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Culinária Outros

Receita Secreta: CHUCHU MARAVILHOSO!

06.09.16
Receita refogado de chuchu delicioso maravilhoso blog dezoito em ponto

Hoje vos trago a primeira receita e o primeiro prato que aprendi a fazer/ que fui fazendo por intuição e ficou muito bom. É um refogado de… CHUCHU! Isso mesmo, aquele legume que mais parece água e que não tem gosto e nem graça nenhuma transformado em um prato saboroso e muito fácil de fazer – destinado pra quando bate aquela fominha noturna.

Você vai precisa de:

  • 1 ou 2 chuchu – dependendo do nível da sua fome.
  • 1 tablete de caldo de galinha – ou se preferir deixar mais natureba pode ficar só no alho e na cebola mesmo.
  • Azeite
  • Alho
  • Cebola
  • Queijo Polenghi ultrafiltrado ou polenquinho normal ou pode fazer sem o queijo que fica muito bom também ou com frango – mas ai é outra história e eu não vou ensinar porque já tenho o frango pronto na maioria das vezes hehehe.
  • Pimenta do reino ou molho de pimenta – já fiz com os dois :)
2016-08-14-19-40-31

Primeiro você precisa tirar a casca do chuchu e cozinhar ele na água quente por um tempo (coloque um pouquinho de sal junto). Essa parte quem faz é a minha linda avó, que depois corta ele em quadradinhos e manda pra mim, ai eu só preciso cortar em quadradinhos menores e fazer ♥ Então você por favor, use uma tábua de carne/ legumes para cortar – eu uso essa de vidro que aparece nas fotos, é linda e super durável. Caso contrário eu não me responsabilizo por acidentes de percurso ein – como cortar o dedo ou algo assim.

receita chuchu dos sonhos com queijo refogadoDepois refogue o alho e a cebola no azeite, cuidado para não deixar queimar – uma vez eu meio que esqueci a panela no fogo e queimou tudo as cebolas que eu havia picado, fiquei sem coragem de fazer de novo em comi uma manga hehehe. Talvez precise de um pinguinho de água para não queimar eu acho ai você coloca a pimenta e os chuchus e meche por um tempo até todos estarem mais derretidos (mais macios) e coloque os pedacinhos de queijo – se quiser!

Ai pronto, é só reservar e fazer o mais importante: lavar a louça! Nada de deixar a louça pro amiguinho lavar – embora ás vezes você pode ser tão harmônico com seu amiguinho que um lava a bagunça do outro, como eu e a Jacque! ♥ Mas se você mora numa república, lave o quanto antes possível – e limpe o fogão também, por favor. Se você é solteirx também, fais esse favô a ocê mesmo e lava tudo, belê? E se for inventar de fazer na casa da mamãe, não me vá inventar desculpinha de que “eu estava cozinhando!” e lava e guarda tudo no final, tá bem?chuchu receita queijo no prato

Essa receitinha é de um restaurante perto de casa que eu e vó costumamos comer de domingo, se chama Divino, e tem um chuchu divino! Quando tinha eu almoçava só chuchu com frango grelhado, era meu prato preferido de lá! A cozinheira disse que o segredinho era a pimenta do reino e o caldo de galinha, mas sabem? Nunca consegui fazer um igual! Porém ele fica muito gostoso e diferente :D Ah e cuidado para não comer tanto chuchu assim que faz a pressão cair e bom, é perigoso ;)

polenghi receita chuchu refogado com queijo receita Samira blog dezoito em ponto 2016-08-14-19-43-30

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mozãos, agora vocês já sabem meu maior segredo culinário – e sabem o que eu mais gosto de cozinhar e que – por enquanto – o meu “aprontar na cozinha” para aqui hahaha. Se você gostou desse post e quer ver mais deles por aqui, me avise nos comentários, assim eu trago mais coisinhas gostosas. O que vai me obrigar a saber cozinhar mais do que chuchu e ovo, ou não né hahah vida de universitário é complexa. E para não perder nadica de nada me acompanhe nas redes sociais (Insta, Face, Snap: samira_omg) e dê seu likezin aí em baixo ;)

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Fotografia

7 on 7 – NATUREZA

10.08.16
Projeto Fotográfico 7 on 7 blog Dezoito em Ponto fotografia foto edição de foto InstagramNem acredito que finalmente *e atrasado* o 7 on 7 deste mês vai sair! E com o tema lindo de fotografar: natureza! Confesso a vocês, que não penso na hora que estou fotografando, que será para o desafio e nem reservo um dia para fotografar. Eu simplesmente tiro muitas fotos nos dias que estou inspirada e então reúno elas para o post. Estive meio sumida do DP por motivos de reposição JK da USP, ou seja, 2 meses de greve em 2 semanas de aulas – perfeito para o meu emocional mas hoje estou contente porque *pasmem* tirei 9 em Linguística (sim, eu amo linguística e quero fazê-la como habilitação, mas vamos combinar que Morfologia, Fonologia e Fonética não são lá bem as coisas mais fáceis da Letras, certo? Certo!) Então vamos lá mozãos ver o que eu preparei pra esse post amorzinho ♥

Achei esse tema muito bom pois quando decidimos por ele eu estava viajando para Águas de Lindóia, então pude tirar fotos muito fofas lá! Lembrando só que todas elas estão no meu Instagram, não se esqueça de seguir lá ;) samira_omg. Estas folhinhas ao estilo Canadá são minha paixão, já pensei em catar um monte e colocar num livro – mas sempre que vamos viajar acabamos sem tempo para “fazer nada” hahaha.

7 on 7 desafio fotográfico foto fotografia blog

Falando em natureza olha ai a corujinha do Blog fazendo cosplay de coruja real hehehe.

7 on 7 desafio fotográfico foto fotografia blog

Essa foto é de um coreto que tinha no hotel que ficamos em Águas, não foi a AFPESP como o que ficamos em Campos do Jordão, mas é maravilhoso igual!.

7 on 7 desafio fotográfico foto fotografia blog

Essa foto é de hoje mesmo! Por sinal um dia muito lindo que começou certo e terminou excelente. Pra começo de conversa, a nota linda que eu tirei – que vai lançar minha ponderada lá pro céu hehe – depois, consegui *finalmente* encomendar meu moletom da FFLCH – minha faculdade – depois comprei esse moletom quase azul Tifanny (o encontro com ele foi mais ou menos assim: ai meu Deus ele foi feito pra mim, moça quanto é? Preciso disso pelo amor de Deus – sim eu estava muito feliz kkkk) depois bati perna por SP e voltei pra casa pra comer a comidinha deliciosa da Jacquelinda. Ah e agora também tenho tomada do lado da cama (ela estava quebrada e o eletricista veio arrumar hoje) isso me lembra que ainda não atualizei vocês sobre a decoração do meu quarto e do apartamento! Mas não seja por isso, enquanto o post não chega (porque os nichos ainda não chegaram) fiquem com as fotos lá do Insta, elas estão um mozão!

7 on 7 desafio fotográfico foto fotografia blog

Unindo duas coisas que amo: unicórnios (tudo bem, eu sei que é um poney mas parece um unicórnio kkkk) e flores! Tem combinação mais fofucha que essa?

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A ser humana resolver fumar umas flô porque né, é a única que faria bem pra saúde – mas não, as pessoas resolvem queimar seus pulmões, argh.

7 on 7 desafio fotográfico foto fotografia blog

E para encerrar: essas ávores ao melhor estilo Bela Adormecida – Malévola construindo aqueles espinhões, lembram? – ah gente, me digam que você também pensaram nisso ao ver essa foto, vai? hahaha Tudo isso em contraste com a Biblioteca Brasiliana da USP ♥ ♥

7 on 7 desafio fotográfico foto fotografia blog

Se você gostou e ficou curioso pra saber sobre a edição das minhas fotos, então não esquece de conferir esse post lindo onde expliquei sobre os aplicativos que mais uso para editá-las! É que ceis tão careca de saber – porque a cada 3 posts do blog eu falo em 8 – que preciso de uma câmera profissional, mas não tenho – então vamos embora seguindo a canção, editando fotos e postando no Instagram pra parecer que são profissionais – porque ficam uma gracinha mesmo com o celular né? Então é isso! Espero que tenham gostado, comente aqui pra eu responder com amor e saber se ocêis estão gostando do desafio e das fotos e de conferir o post do mês passado *que tá uma fofurinha, ceis vão amar! E ah! Não esquece de me seguir no Insta, belezinha? E de conferir as fotos das outras 6 meninas que estão participando do desafio:

Pequeno Mundo de Sarah, Janela de Sorrisos, Estudante Aleatória, Menina Borboleta, ImCitadin, Purpurina Ácida,

A Nova Eva e a conspiração de Lilith – Ensaio Fotográfico
Como fotografar unhas para o Instagram – 8 dicas valiosas para ter JÁ fotos MAGNÍFICAS
Ensaio Fotográfico Vintage em Lavanderia
Pessoal Textos

Da Fuvest até a matricula na USP

05.04.16
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Sobre o dia mágico da minha vida. O início de tudo:

Primeira fase da Fuvest: No segundo ano muitas pessoas (quase a sala toda) da minha sala prestaram letras como treineiro porque “é fácil”, mas o resultado foi que apenas um passou. Nesse ponto, comecei a ficar levemente preocupada. Na minha segunda fase eu lembrava desse acontecimento como se fosse eu mesma que tivesse não passado; por esse motivo fui fazer a prova tremendo. Se não me engano a última primeira fase que fiz foi a Fuvest então estava menos neurótica, mas muitíssimo mais nervosa. Comida? Okay, chocolate amargo, paçoquita, halls preto, chá de hibisco…Caneta? Estojo? Camiseta do cursinho para assustar concorrentes? RG? Um pedaço do fígado?… Ok, ok, ok, ok, quase ok. Sento na cadeira e faço minhas meditações, na tentativa -quase- falha de não ficar histérica. No fim deu tudo certo, só tive alguns pesadelos com as provas. Fui muito bem obrigada – a não ser pelas exatas, o que já é de praxe. Prefiro não lembrar exatamente tudo o que senti e muito menos sobre aquela prova “horrorível”

Na segunda fase da Fuvest: Muito bem, passei na segunda fase da Fufu e da Unesp também, ótimo. Novamente a Fufu foi a última prova a ser feita. Comida estava ai, amigas na sala também, banheiro era uma constante para não passar mal, chocolate amargo um tablete por dia e mais chás. Primeira questão da prova especifica (humanas): monte um gráfico… Quase cai da cadeira. Enfim, tudo isso me rendeu uns três meses sem comer chocolate amargo e sem tomar meus chás.

Depois, o pior, a grande espera. A atordoante espera. Todos os dias eu acordava e pensava cada hora de um jeito; haviam duas opções: “Claro que passei, eu estudei muito e passei, já estou lá” e “Eu não passei, sou uma inútil, vou ficar mais um ano no cursinho e tudo por causa daquela maldita questão do avião…” Ah! E também tinha: “Tenho certeza que os corretores vão me passar por dó, vão ver que não sou de exatas mesmo, tudo por causa daquelas questões que eu apenas anotei os dados…”

Lembro que eu ouvia a música “nova”

Pedra Murano, olho de tigre
Moldura brilhante em ouro amarelo
Que isso te proteja, te dê segurança
Em todos os momentos que faltar esperança
Renove sua força, te dê felicidade
Traga um amor, amor de verdade
Espante os inimigos como um dragão
Te proteja como um leão

A qual eu cantava como um mantra, para respirar, para me acalmar, para ter certeza de que eu iria passar, iria ter proteção (meus colares de Nossa Senhora que o digam) e que teria minhas forças renovadas, afinal tudo iria valer a pena.

pass

 

Mas então, finalmente O GRANDE DIA.

Sabia mais ou menos o horário que sairia a lista – no maravilhoso dia 5 de fevereiro. Bem nesse ano a Fufu não liberou dois dias antes como manda a boa tradição. Não sabia se sairia primeiro só a lista ou sairia o desempenho junto (o que você entra para conferir no sistema). Ainda por cima, dois dias antes um veterano fez uma brincadeira muito de mal gosto de dizer que anteciparam a lista e colocar a lista da primeira chamada. Conclusão? A tonta aqui foi conferir, estava quase chorando de emoção quando meu tio viu que tinha algo errado. Mas então, finalmente, depois de tanta espera, eis que me pula uma janelinha no facebook da Jacque (uma das amigas que moro atualmente) me dando os parabéns – as duas já haviam visto a novidade, pois eu só esperava a confirmação para me mudar. Primeiro: só li e já fiquei pensando “ue, que que houve?” atônita, pasma, assutada, porque mesmo que eu tivesse a certeza que iria passar (com cada átomo do meu ser) eu ainda não acreditava. Nem a respondi – desculpa Jacque – é que eu precisava ter certeza, então lá fui eu conferir e…Pimba! Meu nome lindo estava lá. Nunca fiquei tão feliz em ver meu nome em algum lugar. Minhas reações foram de choque até a extrema felicidade (ao menos até minha avó começar a chorar) então como o povo ficou muito triste, a felicidade se resumiu a eu e Bianca (minha priminha pequena) dançando na sala – só porque ela repetia “Eu passei na USP” sem entender que eu estava indo embora.

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Do grande dia até o segundo grande dia.

Choro, lágrimas, água dos olhos, mais lágrimas, mais choro, mais nervoso, mais água dos olhos. Esse é o resumo do meu calvário que começou no dia da primeira chamada e terminou no dia da matricula (quase terminou). Claro que eu não estava abandonando minha família, mesmo porquê volto na quinta pois não tenho aula na sexta! Não se trata de liberdade – se liberdade for andar de circular já posso devolvê-la – é uma questão de satisfação pessoal, de lutar e conseguir, de esforço, de realização, de futuro profissional. E tudo que eles não entendiam (ou não queriam entender) é a grandiosidade de estudar nessa faculdade – ou nas federais ou Unesp ou Unicamp – mas eu expliquei, atestei, comprovei e no fim, quando estava a ponto de me jogar na frente de um carro, CONSEGUI!

Esse milagre aconteceu também depois que eu li o livro O Segredo, que em breve farei uma resenha. Ele diz basicamente que devemos pedir ao Universo e pensar positivo que teremos o que desejamos. E isso, era o que eu sempre quis, sempre pensei ansiei e pedi a Deus. Eu sempre fui excessivamente protegida pela minha família – excesso de amor, amo todos vocês – e quem me conhece pessoalmente sabe como seria impossível e inacreditável eu estar aqui. Quanto eu rezei, fiz promessa, acreditei, chorei, negociei… Me renderia um livro apenas sobre estes dias.

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Sobre a matrícula na Hogwarts brasileira

Deveria levar o histórico do ensino fundamental e do médio  (originais e cópias e para não ter nenhum imprevisto levei todas as cópias autenticadas), certificado de conclusão do ensino médio, foto 3×4, RG, CPF – levei até certidão de Nascimento e comprovante de residência, tudo com suas cópias devidamente autenticadas – Houveram dois dias para a matrícula (dia 11 e 12 de fevereiro), eu como sou do matutino deveria ter ido no primeiro dia (mas não deu e favor pedido para a tia a gente não olha os dentes) então fui no segundo – tremendo pois, em tese era dia do noturno e dos atrasados do matutino; tremendo pois no dia anterior alguns alunos do noturno não puderam se matricular e tiveram de esperar até o outro dia, mas pedi Socorro às pessoas do CAELL (alunos que ajudam-nos nas questões políticas e burocráticas) e me asseguraram que eu só sairia de lá matriculada. Então finalmente fui, imaginem a cena: eu, minha vó, tia, primos pequenos adentrando o santuário das humanas. Minha avó achou estranho os prédios da História e Geografia pichados – ficou levemente horrorizada – mas no fim entramos na fila para o auditório da Geografia. Tiraram fotos nossas – minha vó com a plaquinha: minha filha passou na USP. E todos bem sorridentes (inclusive meus primos, afinal um dia a USP será o santuário deles também). Então entrei no auditório da Geografia, primeiro me colocaram na fileira mais perto da porta para assinar um questionário com informações básicas – imagine que minha mão tremia e a letra ficou horrível e subitamente eu esqueci meu CPF e RG e – graças a Deus – eu entrei com o celular em mãos. Lembrei dos grupos do facebook que eu participava desde antes de efetivamente passar – o conselho era de conversar com o coleguinha do lado, mas os coleguinhas não queriam muito conversar e eu, eu estava muito nervosa até mesmo para piscar – Logo depois de tudo preenchido entreguei a folha à uma das várias pessoas dispostas numa banca e sentei numa fileira de cadeiras mais para frente. Então começou a adorável dança das cadeiras, a primeira fileira ia entregando os documentos e as fileiras seguintes iam passando para a frente. Quando finalmente chegou minha vez uma das moças estava desesperada – era da sociais e só foi descobrir que estava na sala de matrícula errada de pois de quase chorar, e eu também – entreguei então os documentos todos lindos, fiquei com os originais pois haviam as copias autenticadas e colocaram minha foto 3×4 linda junto à todos os documentos e formulários. Então, hasta la vista baby um moço na porta da saída me desejou boa sorte – eu tinha um sorriso de orelha a orelha que tenho certeza deve tê-lo contagiado, mal eu sabia o que iria me esperar – e me entregou uma sacolinha com folders da letras e de toda a USP. Logo que sai do auditório já haviam pessoas fofas para conversar, e então a pergunta – que eu aprendi só depois ser algo muito importante e quase como que sua marca na Letras – qual seria minha habilitação. Hãn? Habilitação? Ainda bem que eu soube disso pelo grupo do face, habilitação são os idiomas que você se forma ou linguística <3 . Como tinha acabado de chegar, respondi o que sempre achei que queria (e talvez ainda queira): francês. Então conversaram comigo sobre os auxílios de permanência e sobre o povo do curso. Então uma veterana linda escreveu um USP enorme na minha testa e deixou meus priminhos me pintarem (resultou em alguns riscos da Bianca e um “passei na usp” meio escrito errado pelo Daniel – mas a gente perdoa porque pichar a Samira não é um negócio fácil). Logo depois: aquele deslumbramento maior ainda, em ver o que hoje sei que é o Aquário (salinhas de xerox, da Atlética, de comida, de descanso) e barracas (da Atlética- o que me encantou pois eu realmente queria muito fazer parte do time da FFLCH, de uma organização cristã – que tiraram fotos muito legais e foram muito atenciosos com a minha família, e de mais gente pintando e conversando) havia também uns grupinhos com um pouco de música e os famosos e normais cartazes espalhados. A recepção cheia e super animada foi no dia anterior (matutino) pois o noturno além de ter mais adulto – portanto talvez mais quieta – ainda foi o dia com menos gente, já que a maioria foi no primeiro mesmo. Logo encontrei minha “mãe” que me adotou, minha veterana atenciosa e linda que me ajudou com todas as dúvidas e sonhos – e me ajuda até hoje – Ela nos mostrou um pouco do campus e da Letras, e comemos todos juntos na cantina – ou melhor dizendo na Itália. Depois nos encontramos na frente do prédio com uma galera do curso, e a Tai resolveu que seria ótimo me pintar mais um pouco e me deixar com glitter até a alma (o que eu adorei) – porém íamos no shopping depois, então imagine uma Samira se lavando no banheiro da história e tentando tirar glitter do coração e do pulmão. No banheiro estava escrito perto do teto “você é linda” sendo que só seria possível de ler olhando-se no espelho. Haviam cadeiras empilhadas na História pois tinha tido uma paralisação (piquete – barrar a passagem para que não haja aula e ninguém saia prejudicado).

Sobre a primeira mudança

Antes de me mudar permanentemente (na primeira semana, a calourada, a semana de recepção) nós fomos visitar o apartamento em questão. O encontrei no grupo do Facebook Repúblicas da USP. Se não me engano, sem fotos, apenas uma descrição da menina que estava saindo. Clicar para falar com ela foi o mais importante clique que já fiz na minha vida. Costumo pensar duas coisas que me regem: nada acontece por acaso, sempre há Deus guiando de algum jeito o seu caminho e as coisas só acontecem porquê devem acontecer e na hora certa, portanto não são perdas, mas livramentos. Eu tinha conversando um ou dois meses antes com umas meninas bem legais que tinha uma casa vaga, cachorros, meninas de cabelo pintado e jardim, bem legal, mas era bem longe em relação ao que estou e no fim elas não esperaram as chamadas e alugaram para outra. Foi sapiência de Deus porquê minha casa de agora é pertíssimo da USP (tanto que vou a pé) e na outra casa eu teria que tomar conduções e me perder nos ônibus e metrôs. Essa casa tem a Monique que me ajudou a me adaptar a São Paulo e a perder (ou ao menos deixar um pouco) a inocência do interior – e ficar mais atenta e esperta com as coisas. Tem a Jacqueline – minha deusa da fofura, companheira de quarto (confesso que me sentia em um acampamento no início) a pessoa que me atura e que me entende. Mas voltando à questão da primeira visita, é engraçado perceber como o cérebro processa os lugares novos; olhando agora no quarto ele era completamente diferente de quando o vi pela primeira vez; agora ele é um lar, ele tem espaço, ele é grande! Antes ele parecia apenas uma imagem nebulosa, um sonho grande de alguém pequeno que sabia que nunca conseguiria. No dia em questão conheci a família das meninas e percebi – tão diferentemente como elas eram – e foi de uma maneira tão profunda que me identifiquei com ambas, mas a que eu pensava que seria mais próxima acabei não sendo, e isso se inverteu absurdamente. Minha avó, meu anjo, meu porto seguro, minha vida, preocupada que estava/está resolveu comprar comidas suficientes para um refugiado de guerra viver com a família e parentes pelo resto da vida. No começo comi comida congelada de janta e almoço no bandejão – as vezes dividia a comida com as meninas pois era muita. Mas atualmente eu almoço “marmitinhas” de comidas que a minha avó traz e eu coloco em um potinho alface e no outro uma carne (geralmente frango) mas essas conversas pormenorizadas ficam para um próximo post.

Espero que tenham gostado, deixem seus comentários que eu irei responder o mais breve possível! Tem alguma pergunta? Pode me mandar que eu farei de tudo para saná-la. Até o próximo post!

o trauma de sentir e o vício em fugir – sobre o medo de ficar | #TeLiPoesia
Permita-me eu apresentar novamente, e me veja como mulher, não como uma irmã.
A melancolia dos dias úmidos e seus recomeços
Pessoal Textos

O valor da mudança

29.02.16
Surreal Photography Inspiration

Surreal Photography Inspiration/Rebeca Carpintero

Precisei me mudar para sentir a chuva, precisei me mudar para que minhas unhas crescessem, precisei me mudar para amadurecer e entender lá no fundo do ser quem eu realmente sou, precisei me mudar para reacreditar em mim e na minha força, também precisei para poder perder medos – tantos – de altura, de borboleta, de pessoas, de viver! Precisei mudar para acessar alguém em mim que eu desconfiava da existência, mas nunca havia comprovado.

Quero dizer que, há um bom tempo, quando tentei ler minha mão com instruções da internet eu gostei de uma coisa: o tal polegar flexível.

Isso significava, segundo minha fonte, que eu era/sou uma pessoa aberta a mudanças. A questão é: eu nunca havia realmente me mudado – seja de casa, de amigos, de carro ou de qualquer outra coisa – pois então como testar tal fato? Seria ele uma mentira? Na verdade eu tinha uma grande intuição; a de que o manual não estava de todo errado, sentia-me adaptar –muito bem obrigada – conforme as coisas iam chegando.

Chegou uma época em que mudei levemente de amigos, mudei a maneira de pensar sobre determinados assuntos, mudei minha forma de ver e de ser vista pelo mundo. E toda essa mudança me fez muito bem. Faltava em fim, à mudança de fato. Que não tardou muito a ocorrer. A questão principal diz respeito a o que eu posso tirar disso tudo para o meu engrandecimento pessoal.

Um professor uma vez comentou que o poeta precisa viver; amadurecer – talvez até levar um pé na bunda ou passar por momentos de tristeza – precisa respirar ares novos e aprender sobre o que vive, precisa viver para aprender sobre o que vê; e precisa disso tudo para se formar como poeta, para ter aquela sensibilidade perante a tudo, que só se adquire depois de viver – não pelo tempo dos homens, mas por experiências – por essa razão a mudança me fez reformar-me.


A mudança me fez ficar, a tal ponto de que, quando estou em São Paulo, quero por aqui ficar. Quando volto para Piracicaba junto de minha família, de lá não quero retornar. A mudança me fez resgatar o sentimento de agradecimento, de amor e de profundo afeto e amor pela família; coisas que talvez nunca mais acontecessem nessa magnitude se eu estivesse entregue apenas ao dia a dia. A rotina é linda, mas por vezes enfraquece o coração e endurece o olhar. Pela rotina de anos a fio não vemos mais os tijolos à vista das casas antigas, nem o céu pintado de rosa e laranja ao crepúsculo. A rotina venda os olhos para o que nosso coração deseja ver; assim, não podemos mais ver com os olhos livres as pessoas que amamos, e por ventura, nos esquecemos de que elas não fazem hora extra e precisamos aproveitar o tempo – sempre.

A mudança me fez retornar, me fez voltar, me fez viver e ansiar por acordar e por seguir.

Agora sinto a chuva, minhas unhas crescem, ando em meio aos tantos bichos do campus. Agora, eu agradeço a todo instante, pois eu acreditei. Eu sei o que fazer, sei não me perder, sei finalmente como viver.

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