra, para respirar, para me acalmar, para ter certeza de que eu iria passar, iria ter proteção (meus colares de Nossa Senhora que o digam) e que teria minhas forças renovadas, afinal tudo iria valer a pena.

pass

 

Mas então, finalmente O GRANDE DIA.

Sabia mais ou menos o horário que sairia a lista – no maravilhoso dia 5 de fevereiro. Bem nesse ano a Fufu não liberou dois dias antes como manda a boa tradição. Não sabia se sairia primeiro só a lista ou sairia o desempenho junto (o que você entra para conferir no sistema). Ainda por cima, dois dias antes um veterano fez uma brincadeira muito de mal gosto de dizer que anteciparam a lista e colocar a lista da primeira chamada. Conclusão? A tonta aqui foi conferir, estava quase chorando de emoção quando meu tio viu que tinha algo errado. Mas então, finalmente, depois de tanta espera, eis que me pula uma janelinha no facebook da Jacque (uma das amigas que moro atualmente) me dando os parabéns – as duas já haviam visto a novidade, pois eu só esperava a confirmação para me mudar. Primeiro: só li e já fiquei pensando “ue, que que houve?” atônita, pasma, assutada, porque mesmo que eu tivesse a certeza que iria passar (com cada átomo do meu ser) eu ainda não acreditava. Nem a respondi – desculpa Jacque – é que eu precisava ter certeza, então lá fui eu conferir e…Pimba! Meu nome lindo estava lá. Nunca fiquei tão feliz em ver meu nome em algum lugar. Minhas reações foram de choque até a extrema felicidade (ao menos até minha avó começar a chorar) então como o povo ficou muito triste, a felicidade se resumiu a eu e Bianca (minha priminha pequena) dançando na sala – só porque ela repetia “Eu passei na USP” sem entender que eu estava indo embora.

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Do grande dia até o segundo grande dia.

Choro, lágrimas, água dos olhos, mais lágrimas, mais choro, mais nervoso, mais água dos olhos. Esse é o resumo do meu calvário que começou no dia da primeira chamada e terminou no dia da matricula (quase terminou). Claro que eu não estava abandonando minha família, mesmo porquê volto na quinta pois não tenho aula na sexta! Não se trata de liberdade – se liberdade for andar de circular já posso devolvê-la – é uma questão de satisfação pessoal, de lutar e conseguir, de esforço, de realização, de futuro profissional. E tudo que eles não entendiam (ou não queriam entender) é a grandiosidade de estudar nessa faculdade – ou nas federais ou Unesp ou Unicamp – mas eu expliquei, atestei, comprovei e no fim, quando estava a ponto de me jogar na frente de um carro, CONSEGUI!

Esse milagre aconteceu também depois que eu li o livro O Segredo, que em breve farei uma resenha. Ele diz basicamente que devemos pedir ao Universo e pensar positivo que teremos o que desejamos. E isso, era o que eu sempre quis, sempre pensei ansiei e pedi a Deus. Eu sempre fui excessivamente protegida pela minha família – excesso de amor, amo todos vocês – e quem me conhece pessoalmente sabe como seria impossível e inacreditável eu estar aqui. Quanto eu rezei, fiz promessa, acreditei, chorei, negociei… Me renderia um livro apenas sobre estes dias.

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Sobre a matrícula na Hogwarts brasileira

Deveria levar o histórico do ensino fundamental e do médio  (originais e cópias e para não ter nenhum imprevisto levei todas as cópias autenticadas), certificado de conclusão do ensino médio, foto 3×4, RG, CPF – levei até certidão de Nascimento e comprovante de residência, tudo com suas cópias devidamente autenticadas – Houveram dois dias para a matrícula (dia 11 e 12 de fevereiro), eu como sou do matutino deveria ter ido no primeiro dia (mas não deu e favor pedido para a tia a gente não olha os dentes) então fui no segundo – tremendo pois, em tese era dia do noturno e dos atrasados do matutino; tremendo pois no dia anterior alguns alunos do noturno não puderam se matricular e tiveram de esperar até o outro dia, mas pedi Socorro às pessoas do CAELL (alunos que ajudam-nos nas questões políticas e burocráticas) e me asseguraram que eu só sairia de lá matriculada. Então finalmente fui, imaginem a cena: eu, minha vó, tia, primos pequenos adentrando o santuário das humanas. Minha avó achou estranho os prédios da História e Geografia pichados – ficou levemente horrorizada – mas no fim entramos na fila para o auditório da Geografia. Tiraram fotos nossas – minha vó com a plaquinha: minha filha passou na USP. E todos bem sorridentes (inclusive meus primos, afinal um dia a USP será o santuário deles também). Então entrei no auditório da Geografia, primeiro me colocaram na fileira mais perto da porta para assinar um questionário com informações básicas – imagine que minha mão tremia e a letra ficou horrível e subitamente eu esqueci meu CPF e RG e – graças a Deus – eu entrei com o celular em mãos. Lembrei dos grupos do facebook que eu participava desde antes de efetivamente passar – o conselho era de conversar com o coleguinha do lado, mas os coleguinhas não queriam muito conversar e eu, eu estava muito nervosa até mesmo para piscar – Logo depois de tudo preenchido entreguei a folha à uma das várias pessoas dispostas numa banca e sentei numa fileira de cadeiras mais para frente. Então começou a adorável dança das cadeiras, a primeira fileira ia entregando os documentos e as fileiras seguintes iam passando para a frente. Quando finalmente chegou minha vez uma das moças estava desesperada – era da sociais e só foi descobrir que estava na sala de matrícula errada de pois de quase chorar, e eu também – entreguei então os documentos todos lindos, fiquei com os originais pois haviam as copias autenticadas e colocaram minha foto 3×4 linda junto à todos os documentos e formulários. Então, hasta la vista baby um moço na porta da saída me desejou boa sorte – eu tinha um sorriso de orelha a orelha que tenho certeza deve tê-lo contagiado, mal eu sabia o que iria me esperar – e me entregou uma sacolinha com folders da letras e de toda a USP. Logo que sai do auditório já haviam pessoas fofas para conversar, e então a pergunta – que eu aprendi só depois ser algo muito importante e quase como que sua marca na Letras – qual seria minha habilitação. Hãn? Habilitação? Ainda bem que eu soube disso pelo grupo do face, habilitação são os idiomas que você se forma ou linguística <3 . Como tinha acabado de chegar, respondi o que sempre achei que queria (e talvez ainda queira): francês. Então conversaram comigo sobre os auxílios de permanência e sobre o povo do curso. Então uma veterana linda escreveu um USP enorme na minha testa e deixou meus priminhos me pintarem (resultou em alguns riscos da Bianca e um “passei na usp” meio escrito errado pelo Daniel – mas a gente perdoa porque pichar a Samira não é um negócio fácil). Logo depois: aquele deslumbramento maior ainda, em ver o que hoje sei que é o Aquário (salinhas de xerox, da Atlética, de comida, de descanso) e barracas (da Atlética- o que me encantou pois eu realmente queria muito fazer parte do time da FFLCH, de uma organização cristã – que tiraram fotos muito legais e foram muito atenciosos com a minha família, e de mais gente pintando e conversando) havia também uns grupinhos com um pouco de música e os famosos e normais cartazes espalhados. A recepção cheia e super animada foi no dia anterior (matutino) pois o noturno além de ter mais adulto – portanto talvez mais quieta – ainda foi o dia com menos gente, já que a maioria foi no primeiro mesmo. Logo encontrei minha “mãe” que me adotou, minha veterana atenciosa e linda que me ajudou com todas as dúvidas e sonhos – e me ajuda até hoje – Ela nos mostrou um pouco do campus e da Letras, e comemos todos juntos na cantina – ou melhor dizendo na Itália. Depois nos encontramos na frente do prédio com uma galera do curso, e a Tai resolveu que seria ótimo me pintar mais um pouco e me deixar com glitter até a alma (o que eu adorei) – porém íamos no shopping depois, então imagine uma Samira se lavando no banheiro da história e tentando tirar glitter do coração e do pulmão. No banheiro estava escrito perto do teto “você é linda” sendo que só seria possível de ler olhando-se no espelho. Haviam cadeiras empilhadas na História pois tinha tido uma paralisação (piquete – barrar a passagem para que não haja aula e ninguém saia prejudicado).

Sobre a primeira mudança

Antes de me mudar permanentemente (na primeira semana, a calourada, a semana de recepção) nós fomos visitar o apartamento em questão. O encontrei no grupo do Facebook Repúblicas da USP. Se não me engano, sem fotos, apenas uma descrição da menina que estava saindo. Clicar para falar com ela foi o mais importante clique que já fiz na minha vida. Costumo pensar duas coisas que me regem: nada acontece por acaso, sempre há Deus guiando de algum jeito o seu caminho e as coisas só acontecem porquê devem acontecer e na hora certa, portanto não são perdas, mas livramentos. Eu tinha conversando um ou dois meses antes com umas meninas bem legais que tinha uma casa vaga, cachorros, meninas de cabelo pintado e jardim, bem legal, mas era bem longe em relação ao que estou e no fim elas não esperaram as chamadas e alugaram para outra. Foi sapiência de Deus porquê minha casa de agora é pertíssimo da USP (tanto que vou a pé) e na outra casa eu teria que tomar conduções e me perder nos ônibus e metrôs. Essa casa tem a Monique que me ajudou a me adaptar a São Paulo e a perder (ou ao menos deixar um pouco) a inocência do interior – e ficar mais atenta e esperta com as coisas. Tem a Jacqueline – minha deusa da fofura, companheira de quarto (confesso que me sentia em um acampamento no início) a pessoa que me atura e que me entende. Mas voltando à questão da primeira visita, é engraçado perceber como o cérebro processa os lugares novos; olhando agora no quarto ele era completamente diferente de quando o vi pela primeira vez; agora ele é um lar, ele tem espaço, ele é grande! Antes ele parecia apenas uma imagem nebulosa, um sonho grande de alguém pequeno que sabia que nunca conseguiria. No dia em questão conheci a família das meninas e percebi – tão diferentemente como elas eram – e foi de uma maneira tão profunda que me identifiquei com ambas, mas a que eu pensava que seria mais próxima acabei não sendo, e isso se inverteu absurdamente. Minha avó, meu anjo, meu porto seguro, minha vida, preocupada que estava/está resolveu comprar comidas suficientes para um refugiado de guerra viver com a família e parentes pelo resto da vida. No começo comi comida congelada de janta e almoço no bandejão – as vezes dividia a comida com as meninas pois era muita. Mas atualmente eu almoço “marmitinhas” de comidas que a minha avó traz e eu coloco em um potinho alface e no outro uma carne (geralmente frango) mas essas conversas pormenorizadas ficam para um próximo post.

Espero que tenham gostado, deixem seus comentários que eu irei responder o mais breve possível! Tem alguma pergunta? Pode me mandar que eu farei de tudo para saná-la. Até o próximo post!

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